Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Padre Luis Silva, era o Capelão do Bart 1914 em Tite.

Posted by Picasa

à procura do Hipólito e do Padre Luis Silva...

nesta foto o Hipólito de camisa encarnada, ao lado do Costa, no almoço em Salir do Porto em 2008. Pica Sinos: Abri hoje o correio. Pelo que depreendo, mesmo "avariado" continuas com uma pedalada de fazer inveja. Desconfio que os comprimidos que tomas serão da família ou, pelo menos, com "química" dos "--- agra". Bem hajas tu e os co-autores do blog pelo excelente trabalho a que meteram ombros e que tantas recordações armazenadas no subconciente nos têm avivado. Rápidas melhoras. Penso que, relativamente ao n/capelão P. Luís, fizeste uma abordagem adequada e correcta. Pessoalmente irei envidar esforços para que ele colabore no blog. Assim como irei tentar localizar o "cabito" que residia em Penafiel e o José da Silva Maia, que reside aqui por perto. Um outro, cujo nome ora não sei referir, e que residia em Freamunde - Paços de Ferreira, faleceu há cerca de um ano, segundo soube. Numa busca às recordaçõe do antanho, encontrei algumas fotografias que, a título devolutivo, te vou endereçar. Delas farás o tratamento que te aprouver. Uma delas, fez-me sorrir. Naquela em que, o então fur. mil. Guedes, me dizia, com aquele ar de quem não partia um prato: SPM (ou sacristão, não recordo já), empresta lá o "popó" porque estou com urgència de ir ver se chove lá para os lados da tabanca (ou seria para ir ver se a capela estava em ordem? Pensando melhor, aqui, seguramente, não, se bem que não tenha a certeza). É que (pura ingenuidade de então) ainda hoje estou para perceber porque é que tanta "psico" aqueles dois "fresquinhos" (o dito furriel e o seu chefe, um capitão) teriam que realizar. Seria das suas funções, seria ... Bem avisado andou aquele comandante que por lá passou e que (lembram-se?), a certa altura, proibiu (também não vislumbro o porquê) os senhores oficiais e sargentos de conduzirem as viaturas militares. E quem "desenrascava", ao menos, para passar à porta de armas? Alguns, "je". Talvez o n/capelão possa desvendar algo, se for desobrigado do dever de sigilo (não terá já prescrito?), se é que esses meninos alguma vez se confessaram. Bom, se me estatelei e ofendi alguma susceptibilidade mais púdica, foi-o involuntariamente, garanto. Outra, mas ao contrário. A que estou com o saudoso Luís Filipe Batista. Tempos antes de falecer, entrou em contacto telefónico comigo para agendarmos um encontro. O raio da vida sempre frenética não o permitiu, talvez por culpa minha. Ainda hoje, quando lembro, sinto um arrepio. Um abraço. Entretanto, darei notícia. Hipólito hipolito.sousa@iol.pt ------ A seguir o email que o Pica nos enviou e ao qual o Hipólito respondeu com o texto acima: Meus Amigos Guedes e Hipólito Isto anda mal em termos de saúde. O frio não vai e a constipação acompanhada de tosse também não. Claro que tomo uns comprimidos e mais umas mesinhas. A coisa melhora mas o "fado" volta no dia seguinte. É a velhice camarada. Venho pedir-vos duas ou três fotos do Padre Luís para eu as poder trabalhar visando ilustrar o texto que vou escrever sobre este amigo. Eu já lhe escrevi! Mas tenho receio que alguma vez me responda. Nessa perspectiva será necessário dizer uma ou duas coisas sobre ele, nomeadamente o que fazia a igreja que organizava em Tite. Se bem me lembro o edifício era no exterior numa das extremidades do quartel e para além do culto religioso, também servia de escola. Creio que foram celebrados alguns baptizados, mas mais não sei. Tu Hipólito que acompanhavas o amigo no culto religioso podes e deves dar uma ajuda dos factos mais importantes!! Talvez tenha sonhado, mas tenho na ideia que numa certa noite por lá caiu uma morteirada sem consequência físicas! (A missa á noite era outra) Vou perguntar ao Justo se tem fotos deste acontecimento, se é que existiu (?) Podem dar uma ajuda? O texto referirá certamente o Concelho de Valença com um pouco da sua história, se de todo em todo o homem (o Padre Luis) ficar mudo nas respostas É também importante saber a idade. Pica Sinos

sábado, 10 de janeiro de 2009

Abrindo caminhos, caminhando... pelo Pica Sinos

ABRINDO CAMINHOS CAMINHANDO Em acordo com o pedido do nosso Guedes, tenho feito algumas buscas na procura de camaradas, que por uma ou outra razão, não têm assistido aos nossos almoços convívio. Creio que um dos motivos das ausências de muitos, é a distância terrestre, versos afazeres ou responsabilidades familiares/profissionais, e também o seu desconhecido paradeiro, impossibilitando uma maior mobilização, sendo eu da opinião, que na próxima convocatória, se junte a lista dos nomes e moradas que sabemos, para por um lado, possibilitar a respectiva actualização, por outro lado, saber-se quem de perto de nós reside, para assim nos podermos encontrar mais amiúde. Decerto, tenho a certeza, que durante todos estes anos, quantos de nós, mesmo que ausentes daqueles que partilhámos os maus, mas também os bons momentos, junto dos nossos familiares (sobretudo dos filhos e netos) na presença das fotos que religiosamente guardamos, dizemos …. Olha este moço fez isto, este é fulano, este era muito calado e este muito brincalhão …a prova disso são os sorrisos e abraços quando temos a oportunidade de nos encontrarmos, mesmo que esses “encontros” sejam por uma simples chamada telefónica!
É o que me tem acontecido assim como aos meus interlocutores. Alguém disse e eu partilho …Amigos na Guerra, Amigos para Sempre… Tudo isto para dizer que nas minhas “saltadas” por este país fora, mais na grande região de Lisboa, Alentejo e Algarve, encontrei vários camaradas e amigos que se preparam não só para almoçar com os demais em Ovar, mas também, um dias destes, disponíveis para almoçarem comigo, possibilitando na conversa saber algo que vise a posterior publicação no Blog da Bart 1914. Aqui vai as minhas mais “recentes” descobertas: António Costa Mestre – Mértola – 286 453 164 Manuel Mendes Flores – Fonte da Casa – floresmm@sapo.pt Padre Luís Azevedo C. Silva – Valença – 914 330 687 Joaquim Vieira Correia – Mem Martins – 962 629 573 Francisco Ferreira Ramos – Moura – 964 448 133 (Á excepção do Padre Luís, são todos da especialidade das transmissões). (Na foto não me lembro do nome do camarada que está ao lado do Palma mas que também é das Transmissões) Eles esperam o vosso contacto sendo certo que brevemente vos dou noticias individuais. Raul Pica Sinos
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nota - o Padre Luis Silva já veio a alguns dos nossos almoços, sendo visivel em algumas das fotos que estão publicadas no nosso blog.
Quanto à lista das moradas, temos uma que foi actualizada em 2006. Mas devia haver um "fiel depositário" da lista principal que enviaria cópias a quem o desejasse. Mas todas as alterações teriam que ir parar sempre à sua mão para actualização.
Só assim poderemos manter essa lista "viva".
Bem hajas Pica, pelo teu desempenho!
Leandro Guedes

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Acidentes auto...impressionante !! http://www.wreckedexotics.com/newphotos/videos/028.shtml Descrição: Este video foi considerado como contendo as melhores cenas de filme crash históry. As cenas são tão envolventes e realistas ao longo do filme, que o torna bastante dramático. Todo mundo morre de uma maneira horrível. YouTube - Google Zé Justo

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

...Outros tempos...Outras mentalidades !! Este anúncio para fumadores de 1970, coloca como chamariz...um médico ??!!...com um cigarro numa mão, e um Dupont noutra. Bonito exemplo aos olhos de hoje. Zé Justo

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Zé Justo em Santa Cruz... de rabo de cavalo

Bela foto esta do Zé Justo, tirada há dez anos em Santa Cruz, junto à Torre, vendo-se ao fundo o Penedo do Guincho. Mas o mais marcante é o rabo de cavalo do nosso amigo. Modernaço o nosso Justo. Um abraço.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

“Esta jovem foi amarrada e torturada pelos próprios familiares que a queriam obrigar a um casamento de conveniência".
Na Guiné-Bissau, segundo certos usos e costumes, os pais ou familiares é que decidem com quem as filhas ou parentes se vão casar“.
Nenhuma cultura ou tradição ou ritual ou estupidez pode justificar esta barbaridade.
Sou pela diferença cultural, pela diversidade, mas também pela autonomia de consciência, pela liberdade de escolha, pelo respeito pelos direitos humanos e pela prática ponderada das culturas tradicionais e fechadas (desde que não ponha em causa a liberdade e os direitos fundamentais).
Se os pais podem fazer isso, o que se poderá esperar de um estranho? Gentileza do Blog “NÒSMEDIA”
Zé Justo

domingo, 4 de janeiro de 2009

Acender sempre à primeira...

Uma das recordações que trouxe de TITE, foi um isqueiro de marca "RONSON" VARAFLAME Premier V.F.282. Ainda o guardo na embalagem original e tem o preço 350$00. E claro pra que ninguém mo "levasse" quando cheguei da Guiné, uma das primeiras tarefas foi tirar a licença de isqueiro. Costa Neste comentário sobre as Licenças de Isqueiro, o Costa menciona o Isqueiro Ronson. Recordou-me um documentário que vi no Canal História, que relaciona os famosos Ronson com o tank Sherman. Os Americanos entraram tarde na Segunda Guerra Mundial, e ao contrário dos Alemães os seus tanks de guerra M4 Sherman, os únicos que possuiam na altura, eram como cascas de nozes para os excelentes e super blindados, Panzer inimigos. Ora o isqueiro Ronson tinha fama, e a marca publicitava-o, de acender sempre à primeira...o que para as tropas Americanas, logo serviu como imagem para “batizarem” os seus frágeis tanks Sherman de Ronson’s, pois ao primeiro disparo inimigo, ficavam em chamas. Curioso não ? Zé Justo

sábado, 3 de janeiro de 2009

Raulão...

Justas palavras as do Guedes, elogiando o nosso Disco Jokey permanente. Nem dorme...sai da Discoteca às tantas, e continua a trabalhar para os amigos. Não há dúvida que temos a banda sonora do Blog bem entregue. Mais palavras para quê...é um artista Português. Um abração companheiro, e continua com as tuas excelentes escolhas. Zé Justo

o nosso Disco Jokey

Para que conste e seja feita a devida homenagem, o homem que periodicamente se encarrega de pôr a circular no nosso blog, as belas melodias que vamos ouvindo, é o Pica Sinos.
E nas conversas com meus amigos sempre vem à baila "que musica bonita vocês têm no blog..."
E perguntam como se faz, o que eu não sei responder.
Portanto amigo, os meus, os nossos parabens pela tua incansavel tarefa de... nos dares música.
Um abraço
Bom Ano para ti e para os teus, para todos nós.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Licenças de isqueiro... pelo Zé Justo.

Licença de Isqueiro Sabiam que, no Portugal Salazarista (especificamente entre 1937 e 1970), para ter um isqueiro era preciso ter licença de uso? Pois era! E, pelo menos em Lisboa, actuavam diversos “caçadores de multas” a tentar apanhar todos aqueles que acendiam o isqueirozito e não eram portadores da respectiva licença. O decreto que regulamentava tal medida era o Decreto-lei n.º 28 219 de Novembro de 1937. Foi abolido em Maio de 1970. Quanto ao regime político que criou leis tão extraordinárias como a licença de isqueiro, foi abolido a 25 de Abril de 1974. Publicado por vmar em abril 17, 2004 10:23 PM Comentários Se me lembro e os caçadores de multas andavam à paisana. E já agora sabe porquê. Era para proteger a Fosforeira que tinha o monopólio do fabrico de fósforos. Afixado por: congeminações em abril 17, 2004 11:24 PM Lembro bem. O meu pai foi abordado várias vezes pelos ditos senhores. Afixado por: M. em abril 18, 2004 01:52 AM. O pessoal da Veiga Beirão tinha vaidade em possuir as ditas Licenças de Isqueiro que eram anuais e requeridas na Camâra Municipal de Lisboa. Os fiscais, normalmente reformados do exército e policia, eram como ratos procurando o queijo. A sua grande concentração era no Rossio junto ao Pic Nic, muito frequentado pela juventide, pois entre outras iguarias divinais, tinham um gelado semi-frio, cremoso que era de morrer. Ora, um dos nossos grandes divertimentos, era irmos à noite para perto do Pic Nic e como, já mais ou menos pelas pintas nos cheiravam os fiscais, faziamos um truque com uma caixa de fósforos das pequenas. Consistia em, com um jogo de dedos raspar um fósforo com um movimento idêntico ao de precionar um isqueiro e, acendiamos o cigarro, dando à distância a nítida ilusão de se ter usado mesmo um isqueiro. Claro que o fiscal, sempre atento, vinha logo pedir a licença de isqueiro, já a fazer-se à multa, mas ficava desiludido quando via que o que tinhamos na mão eram sómente fósforos... Zé Justo Gentileza dos Blogs "A verdade da Mentira" e "Coisas de outros tempos" JJ edição de fotos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

SeuOrkut.com.br

engracados - Graficos & Glitters Para Orkut

Imagens & Glitters Para Orkut ::

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Bela noticia para fechar o ano de 2008.

Amigos Encontrei mais dois das transmissões O Mestre - Telefonista que está em Mertola - telefone 286453164 e o Flores - Telefonista - que está por perto de Vila Franca de Xira! O Mestre convidou a malta a uma patuscada no monte lá mais para a frente depois do tempo melhorar. Também vai entrar em contacto com o Ramos que está em Beja. O Flores quer almoçar um dia destes!!!! Vamos ter mais histórias e Brevemente a do Amador que vou almoçar com ele para a semana próxima. O Flores vai escrever-vos pois "mexe" na NET. Não conhecia o nosso Sitio e agora que já conhece as vossas moradas vai entrar em contacto brevemente é uma surpresa. Um grande Abraço para vocês Pica

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fim de ano de 1967, pelo Zé Justo e José Costa...

Ementa FIM DO ANO 67/68 Grande petisco, em que todos juntamos o que nos tinham enviado da Metrópole e realizou-se uma grande festarola, à qual posteriormente aderiram alguns furriéis e oficiais.

Lembro-me que apanhei uma "constipação" monumental...foi das correntes-de-ar. Creio que o texto foi do Cavaleiro. Fotos do Zé Costa Zé Justo

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Ementa FIM DO ANO 67/68 Foi uma noite memorável!! A minha comparticipação foi, uma lata de uns 5 kls de rojões em azeite,que um familiar me enviou por um portador aí por alturas de Agosto.

Eu guardei-a para a abrir em um momento especial, e esse momento foi este.

Ao abrir a lata, era um cheiro pestilento que eu nem provei... mas os rojões desaparecem na bôca do saudoso Alf.Vaz Guedes, que também se constipou e muito.A minha constipação, deu-me para me sentar ao volante de um jeep e ali ficar o resto da noite, até que uns colegas do "reforço" me acordaram, estava eu em tronco nú todo molhado da cacimba! Costa

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O MATOS NOS DIAS DE HOJE

AS SUAS “PÔPAS” EM TITE

FARIAM INVEJA AOS “PUTOS” DESTA ÉPOCA

Pelo meio da manhã, véspera do Natal, desço a Rua Garrett, o Chiado como dizem os lisboetas, e sou surpreendido por gente do circo!

…Uma grande bicicleta montada por um jovem todo de branco que apregoava…Olha o circo…Olha o circo…um outro no cimo de altas andas, também. Na frente duas lindas majorettes, bem caracterizadas e muitos sorridentes, contribuindo com a sua graça para a frescura da manhã que se faz sentir. Por último a charanga. Devem ser, todos, da Companhia de Teatro do Chiado – Mário Viegas.

O Chiado, que eu amo, foi refúgio favorito do Fernando Pessoa e do Eça de Queiroz. Foi pólo intelectual de Lisboa no século XX. O Chiado diz o poeta…não pode ser explicado apenas sentido…É verdade! Só no Chiado eu consigo “sentir” a vivência dos dias quando me encontrava com a minha amada, na esquina do Eduardo Martins, no final dos dias de trabalho. Mas deixemos isso por agora, estou aqui para “falar” do Matos!

O Joaquim Correia de Matos, 1º Cabo de Transmissões em Tite, nasceu em Lisboa a 27 de Novembro de 1945. Aos 10 anos já trabalhava na oficina de sapateiro do seu pai. Seguiu a profissão de empregado do comércio – Caixeiro – vive desde há muito em Arruda dos Vinhos, (concelho que faz fronteira com o de Vila Franca de Xira), e é nesta manhã fresca e animada que vou ao seu encontro numa das sapatarias de luxo, na Rua Garrett, onde trabalha há 39 anos.

O encontro desenrola-se à mesa num “café”. E começo por dizer que o objectivo é…satisfazer muitas perguntas de antigos camaradas que não se cansam de por ti perguntar, pois, há muitos, muitos anos não te vêm…, digo!

Olha, diz… são muitas as vicissitudes da vida que me levaram a não me encontrar com os camaradas… não exemplificando, vai dizendo que… o tempo que passou na Guiné o considera em duas partes:

…Uma, bastante má, que era naturalmente a guerra, com todos os problemas. A principio o medo que é natural em qualquer um de nós. Depois vamo-nos habituando à situação!...

…Mas a situação psicológica era bastante grande, e na parte final com o regresso já próximo a ansiedade aumentou!...Mas tudo se passou e terminou o martírio e o regresso aconteceu!...Ficaram alguns traumas, infelizmente alguns ficaram por lá!...

Não o interrompo, respeito o seu desabafo que também é meu.

…A outra parte, diz…a boa, foi naturalmente o convívio e a camaradagem, derivado também da situação difícil em que vivíamos nos “obrigava” a aproximar mais uns dos outros…

…Posso de uma forma resumida dizer que apesar do seu lado mau, devido à situação de guerra, foi uma experiência que nos ensinou o lado mau (sublinha) da vida…

Com este grande e humilde camarada, lembro-me de dois acontecimentos: um na viagem e um outro já em Tite; o seu enjoo no barco que durou (8 dias), desde a passagem da Ponte sobre o Tejo até Bissau, e a febre tifóide que contraiu e o levou ao internamento hospitalar durante três meses.

Ainda uma outra, (que irritava o pessoal, mas de fazer inveja aos “putos” de hoje) recorda-me o Costa, eram os suas “pôpas” nos penteados “enroladas em brilhantina”, contrastando com o fardamento roto e empoeirado, levando a “malta” numa das vezes, pela força, fazer mergulhar a sua cabeça dentro de um bidão de agua que estava por perto.

Despeço-me do Matos com um…até amanhã! Mas deu para perceber que, em Ovar, no próximo encontro do pessoal, lá o teremos para o abraçar.

Raul Pica Sinos

Missa ètnica pela Paz ! Camerata Vocal de Torres Vedras.

Dentro daquele nosso lema de que "nem só de tropa vive o homem", aqui vos deixo o testemunho dum espectador, meu colega na Univ. Sénior, que assistiu ao Concerto de Natal da Camerata Vocal de Torres Vedras, na Igreça da Graça, no passado dia 13 de Dezembro. Este testemunho chegou-me às mãos por intermédio de dois outros amigos - o Rodrigues e o José António. "“MISSA ÉTNICA PELA PAZ” Aplausos para a Camerata Vocal de Torres Vedras ! Uma vez por outra vou ao cinema. Umas vezes gosto, outras vezes não. Quando gosto recomendo aos amigos e estes normalmente perguntam-me o nome do realizador. Já tem acontecido ir assistir a um concerto e, embora goste, também não fixo o nome ou nomes dos compositores e quando recomendo aos amigos lá vem a pergunta. Quem é o compositor? Fico embaraçado. Eu sou assim. Pobre e mal agradecido, como diz o povo. Gosto de um espectáculo e depois não me preocupo em saber quem foram os principais responsáveis por esses momentos de prazer. No cinema não é hábito batermos palmas no final da exibição. Num concerto é isso que se faz quando se gosta. Aí sim, procuro agradecer e bato palmas até que as mãos me doam. Mas fixar o nome do compositor ou nome do maestro… .
Toda esta lenga lenga vem a propósito de que no passado dia 13 fui à Igreja da Graça assistir a um concerto da Camerata Vocal de Torres Vedras. O nome Camerata (com mais de 25 anos) já me é familiar pois já assisti a vários espectáculos seus. Aquela “Ode ao Vinho” já me deslumbrou algumas vezes. Mas voltando ao concerto do dia 13 de Dezembro “Missa Étnica pela Paz”. Gostei tanto, tanto que bati palmas com força e já falei no caso com amigos. E desta vez tive a preocupação de tentar fixar na memória o nome do compositor – Lorenz Maierhofer –. O maestro António Gonçalves, apesar das minhas distracções, era nome que já tinha memorizado. Tratava-se de uma obra de paz e era em ambiente de paz que se vivia naquela Igreja, repleta de gente de todas as idades. Contrariamente ao que infelizmente acontece nestes eventos, não se ouviu o som de telemóveis. As atenções estavam todas voltadas para os interpretes, para o maestro, para os narradores, (leram textos de lutadores pela paz como Nelson Mandela, Luther King, Gandhi e outros) e para os percussionistas (elementos da Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras). O público aplaudiu de pé com entusiasmo, como que agradecido por aqueles momentos de paz. Para todos, aqui deixo mais um aplauso. Joaquim Cosme 22 Dezembro de 2008""

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Para todos vós, familias e amigos
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Feliz Natal
e
Que o Novo Ano seja melhor que o anterior
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De David Mourão Ferreira, aqui lhes deixo um belo poema de Natal:
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""Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio.
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
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Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
-
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
.
David Mourão-Ferreira ""

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Votos de Boas Festas

António Andrade Junior (Falecido)
O nosso amigo José Costa reenviou-nos a seguinte mensagem: ""Caros Amigos, A todos vós que contribuiram para a obtenção de informação sobre o passado militar de meu pai, ANTÓNIO ANDRADE JUNIOR, da CART 1692 do BART 1914, e me ajudaram e estão a ajudar a recuperar memórias e me permitem começar a ganhar memórias perdidas, expresso os Votos de um Santo Natal e de um Próspero Ano Novo, extensível às vossas famílias. A demanda de algo muito particular, fez nascer em mim a vontade de saber mais sobre todos quantos lá passaram (Guiné) e de tentar perceber (se é que algum dia perceberei). É meu dever deixar este legado aos meus filhos, para que a memória não se apague, em respeito e homenagem a todos os BRAVOS que lá passaram. Se me é permitido mais este pequeno abuso, peço o favor de continuarem a enviar informação relevante (do arquivo histórico militar enviaram-me a cópia da listagem dactilografada e já mal percéptivel, com o nome de todos os incorporados na CART 1692). A todos o meu obrigado e BOAS FESTAS!!!! Um Abraço Amigo gonçalo andrade""
Sabem porque é que este Pai Natal em vez de Descer pela chaminé, tem que Subir pelas varandas ???? É porque está a Recibos Verdes !! Zé Justo
De uma forma muito especial, para os simpáticos e habituais visitantes do nosso Blog: Luisa Barbosa - http://biabisa.blogspot.com/ Alcinda Duarte - http://ocantinhodatia.blogspot.com/ e o prof. Carlos Silva - http://cantodocarlos.blogspot.com/ quero expressar os meus votos de um Natal e Novo Ano que se aproxima, repletos de muitos Sucessos Profissionais, Pessoais e Bloguistas. Zé Justo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Duque - o encontro com o Pica Sinos

ELE É O Nº 1 NO QUADRO DE HONRA DA ASSOCIAÇÃO
Natural da cidade – onde o rio é mais azul, e em certos dias tem a mesma cor do céu – Setúbal –, o Manuel Duque, o “Duque” com a especialidade de maqueiro, como nós o conhecemos em Tite, veio para Almada aos 14 anos. Foi mecânico de balanças na antiga Casa Romão, e aos 17 anos abraça a profissão de bombeiro.
O Manuel Duque, o Chefe Bombeiro, amado e respeitado por todos que de perto com ele convivem, hoje, aos 63 anos de idade, é o nº 1 no Quadro de Honra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almada.
Perante o encerramento dos Estaleiros da Margueira (Lisnave), e após 30 anos de serviço que ali dedicou como bombeiro, o Duque não escolheu, nem estava, ou melhor não podia estar, no seu horizonte escolher um outro caminho, senão o de soldado da paz! Ingressando, logo após o seu despedimento, no quadro efectivo dos Bombeiros Voluntários de Almada,
Fui ao encontro do “Duque”! Já no quartel, envergando o fato de trabalho, vejo-o a arrastar uma perna sofredora certamente por reumático, vem acompanhado por um outro camarada do serviço – o Sargento Alberto -! Apercebo-me que as suas palavras saem da sua boca “enroladas e em catapulta” resultantes de um AVC que recentemente o vitimou, diz. Quando na parada é com muito agrado que converso, neste primeiro encontro, com este nosso camarada. Foi gratificante verificar as muitas fotografias da vida em Tite religiosamente guardadas.
Dessas, uma particularmente mostrou – o Corpo clínico em Tite – apontando um a um, com os olhos rasos de água, a custo lá disse “ a maioria já se foi”. E uma outra, o seu inseparável amigo – o Joke – que para todo o lado o acompanhava. Em Tite passou pelo Duque muitas histórias: com o “JoKe” do Heitor, que não sendo o dono – mas sim tratador – eram inseparáveis. Com as duas corujas enormes, de cor branca, cujo “funesto assobio” arrepiava tudo o que era cabelo, não deixando dormir aqueles que por perto da enfermaria/farmácia habitavam. Outras, ainda ligadas à sua especialidade, quer em operações no terreno, quer no posto clínico.
Este camarada com um comportamento que lhe era peculiar – educado, paciente e obstinado! - Uma vez, faz-me o Botas lembrar, consertou uma bicicleta tipo “pasteleira” que num canto estava abandonada, onde nos dias de folga, sobretudo aos domingos, aproveitava – vaidoso – para dar as voltas ciclo turísticas pela tabanca, vestindo sempre uma tchart com motivos havaianos que “desviou” dum monte de roupa usada destinada a distribuir pelos naturais. Uma semana após o nosso primeiro encontro, com a presença do Comandante da Associação (Vítor E. Santo), do Sargento Bombeiro (Alberto) e do Zé Santos (Alcântara), no almoço que o Duque fez questão de nos presentear, apercebo-me, mais, que este nosso companheiro, já reformado, com 46 anos de bombeiro, ainda presta serviço nas áreas da manutenção e da conservação na instituição. Apercebo-me do superior destaque dos feitos do Duque em bravura, e dos serviços prestados à comunidade, não lhes cabendo no seu largo peito as medalhas – desde o bronze ao ouro - que lhes foram merecidas ao longo dos anos, por muitas e variadas entidades.
Bem hajas Duque! Pica Sinos

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

As brincadeiras de Natal, do Zé Justo...

Um AMIGO é outro eu, porém, mais perfeito. Jean Guiton Aos ex-companheiros de armas. Tudo do melhor que o mundo tem, para vós e aos que vos são queridos. 2008-2009 Zé Justo

domingo, 7 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS para todos

Caros Amigos:

A todos vós desejamos Boas Festas, Feliz Natal e um óptimo Ano de 2009. Sempre com saúde!

Que o novo ano vos traga mais vontade não só de visitar o blog, mas também de participar nele. Só com a ajuda de todos vós, esposas, filhos, netos, amigos, o blog poderá continuar activo e dinâmico.

Bem hajam.

Zé Justo, Leandro Guedes e Pica Sinos

Fim de ano de 1968 - Um aerograma do Costa para a namorada...

Ementa FIM DO ANO 67/68 Fui procurar um aerograma dessa época. Encontrei um de 03/01/1968 As tantas escrevia eu pra minha namorada: "Embora estivesse de serviço, não deixei de festejar a passagem de ano. Um grupo de amigos reuniu-se todo num armazém de material de guerra, e não faltou: Frango assado no forno com batatas, e ainda uma bela sopa de canja.Cada um levou o que recebeu aí da metrópole. Foram umas horas inesquecíveis". José Costa

As Tabernas de Lisboa...

Recebi o seguinte email:

"Boa Noite! Chamo-me Filomena Cabral, sou do Algarve, mas neste momento estou em Lisboa. Sou professora de Historia e estou a tirar o mestrado na Universidade Nova de lisboa. Estou a fazer um trabalho sobre o Bairro Alto e as suas tabernas(que quase já não existem). Gostaria de Saber se teria disponibilidade de um dia contar-me as suas memórias sobre o Bairro Alto. Pois nem toda a sabedoria e conhecimento está depositada nos livros. Deixo o meu email menacabral@sapo.pt. Muito Obrigada Cumprimentos Filomena Cabral PS: Parabéns pelo blog, sempre que posso dou cá um salto para ler as Histórias " ---------------------------- e esta foi a resposta que dei à Senhora: ""Agradecemos o seu contacto e também a sua simpatia para com o nosso blog. O tema proposto é realmente interessante e tem sido tratado no nosso blog. Por isso enviei o seu email para dois amigos que são co-editores do nosso blog: Zé Justo jmjusto@gmail.com e Raul Pica Sinos raulpsinos@netcabo.pt Eles foram nascidos e criados nas zonas das tabernas lisboetas e vão concerteza dar-lhe a ajuda que precisa. São pessoas capazes e à altura daquilo que pretende. Os nossos cumprimentos."" Leandro Guedes""