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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A passerelle da cueca, ainda hoje é recordada... (escrito em 2009)


Na verdade este almoço de Ovar, proporcionou a aparição de grandes escritores, que infelizmente se ficaram pela rama, pois deixaram de escrever. Este escrito logo após o almoço de Ovar,  é mais uma prova desse valor escondido…
Esta historia romanceada , escrita pelo Pica Sinos tem um fundo de verdade, mas na sua maior parte, pelo que sei e vi, é na verdade um romance. Mas está bem escrito e é muito descritivo, imaginativo.

Aconteceu que o dito fumador de cachimbo, infelizmente já falecido, solicitou por aerograma à sua namorada, o envio duma peça de roupa íntima (dela), o mais íntima possível, para que ele se sentisse menos só…
E se ele foi rápido a pedir, mais rápida foi ela a enviar.

Daí para a frente, outro colega nosso, o Arrabaça,  infelizmente também já falecido, e que contava este episódio com muita graça rindo-se à gargalhada e fazendo rir,  e ainda, o Abreu, o Rosas e o Ramos, faziam a cabeça em água ao pobre namorado que se desfazia em carinhos com a sua (dela) peça de roupa intima, passeando pela caserna.
Em momentos de grande aflição, quando os turras atacavam, servia-lhe de amuleto e protecção.

Por motivos óbvios, não vou falar aqui nos nomes, mas quem viveu de perto esta situação, sabe de quem se fala e o quanto tudo isto serviu para momentos bem passados e descontraídos.
Este episódio para o comum dos mortais, não tem graça nenhuma, mas para aqueles cento e tal homens, enfiados no mato, sempre à espera da próxima hora, era delicioso e alegrava a mente.

Para os nossos amigos já falecidos, grandes protagonistas destas cenas, a nossa saudade e o lamento profundo de que já não estejam perto de nós.
Que estejam em Paz!.

Obrigado Pica Sinos, que pena escreveres tão pouco!
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A “PASSERELL” DA CUECA AINDA HOJE É RECORDADA

As coisas são como são, confesso que escrever sobre cuecas não é a minha especialidade, mas, vem a intenção a propósito (e à memória), resultante de uma conversa escutada abusivamente, diga-se, no passado Almoço Convívio realizado em Ovar. Ou seja, segundo me apercebi, alguém dizia que em Tite, na caserna dos furriéis, afortunados mirones, assistiram durante considerável período de tempo, a ”passagens de langerie”, certames organizados por um dos companheiros, não só no intuito do aprazimento, mas também para instigar invejas aos que por perto sabia que o observavam. E não se pense que a galhofa ficava só por aquele espaço, havia outros, também, ansiosos por saber o que se “mirava” em tal pavilhão, mas azarados, só tinham direito aos comentários produzidos na “ primeira página” no jornal da caserna. Dizem os entendidos que a “roupa” íntima dos homens data desde a era das cavernas. O couro era moldado como um triângulo, amarrado em redor do quadril e laçado por fitas entre as pernas, voltando a ser amarradas novamente no quadril. Já no século XII, com o desenvolvimento das novas tecnologias (armaduras), há época, tal roupa, já moldada em faixas de linho, era usada como protecção contra o metal que era áspero e mais tarde já não atada ao quadril, mas sim amarradas abaixo dos joelhos. É certo que a moda feminina acompanhou sempre, até diria, na vanguarda, a estilização “cuecal”, qual estorvados espartilhos do século XIX. Hoje nem sequer e bem, as nalgas são protegidas/tapadas, mas passemos à história em Tite. O nosso protagonista fumava cachimbo, certamente motivado também pela nostalgia, lembrou-se de solicitar à então namorada o envio de umas cuecas femininas, que compreensível e nada ofendida, satisfez tal pedido com e da melhor confecção em seda e, de corte do mais sexy então existente. Diziam, no almoço, então as más línguas, que era vê-lo encostar tal tecido à sua face ou machucando-o nas mãos, ou ainda, ostentando tal ornamento tapando a boca e nariz (qual bailarina de ventre) rindo disfarçadamente daqueles que sabia que o miravam, imaginando certamente, que os vértices das divisas amarelas da classe dos sargentos, colocadas nos ombros, passam a linha recta mais parecendo as divisas da classe dos alferes.

Pica Sinos “

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