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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O Mistério do cacho das bananas desaparecido...

Eu me confesso

Camaradas,
Ao ver a fotografia do Pedro (o nosso “cozinheiro”), veio-me à memória uma cena que só não deu prisão porque os autores e mirones ao acto (poucos o sabiam) souberam guardar segredo.
Penso que se lembram da existência de um capitão que dava pelo nome de Ponces Leão (?) que para além de ter outras histórias (giras), resolveu um dia fazer uma horta, ao fundo do quartel, com dimensão considerável.
Essa horta era vedada com uma paliçada, bem como vedada estava a visitantes.
Era o nosso Pedro e um outro camarada que faziam a rega e a guarda da mesma e quando saíam nunca se esqueciam de fechar a cancela com o cadeado.
Este vosso amigo, quando de licença nas voltas ao quartel, várias vezes vi o mencionado capitão a dar instruções na plantação e dos cuidados a terem: com as couves (que eram grandes, bonitas), nabos, cenouras, cebolas, feijão e, com as canas que o seguravam, etc. A plantação da bananeira, segundo me informaram, foi ele próprio que assumiu. Não era fruto da Guiné, não sei como foi exportada. Mas que era linda e grande, lá isso era. Era a menina dos seus olhos (e de outros que ele não sabia)
O cacho das bananas de tão cuidado que era, foi crescendo, crescendo e amadurecendo, e com ele a agua na boca ao capitão e alguns energúmenos, onde eu me incluía.

Eu me confesso
Chegou o dia da verdade, o cacho com cerca de 20 quilos foi roubado (cortado) só sei que um dos sítios em que o cacho passou escondido foi no tecto falso do Centro de Cripto.
A verdade é que as cascas das bananas grandes e lindas eram descobertas no chão e nos caixotes do lixo pelo capitão que não deixava de gritar eu prendo os autores, eu prendo os autores.
Mas o Vítor, O Palma, O Conceição e mais um ou outro saberão contar a história bem melhor.

Raul Pica Sinos

nota - Pica Sinos, salvo erro o capitãol era Major, 2º. comandante. E o nome dele não era Ponces de leão era sim Ponces de Carvalho. Alguém que me corrija se não estiver certo. Um abraço.

do Cavaleiro:
Pica, Eu de certeza que não estava metido nessa! Não me recordo.Deixa-me fazer uma rectificação. O "capitão" da história não era capitão mas sim major; se não me engano, ele era o 2º. comandante do Batalhão. Julgo que se chamava Ponces de Carvalho. Esse foi mais um "aborto" que tivemos de aturar! Mas que gajo incompetente. De hortas.......sabia ele, mas mais nada! Ah! esse tipo também plantava TOMATES! Coitado......eram raquíticos! O que nos havia de ter saído!
Um abraço,

Cavaleiro

1 comentário:

José Costa disse...

Confirmo o nome: Ponces de Carvalho e era Major 2º Comandante andava sempre com os bicos do Quico arrebitados no pescoço