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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O sorna...


A propósito do pay black . . . 
Sornava este garboso militar na caserna (aliás, diga-se, merecidamente), muito já para além da hora do despertar, quando, de rompante, aparece o sargento de dia, à "cata" dos prevaricadores.
Com papel e lápis em riste, dá-me um abanão, vociferando (como que se se masturbasse):
- O seu número, já, óh militar . . . 
Meio ensonado, um olho meio aberto, outro fechado, lá resmunguei a custo:
 - Cento e cem . . . (no ronco, claro).
 - Cento e quê ? . . .
 - Cento e cem, mê sarzento (voltando-me para o lado que melhor dormia e pensando com os meus botões:
- "Vai dar banho ao cão  . . ., mete o papel e o lápis pelo hemorroidal acima . . . - Ora bem, rosna ele ufano do dever cumprido, enquanto apontava o número que terá percebido.
Como não tinha sortinha nenhuma, no dia seguinte, aparece-me, furioso e abespinhado, o soldado n.º 106, creio que o Sequeira, de Coimbra:
 - Atão, tu é que foste apanhado a dormir e eu é que levo com um reforço à benfica?! . . .
O "avis rara"  (sargento, dos autênticos ou de qualidade certificada, como, ora, soe dizer-se e por quem os dotes da mãe natureza passaram e andaram sempre) teria apontado, para memória futura e posterior castigo, a sair em pauta/escala, o n.º 106, uma vez que, pensou ele (e muito bem), cento e cem não deveria existir . . .
Claro que o 106 –o Sequeira -, não se conformou e foi fazer barulho para o escriturário das escalas, no caso o Narciso.
Este, com espertos nos cabeça, resolveu, de uma penada, o assunto:
Colocou um “N” (nativo) a seguir ao 106.
Uma hora depois, lá estava, choramingando, o soldado nativo da milícia com o nº 106 que, a bem da nação, pagou – o “tais” pay black - as favas e sem direito a recurso.
Ele há cada erro filho da pauta . . . e cada artista . . .
E para que conste o meu número foi sempre o 120 . . .
Ora vamos lá tomar nota . . .
Hipolitinho

1 comentário:

Hipolito disse...

Até já estava para "mandar vir" . . .
Pensei que a crónica tinha passado numa portagem de auto estrada, onde se lê: "retire o título" . . .