Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril... relembrando!

Uma imagem, um video, uma canção, valem mais que mil palavras! Neste dia... Há lá melhor maneira para relembrar o 25 de Abril?!...

capitão Salgueiro Maia, falando ao Povo no Largo do Carmo, na manhã do dia 25 de Abril




Duas canções de intervenção, actuais, do 25 de Abril de 2015

Um ex-combatente sem abrigo, actual


poema de José Fanha, da altura do 25 de Abril de 1974

Canção de intervenção, do 25 de Abril de 1974, cantada por Sergio Godinho e José Mário Branco


cartazes politicos, a seguir ao 25 de Abril de 74 

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.

 Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 in Júlio Isidro



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Parabens Francisco Ramos


O nosso companheiro Francisco Ramos, festeja hoje mais um aniversário. Para ti amigo um grande abraço com votos de boa saúde.
Leandro Guedes.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Carlos Azevedo fez anos.


No passado dia 17 o Carlos Azevedo festejou mais um aniversário e fez questão de ter à sua mesa alguns dos companheiros que com ele estiveram na Guiné.
Já vem sendo hábito.
Para o Carlos o nossos abraço e o agradecimento pela sua simpatia.
Leandro Guedes.

sábado, 18 de abril de 2015

O Luis Dias faz hoje anos.

O Luís, à direita, com o amigo José da Costa

Será desta ue fazes anos Luis?...
Para o Luis o nosso abraço de parabens com votos de boa saúde.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Almoço do BART 6520, estacionado em Tite e Enxudé


Os companheiros do BART 6520 e outras Unidades que estiveram estacionados em Tite depois de nós, enviaram-nos este convite para publicação, referente ao seu almoço anual.
Bom almoço para vós companheiros.
LG.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Alfredo Alves faz anos.


O Alfredo Alves, que trabalhava na sala de operações, faz anos hoje.
Para ele o nosso abraço de parabéns com votos de boa saúde.

O Botas está melhor

Foto dum almoço recente com o Botas

Companheiros
Falei hoje com o Botas. Lá tem andado nos seus tratamentos, umas vezes no hospital do Barreiro, outras no hospital Curry Cabral.
Tem-se sentido melhor e procura não perder o seu caracteristico humor.
Manda um forte abraço para todos quantos se têm interessado pela sua saúde.

Para ti companheiro um grande abraço com votos de rápidas melhoras.
Leandro Guedes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Oficiais do BART e outras Unidades estacionadas em Tite

Trazemos hoje aqui mais fotos de oficiais do BART e outras Unidades estacionadas em Tite.




sábado, 11 de abril de 2015

Ainda o dia 8 de Abril de 1967.



"Não sei estás neste grupo, nem sei se é o UÍGE...sei que é uma imagem que não se apaga - quando desfilaste para o embarque e bem perto de mim, fiquei agarrada ao chão ...parece que ainda "ouço" o silencio das lágrimas incontidas...os rostos cerrados de centenas de pessoas maioritariamente trajando de escuro o que conferia à imagem, um ar triste, quase de luto....os gemidos e gritos de crianças chamando "PAI"....as mulheres de mãos postas e erguidas, pronunciando o nome dos seus meninos, dos seus filhos...já aí, eram todos heróis...já no barco e acenando para terra, os milhares de lenços ou panos brancos agitavam-se, com amor, com raiva, com revolta...inconformados, MAS com respeito, um enorme respeito por aqueles jovens... quando o barco é desancorado e se ouve aquele "apito" dizendo-nos adeus... começando a afastar-se....foi horrível, mesmo horrível - conseguimos ainda por umas boas dezenas de metros e já no carro "acompanhar o barco que cada vez mais se distanciava... e acredita que cheguei a convencer-me que nos vias e nos acenaste... dois anos depois voltamos e felizmente TU regressaste.... bem hajam pela capacidade que tiveram em aguentar a guerra das gentes, dos políticos, das palavras e infelizmente das próprias armas....e nos últimos anos até a guerra das letras, das palavras, dos livros - tantos escritores e cada com a sua história, a que conheceu melhor ou pior... a de que ouviu falar ... a que lhe dá jeito... naquela ocasião claro - real?? fictícia?? a interessar a quem?? HISTORIA é aquela , vivida , sofrida, sentida, testemunhada por aquelas pessoas todas mas todas....sem precisar de ser aldrabada, enxovalhada, achincalhada, caluniada, porque a HISTORIA não muda... mudam-se os "falantes palradores" que chegam a caluniar e maltratar estes "herois" à força... 
Bjs para ti em especial e a todos deste BART e de tantos outros..."

in facebook de Natercia Leite

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Mortalidade infantil baixou na Guiné-Bissau, mas a mortalidade materna aumentou


A taxa de mortalidade infantil diminuiu acentuadamente na Guiné-Bissau, passando de 200 por mil, em 2007, para os atuais 55 por mil nados-vivos, anunciou hoje em Bissau o ministro da Economia e Finanças, classificando o feito como "extraordinário".


"A taxa da mortalidade infantil está agora na Guiné-Bissau na ordem de 55 por mil. Este é um resultado extraordinário. Penso que devemos continuar a trabalhar para baixar esta taxa, mas há uns anos atrás a Guiné-Bissau registava uma taxa de mortalidade infantil bastante elevada. Estávamos em qualquer coisa como 200 por mil", salientou Geraldo Martins.
O ministro fez o anúncio durante a apresentação dos resultados preliminares do MICS 5 (Inquéritos aos Indicadores Múltiplos) relativos à situação das crianças e mulheres da Guiné-Bissau em 2014, numa iniciativa com o apoio do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef).
Numa breve análise aos resultados, Geraldo Martins, que tutela o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), organismo que conduziu os inquéritos, congratulou-se com a redução da taxa de mortalidade infantil mas manifestou-se preocupado com o aumento da taxa da mortalidade materna.
Aquela taxa situa-se agora em 900 mortes por dez mil mulheres.
A Guiné-Bissau "apresenta uma das taxas de mortalidade materna mais elevadas do mundo. De acordo com os dados disponíveis penso que a Guiné-Bissau tem a segunda pior taxa de mortalidade materna no mundo", sublinhou.
O governante pediu que sejam estudados os motivos pelos quais as mulheres ainda continuam a morrer no momento do parto para que o Governo possa propor soluções.
Geraldo Martins acrescentou que o país já recebeu uma promessa de empréstimo do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID) de 30 milhões de dólares (28 milhões de euros), "para serem utilizados em setores determinados pelo Governo" os quais, disse, poderiam ser canalizados para luta contra a mortalidade materna.
O responsável guineense adiantou que se vai deslocar aos Estados Unidos na próxima semana para se encontrar com os dirigentes do BID e dos Fundos Soberanos do Koweit e da Arabia Saudita, instituições que, afirmou, tinham cortado toda cooperação com a Guiné-Bissau aquando do golpe de estado de abril de 2012, mas que agora estão a retomar, na sequência das eleições de 2014, que repuseram a normalidade constitucional.
MB // EL

Lusa/Fim
in facebook Pica Sinos

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Assinalando o 48º. aniversário da nossa partida para a Guiné


Um trabalho do José Justo

Dia 8 de Abril de 1967 - partimos para a Guiné.


48 anos se passaram, sobre o dia em que esta juventude, cheia de ilusões e sonhos próprios, teve que se render a uma mobilização obrigatória que haveria de ceifar quase dez mil vidas e deixar muitos dos nossos companheiros com sequelas para a vida inteira.


É uma data que trás consigo apenas a camaradagem que entre todos nós se gerou e que faz com que o nosso lema continue a ser 
AMIGOS NA GUERRA, AMIGOS PARA SEMPRE!.
Leandro Guedes.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Hernani - mecanico de armamento


 Com a ajuda do Hipólito, identificamos o nosso companheiro Hernani, que tem andado bastante ausente dos nossos convivios.
É uma pena!
Quem sabe ele aparece no próximo almoço, ou num dos próximos.
Mora em Moreira da Maia, perto do Viana.

sábado, 4 de abril de 2015

Páscoa Feliz .

um trabalho do José Justo

A TODOS OS NOSSOS COMPANHEIROS, AMIGOS, FAMILIARES E VISITANTES, DESEJAMOS UMA PÁSCOA FELIZ, COM VOTOS DE BOA SAÚDE, BEM ESTAR E ESPERANÇA.

O nosso companheiro CARLOS AZEVEDO fez anos dia 2.

Carlos Azevedo com dois amigos em Tite/Enxudé

O nosso companheiro CARLOS AZEVEDO fez anos dia 2. Para eles o nosso abraço fraterno de parabéns, com votos de saúde e bem-estar junto dos seus.
Leandro Guedes.

terça-feira, 31 de março de 2015

Parabens Amador


Parabens ao nosso companheiro José da Horta Amador, que fez ontem anos.
Um grande abraço com votos de boa saúde.
Leandro Guedes.

sábado, 28 de março de 2015

CART 1743 - almoço convivio anual

Boa tarde
Anexo a carta para o almoço convívio da nossa companhia. Espero que esteja bem, assim como os familiares.
Poderão confirmar a v/inscrição mesma via.
Votos de boa saúde e um até breve


Júlio Rosa e Raul Soares





quinta-feira, 26 de março de 2015

Sábado muda a hora


sábado, 21 de março de 2015

Parabens ao nosso amigo António Cavaleiro


Parabens a você, 
nesta data querida, 
muitas felicidades, 
muitos anos de vida...

Com votos de boa saúde junto dos teus.
Um abraço.
LG.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Água potável em Catió, no sul da Guiné - uma boa noticia!

Guiné-Bissau: Sistema de distribuição de água potável em Catió inaugurado esta sexta-feira
Bissau - O Governo guineense, em parceira com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a União Europeia (UE) inauguram esta sexta-feira, 20 de Março, o sistema de distribuição de água potável em Catió, região de Tombali, sul do país.
O sistema fornece água potável através de energia solar a mais de cinco mil pessoas naquela região e a sua implementação esteve a cargo do UNICEF.
Segundo um comunicado de imprensa da organização da ONU, que a PNN consultou, o acto antecede as comemorações anuais do dia Mundial da Água, que se assinala a 22 de Março com o lema «Água e Desenvolvimento Sustentável».
O projecto conjunto contempla ainda uma componente de promoção de práticas correctas de saneamento e higiene para as regiões de Quinara e Tombali.
O comunicado refere ainda que, nos próximos três anos, prevê-se assegurar água potável e saneamento básico a mais de 37 mil pessoas, 7400 das quais são crianças que terão acesso a infra-estruturas adequadas de água e saneamento nas escolas, e um total de 60 mil pessoas nas duas regiões beneficiarão de programas de promoção de higiene.
O Sistema fotovoltaico de abastecimento de água para a cidade de Catió é gerido pela comunidade através da Associação de Consumidores da Água de Catió (ACAC).
O sistema fotovoltaico é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento, no âmbito do programa Water Facility, que contribui com 60 milhões de F.Cfa (91.469,4 euros), e o UNICEF com 20 milhões de F.Cfa (30.489,8 euros).

Tiago Seide

(c) PNN Portuguese News Network

in facebook, enviado pelo José da Costa, a quem agradecemos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Parabens SERAFIM


Para o nosso companheiro Victor Manuel Lopes Serafim um forte abraço de parabens, com votos de boa saúde junto dos teus.

domingo, 15 de março de 2015

Alferes Trovisco - testemunho do alferes José Luis Patricio

Caro Leandro

Acabei de publicar uma mensagem sobre o Trovisco. Todo o que pus sem ser directamente sobre ele é para situar o mundo em que viveu. A fotografia tirada em 3 de Abril de 1971, um ano depois da partida dele, é ainda para tornar vivo o cenário da administração do Concelho e, por certo, também lá houve alguma cerimónia no tempo dele.

E é tudo. Se for preciso cortar alguma coisa nos textos, para ficar mais ao gosto da malta do BART 1914, à vontade!

Um abraço

JL

 

O TROVISCO

Alferes no pelotão de morteiros, do BART 1914, sediado em Tite, de 1967 a 1969. Transferido para o C. I. M., de Bolama, aqui completou a comissão, em Março ou Abril de 1970

Encontrei em Bolama um conjunto de alferes que, na hora da refeição falavam e discutiam com uma vivacidade, que cheguei a pensar…, mas não! Um deles me disse darem-se todos muito bem, aquilo era só aparência e energia. Claro que estes afluxos não eram contínuos. Todos tinham vindo do mato e chegavam a Bolama, para completar a comissão, dando recruta às companhias de instrução formadas por naturais da Guiné, das várias etnias. Nem sempre os grupos de trabalho são iguais. Este era muito bom. Gostei francamente de os conhecer, nos primeiros dois meses em que estive em Bolama, antes de ser mandado para Mampatá, no Sul, a oito quilómetros de Aldeia Formosa (para os fulas, Quebo).

Depois do jantar, íamos para a parte do edifício defronte da grande praça central de Bolama. Da messe, descia-se três ou quatro degraus e logo ali à esquerda nos sentávamos a conversar. Nessas conversas, destacava-se pelo volume da voz, a alegria que tinha, o Trovisco. Era um rapaz, um homem muito forte e às vezes saía um vozeirão e gargalhadas, à medida da sua robustez, que parecia fazerem tremer as paredes. Contagiantes. Os passeios ao cais, à ponte-cais eram obrigatórios, a chamada volta dos tristes. Havia um café na marginal, junto à entrada da ponte-cais, do Cabo Augusto, senhor já idoso, que tinha sido da marinha. Nunca faltavam ostras e cerveja. Ia-se, também conviver uma vez ou outra com camaradas do Destacamento de Fuzileiros, ali mesmo à beira do canal que nos separa de S. João, do outro lado, no continente. Ia-se a S. João de sintex (banheira, também lhe chamávamos).

Iniciada uma recruta (não a completei), estávamos no campo de futebol a dar instrução e aparece o Trovisco (devia vir de Bissau e ainda não nos conhecíamos). Estávamos fardados, mas no peito só a camisola branca a que hoje se chama «T shirt». E o Trovisco pergunta a um dos alferes antigos, camaradíssimos dele, como é que eu era (se era assim como os outros). A pergunta era de circunstância, para dizer se temos homem.

No Natal, o Luís Almeida e eu, com outros militares, e mais o Trovisco, fomos fazer a segurança de Bissau. Ficámos alojados no Cumeré. Andava-se um pouco na estrada para Nhacra até uma ponte-cais de madeira e do lado de lá do canal do Impernal, diz-me a memória que se via bem Bissau, a uns vinte quilómetros de distância. Lembro uma patrulha nocturna a Nhacra, à tabanca, pedindo a identificação a algumas pessoas. Também fomos, de dia, ao quartel. Dormíamos em colchões de água, com aqueles gomos longitudinais e as costas e o flanco, o corpo todo, ao princípio dançavam um bocadinho. Repelente para os mosquitos. Lembro o cabo enfermeiro, uma simpatia de rapaz, o cozinheiro – de manhã, era importante o pão e o café… No fim, deu um elogio (contacto informal) ao Luís Almeida, pelas suas qualidades no trabalho e humanas. O cozinheiro era da guarnição de Bissau. E o Trovisco? Ficou sempre em Bissau. Nunca cheguei a saber bem o que lá andava a fazer. Sei que o Luís dizia que andava f. e ref. com ele. Ele usava só o ref., que não tem nada a ver com «referência».

Fomos uma vez a Bissau, o capitão Rosa, o Trovisco, eu e não sei quem mais,  escoltar os «Barões de Bolama», soldados prisioneiros, que estiveram dois meses em Bolama (por ali à solta), enquanto a prisão de Bissau era arranjada para os poder lá ter, pois não tinha as condições, precisou de obras. E regressaram a Bissau, de onde tinham vindo, com alívio para nós, pois, mesmo não se tendo registado problemas, não era fácil o convívio com eles.

No ensino aos instruendos, lá à maneira dele, funcionava na perfeição.

Quando voltei de Mampatá – ao fim de apenas quatro meses, fui um felizardo –, o Trovisco já não estava em Bolama. Tinha terminado a comissão.

Numa passagem por Lisboa, de férias, encontrei o Trovisco, no Rossio, à porta do café Nicola. Estava acompanhado por dois ou três amigos, bem disposto e falámos um pouco. Falou no meu regresso a África e empregou a palavra «matagal». Mais ou menos, assim: –  Então, vais para o matagal? – Ninguém dizia «matagal», mas «mato». Isto diz um bocadinho sobre o Trovisco, que era ou devia ser um rapaz muito urbano, muito de aproveitar o convívio que uma cidade permite. Gostava de conviver.

Um grande abraço ao Trovisco, lá onde estiver.

*

A seguir, três textos no Ronco, Jornal do C. I. M., com  referência ao Trovisco. O segundo é de minha autoria, o conteúdo do terceiro foi contado à minha pessoa pelo Benedito Lopes.

***

O CIM em notícias

Mais dois alferes do Centro de Instrução Militar a terminar a sua comissão.

Os últimos meses vividos pelos alferes Machado e Trovisco em terras da Guiné foram passados no C. I. M. E foi grande a acção que desenvolveram na nossa Unidade. Oficiais competentes, inteiramente devotados pelo serviço deixam atrás de si uma página inesquecível.

Ronco regista a partida e formula votos de felicidade.

 [Publicado no RONCO / Jornal do C. I. M., n.º 17, 15 de Abril de 1970, pág. 10]

 

 

CARTAS DA ALDEIA

[…]

Mampatá, 9 de Maio de 1970

Sido, o intelectual. De óculos e pera afilada. Um fula inteligente, mas preso aos hábitos da sua raça, hábitos dum distrito dentro do planeta. Sem o sarro da incompreensão a empedernir-lhe a cabeça. Sem a actividade, o fogo de vista dos que chegam // a BOLAMA todos chibantes nos seus fatos civis. Aqueles que o Alferes Trovisco visava na chegada de um novo contingente saído da L. D. G. «Vêm de camisa Lacoste e óculo fumé…» e a gargalhada do Trovisco, aquele gargalhadão enorme abalava toda a fachada do C. I. M. …

— Então, aquele gajo é o intelectual cá do sítio? — pergunta um amigo de ALDEIA FORMOSA que veio cá passar a tarde, o capelão. O Sido atravessava o largo junto à mesquita com uma revista debaixo do braço. «É, é, é o intelectual cá do sítio.» … ao fim da tarde, é infalível: lá está ele na mesquita com o rosário nas mãos.

Este é um dos homens do Pelotão. Evoluído, lê as Selecções, o jornal. Tem o livro A GUERRA DO BIAFRA, cheio de fotografias. Corpos escorridos pela fome, quadros duma guerra duríssima…

… Mas é uma pena que esteja na sua terra, na terra que o absorve. É o sangue que o chama, mas sangue que afoga… É pena que permaneça no seu distrito, distrito de arame farpado…

(Ronco, n.º 19, 30 de Maio de 1970, págs. 3 e 11)

 

OS BALANTAS DA C. CAÇ 17 CONTAM…

[…]

Benedito Lopes

— Cantámos ne recruta:

Tiro já mofum tansã

Alferes Trovisco nétuadem biabdô

Dete Kindulo com deta bidali

Lité nim cruta netesum sunga

 

Tradução

Ao princípio julgámos que duraria pouco.

Ao fim de algum tempo decorrido estivemos cansados.

O alferes Trovisco que não julgávamos capaz disso.

Corre pouco, não corre com força que nós já estamos quase a desmaiar.

____________________

 

— Outra, também cantada quando íamos de licença, na Páscoa:

Barcaça ióli, barcaça ióli

Messe Bolama fida nanlussa

Baga santa barco ute binsan

Barcaça ute.

 

Tradução

Barcaça demorou, barcaça demorou

Estamos fartos de Bolama

E dizem que o barco está

Para chegar e esse barco

Nunca mais chega.

[…]

(Ronco, n.º 25, 1 de Setembro de 1970)


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge7vryzB4yjGCfKFyeYwDOZn81XO7SP5FzgSfl_vp2pf-NRCvJewjkukRkQtF2A7oZRnbfc9s9abgN6jgFDLDpeFCWobHRiq-r1gD8PIeIVsJQNotodo4nE81KPU7PTxJTt_1QG2gSL3su/s1600/IMG_0070a.jpg
 Praça Sousa Guerra
Foto tirada do alto da antena de transmissões, no interior do C. I. M. Ao meio, a figura tutelar de Ulisses Grant, que decidiu arbitralmente a questão da posse de Bolama (entre Portugal e a Inglaterra), a favor de Portugal. (Sentença proferida em  21 de Abril de 1870.)
O edifício da esquerda era a Escola de Habilitação de Professores de Posto
No da direita, fica actualmente a sede da AMI.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEoYKqhnDqMYRMWgrZ_5pVCZOe1DnfubnZYVu1I6KW1xnrZlQAYHp-qz04OywIPFBNsSxkQoXJRQ7YpT09im7T88YXO4JyK4DhVlopKL0cW06sv8HZ2xt7cOz5x_K_6h6fY_ZN7VvzziBg/s1600/IMG_0068.JPG
 Administração do Concelho
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpo9JELNXkBZzSeHiFRi9IgwknHj3jkbxT0W1n-KSO3Ct7y_EI1dfSVFxSlfEJSzH4nXBVcsZHjJWl8k5YE6NsbGb6j9ChYgH_XKt6cQycYXisnjR9J7FHb9jSvnyHz8l0NZCsCPcOCNeC/s1600/IMG_0071a.jpg
Dia de festa, com o edifício da Administração do Concelho por cenário
3 de Abril de 1971: desfile dos recrutas, depois do Juramento de Bandeira e imposição de crachás aos participantes no I Congresso das Etnias da Guiné, que ocorreu em Bissau a 2 de Agosto de 1970. Presente o Governador e Comandante-Chefe, Gen. António de Spínola, e outras altas entidades militares.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-TmBRtkJs3fnN2MKGmFtV9z1zvGSgdIEhSApXZSmb7MjUPTVnvgUwfi-0qw0WbTo-tzDF6jq8zKnZ0yV_9Fch7z3NIX0_FpaymUFWzMbIiQLbntWj8go0hL5GEvWZwMYJlhCweOMdqZau/s1600/IMG_0067a.jpg
Igreja matriz de Bolama, de dimensão insuficiente para as necessidades da paróquia
Fica no mesmo lado do quartel, mas muito perto da Administração do Concelho

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(Óptimo trabalho. História interessante e bem contada. Tem muitas fotografias. O fluxo do tempo mostra a escala das coisas. Nuns breves (?) seis anos, quantas pequenas diferenças. (Ou grandes?) Na vista aérea de Bolama, o local do memorial a Ulisses Grant, assinalado no «quadrado» frente à Administração do Concelho, fica no «quadrado» da direita, havendo outro de permeio. Trata-se de um grande espaço entre a antiga Administração do Concelho e o edifício, no extremo oposto, onde está instalada a sede da AMI.)
Infelizmente, entre outras fotografias de interesse, há algumas que nos deixam constrangidos, pelo estado a que se deixou chegar edifícios-património de todos os guinéus. Ao edifício da Administração do Concelho de então, com a sua colunata à grega, se chama uma vez Palácio do Governador. Ver, se se quiser, à direita, as páginas e ligações.
http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p211p212p623&l=1 (A AMI em Bolama)
http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p7p28p108p244&l=1 (Histórico da AMI na Guiné-Bissau)


in blog A TERRA E A GENTE, texto integral, com a devida vénia ao autor, meu amigo e companheiro de lutas na Universidade sénior de Torres Vedras. Muito obrigado José Luis Patricio.

domingo, 8 de março de 2015

Para agitar um pouco...

Sesta abençoada - foto tirada em 7 de Março de 2015.

Caros companheiros
A fim de tentar dinamizar este blog que anda um pouco apático, venho propor-vos o envio duma foto da vossa cidade, vila ou aldeia a fim de a mesma ser publicada no cabeçalho deste blog ou no facebook do BART. 
Podem enviá-la para lg.tvedras@gmail.com
Ficamos à espera.
Para começar, eu publico a primeira foto com uma lateral da Igreja de S.Pedro em Torres Vedras, onde um cidadão dorme num banco, uma merecida e abençoada sesta.
Abraços. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

fotos de Tite dos anos 1967/1969 - do Costa!









Estas fotos foram recolhidas do nosso facebook. Pena as mesmas não terem legendas dos respectivos edificios.
Obrigado ao Costa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Faleceu o Silva, dono do café do "branco" em Tite.

Companheiros
Apareceu hoje no facebook do BART uma noticia publicada pelo José Sobral do BART 2924, dando nota do falecimento do Silva.
O Silva era civil e dono do único café civil em Tite, o do "branco". O falecimento ocorreu em Setembro de 1998.
Quando do almoço anual, em conversa com o cap. Paraiso Pinto se falou do Silva, não se sabendo o que era feito dele.
Afinal faleceu há já 17 anos.


De alguma maneira o Silva "fez parte" da nossa tropa, pois era no seu café que muitos de nós "esqueciam como podiam" a tropa e a guerra.
Paz à sua alma!

O Marinho faz hoje anos


Para o Marinho o nosso abraço de parabens, neste dia do seu aniversário.
Que contes muitos, com saúde, junto dos teus.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Pois é… quem diria eu assim tão importante!









Pois é… quem diria eu assim tão importante!

Ontem ao abrir a caixa dos correios, deparei com esta revista toda dedicada cá ao rapaz.
Em Setembro passado, recebi em minha casa uma amiga Jornalista e Atriz Brasileira, Helena Vitória, que além de me querer conhecer pessoalmente também era a primeira vez em Portugal.
Como manda as boas regras da educação, fiz algumas viagens para lhe mostrar os usos e costumes dos Portugueses, bem como a Capital e arredores, bem como no Norte a Cidade do Porto e não só.
Pelos vistos, ela ficou tão agradada pela forma como este Português a tratou que, vai daí fez uma Revistinha toda dedicada cá ao vosso amigo por ocasião do meu aniversário, 69 anos completados em Dezembro passado.
Achei gratificante a forma como esta amiga reconheceu o meu trabalho que gostaria de compartilhar com os meus amigos também.
Abraço e bom final de semana!


José Costa