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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Louvado" fôra o Hipólito...

Em vez de carpir, vou tentar ajudar.

Está-me, cá, a parecer que isto está a descambar, um tudo nada, para o sentimentalão.
Trenguices de velhos ? . . .  Ou, lamechices consuetudinárias, inerentes à época ?!

Apesar de, por regra, não dar uma pr’á caixa, arrisco intrometer-me nos pensamentos nostálgico-deprimentes que,  paulatina e silenciosamente, se possam insinuar em nossos espíritos, ainda e sempre joviais.
Tentando, porém, não entrar de “chancas”, o que, num intróito para agitar as águas, por vezes, se torna espinhoso.

Via Pica, tive acesso a um documento descritivo dos louvores e condecorações atribuídos ao pessoal do n/bart 1914, aquando da comissão em Tite, que, como não fui bom soldado, nem bom cavaleiro, por completo, desconhecia.
Aos contemplados com louvores, podemos, com propriedade e sem rebuço, apelidar de “louvados”.
E, se não estou errado, na hierarquia eclesial, um louvado, é imediatamente inferior a beato, sendo este logo a seguir a santo.
O mesmo será dizer que, louvado, é, uns graus acima, muito mais, hierarquicamente falando, comprometido com o sistema, que um sacristãozito.
E bem verdade é, de que não há duas, sem três.
Da mesma jaez que se escamoteia a data de nascimento,  também natural é que se tente o mesmo com ligações, ditas sacripantas, inoportunas, para alguns prismas.
Só com este raciocínio, compreendi a observação, subrreptícia, do Pica:
- Olha, sou um dos louvados, mas dos mais rascas, ouviste ? -, louvor, só, do comandante de companhia ! . . ., percebendo-se, ora, a frequente veemência com que o elogia, digo eu.
O que não lhe retira a auréola de “louvado”, dê por onde der, e não surta efeito fugir com o rabo à seringa, descartando, para um qualquer dia 17 e só para uns, poucos, o tributo de celebração comemorativa, como, porra !, se impunha a um aniversariante, tanto mais, louvado, que se preze.
A ele, como à caterva dos listados no documento -,  sem pretender, longe de mim, sequer, refutar a justeza e critérios de atribuição.
Basta atentar na referida listagem. Só das TMS, quase uma GMC deles. Tantos, quantos, ou mais, os que, povoadores confessos dos abrigos, destes faziam o seu privilegiado local de lazer, mesmo sem janta . . .
Até, por se tocar afinadinho a gaita, se pode (e deve) ser louvado ! . . ., bem sabemos.
Nisso, como em quase todo o resto, os senhores da tropa (de cabo para riba),  eram, como que, infalíveis.
A menos que esteja, ou, já vesgo, ou, os barrotes tortos.

Daí que, só agora, descortine, com mais acuidade, o significado da expressão:
- “louvados sejam” . . . . e, deles, será feito o reino  . . . , e, assim, se fará, tanto a vossa, com’a minha, vontade.

Descoroçoado e como o pano de paixão, ficou o Mestre, por comparação com o seu dilecto amigo, da mesma especialidade e também alentejano.
Para me azucrinar e numa fuga pr’á frente,  contra-atacou:
- Também querias um louvor, nã é ?! . . . Só se fosse por deixares a santa ganhar teias de aranha, que, tarde, mal ou nunca, limpavas . . .
Moita, sacrista  . . .

E, levantavas-te, tu, padeiro Contige, à meia-noite, para  dar de comer a esta gente . . . .
Hipólito

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