.

--

Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

-

"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

Facebook

Para abrires o nosso FACEBOOK, clica aqui


______________________________________________________________

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal, o pião e a nica - pelo Hipólito, esse malandro...!!!




Prestes a aboletar-me com um desses textos, sobre o Natal, difundidos, com profusão, nos meandros internáuticos, fazendo o usual copy-cola, para “botar” figura, quando, uma conversa circunstancial com um nosso companheiro, a quem incentivava para descrever o seu natal, me fez “puxar a baraça atrás”.
- Sobre o Natal ?!  . . .
Nunca soube o que isso era. Prendas, festa, amor, alegria, carinho, pai natal, menino Jesus ?! . . .
Perdi, muito pequenino, a minha mãe e, o meu pai, logo a seguir.
Fui criado, aos empurrões e de favor,  por uns parentes, cujo único interesse foi apropriarem-se, na íntegra, dos bens deixados pelos meus avós.
Desculpa, para esse tema em nada posso contribuir, já que, infelizmente, nunca tive essa vivência -, concluiu, ele, de voz embargada.
E, embargado, fiquei também, sem alento para prosseguir, como me propusera.
Realidade, nua e crua, que recebi como uma marretada.
Por onde andarias, tão distraídos, pai natal e menino jesus  ?! . . .
E, já agora, porque não, nós também . . .
 .
A propósito da “baraça atrás”, permitam-me introduzir, aqui, um breve parêntesis, como comentário ao belíssimo texto sobre o “nosso Natal  . . . “
Desculpará a impertinente intromissão.
Provavelmente, conotar-me-á de “kuska”  “carvoeiro”  ou “brejeiro”. . .
Com que então, o “menino”, seu maninho, presumo, com tendência precoce  pr’ó pião e pr’á “nica” ?! . . .
Já pairava essa desconfiança, pelo menos, há uns bons 40 anos.
Descodificada fica parte do enigma.
Por essas e por outras,  terá sido recambiado para a mouraria  . . .

Nb: “nica”, era aquele jogo que consistia em malhar, até rachar, com o nosso pião no do parceiro, puxando, com perícia e destreza, a baraça, o mais atrás possível.
Ou, o que é que pensavam que fosse ?! . . .
Hipólito

4 comentários:

Hipólito disse...

Oh ! . . . oh ! . . . Ora bolas ! . . .
Isso, da foto, é uma piasca! Que, apenas, servia para levar a "nicada" do pião-macho.
Ou pr'ás meninas jogarem com a baraça por baixo.
Aquele (pião-macho), tinha bico de aço, afiado e pontiagudo para rachar o do parceiro.
Alguns, até de bico amarelo, como os ainda há, hoje.

leandro guedes disse...

Como vês Hipólito, não quero que te falte nada.
Querias um pião macho, ele aqui está, com bico de aço.
Mas não te esqueças que a baraça era a "faniqueira" e que a nica era a "piasca"...

Abraços.

leandro guedes disse...

... com musica e tudo, ao jeito do nosso DJ!

Hipólito disse...

Ah ! . . . este, sim. É, mesmo, “à home” . . .
E o que a malta esgalhava, fazendo mira, enquanto alçava a perna, ganhava lanço, e zás !, era malhar até o bico ficar rombudo, ou o pião (ou piasca) adverso escarchar e o seu dono (ou dona) ir a chorar pr’á mãezinha dar outro ou fazer queixinhas ao regedor.
Mas, sempre, nessa altura, nunca esquecendo de puxar bem a baraça (faniqueira, aí ?) atrás . . ., sobretudo, se a nicada era uma piasca (pelos vistos, nica, aí).