Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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5 comentários:
"o diabo amassou o pão" ..., disse.
E quem viveu essas tormentosas situações, comeu esse pão por ele amassado...
Enfim..., tempos difíceis para todos...
AG
É verdade, bem dificeis para quem os viveu...
Obrigado.
LG.
A 2ª CART do Bart 6520 esteve em Nova Sintra 1972/74, uma zona militarmente muito ativa com o PAIGC a fazer-nos várias flagelações (foram 16...) e muitas emboscadas.
Numa delas, abertura da "estrada" Nova Sintra-Fulacunda, à tardinha sofremos uma contra-emboscada mas, já estamos a prever e a adivinhar pelo silêncio existente na mata que algo poderia acontecer...
Para regressar a N. S. , sob sugestão do furriel Barros e outros colegas graduados, regressamos não pelo mesma picada de Nova Sintra já pela noite ( na escuridão eles dominavam...) regressamos sim, pelo estradão /trilho de Tite e foi a nossa salvação porque o PAIGC estava emboscado à nossa espera no trilho que dava para Nova Sintra.
Quando entregamos o destacamento ao PAIGC em 1974, o comandante desse grupo de guerrilheiros A. Napoca confidenciou-me:
Branco, "manga de esperto " porque regressou pelo caminho mais seguro que era o trilho de Tite...- Arrepiei-me e sorri...um sorriso amarelo mas foi um sorriso!
Da Guiné apenas trouxe, como positivo, a amizade entre nós, ex-combatentes e não é por acaso que já vamos no 45º encontro/convivio. "Os Mais de Nova Sintra" uma familia sempre unida.
Um dos momentos mais marcantes, em termos históricos, na Guiné (Bart 6520...2ª CART) foi precisamente , a entrega do aquartelamento de Nova Sintra ao PAIGC. Foi um dia histórico , o DIA 17 DE JULHO de 1974 e findava a saga militar de todos nós.
Os guerrilheiros do PAIGC entraram em Nova Sintra, acompanhados de população que controlava, almoçaram connosco e ficaram para o dia seguinte, dia da nossa retirada nas viaturas, em direção a TITE, daqui para o cais do Enxodé, rumo a Bissau ond permnecemos alguns dias até à partida de regresso a Lisboa.
Em Nova Sintra perdemos alguns militares (soldados, alferes, milicias ...) grandes amigos que não tiveram a sorte dos que regressaram. Com quase 15 dias, em Bolama , Carreira de Tiro, faleceu o meu grande amigo Alferes Carlos Figueiredo e um cabo de uma companhia Independente, num acidente com um dilagrama depois, as tragédias sucederam...O 25 de abril veio terminar com os horrores da Guerra Colonial. Os pais/familiares deixaram de chorar porque os seus filhos deixaram de ir para o "cemitério colonial"...Fiquemos por aqui, porque a noite está longa...Abraço aos meus ex-companheiros e amigos da Guiné.
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