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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hoje é a vez do José Justo fazer anos

Parabens ao companheiro José Justo.
Que tudo te corra bem na vida, amigo e que tenhas saude, são os nossos votos sinceros.

Em jeito de comemoração, a seguir publicamos um texto do Pica que te é dedicado. E também uma musiquinha para te alegrar o coração.
Muitos Parabens por mais este aniversário.
LG.





Justo era um dos rapazolas, à volta dos 20 anos, como a esmagadora maioria dos que “residiam” em Tite. O posto era o de 1º Cabo. A função Operador de Cripto.
O Justo (o Zé das Osgas) era (é) um contador de histórias exímio. Forte a sua personalidade. Todos tinham por ele grande admiração. Recordo-me de bons momentos passados com este camarada.
A forma de estar do Justo “era não estar ali”, era como se estivesse a ter….sei lá (?) um sonho mau, um grande pesadelo. A cerveja, os cigarros que “comia”, os seus desenhos, os trabalhos manuais, as suas fantasias eram (são ainda hoje) o seu escape. Ou seja: ele estava-se nas tintas para o que lhe diziam. Contava religiosamente os dias que faltavam para o regresso, mas eu sei que….não era alheio às questões e aos problemas.

O Alferes (periquito) dava pelo nome de Vaz Pinto. Foi comandante do pelotão Daimler. Hoje infelizmente já não se encontra fisicamente entre nós.
Não embarcou connosco quando da formação do Batalhão em Lisboa, apresentou-se no quartel em Tite bem mais tarde, nos termos de/para rendição. (penso eu)
O Alferes, homem de cavalaria, formado na mais exigente disciplina militar, não podia admitir aos seus subordinados, fossem eles do pelotão Daimler ou quando na função de oficial de serviço, o uso da farda, mesmo de trabalho, estivesse em desacordo com o regulamento militar instituído.
O alferes, dada a sua pouca permanência no teatro da guerra, ainda não tinha tido tempo de se aperceber, que nós, os “velhinhos”, estávamos fartos de levar porrada. A “farda” que vestíamos era pobre em número de peças e nunca fora substituída. As botas estavam gastas; as camisas com os botões da cada cor; os colarinhos das ditas já só com as entretelas e mesmo estas rotas; os calções esburacados e calças feitas calções, etc. Levando a que muitos de nós mandássemos fazer calções e, não só, aos “alfaiates” muçulmanos que abancavam à porta do “branco”. Os calções eram feitos de pano reles e, não incorporavam resguardo ou suporte para segurar os “tins-tins”. Enfim uma coisa feita em três tempos, mas servia!
O Justo, por sistema não usava cuecas com o que quer que fosse e, no refeitório, numa tarde chuvosa, eu e o meu camarada almoçávamos em frente um ao outro, bem preocupados com as formigas de asa não fossem elas cair no prato, quando, o nosso Alferes, de bengali na mão, dizia….È você! Oh militar!

Como verifiquei que a chamada não era para mim, nada disse. Mas o Alferes não desistia…É você, não ouve? Oh militar!

Já muitos olhavam na direcção do Alferes e da nossa, mas…. O Justo nada! Até ao momento que o chamei a atenção dizendo…deve ser contigo!

É comigo? Disse o Justo… É….disse o Alferes!
Que se passa? Continua o Justo.
Isso que tem aí pendurado, diz o alferes apontando o bengali em direcção ás pernas. E acrescentando….não são propósitos de um militar.
Olha este! Diz o Justo, alto e bom som….onde quer ele que ponha os………. em cima da mesa? Uma gargalhada geral no refeitório não se fez esperar.
Dias depois, o Alferes Vaz Pinto percebeu o espírito de equipa que reinava em Tite. Que grande camarada ele foi.  

Raul Pica Sinos
 


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Raulao
Como não consigo comentar no post próprio (nao abre "comentarios) aqui vai uma pequena nota: Fiquei a admirar imenso o alferes Vaz Pinto, e era com ele e vários camaradas que estava a beber umas bazzokas (que foi buscar a messe de oficiais)naquela noite do ataque e que "empurrado" me enfiei na Daimler e vai de fazer fogo pela estrada Nova Sintra abaixo. Ja contei esta historia no Blog. Ele pertencia a uma família muito conhecida de excelentes tenistas portugueses na época. Grato pelos teus textos..e olha cá vai um forte aperto de ossos.
Um abraço para o amigo Santos Oliveira e tudo de bom p'ra ele.

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