Batalhão de Artilharia 1914

4


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

---

Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
----------------------

"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


.

.
.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma história de amor em fotos!

Caros Companheiros
O amigo Joaquim Cosme, nosso visitante assiduo, enviou-nos este conjunto de fotos (que muito agradecemos), que contam a historia de amor entre dois jovens Islandeses. O jovem foi tropa e por qualquer razão, perdeu os braços e as pernas. Mas apesar disso eles continuaram juntos e ela foi peça fundamental na sua recuperação, como se vê.
De alguma forma prestamos aqui homenagem às Mulheres Portuguesas, por demais esquecidas, que durante a guerra colonial perderam maridos, pais, irmãos, namorados e outros familiares.
E principalmente aquelas, que recebendo os seus maridos e namorados, mutilados e com graves problemas psicológicos, não desanimaram e se mantiveram firmes na ajuda psicologica e recuperação fisica dos seus ente queridos, construindo a vida na base dos afectos e do companheirismo.
Para elas a nossa homenagem, o nosso reconhecimento sincero!

Cheira bem, cheira a Lisboa...!!!

 
Foi-nos enviado pelo Jorge Claro, este belo video sobre Lisboa, que actualmente está a passar na Bélgica, como promoção deste nosso País!
 

domingo, 28 de abril de 2013

1º. Pelotão da Companhia de Caçadores Paraquedistas 122

Caros Companheiros
Veio hoje publicado na revista "Domingo" do Correio da Manhã, uma entrevista da autoria da jornalista Marta Martins da Silva, ao Caçador Paraquedista José do Vale Pinto, daquela companhia.
E resolvemos publicá-la no blog, porque nesta entrevista é feita referencia a Tite, e aos dias posteriores ao desastre de Bissassema, em que, como se lembram, o inimigo sofreu pesadas baixas em pessoal e material, com a intervenção entre outras, das Unidades aquarteladas em Tite.
O pessoal destas nossas Unidades, apesar de bastante sofridos e com a moral de rastos, após o falecimento e desaparecimento de alguns dos nossos companheiros, bem como o rapto de três dos nossos camaradas, na fatídica noite de 2/3 de Fevereiro de 1968, avançaram na esperança de encontrar os desaparecidos/mortos e até recuperar os camaradas feitos prisioneiros, mas em vão, factos estes que têm sido exaustivamente relatados neste nosso blog.
Aqui fica esse depoimento, com a devida vénia ao Correio da Manhã e sua Jornalista.





sábado, 27 de abril de 2013

Almoço próximo sábado, dia 4.


 
toque para o rancho
 
Companheiros

Algumas dicas referentes ao almoço:

A concentração será por volta das 12 horas no parque do restaurante

O restaurante chama-se QUINTA DA SALMANHA

Indo de automovel, o restaurante fica a cerca de 1.900 metros da estação de caminho-de-ferro da Figueira. Mas se for a pé, são cerca de 10 minutos, ou seja 500 mts.

É importante e urgente, que cada um de nós informe o Ramos se vamos ao almoço e  de quantas pessoas nos acompanham

Apanhar a A-17 e sair em Figueira da Foz/Coimbra, direcção Figueira da Foz. Ao chegar perguntar pela Quinta da Salmanha.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Almoço anual - confirmação

Companheiros:
O Carlos Ramos como sabem é o organizador do nosso almoço anual, que se realiza na próxima semana, dia 4, na Figueira da Foz.
Tem até ao momento 80 presenças confirmadas.
Pede a todos aqueles que ainda não confirmaram a sua presença, bem como dos acompanhantes, que o façam para os seguintes contactos:
 
tlf. 233426135
tlm. 936257254
email: carloscostaramos@gmail.com
 
É urgente e importante, para poder combinar com o restaurante.
A todos obrigado.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Almoço anual 2013 - Figueira da Foz.


Companheiros
É já para a semana!
O Ramos enviou-nos a convocatória para o almoço anual, com três meses de antecedência  Isto para que ninguém falte na Figueira da Foz, no próximo dia 4 de Maio.
Assim seja!...
Um abraço.









Quinta da Salmanha


_______________
 
 
A este respeito, o Ex- Alferes do Pel. Rec. Daimler 1131 Augusto Miguel Nunes Antunes, enviou-nos uma mensagem comunicando que lhe é impossivel ir ao almoço, devido a doença da Esposa, que necessita da sua constante companhia.
Pediu também para transmitir isto mesmo a todos os camaradas, principalmente aos do seu pelotão, desejando a todos um óptimo almoço.
Pela nossa parte lamentamos que não esteja presente.
Desejamos as rápidas melhoras da sua Esposa, e que para o ano nos encontremos.
O nosso abraço fraterno.
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia mundial da Terra!

 
Não sabia? Pois é, comemora-se hoje.
Oxalá este dia nos traga mais consciencia e mais solidariedade, consciencia para com o ambiente e tudo que nos rodeia e solidariedade para com todos os outros que connosco vivem neste espaço.
Saudações "terráqueas", para todos!
A este propósito vale a pena ver e ouvir este video
DEIXEM O MUNDO (MELHOR) PARA AS CRIANÇAS!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CART 1743 - ALMOÇO ANUAL

Companheiros
Do Raul Soares recebemos esta convocatória para o almoço anual da CART 1743, a realizar no dia 8 de Junho próximo:

Parabens ao Luis Dias!

 
Ao Luis um abraço de Parabens, com votos de boa saúde ... e já são 70!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Comemorando o 8 de Abril de 1967

 
 
O nosso capitão Paraiso Pinto, resolveu organizar um almoço comemorativo deste dia.
Teve lugar no Café Central, um simpático restaurante na Serreira, Póvoa da Galega e o mote foi um belo cozido à portuguesa.
Estiveram presentes o nosso capitão, o Henriques, O Guedes, Palma, Zé Manuel, Carlos Reguila, Gentil, Marinho e Contige.
Foi bom e barato!
Ainda tivemos tempo para falar ao telefone com o Pica Sinos e o Mestre.
Neste pequeno filme aqui publicado,  exibimos as fotos tiradas, devidamente acompanhadas pela "Guantanamera", a musica tocada vezes sem conta, tanto na ida como na vinda, a bordo do Uige.
Um abraço dos que foram ao almoço, para todos os restantes companherios que não puderam comparecer.

terça-feira, 9 de abril de 2013

o 8 de Abril - pelo Pica Sinos

Tendo em conta o 46º aniversário, de alguns de nós, da viagem no Uige para a Guiné, não deixo de publicar um texto da minha autoria para aqueles que, os mais novos, saibam como as coisas se passaram.
Um abraço XXL do Pica Sinos

A MINHA VIAGEM Á GUINÉ A PARTIDA
Este parte,Aquele parte,
E todos,Todos se vão,
Oh terra ficas sem homens,
Que possam cortar o pão.
...

Corria o mês de Março de 1967, no Centro Cripto do Quartel-general (QG), em Lisboa, entre três cabos e dois sargentos, quis o destino, que fosse eu a decifrar a mensagem que ditava a minha mobilização para a Guiné, ficando incorporado no Batalhão de Artilharia 1914, composto por três Companhias Operacionais e uma de Comando e Serviços, já em trânsito no Regimento de Artilharia Costa (RAC), em Parede, Carcavelos.
Não me espantou! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade.

Dou a notícia em casa à minha mãe, à namorada, hoje minha mulher. Com o meu pai, na altura internado no Centro de Saúde do Telhal, despedi-me com um abraço e um beijo, sabendo que era incerto encontrá-lo de novo com vida, por mim, que parto para o incerto, ou por ele, tendo em conta a sua debilitada saúde.

Após o curto período de férias, a 7 de Abril de 1967, um dia antes do embarque, já no quartel em Parede, entre dezenas de militares, procuro o op. cripto Justo, companheiro das noites de Lisboa, também ele mobilizado, na Companhia de Comando no mesmo Batalhão. Conheço o furriel de transmissões de nome Cavaleiro.
Aqui, além uma outra cara já conhecida. É-me indicado o Sargento a quem tenho que me apresentar.
…Onde andou rapaz? ….Não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO), devia cá estar há um mês…!
Pergunte no QG….(Quartel General), foi a minha resposta.

Depois, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.Dia 8 de Abril de 1967, no cais de Alcântara, em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque. Segue-se a formatura. Um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista da praxe, o embarque das tropas sucede-lhe. Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água.
Tive a sorte de não ser colocado nos lugares do navio que outrora eram destinados às cargas. O meu camarote suportava oito beliches duplos. Não tive preferência da cama, uma qualquer me serviu para descansar e dormir.
As refeições foram tomadas em refeitórios, outrora salas de jantar para passageiros em 3ª classe.
Os lugares destinados às outras praças, os porões, eram degradantes. As mesas de madeira que tinham lotação para uma vintena de militares, estavam colocadas ao comprimento dos porões. Os beliches, também em madeira, acompanhava-os na altura. Os vomitados do enjoo eram constantes, a limpeza deveras precária, que, em conjunto com a falta do banho diário, o cheiro era nauseante, asfixiante. O barulho dos motores, etc., o ambiente naqueles locais era insuportável.

Durante os oito dias (mais três que o normal por avaria num dos motores) que a viagem durou, foi neste contexto que, os jovens militares, fizeram a sua vida no navio.
Inconformados com o destino, no convés, uns passeavam, outros conversavam e, ainda outros, jogavam ou viam jogar às cartas.
Uma ou duas vezes fizemos exercícios de salvamento em caso de naufrágio. Os peixes voadores, que, quase sempre acompanharam o barco, eram também motivo de entretenimento.

No dia 14 do mesmo mês, chegamos já noite alta e, amedrontados, ao destino para o qual fomos obrigatoriamente mobilizados. O pior estava para vir……a guerra.
Aqui o sofrimento a todos tocou!



 


Chuvas e Trovoadas de Tite

Companheiros
Lembram-se das trovoadas repentinas em Tite??
De um momento para o outro passava-se de um sol escaldante a um céu carregado de nuvens escuras com forte chuvada e um trovejar monumental.
Vejam neste video uma simulação excelente de tudo isto, que sem esforço nos transporta a esses tempos, exatamente hoje dia 8 Abril 2013 em que faz 46 anos do nosso embarque.

http://www.dailymotion.com/video/xg6if3_perpetuum-jazzile-africa-live_music

Justo


o Louva-a-Deus

José Justo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mais um ano se passou!



Companheiros
Faz hoje 46 anos que embarcamos no UIGE para a Guiné.
Para comemorar este dia, um grupo de dedicados "mastigantes", vai-se reunir com o nosso capitão Paraiso Pinto, num almoço de cozido à Portuguesa, na próxima 5ª. feira dia 11, lá para os lados de Sobral de Monte Agraço.
Os interessados devem enviar email para mim, ou telefonarem, a confirmar, para se marcar mesa.
Saudações para todos.

domingo, 7 de abril de 2013

Ainda o aniversário do Carlos Azevedo.

No passado dia 5 de Abril, um pequeno grupo de amigos foi comemorar com o Carlos Azevedo, o seu 68º. aniversário.
O Almoço foi realizado num restaurante da Cova da Piedade em Almada
Do simpáctico acontecimento, aqui vos deixamos as fotos, enviadas pelo Pica Sinos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Parabens Cavaleiro


Para o nosso companheiro Cavaleiro o nosso abraço de Parabens. Votos de boa saúde para ti e familia, com o nosso abraço.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Parabens ao Carlos Azevedo!


Ao nosso companheiro Carlos Azevedo enviamos os nossos Parabens, com votos de boa saúde para ele e familia.
Um abraço.


domingo, 31 de março de 2013

Votos de Páscoa Feliz




A todos os nossos companheiros, amigos, familiares e visitantes, desejamos uma Páscoa Feliz, com votos de boa saúde para todos.

sábado, 30 de março de 2013

O Raul Soares foi mais uma vez à Guiné!

"Boa tarde Leandro
Agradeço e retribuo os votos de BOA PÁSCOA.
Regressei ontem da Guiné. Fui a Fulacunda, Jabadá beafada, Nova Sintra, Tite, Brandão, Brandãozinho, Jabadá porto, Gã Pedro etc.etc.
O quartel está bastante degradado e a nossa messe está ao abandono, mas telhada, fiz muitas fotos.
Um abraço
Raul Soares"
________________________
 
Já solicitamos ao Raul o envio dum relato desta sua viagem e também das fotos que entretanto tirou. Logo que nos cheguem à mão, serão publicadas.
Obrigado Raul.
LG.

Mudança da hora!

Não esquece, não?
Adiantar uma hora, pela madugada. Vamos entrar na hora de verão, para ver se o sol nos alegra a vida mais um bocadinho.!
Abraços para todos.

Parabens Amador!

 

Ao nosso companheiro Amador, que hoje faz anos, os nossos votos de Parabens e que tenha muita saúde bem como os seus familiares

terça-feira, 26 de março de 2013

Ainda a ida à Campa do Rato

Recebemos do nosso companheiro, as seguintes fotos, umas do cemitério...




... eoutras do almoço que se seguiu.




sábado, 23 de março de 2013

Fomos hoje à Campa do furriel Graciano de Sousa Rato.

A Ida à Campa do Rato
 
  Conforme prometido, um pequeno grupo de companheiros, foi hoje, dia 23 de Março de 2013, visitar a Campa do nosso querido e saudoso amigo Graciano Rato, no cemitério da Marinha Grande –

Cap. Paraiso Pinto, Victor Barros, Carlos Ramos e Esposa, Domingos Monteiro, José da Costa, Gentil Félix Lourenço, Henriques, Arrabaça e Guedes.
À chegada fomos recebidos pelo Victor Barros, organizador desta homenagem, e logo de seguida dirigimo-nos ao referido cemitério, onde nos esperavam o Senhor Fernando Ascenso e esposa, Senhora D. Florinda Ascenso (o casal que se encontra na foto ao lado),
e que, generosamente,  trata da campa deste nosso companheiro, desde o desaparecimento dos seus pais (Senhor António Rodrigues Rato e Senhora D. Maria da Conceição Rato), os quais se encontram também sepultados nesta mesma campa, assim como o seu irmão (Rui Sousa Rato, falecido em 1956).
E foi-nos então contada um pouco da história da vida da família Rato, que nos levou a perceber a razão pela qual o nosso companheiro foi sepultado no cemitério da Marinha Grande, quando todos nós pensávamos que estaria em Viseu:
Segundo aqueles Senhores, os pais do nosso amigo Graciano Rato, eram naturais da Moita, perto da Marinha Grande, mas como tinham a profissão de Resineiros, deslocavam-se para os locais onde havia trabalho nesta área específica.  E foi assim que, em dada altura, foram viver para Viseu onde nasceram os seus dois filhos – O nosso companheiro e o seu irmão.
No entanto, uns anos mais tarde, a família regressou à Marinha Grande, e, em 1956, quando faleceu o seu irmão (Rui), foi o casal Ascenso que ofereceu à família Rato, uma campa (de sua propriedade)  para sepultarem o filho.
Mais tarde, quando veio a falecer o nosso companheiro Graciano Rato, uma vez mais o casal Ascenso disponibilizou a campa àquela família tão sacrificada pela vida, para sepultarem o seu então “único” e último filho
E quando faleceram os Pais do nosso companheiro Rato, estes foram igualmente sepultados na mesma campa, junto aos seus dois filhos.

 E foi isso que constatámos nesta nossa romagem ao cemitério da Marinha Grande, conforme mostram as fotos aqui apresentadas.
Entretanto colocámos a Placa comemorativa desta nossa visita, mandada fazer pelo Pica Sinos, a qual ficará definivamente dentro da pequena capela existente na sepultura.
 
Foi um momento de grande emoção para todos… Revivemos as circunstancias trágicas em que se verificou a morte deste nosso amigo  foram revistos vários episódios da nossa passagem por Tite, não tendo sido esquecidos todos os outros companheiros falecidos ou desaparecidos.
Como é costume passámos em revista as várias fases vividas em Tite durante a nossa permanência, todas elas associadas a diferentes corpos de Comando, estando sempre presente o desastre Bissassema, tema aliás nunca esquecido nestes encontros.
Será neste pequeno jazigo em forma de Capela, que irá ficar a Placa que levámos para homenagear o nosso  companheiro Graciano de Sousa Rato.
 
 
Por fim fomos almoçar a um simpático restaurante conhecido do Victor Barros, após o qual, cada um regressou a casa, com a certeza do DEVER CUMPRIDO!...

Graciano de Sousa Rato.

trabalho do José Justo

quinta-feira, 21 de março de 2013

Chegou a Primavera!


Tem hoje inicio a Primavera.
Esperemos que com a sua chegada, os nossos companheiros que estão doentes, melhorem, bem como os familiares de alguns que também se encontram doentes.
Para todos os nossos votos de rápidas melhoras, a tempo de estarem presentes no nosso almoço anual em Maio.
Um abraço.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Noticias da CCAÇ 2314


No seguimento das nossas mensagens e para conhecimento do veterano Victor Manuel Alves Mendes, da CCac2314 que pretende encontrar os seus camaradas-de-armas e com o auxílio de um colaborador do portal UTW, informamos:
A CCac2314 - "Os Brutos" -, subunidade orgânica do BCac2834, foi mobilizada pelo RI15-Tomar e embarcou no cais fluvial da Rocha Conde d'Óbidos (em Alcântara), com o seu batalhão e respectivas subunidades, na 4ªfeira 10Jan68 rumo à Guiné.
Sob comando do capitão de infantaria Joaquim de Jesus das Neves, em 15Jan68 desembarcou ao largo de Bissau, para uma LDG que a transportou até à ponte-cais no canal do Enxudé, dali seguindo para Tite, em cujo sector fez a IAO sob orientação do BArt1914, mantendo-se seguidamente em reforço à quadrícula operacional daquele batalhão, e do sucessor BCav2867 (com sede em Tite).
Em 06Ago68 foi transferida para Fulacunda.
Em 30Jun69, por troca com a CCav2482, regressou a Tite.
Em 20Out69 foi substituída pela CCav2484 e iniciou o deslocamento, em escalões, para Bissau, onde se manteve até à torna-viagem, iniciada em 23Nov69 no "NTT Uíge".
A citada subunidade, tem um blogue >
ccac2314.blogspot.pt
A respectiva HU encontra-se no acervo do AHM, sob a cota "Caixa 76, 2ª Divisão/4ªSecção)
Contacto de veterano da CCac2314 – Joaquim Caldeira:
- Joaquim Caldeira (ex-furriel milº, residente no Porto): mailbox <
joaquimcaldeira@netcabo.pt>; tlm 933 538 890

Esta mensagem vai para conhecimento de vários veteranos, alguns da CCac2314, e na eventualidade de quererem contactar o veterano Victor Manuel Alves Mendes, da CCac2314 para o convidarem para o próximo Encontro Convívio daquela subunidade, o seu contacto é TM: 910208624
Saudações

A equipa do UTW______________________
No seguimento do pedido do veterano Victor Manuel Alves Mendes, da CCac2314.

Contactos de veteranos da Companhia de Caçadores 2314:
Manuel Mortágua, reside na região de Albergaria-a-Velha, contactos: 234543167 – 934567888 – 961012131,


No sítio: http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/Cacia/ListaexcombatentesCacia_19Abr2010.pdf, na posição 24, está o nome do veterano António Catarino Duarte residente em Vilar, e faz parte do Grupo de ex- Combatentes de Cacia – Contacte o veterano Mário Silva, responsável pelo Arquivo Histórico dos Antigos Combatentes Residentes ou Naturais de Vila Cacia – E-mail marfersilva50@gmail.com Telefone: 234087960, na intenção de obter o contacto do veterano António Catarino Duarte.
Por outro lado, a CCac2314 está online no sítio http://ccac2314.blogspot.pt/ sendo o responsável por aquele blogue o ex- Furriel Mil.º Joaquim Caldeira, vive em Louriçal do Campo, Manteigas e Guarda, e pode também contactar através da rede social “Google Plus”, no sítio https://plus.google.com/b/116597507737058466793/108318237806223694216/posts– respondendo a um comentário das várias mensagens ali expostas – desconhecemos o seu emdereço de e-mail.

Outra forma de contactar o veterano Joaquim Caldeira é responder em comentário no sítio http://bart1914.blogspot.pt/2012/09/o-almoco-anual-da-ccac-2314.html ou então contactar os responsáveis pelo blogue do BART1914, onde está a notícia do Almoço Anual da CCac2314, talvez eles o possam auxiliar na procura dos seus camaradas-de-armas da Ccacc2314.
Saudações

A equipa do UTW
Qual a ex- Província Ultramarina em que esteve como militar (*): guine
Qual a sua Unidade Militar naquela ex- Província Ultramarina (*): c.cac 2314
Qual o período de tempo (ano/ano) na referida ex-Província Ultramarina (*): 1968/1969
Indique o seu e-mail, telefone ou ambos que devem figurar no anúncio online (*):
910208624 anajesus-mendes@hotmail.com
Texto do anúncio a publicar (*): procuro colegas da c.cav 2314 que prestaram servio militar na guine (tite / fulacunda)entre 1968/1969

12/03/2013

 

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai!


José Justo
_________________________
Do Victor Barros recebemos também este video, que encaixa muito bem na celebração do dia do Pai:
 
http://www.youtube.com/watch?v=gcQpY8THBcY

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ida à Campa da Rato.

Caros companheiros
Vimos confirmar a ida à Campa do Rato, no próximo Sábado dia 23, no cemitério da Marinha Grande.

ENCONTRO JUNTO AO ESTÁDIO MUNICIPAL DA MARINHA QUE FICA PERTO DA SAIDA DA AUTOESTRADA A8 E EM FRENTE AO CONTINENTE. Por voltas das 10,30 / 11 horas.
  • O almoço será num restaurante perto da Marinha Grande.
  • O Pica está a preparar um pequena lápide, para ficar na campa
  • Os interessados devem avisar da sua vinda por telefone ou email, para que o Victor Barros possa marcar mesa no restaurante.
Victor Barros:
tlf. 244 041 569
telemovel 916 955 080
Até Sábado, para os que poderem ir.
Um abraço.

Acerca do artigo do Pica Sinos, sobre a sua primeira noite fora de casa...

Nesta composição elaborada pelo Justo, aparecem os famosos Citroen 15 cv "arrastadeiras". E aparece também um monumento de Torres Vedras, o Chafariz dos Canos", cuja foto actual está publicada no fim deste artigo.
Sobre o artigo do Pica Sinos...
Amigo, começaste a meter o pé na argola mais cedinho que eu, rapaz!!
Lembro-me bem dos “bailaricos”...Alunos Ápolo, Casa do Minho, Casa do Alentejo e outras, por onde um grupo do pessoal do Café Nacional gostava de cirandar aos fins de semana (agora é sem hífens).
Eu com a dança agarradinho, sempre tive o mesmo problema que com o futebol...os dois pés esquerdos!!...e daí tropeçar muito e passar a noite a pedir desculpa às damas pelas pisadelas!!
Safou-me a mim e muitos trengos como eu, o aparecimento do Twist...Uáu!! agora é comigo, chegou a minha hora, e que horas!!...foi a desforra!!
Aproveitei os anos de paralisia inábil dançante para congeminar uma vingança, que resultou num nunca mais parar nas tardes e noites de bailarico da casa do Alentejo casadoalentejo, pois era a casa que mais gostava, e que durante décadas frequentei.
Adorava passear-me por aquelas recantos e contemplar aquele primoroso estilo árabe puro Hispânico.
Cada vez que revia uma sala, sempre achava pormenores novos. Click no endereço que vale a pena.

Bons jantares de paparocas Alentejanas, e outras, sempre bem regadas e conversadas com os amigos, por vezes noite fora, embora pró escondidinho, mas isso não se pode contar.
Como parece que sempre acontece onde se come bem, nos últimos anos em que frequentei aquele belo espaço, a coisa ficou mais fraquinha.
Mais um rastilho para inflamar mais uma recordação...
A tua aventura com o velho “Anglia Prefecta”.
Teria os meus 15 anos, e trabalhava comigo na firma dos Oulman, também com a patente de “office boy”...à época, e na linguagem tuga: “paquete”.
O colega e amigo de juventude R. era uns anitos mais velho, e os pais tinham algumas disponibilidades, pois eram donos de uma alfaiataria, o que lhe proporcionou a compra de um carrito em segunda ou terceira mão.
Era o seu sonho bastante antigo, dizia que havia de ter um automóvel antes dos vinte anos, e passava a vida a falar de carros. Estou certo que devia saber a marca e as performances de tudo o que tivesse quatro rodas.
Certa noite, e na base “Café Nacional” estava-mos nos entretenimentos do costume, quando aparece o R. eufórico.
O que é, o que não é??!!...- Bem, vamos dar uma volta no meu carro!! – O quê?????
- Embora, já disse. Está mesmo aqui à porta. E lá vai o pessoal em correria ver a bomba nova do nosso amigo.
Ficou tudo de boca aberta!!...mesmo ali frente aos nossos olhos um “bruto” Citroën 15 CV preto reluzente, com os estofos castanho escuro...um espanto. E como era comprido o raio do carro!!
-Vamos a Torres Vedras, embora malta.
Quem vai, quem não vai?...acabamos por nos enfiar seis dentro da “arrastadeira” como era designada a peça andante.
Claro que a viagem foi uma “tourada”. Chegados a Torres Vedras, parou-se o “bólide” numa zona que penso seria para os lados do terminal das camionetas, e a ideia era procurar uma tasquinha para petiscar, pois o pessoal nos tenros anos, estava sempre esfomeado!!
Terminado o repasto, já a noite tinha entrado na madrugada, deu-nos para as cantigas e vai de coro roufenho, até aparecer o guarda-noturno com ar de poucos amigos para terminar a chinfrineira. Toca a voltar a Lisboa. Tudo dentro do carro, recomeço do coro com “A loja do mestre André, mas numa versão para adultos!!”, chave na ignição...um abanão no Citroën 15 CV...e nada??!! Nova tentativa de ignição e nem um sinal de marcha??!!
Tudo calado...- Então, não dás com o buraco? – É pá isto não dá nada, não tenho motor de arranque!!! Toca tudo a sair do “bólide”, vai de abrir o capô duplo, isqueiros acesos, e tentativa de ver a origem do problema. O R. até tinha noções de mecânica, tal o gosto pelos carros. – Não se vê nada, vamos tentar levar o carro para perto daquele candeeiro.
Carro destravado, e o 15 cavalos, passou por breves minutos a ser 6 cavalos!!...
- É pá, foi o motor de arranque que colou quando dei a “mise-en-marche”, estamos lixados, e agora??
- Tudo a opinar, tudo a fazer força para desengatar o motor de arranque, várias e esforçadas tentativas, mas o raio do motor não descolava...nem se movia um milímetro.
- Se houvesse um pé de cabra, talvez se conseguisse desengatar este gajo!! – Alto!!...está ali uma obra, é capaz de se arranjar um bocado de varão de ferro daqueles grossos. Pesquisa na obra, mas ferro nem cheiro. – Olha este barrote, deve entrar no espaço entre o motor de arranque e o bloco.
Em resumo e conclusão; todos os repetidos esforços foram infrutíferos até que o barrote acabou por partir. Desespero total. Já perto das três da manhã e o pessoal alí. Naquela idade todos vivíamos em casa dos pais, e adivinha-se o que nos estaria a passar pelas cabecinhas. Pela minha parte já estava a sentir a “compreensão paterna nos dois lados da cara”.
Uns dentro do carro, outros na rua, a congeminar forma de resolver o assunto, e todos excluía-mos a ideia de esperar pela manhã em busca de um mecânico.
A boa disposição tinha-se desvanecido e nem se ouvia um pio. O R. ao volante, de vez em quando numa vâ esperança, lá dava a voltinha na chave, mas nada...a maldita “arrastadeira” continuada muda e queda.
De repente, sai do carro, volta a abrir o capô, curva-se sobre o motor. Todos o acompanhamos, espantados com o seu pulo e saída rápida do carro. Tudo a olhar, ele com as mãos todas pretas a mexer na parte de baixo junto á correia da ventoinha, e de repente TRÁZ...um grande estalido??!!...o motor de arranque tinha-se separado!!
O meu amigo e colega subiu mais vinte pontos na minha admiração!!...que carola...
O que ele fez foi exercer pressão para cima e para baixo na correia até conseguir rodá-la pouco a pouco, o suficiente para soltar o motor e voltar ao lugar.
Tudo aos berros e abraços, toca para dentro da “arrastadeira” e desta vez com os 15 CV e a ignição a funcionar, ruma-mos a Lisboa.
Cheguei a casa já o sol raiava, com o pai e mãe á minha espera...bonita comissão de boas vindas...
Precisei de um certo apoio psicológico depois da “galheta” com a pesada mão do Justo pai!!...e o resto conto noutra ocasião.
Pica, olha, seria um comentário e deu nisto!!

Chafariz dos Canos, em Torres Vedras, após obras de beneficiação que foram ao encontro, com alguma modernidade, daquilo que era no passado.
 

Um abraço

Justo

domingo, 17 de março de 2013

Requiem para um saudoso Amigo - pelo Justo

 
Requiem para um Saudoso Amigo
Com nostalgia revi várias vezes as fotos do Cavaleiro onde está o saudoso furriel Rato. Há pessoas com o quase divino dom de criar empatias logo aos primeiros contactos.


O Rato era um homem com quem facilmente se sentia simpatia e com quem apetecia conversar.
Era a antítese de alguns, poucos, mas ilustres desconhecidos, que se viam com umas divisas e a dar ordens, e logo lhes provocava um tremendo inchaço no pequenino ego!
Anteriormente neste Blog, já contei uma história sobre um desses cromos, numa cena com o Pica Sinos, que reflecte bem a mentalidade atávica, de alguns indivíduos da classe de sargentos. Eles aperceberam-se “que elas não trazem nome” frase corrente no quartel.
Grande verdade, e que passado pouco tempo de Guiné, sentiriam na pele com o primeiro e forte ataque que sofremos.
Das muitas coisas que me fizeram odiar a “tropa” e as regras militaristas, era sem dúvida: o avaliar a pessoa pelo primeiro olhar directo aos ombros...a outra; o ser tratado por “tu” por marmanjos que nunca tinha visto na vida...nem conhecia de lado nenhum.
Como isso mexia comigo !! Já findo o tormento da farda, curiosamente, mesmo colegas com quem trabalhei durante anos, não logo tratava e mesmo detestava que me tratassem por “tu”, até, claro, que a admiração e amizade, a isso levassem. Provavelmente reflexo dos tristes anos de tratamento cavalar e suplício militar.
Meu irmão era da Força Aérea e este hábito do “tu” e “meu este, meu aquele” não se praticava. Esses termos caricatos “avis rara” não existiam, e ao que penso, só eram utilizados no exército.
O furriel Rato era moderado, mas alegre, de fino trato e um camaradão nas pequenas farras que durante os dias que estivemos no quartel da Parede fazia-mos antes de embarcarmos para a Guiné.
Já em Tite, eram longas as conversas de grupo, onde facilmente ele se incluía. acompanhou connosco num pequeno grupo que naturalmente se criou, sem sabermos bem como.
Eu o Pica Sinos, o furriel Bagulho e furriel Rato e mais uns poucos que infelizmente não recordo, sempre que podia-mos dar uma escapadela, lá rumávamos a um café na baixa da Parede, para umas conversas e claro uns petiscos bem regados, para fazer esquecer o que breve nos esperava.
Lembro que num desses dias, as conversas estavam um pouco tristonhas, talvez pela proximidade do embarque, e das saudades que já começavam a doer.
O Rato fixou-se num fado da fadista, então muito em voga, a Ada de Castro, que tocava na velha Jukebox.

 
Recordo exactamente, não o nome nem toda a letra do dito fado, mas sei que falava em saudade e partidas sem retorno, dentro do género de tocar ao sentimento. À época detestava fado, mas sem saber porquê, naquela altura senti como que um calafrio, e quase automaticamente fixei um verso que durante dias vinha trauteando mentalmente.

Qual presságio..., muito calado, ouvia o fado super concentrado, findo o disco, levantou-se e meteu nova moeda e de novo ouvimos o fado. Repetiu-se esta cena várias vezes, e por estranho que pareça, e quase contra natura, ninguém comentou, pois quase todos éramos de Lisboa, e para nós, fado era coisa que não entrava !!
Ninguém se insurgiu e todos ouvimos as vezes que se repetiram os versos tristes daquela “despedida”, sem um comentário. O furriel Rato tinha os olhos lacrimejantes, e continuava muito calado e pensativo.

Parece que algo no seu íntimo fazia adivinhar o seu prematuro e infeliz desaparecimento na Guiné. Faleceu poucos dias depois de ter regressado de um mês de férias na Metrópole.
Recordo ainda hoje aquele fado da Ada de Castro...e a tal premunição que o Rato parecia sentir!!
Todas as mortes dos nossos amigos foram dolorosas, mas para mim, a deste companheiro de armas, fez-me doer muito, e deixou-me muitas saudades.
A sua simpatia natural e simplicidade ficaram na memória de muitos de nós.

Estarei em pensamento com os camaradas que NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 23 DE MARÇO,  irão deslocar-se á sua campa no cemitério da MARINHA GRANDE e colocar uma placa, símbolo das recordações ainda vivas que deixou. (os interessados devem contactar o Victor Barros).
Dos vários livros sobre a Guerra do Ultramar, numas páginas com fundo negro, onde constam os nomes dos milhares de mortos da guerra, lá encontrei o do nosso amigo.
 

De pouco consolo servirá para os familiares e amigos que o recordam, mas pelo menos, o seu nome está perpetuado no Monumento aos Mortos da Guerra em Belém.
José Justo   


Março 2013