Para todas elas a nossa homenagem!
Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia Internacional da Mulher
Para todas elas a nossa homenagem!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Bissassema
Desaparecido em combate nesta noite:
- Furriel Mil. Manuel Nunes Reis Cardoso - Pelot. Morteiros 1208
- Soldado Milicia Manga Colubali, da CMIL 7
Capturados pelo IN, nesta noite, todos da CART 1743:
- Alferes Mil. António Júlio Rosa
- 1º. Cabo Geraldino Marques Contino
- Soldado Victor Manuel Jesus Capítulo
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
"Toque" a doentes!
Manda abraços para todos os companheiros.
Gentil - Está muito melhor desde que fez o transplante. Tem ido a exames de rotina que continuam a ter valores aceitaveis.
Manda um abraço para todos.
Hipólito - Também está melhor da vista e dos dentes, embora agora esteja mal da coluna.
Manda também um abraço para todos.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Mariana Leal, um apontamento acerca do seu trabalho, sobre a Guerra Colonial Portuguesa - pelo José Justo
Bom trabalho da Mariana Leal.
É de admirar e louvar o interesse de jovens, mais propriamente de uma jovem, por um pedaço triste da nossa história, que durante pelo menos trinta anos esteve esquecido. Os treze anos da guerra, e o pós revolução, com o grande drama acrescido que foi a inevitável descolonização (o filme refere os países ex-colonialistas em África).
Nunca consegui compreender o porquê de um país tão pequeno – p. ex. 14 vezes menor que Angola – que teimava obstinadamente em não arranjar solução política para o conflito, mesmo com abalizadas opiniões nacionais e internacionais no contrário.
Este doloroso drama do nosso ultramar, bem escondido (não havia guerra, as NT limitavam-se a fazer policiamento) foi alimentando pequenos (ou grandes) ódios: Os portugueses das colónias não suportavam com agrado os militares, por vezes com razões para isso, e os militares não suportavam comportamentos e situações graves de certos apoios logísticos reais e escondidos, de fazendeiros do interior, às forças dos movimentos nacionalistas de guerrilha.
Os civis viam de certa maneira, nos militares intrusos destabilizadores da antiga ordem estabelecida, e era corrente que as filhas dos colonos brancos, serem instruídas, para que só deveriam “ter olhos” para os militares oficiais??!!
Verdade seja dita, que o isolamento, as privações, os medos, as saudades...tudo isto levava por vezes a refúgios no alcool que não raras vezes levavam as tristes episódios.
Não era por acaso que no quartel muitas vezes faltam frescos (legumes) e outros alimentos, mas não me lembro de falta de tabaco e cerveja!!...
Já dizia alguém: Se na guerra faltasse bebida e droga a guerra seria outra...
No entanto estes ódios renasceram e tudo se agravou, aquando do regresso a Portugal de milhares de pessoas. Muitas injustiças aconteceram de parte a parte!!
É fácil calcular como se sentiriam aquelas famílias, despojadas de tudo para que tinham trabalhado uma vida inteira. Basta imaginar e tentar mentalmente inverter a situação.
Numa retrospeção, poderemos perguntar: que ficou de todo este drama??
A resposta é evidente e igual a todos os outros dramas idênticos, passados e dos nossos dias...muita dor e sofrimento e milhares de mortos e estropiados que pela lei natural das coisas vão desaparecendo, até mais ninguém, a não ser os historiadores, se lembrar.
Gostei, passados 40 anos voltar a ouvir as vozes de dois camaradas de quem lembro muito bem: o “pintassilgo” que em parceria com o Contige, lá nos arranjavam “umas côdeas” para os petiscos.
O camarada Leal, do grande Pelotão Daimler. Bastante admirava este pelotão, sempre os primeiros a sair, estrada fora, no começo dos ataques, e que está ligado a um episódio comigo, numa noite de mais um ataque ao quartel, em que saímos porta de armas fora, eu como atirador de “desenrascanço” agarrado á velha metralhadora Dreyse, o condutor a mandar-me disparar, eu numa atrapalhação total, sem conseguir encaixar o carregador na arma, e finalmente os invólucros dos disparos em brasa a caírem na cabeça do condutor (que pena já não lembrar o nome) ele aos gritos, pois não tinha posto o capacete de aço...
Episódio que ficará para sempre na minha memória e que já tive oportunidade de “postar” num dos meus escritos no Blog do BART.
Renovo os meus parabéns à jovem Mariana Leal, por este documento.
Muito sucesso profissional e familiar para si.
Tudo de bom para todos.

José Justo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Guerra Colonial Portuguesa - um valioso e Histórico trabalho de Mariana Leal
Diz ela:
Finalmente o meu trabalho de História está concluído :) Quem quiser ver a minha obra de arte, espero que gostem!!! Obrigado a todos os que me ajudaram a realizar este trabalho.
http://youtu.be/ww4Vq7vpCRY
O Pica Sinos, respondeu:
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Na mensagem que mandou ao Pica, disse:
Boa tarde, já terminei o trabalho sobre a Guerra Colonial, obrigado pela ajuda prestada e se quiser pode visualizar o vídeo e dizer o que acha :) Se quiser publicar no blog Bart 1914 está a vontade. Cumprimentos, Mariana Leal
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Responde o Pica, novamente:
Raul PSinos
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Obrigado por todos os elogios feitos ao meu trabalho, para mim é um orgulho pesquisar e elaborar trabalhos sobre quem fez muito pelo nosso país!
sábado, 16 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Meu querido, meu velho, meu amigo
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
5 anos de blog - Parabens ao Blog...
Vamos celebrar 5 anos com o Blog do Batalhão...Uáuuu!!
O texto deste boneco é principalmente dedicado a ti, e leva apenso um obrigado especial.
Só pretendo expressar de forma simples, a minha admiração pelo teu trabalho e dedicação a esta causa.
Por tempestades e marés altas, por opiniões com ventos contrários, e tantas vezes, simplesmente só para criticar...tens resistido às intempéries e continuado estóica e persistentemente a dar os balões de soro que sustentam a longevidade desta ideia desde 2008.
Garanto-te que eu tal não conseguiria.
Todos os anos repito com pena este comentário, porque todos os anos se repete a falta de material para alimentar este teu/nosso trabalho.
Viajando pela net, tropeço frequentemente com fotos de almoços de dezenas de camaradas de outros batalhões e de outras Áfricas que não a Guiné, e na actualidade o número de convivas é sempre inferior ao que vejo nos nossos almoços!!??.
Sei que tu o Pica o Costa o Hipólito, e vários outros camaradas, todos tem realçado no pessoal, quando se juntam, no interesse de fotos e se possível comentários...mas muito pouco se tem visto.
Enfim!!...eu por mim, e muito fracamente, lá vou dando umas migalhas, modestas, eu sei, mas sempre será alguma coisa.
Se todos dessem um pouquinho que fosse...outras trombetas soariam, e a música seria mais alegre.
Mesmo assim “vale sempre a pena, quando a alma não é pequena”.
Muitos abraços para todos, mas para ti, um pouquinho mais aconchegado.
Desejo que o teu apelo de colaboração para estes cinco anos, desta vez dê alguns frutos.
Parabéns...Continua companheiro!!
Diogo Sotero e
Perdoa, mas passou-me a data.
Também tive alguns contratempos com temporal que por aí estragou muito, eu sei.
Mas isso, apesar de tudo, era de somenos... tendo em conta, isso sim, o teu esforçado trabalho por manter vivo um lugar de convívio, de recordação, até, porque não, de saudade(s)...
Pois, todo o lugar que, em que época for, tivermos já calcorreado, esse mesmo sítio é momento de peregrinação mental, de rememorização, logo saudoso!
É um ponto de vista meu, certamente, e não pretendo com ele fazer escola, isto é, deste modo de sentir e reagir ter seguidores.
Voltando ao início, tem paciência com escribas como eu... é que, a vontade de te ajudar é real... os talentos são-no, contudo, diminutos.
Segue em frente.
Tens o meu aplauso, o meu bem-haja, o meu apoio.
Abraço do camarada e amigo,
Luís Manuel Dias
tm 918346325
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Embora com alguns dias de atraso, aqui estou hoje para dar os meus Parabéns ao "BART1914" pelo seu 5º aniversário.....!!!!
JÁ PASSARAM 5 ANOS....!!!!
E quanto já se escreveu....???
E quanto já se disse sobre tanto do que há tanto se passou...????
E quantas oportunidades de reencontro este espaço já proporcionou....???
Quando se é visitante assíduo do "Bart1914", facilmente se percebe a dedicação e o empenho desmedidos que têm sido dados a esta causa....!!!!
Reconheço que não é fácil...., mas o resultado revela-se fabuloso e é certamente muito gratificante para quem contribui para o desenvolvimento deste grandioso trabalho....!!!
Parabéns a todos.....!!!!
Albertina Granja
http://diversidadesquecidas.blogspot.com
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DO FACEBOOK DO BART 1914, TRANSCREVEMOS ESTES COMENTÁRIOS...
de Joaquim Cosme
Só conheço o Leandro Guedes de quem sou muito amigo mas envio parabéns para todos.
Fui soldado antes da Guerra do Ultramar pelo que não passei por aquilo que vocês passaram.
Um abraço.
Joaquim Cosme
Boinas Negras - apêlo!
Estou a tentar fazer uma colectânea de fotos e demais material acerca dos boinas negras que estiveram na Guiné, em Fulacunda, Tite, Bissau... entre o período de 1969 e 1971.
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nota-
Companheiros.
Se alguém tiver elementos que possa facultar a esta nossa visitante, agradece-se que lhos forneça, se assim o entender..
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
... aqueles que por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando...
"Quadro de Honra"
Caros companheiros
Após uma leitura superficial da lista de ex-combatentes Mortos na guerra colonial, na Guiné-Bissau, publicada na revista de Domingo passado do CORREIO DA MANHÃ, verificámos que não fazem parte dessa lista, alguns companheiros de algumas Unidades militares que Tombaram durante a nossa estada em Tite.
São eles:
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- Victor Manuel Carvalho Amaral
- Soldado - CART 1743
- Falecido em Tite, a 3/3/1967
- António Maria Ferreira Soares
- Furriel Miliciano - CCAÇ 1567
- Falecido no rio Geba, a 14/5/1967
- Bacar Injai
- Soldado Milícia - CMIL 6
- Falecido em Tite, a 3/6/1968
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Vitor Barros e o temporal
Um abraço ao Vítor Barros.
domingo, 20 de janeiro de 2013
23 de Janeiro de 1963 - A guerra na Guiné começou em Tite, há 50 anos.
de hoje, domingo dia 20, a qual trás um extenso artigo sobre a guerra colonial na Guiné/Bissau.
"A listagem dos militares das Forças Armadas Portuguesas mortos durante o período de guerra na Guiné, entre 1963 e 1974, é um trabalho em aberto. A preservação dos registos e informações foi negligenciada com a independencia dos novos paises africanos de língua Portuguesa. A recolha que adiante apresentamos, com 3046 nomes de militares idos da Metrópole e recrutados localmente, foi cedida pela Liga dos Combatentes, que faz trabalho importante pela preservação da memória."
É ainda exibida a foto que assinala o ultimo arrear da bandeira nacional, em Mansoa.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Momento de poesia - pelo Luis Dias
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Costa, antes e depois
Separam-nas 40 anos, já que na primeira tinha 27 e agora tem 67. Mas as diferenças não são nenhumas... Sempre elegante, e bem apessoado!
Os nossos votos são para que continues bem companheiro..
Abraços.
LG.
"Eu me sinto abençoado por receber tanto amor...de pessoas tão especiais.Pessoas normais existem muitas à nossa volta....agora especiais, são raras...
E eu sou um privilegiado...pois tenho muitas pessoas especiais na minha vida.
Não tenho palavras para agradecer tanto o amor da minha filha.... como,
as minhas antigas e novas amizades aqui do facebook. Quando coloquei estas duas fotos, nada mais me motivou que não fosse uma brincadeira para comparar a diferença de 40 anos na vida de uma pessoa. Para as “meninas” vai daqui um abraço caloroso e obrigado por gostarem de mim.
Para o “menino” que diz que estou velho caquético, eu respondo:
“Vade retro” Rrriissooss!"
domingo, 13 de janeiro de 2013
Dois artigos do alf. Moreira, da CART 1690.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Fernando Pessoa - uma proposta do Zé Justo.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa

















