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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos, com a devida vénia

TALVEZ NÃO SAIBAM (?) QUE A REVOLUÇÃO DE ABRIL DE 1974...


Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário e fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo. Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros, até então Ministro das Finanças, passou a controlar o país não mais abandonando o poder até 1968.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a comunidade internacional e a ONU, vinham a defender a implementação de uma política de descolonização em todo o mundo. O Estado português recusa-se a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. Salazar, praticando uma política de isolamento internacional sob o lema Orgulhosamente só, levou Portugal a sofrer consequências extremamente negativas a nível cultural, económico.

Em Março de 1961, no norte de Angola acaba por estalar uma sangrenta revolta. A chacina merece de Salazar a resposta …Para Angola rapidamente e em força….

O regime fascista, defensor de uma política colonialista, alimenta as fileiras da guerra colonial, já então espalhadas pela Guiné e por Moçambique, com o propósito de manter as chamadas províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa com o resultado de milhares de mortos entre os povos.

O ditador Salazar, doente e senil, foi afastado do Governo em 1968. Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro deste mesmo ano, para o substituir, Marcelo Caetano. Este, em tempo afastado do Governo por Salazar, veio a seguir a mesma política, no que diz respeito às províncias ultramarinas.

Os militares portugueses começaram a revelar grande desgaste e mesmo desprestígio com a continuação da guerra colonial que, se mantinha há mais de dez anos, concluindo que não era militarmente que a questão do ultramar se resolveria.
As eleições legislativas, em Portugal, ocorridas em 1973, não trazem alterações nem melhorias visíveis.

Começam a organizar-se grupos conspiratórios entre os capitães do exército, motivados também por reivindicações de carácter corporativo por parte dos oficiais do quadro permanente, contra o regime e contra a manutenção da guerra.

Paralelamente alguns sectores das finanças e da economia, classes médias e movimentos operários, constituem um importante factor na contestação à política do regime e, apresentavam-se, então, concordantes quanto à independência das colónias que, acabaria por acontecer, pondo assim termo a uma guerra que se prolongou por 13 anos.

Aconstituição do MFA resulta de uma reunião clandestina no Monte Sobral, em Alcáçovas, sendo que a primeira reunião clandestina de capitães foi realizada na Guiné-Bissau a 21 de Agosto de 1973. A guerra colonial constituiu a motivação dominante deste movimento criado por militares dos três ramos das forças armadas; exercito, aviação e a marinha.

O Movimento estuda e planeia a execução do golpe de Estado. A 24 de Abril de 1974, desencadeia tomada de posições, a partir comando no quartel da Pontinha em Lisboa. Desenvolve acções após a canção “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho (23horas) emitida via rádio pelos Emissores Associados de Lisboa. E dá início a ocupações no terreno, a partir do segundo sinal com a transmissão da canção “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso (00,20horas do dia 25 Abril).

Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; uma florista, do seu molho de cravos que transportava, colocou um na espingarda de um soldado, de seguida todos o fizeram ficando os cravos símbolo da revolução.

As forças da Escola Prática de Cavalaria, comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, fazem a ocupação do Terreiro do Paço em Lisboa. Mais tarde a do Quartel da GNR no Largo do Carmo, onde se encontra refugiado o chefe do Governo, Marcelo Caetano, rendendo-se final do dia.

N dia seguinte forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares que, procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA tem como pontos fundamentais. Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

Entre as medidas imediatas da revolução dos cravos, contam-se a extinção da PIDE/DGS e da censura. Os Sindicatos passam, na sua grande maioria, a ser livres, os partidos são legalizados e, os presos políticos libertados.

Desenvolvem-se medidas atinentes para acabar com a guerra e, de preparação da independência das colónias ultramarinas. Facto que ocorre entre Outubro de 1974 e Novembro de 1975.
Da Guiné-Bissau, o último contingente militar regressou a Lisboa em 15 de Outubro.

Hoje, Abril de 2012, Os sucessivos governos, por força de politicas de direita, muitos dos direitos conquistados com a revolução de Abril de 1974 e, amplamente consagrados na Constituição da Republica Portuguesa, foram retirados. Torna-se necessário mudar de governo, mudar de políticas, defender Abril.

25 Abril Sempre!
Raul Pica Sinos
Bibliografia: Centro Documentação 25 Abril da Universidade de Coimbra,
Dicionário Enciclopédia Wikipedia. Foto de Carlos Granja

2 comentários:

leandro guedes disse...

Guedes como não consigo diretamente comentar, agradeço-te o favor de incluires no artigo do Pica o texto abaixo:
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Pica como sempre um primor!!!
E tenho que repetir "aquela frase estafada".....Rápido, Preciso e Conciso... como mandam as NEPs.
Muitos de nós, principalmente os de Lisboa e eu em particular por viver no centro das operações, mantemos um carinho e gostosa saudade deste dia, que já parece tão longe e esquecido dos corações dos doutos mandantes da nossa terra.
Parabéns e continua.
Abraço
José Justo.

Albertina Granja disse...

Como seguidora que sou deste Blog, não podia deixar de ler este “documento histórico” e ao lê-lo fui agradavelmente surpreendida por constatar ter sido o mesmo ilustrado com uma foto de um familiar que me era muito querido (infelizmente já falecido há cerca de 10 anos, vítima de doença prolongada) – CARLOS GRANJA, meu primo direito…...

O Carlos não era fotógrafo de profissão, nem pouco mais ou menos, mas era um apaixonado por tudo o que à fotografia dizia respeito e era um amante da natureza…..!!!

Comprava as melhores e mais modernas máquinas que na época existiam, ía aos locais mais recônditos captar imagens fantásticas, quer fosse no campo ou na cidade, na serra ou no mar…..!!!

Tanto andava por vales ou planícies, como galgava montanhas ou aventurava-se pelas zonas de sapal, na ria formosa, quando as marés baixavam, para fotografar as garças, os flamingos e outras espécies, que escolhiam aqueles locais para dali retirarem o seu sustento…...

Natural de Olhão, onde viveu até terminar o curso comercial, passou a residir em Lisboa, a partir dos 17/18 anos de idade a fim de prosseguir os seus estudos, regressando à sua terra natal apenas 3 a 4 vezes por ano, nos períodos de férias, mas sempre acompanhado da sua máquina fotográfica, para que pudesse registar todo e qualquer momento que ele achasse importante....

Foi em Lisboa que então passou a ter a sua residência permanente e fazia por estar sempre presente em todo o tipo de eventos que por perto ocorriam (desde que a sua vida profissional lhe permitisse), por forma a poder captar as imagens mais genuínas……e foi o que aconteceu na manhã do dia 25 de Abril de 1974…!!!!!

Parabéns pelo texto que aqui é apresentado e parabéns também pela escolha da foto que o ilustra…..!!!!

Albertina Granja