Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Várias vezes aconteceu ouvirmos no dia seguinte a termos sofrido um ataque, os batuques à
distância, indício de que tinha havido mortos nas tabancas controladas pelo PAIGC no ataque da véspera.
O batuque começava num ritmo lento e aumentava progressivamente no período de 24 horas.
Os homens tocadores dos Bombolom
Assisti uma vez a um destes rituais, e ainda recordo a tremenda sensação de toda aquela vivência.
O ritmo do batuque entranhava-se-me de tal forma que eu tremia da cabeça aos pés, e sentia um ímpeto enorme que quase me fez saltar para o meio deles !! quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Vamos "castigá-lo" ?...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Boas recordações nos traz o Zé Justo...
UM APELO DO PICA SINOS...
Ovos de cócós - pelo Pica Sinos
Recordo, haver junto à vedação do exterior, dentro do perímetro reservado à pequenada, na frente de uma carreira da plantação das canas de bambu, um conjunto pequenas casinhas, que davam para entrarmos pelas portas, sairmos pelas janelas, brincar às escondidas, etc. onde, despreocupados e alheios a tudo isto, pastavam pequenos galináceos – os “cocós” – cujas fêmeas punham os ovos, em recipientes estratégicos, colocados pelos funcionários do jardim, para que a pequenada não os esmigalhassem em resultado das suas brincadeiras.
Eu, também tinha com eles, com os ovos, muito cuidado e, sempre na hora da partida. Colocados aos sete e oito dentro da camisa, lá ia eu disfarçadamente para casa na esperança de os comer fritos, não sem antes levar dois estalos da Georgina, minha mãe, pelo acto praticado. Contudo, não deixava de os fritar. E como sabiam bem os ovos das cocós do Jardim Zoológico de Lisboa.
Raul Pica Sinos
Foto: Gonzalo Cárcano/Chile























