Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Há 45 anos atrás...
Eu fui para as Caldas, juntamente com o meu amigo de infancia, Daniel. Outros foram para outros lados.
Fomos tirando as diversas especialidades, em quarteis diferentes e depois de algum tempo reunimo-nos na Parede e partimos com direcção a Tite na Guiné Bissau.
Daí para cá a amizade tem unido toda esta tropa e tem dado bons frutos.
Para todos vós, todos nós, as maiores venturas.
Um abraço fraterno com votos de boa saúde.
LG.
3 comentários:
Sou guineensse, vivo em Portugal um país que me acolheu e que considero a minha 2ª patria com todo o orgulho! Venho por este meio saudar a vossa inicitiva de reunir e recordar os tempos que estiveram na Guiné-Bissau no cumprimento das obrigações da Patria emanadas pelo governo do então! Nós os guineensses não temos ódio das pessoas ou soldados e missionarios que estiveram na guiné em combate, antes pelo contrário. Se recordarem pela vivencia, acolhimento e carinho do povo guineensse, foram praticamente integrados com devido respeito. Os guineensses tem e terão ódio do regime colonialista do então como é òbvio, visto que obrigava a repreensão, turtura e matança como forma de intimidação e domínio convista a exploração. Mais uma vez congratulo com vosso reecontro desejando longa vida, alegria e muita saúde.
O meu pai falecido há tres anos chamava ABÌLIO NEVES e a minha mãe MARIA SABADO BASSANGUE fazia parte das tropas Portuguesa era nº 5 da tropa portuguesa esteve tambem em Bolama, Catio e quase em todas as regiões da guine em combate, cumpria varias funções no ramo militar portugues na guiné-bissau, entetanto, no fim da guerra com o regresso das tropas ficou por lá abandonado e não teve nenhum reconhicimento por parte do governo Portugues. Nos arquivos militar nas colonias constará inevitavelmente o nome do meu pai, espero que apareça alguem no vosso seio que conheça e se lembra do meu pai, pelo: e-mail-(serdinamico@hotmail.com) ou pelo telemovel: 926221867 Lisboa.~
Obrigado
Silverio Abílio Neves
E assim 45 anos já se passaram...
Tantos anos, tantas vivências, tantas recordações...
É bom lembrar tempos idos, é bom lembrar as alegrias e, inevitavelmente, as tristezas, porque sempre as há.
Mas chegado o momento de, para o futuro, desejar a todos as maiores venturas, acho que os votos devem ser apenas dirigidos para as coisas boas que a vida possa dar, pelo que o último parágrafo deveria restringir-se apenas e só:
".....de que a vida vá bafejando a todos...............com as suas alegrias".
Aquela parte ".....de que a vida vá bafejando a todos com as suas tristezas", NÃO, NÃO MESMO.
Porque no que às tristezas diz respeito, certamente que a vida se encarregará, sem qualquer pedido prévio, de as apresentar de bandeja.
Para todos, votos então de um futuro cheio das maiores venturas....(só com muitas alegrias) e que, durante muitos e muitos anos possam ter a possibilidade de disfrutar da amizade construída nos últimos 45.
Tem razão Albertina.
Já basta quando as tristezas aparecem, quanto mais estar a pedi-las...
Obrigado pelo seu alerta.
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