Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

As fotos de Macedo de Cavaleiros

Caros amigos e companheiros:

Sei que alguns de vós estão com dificuldades em abrir as janelas onde se encontram as fotos do almoço em Macedo de Cavaleiros.

Nesse casso, cliquem nos endereços que estão abaixo, para terem acesso a essas fotos.

Um abraço.

LG.



http://tripwow.tripadvisor.com/tripwow/ta-0199-620a-a656



http://tripwow.tripadvisor.com/tripwow/ta-0199-4f54-8b08



http://tripwow.tripadvisor.com/tripwow/ta-0195-14a2-d0f2



http://tripwow.tripadvisor.com/tripwow/ta-0195-2eb0-eae0



http://tripwow.tripadvisor.com/tripwow/ta-018f-99e6-5dac

terça-feira, 24 de maio de 2011

As memórias do Costa..





Ainda a propósito do: Dia em que o Centro de Transmissões virou caserna


Esta estória que o Pica escreveu recorrendo-se da sua memória para algumas passagens no Centro de Transmissões, leva-me a “puxar” pela minha memória também. Ainda bem que estes convívios de Ex-Combatentes existem, pois isso faz-nos muito bem às nossas mentes já muito esquecidas por mais de 40 anos passados.


Vem a propósito que ao ler o que o Pica escreve, lembrar-me do meu primeiro dia em Tite.


Lembro-me que chegamos perto da meia-noite. A primeira coisa a fazer foi escolher um local para dormir na caserna que nos destinaram.


Penso que adormeci rápido pois estávamos cansados e mortos por tomar um banho. Quando acordei já o sol ia alto. Se bem me recordo, não me preocupei muito bem em saber qual o meu local de trabalho. Porque eu e mais dois camaradas periquitos acompanhados de um “velhinho” de outra Companhia, lá fomos dar uma volta às Tabancas e também arranjar uma lavadeira como era da praxe. Recordo-me que foi para os lados da pista e logo ali comprei duas camisas “Made in Macau” azul e beije. Curioso, duraram até há uns dez anos atrás!


Cerca do meio-dia o sol e a fome apertava, por isso resolvemos dar por terminada a visita às Tabancas e regressar ao interior do Quartel.


Eis aqui chegados, quando sou surpreendido por saber que todo o mundo das TMS andavam á procura de saber quem era o Operador de Mensagens! Então alguém me leva ao local do meu futuro posto de trabalho e sou apresentado a um camarada que estava a 3 meses de acabar a comissão, (que raiva eu tive dele naquele momento ao vê-lo com a roupa velhinha com colarinhos da camisa rôta e a minha acabada de estrear) chamava-se Freitas, pessoa franzina, natural do Porto e funcionário da AMBAR. Pertencia á Companhia de Caçadores ali estacionada á época. Ele estava ali no Centro de Mensagens a substituir o meu antecessor. Lembro-me que este moço falava muito baixinho, fumava bastante (vim a imitá-lo depois) também era tão nervoso que andava sempre a morder um pau de fósforo… (mais tarde quando me faltava poucas semanas, pra acabar a comissão, dei comigo também nervoso!)


Nas CCS só tinham um Operador de Mensagens (no meu curso em Arca d’Água-Porto éramos apenas 19 elementos) daí o ter de fazer 24 horas diárias (o serviço também não apertava) mas o Alferes Antunes de Carvalho, designou o Francisco Silva e o Alberto Lopes para me ajudarem, uma vez que nem sempre eles os dois saíam para o mato.


Assim eles faziam a maior parte do tempo o serviço de dia quando disponíveis e eu de noite por isso dormia no Centro de Mensagens, em uma cama desmontável em lona.


Certo dia, o pessoal que fazia trabalho permanente no Posto de Rádio, lembrou-se de pedir ao nosso alferes autorização para colocar ali as nossas camas, em virtude de ficarmos mais disponíveis para qualquer emergência. Pedido aceite. Assim eu passei a dormir ali em vez da cama de campanha. Apesar disso, nunca deixei de manter uma cama na caserna, onde ali guardava os meus objectos pessoais num armário fechado a cadeado.


Então, juntamos as camas duas a duas. E a partir desse momento, “alguém” se lembrou que virando os fechos “Eclair” dos ditos para o mesmo lado, fazia um pequeno rebordo como se fosse as paredes internas e mucosas da v…. a, e assim era aproveitado para estimular e saciar os ímpetos sexuais da pessoa em questão ehehehe!!


Às tantas, numa noite de “amor” o nosso amigo Francisco Silva, que ali dormia também, foi por debaixo das camas, sujeitando-se a “levar” com a matéria orgânica nos olhos, pegando nas chinelas havainesas, e fazendo um gesto como se fosse a matar um mosquito, deu uma valente cacetada no “membro” que o dito depressa perdeu todo o vigor de quem tinha á época 21 anos! A partir desse momento, todos os camaradas do Posto de Rádio ficaram a saber que as camas não serviam só para dormir ou repousar eheheheheh!!!


Como foi bom recordar em Macedo de Cavaleiros estes e outros momentos de boa camaradagem que a seu tempo serão também aqui contados.


José Costa

Ovar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

HISTÓRIAS COM 42 ANOS AINDA FAZEM RIR ...

HISTÓRIAS COM 42 ANOS AINDA FAZEM RIR
EM MACEDO DE CAVALEIROS


Não sei se recordam o edifício do Centro de Transmissões. Era talvez dos maiores edifícios existentes em Tite. Para enquadramento das histórias que ouvi contar no nosso almoço em Macedo de Cavaleiros e, pretendendo transcrever no nosso Blog – O Mistério da Antena do Rádio que foi Partida – e – O dia que as Sapatilhas não serviram apenas para calçar – vou de primeiro tentar fazer uma “visita” guiada em redor do mesmo, para a uns, relembrando-o e, para outros, que nele não trabalharam, dar a conhecer todo o aparato incorporado.
A Secção das Transmissões estava equipada com rádios de emissão e recepção em onda curta – AM, manuseados pelos operadores telegrafistas e, com rádios de emissão e recepção em VHF com raio de 50km2, operados pelos rádios telegrafistas, sendo que a porta da secção estava virada para o edifício onde estava situado o edifício da padaria. Estes edifícios eram separados por uma rua onde se situava, com 60 metros de altura, uma das antenas das transmissões.
A porta da Secção estava sempre aberta. Pelas janelas superiores, situadas no lado virado a este, era visível a parada e o edifício do comando. Havia ainda outras janelas, na direcção a norte, onde se podia ver a enfermaria e a porta de armas. Era talvez, no edifício, a secção que detinha mais espaço. Lá dentro, do lado esquerdo de quem entrava, a todo o comprimento da empena, uma bancada feita de pedra para suporte de todos os aparelhos, no chão as baterias. No lado direito havia sempre uma cama de campanha que nem sempre era utilizada.
Continuo a esta Secção das transmissões, também em frente ao edifício onde se situava a padaria, situava-se o Centro de Mensagens. Seguia-se a este um pequeno compartimento onde estavam instalados os aparelhos para suporte ao telefone, para ligação, (via VHF-FM) do Comando do Batalhão ao Quartel-general, em Bissau. Depois deste compartimento, a oficina de rádio, o quarto dos operadores rádios-montadores, assim com o quarto dos operadores de cripto, cujas entradas estavam situadas no topo do edifício. Tinham pela frente, separado por uma rua, uma caserna que suportava o nicho que colocava a imagem da Virgem Maria. Ainda neste edifício das transmissões, mas no lado a norte virado para a porta de armas, e do local do hastear a bandeira, situava-se o Centro de Cripto.


O DIA QUE AS SAPATILHAS NÃO SERVIRAM APENAS PARA CALÇAR
Ora uma das histórias que vou contar também se justifica por haver no Centro de Transmissões um quarto para os Operadores de Cripto.
Quando chegamos a Tite, depois de uma correria auto desde o Enxudé, já noite, gritava, junto dos carros que chegavam, um homem, algo nervoso e, neste jeito…quem são os Criptos? Viram os Criptos? Este homem era o Sopinha, também ele Cripto, que ao encontrar o que procurava, guiou os “piriquitos” (Pica Sinos e Justo) de imediato para os seus futuros aposentos, nada mais, nada menos, um “room”, equipado com um guarda-roupa com gavetas, 2 camas sobrepostas e, uma mesa-de-cabeceira situada por debaixo da janela e, com paisagem para a porta de armas. Separado pela parede da sala de trabalho do Centro de Cripto.
Diga-se com verdade que este quarto sempre fez cobiça a muito boa gente. Não só pela ausência dos barulhos que uma caserna com 80 homens suportava, da ausência dos cheiros (colectivos) da ventosidade anal, da ausência dos cheiros (colectivos) do chulé e, da mistura destes dos dois cheiros, mas também pelo seu equipamento: luz eléctrica nas cabeceiras, ventoinhas, rede mosquiteira na janela, tapete no chão, cabide nas traseiras da porta de entrada, mas sobretudo a cobiça era agravada pela exposição/decoração das fotografias, algo provocadoras de modelos femininos das capas das revistas (e não só), que o Justo expunha na parede junto da sua cama. A decoração era de tal forma carregada de “dinamismo” que houvera sempre visita à esta “exposição” das mais variadas patentes, inclusive oficiais de escalão superior. Deste exemplo seguiram os Operadores de rádio montadores, que na sua secção encontraram resguardo/espaço para também construir um quarto pelo menos com uma cama.
Não sei explicar - mas talvez pelas mesmas razões de fugir ao colectivo e, era bom que alguém explicasse  o porquê de tempos depois, a Secção das transmissões, onde operavam os radiotelegrafistas, no seu lado direito, surge um conjunto de camas (5/6?) carregadas não sei por quem, passando a ser ocupadas por diversos operadores.
Numa dessas camas, deitava-se um indivíduo que esteve no almoço em Macedo de Cavaleiros, em jeito de penitência disse, e eu não posso deixar de divulgar, que todas as noites juntava a sua cama com a cama do parceiro ao lado, com o propósito de entre o intervalo das duas, procurar saciar os seus impulsos sexuais, pouco ou mesmo nada incomodar-se com a “inquietação” que fazia, aqueles que, estavam obrigados a assistir.
Mas,há sempre um mas, uma noite alguém escondido por debaixo das ditas camas, munido de uma sapatilha na mão, quando o nosso operador radiotelefonista no momento do princípio da “êxtase”, levou com tal sapatada que o levou a “extasiar” para outro lado e bem longe. Hoje, confessa a rir, que ainda lhe “dói” ao recorda-la.
Não é difícil perceber, a partir daí, o desassossego, pelo medo de flagelações, que passou a existir naquela “caserna”.


O MISTÉRIO DA ANTENA DO RÁDIO QUE FOI PARTIDA
O Centro de Mensagens era uma sala sossegada. Só nela trabalhavam 3 operadores, quase sempre o nosso amigo Costa, de Ovar. Sendo que aqui, ele, dormia diariamente numa existente cama de campanha.
Esta secção pelo seu sossego, para além de sala de trabalho dos Furriéis (sobretudo o nosso amigo Luís), era muitas vezes palco de encontro, para cavaqueira, dos operadores de todas as transmissões. Também para “saraus” musicais de guitarra, viola e violino, que por vezes acompanhavam vozes algo esganiçadas. Tinham o seu público e, muitos aplausos sobretudo após a ingestão de algumas cervejitas. Tirando estes momentos era uma secção das mais sossegadas no Centro de Transmissões. O Costa que chefiava a secção, hoje, comparado com o passado, em nada mudou, mantém a mesma alegria, amizade, companheirismo e a camaradagem que todos assistimos. Bem, no passado, não era tão “desinquieto” como hoje em alguns aspectos, mas deixemos isso para mais tarde.


Em determinada altura, o nosso amigo Luís (ex-furriel), levou para o Centro de Mensagens um transístor moderno e de algum porte, quer no tamanho, quer no alcance. Deixou este aparelho à responsabilidade do Costa que o fazia funcionar horas a fio. Num dos dias seguintes, ávido por ouvir outras emissoras mais distantes e, em jeito experimental, o rapazola que levou com a chinelada por via da sua excitabilidade, também com a antena do dito rádio transistorizado, não se cansava de a puxar/movimentar em todas as direcções, desrespeitando todos os avisos do nosso amigo Costa, cujo resultado foi entortar, quiçá partir de forma irremediável a imprescindível antena, não tendoo Costa a coragem, na frente do furriel, de acusar quem o acusava por tal malfeitoria.
Espero que o Costa e o Luís, hoje, já tenham perdoado aquele que a mim se confessou em Macedo de Cavaleiros.


Pica Sinos

sábado, 21 de maio de 2011

Almoço anual em Macedo de Cavaleiros



O Alberto Camelo, sua esposa e filhos, estão de parabens, pelo excelente convivio proporcionado aos seus companheiros.
Foi um dia muito agradavel, a começar pelo passeio de autocarro, apesar de nem todos terem tido oportunidade de participar nele devido à hora tardia a que chegaram.
A seguir foi a Missa no Convento de Balsamão, numa excelente capela, lindissima, toda ela recuperada, com pinturas muito bonitas e em ambiente de festa. Falta dizer que este convento, habitado apenas por três padres Marianos e um irmão frade, recebe nas susas instalações hóspedes, para o que tem 37 quartos. Insere-se numa paisagem lindissima, rural, agreste, natural, para o descanso efectivo.
Depois o almoço própriamente dito, foi excelente, com prato tradicional da terra e outros acepipes.
Houve discursos, fados, bailarico.
Enfim, um dia em cheio.
Para o ano, em 2012, o almoço será organizado pelo Contige, na zona de Lisboa, para o qual se espera uma enchente nunca vista...
Até lá companheiros e mais uma vez os parabens ao Alberto Camelo, esposa e filhos, pois todos eles trabalharam afincadamente para o sucesso deste almoço.

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Espero que o almoço em Macedo de Cavaleiros tenha sido um exito como foram os outros, eu não fui porque era muito longe e muito dispendioso

foi com muita pena que não fui mas o próximo se Deus quiser irei.



Tenho ido ao blog mas não vejo as reportagens que estava nos outros almoços pela razão de virem cansados da violenta viagem, quando fizerem

uma reportagem mais alargada digam alguma coisa, foram muitos os companheiros que foram ou quem faltou?.



Um abração do vosso companheiro e amigo

Marinho



Nota- Digam como posso ter acesso ao medalhão que mandaram fazer para o almoço que estou interessado e qual o valor

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mais um neto a fazer anos



Mais  um neto a fazer anos, desta vez o Francisco, que me encanta como todas as outras.
Muitos parabens para ele e beijinhos dos avós






terça-feira, 17 de maio de 2011

O Victor Barros faz hoje anos

No dia de hoje o Victor Barros faz anos.

Para ele o nosso abraço fraterno, com votos de que passe um excelente dia com saude, no convivio dos seus familiares e amigos mais próximos.

MUITOS PARABENS.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Manuel António Pina - Prémio Camões 2011

do jornal "i", com a devida vénia, publicamos a seguinte noticia.



Em menos de meia hora o júri chegou a uma decisão consensual: Manuel António Pina é o vencedor do Prémio Camões 2011. Apesar de tão óbvia, a decisão apanhou o escritor desprevenido. "Foi a coisa mais inesperada que eu poderia esperar. Nem sabia que o júri estava reunido, nem que o prémio ia ser atribuído hoje. Portanto, fiquei absolutamente surpreendido", disse ontem à Lusa. O júri distinguiu a obra de Pina pela sua "inventividade e a originalidade". "Sinto-me um bocado embaraçado, atendendo à qualidade das pessoas, ao Panteão a quem já foi atribuído anteriormente o prémio", disse o escritor.



Com 67 anos, o jornalista do Sabugal, licenciado em direito, dividiu-se por várias áreas da literatura. O homem dos quatro ofícios: poesia, teatro, literatura infantil e ficção.



Em 1973 editava o seu primeiro livro: "O País das Pessoas de Pernas para o Ar". Como o título indica trata-se de um livro infantil que explora um lado mais surreal e humorístico, como no conto do menino Jesus não queria ser Deus. A sua obra infantil rompeu com a tradição e já faz parte dela, ao ser incluído no Plano Nacional da Leitura. Em 1974, Manuel António Pinta lançava-se na poesia com "Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde". "Acaba por ser também um prémio dado à poesia, que faz todo o sentido, porque continuamos a ser um país de grandíssimos valores nessa área e com um reconhecimento que é sempre justo e positivo", afirmou José Luís Peixoto à Lusa. Mário Cláudio concorda e defende que premiar a poesia é importante, pois tem estado mais esquecida.



Manuel António Pina ainda escreveu para teatro, sendo "História do sábio fechado na sua biblioteca", a sua última peça. O nome do escritor está associado à história do jornalismo. "Inovou muito no jornalismo português. Deu alma às notícias, com uma abordagem mais poética, mais livre", defendeu o historiador Germano Silva.



Em 2003, Pina deixou o terreno mais que familiar da literatura infantil e aventurou-se na ficção para pessoas mais crescidas com "Os Papéis de K.". A sua obra está traduzida em França, em Espanha, na Dinamarca, na Alemanha, na Rússia, na Croácia, na Bulgária e nos Estados Unidos. O Brasil parece ser a próxima aposta, já que os trabalhos do poeta ainda não foram publicados na terra do samba. Pina é o 10º português a receber o prémio. No ano passado, o Camões, no valor de 100 mil euros, foi para o poeta brasileiro Ferreira Gullar. O primeiro vencedor do Prémio foi Miguel Torga, em 1989.

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publicamos a seguir um artigo já publicado anteriormente, gentilmente enviado pelo Cavaleiro, com referencia a este excelente escritor.

Manuel António Pina, pelo Cavaleiro

Amigos,
Para quem não o conhece, Manuel António Pina escreve, num “cantinho” da última folha do JN com o título “Opinião”. Por ser um leitor assíduo da sua “opinião”, não quero  deixar de lhes enviar os seus três últimos artigos, que embora pequenos, são enormes na forma subtil e frontal como analisa a nossa política e os políticos.
Já agora deixem-me dizer-lhes que Manuel António Pina além de colaborar com outros meios de comunicação,  tem uma vasta obra literária que passa, entre outras, pela poesia, literatura infantil e peças de teatro, tendo sido galardoado com diversos prémios, no país e no estrangeiro.
Às vezes pergunto a mim mesmo como é que ele tem escapado à “censura”!! Talvez……….por estar na última página, escondido a um canto e………..com uma letra “miudinha”!!!


Então……..façam o favor de os ler


Cavaleiro.
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terça-feira, 10 de maio de 2011

Av dos Aliados, no Porto.

Como era bem mais bonita há alguns anos atrás a Av. dos Aliados...
Dantes havia jardins relvados, canteiros com flores, bem tratados.
Hoje existe uma laje de pedra contínua que vai desde a Camara até ao Passeios das Cardozas.
Que pena...


(enviada pelo Joaquim Caldeira)

  


Acontece cada uma ao Hipólito...

Ontem à noite eu estava sentado no sofá, a ver televisão, quando ouvi a voz da minha mulher vinda da cozinha:
- "O que tu vais querer para o jantar, meu amor? Frango, carne ou pernil?"
Eu disse:

- "Vou querer frango querida, obrigado."
Ela respondeu:

- "Tu vais é comer sopa! Eu estava a falar com o cão."




Hipólito

6 gémeos...

Uma bela foto enviada pelo Cavaleiro...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O que os Finlandeses precisam de saber acerca de Portugal...

Foram vários os companheiros e amigos que nos enviaram este video.

A todos muito obrigado.

Logo que esteja legendado em português, publicá-lo-emos.

Um abraço.

O almoço em Macedo de Cavaleiros



PROGRAMA DO COVÍVIO MILITAR 



 Macedo de Cavaleiros, 14 de Maio 2011   



9,30 Horas, concentração de acolhimento na fábrica (Móveis Camelo)**



10 Horas, brindamos um +++++



11 Horas, deslocação em autocarro a alguns pontos importantes do conselho



12 Horas, Eucaristia em acção de graças, pelos colegas falecidos e pelas nossas vidas e famílias, no Convento de Balsamão (Um lugar muito bonito).



13,30 Horas, o tão esperado almoço convívio em restaurante, com música ao vivo que se prolongará por toda a tarde com animação de conversas, fotos, baile e mostra de algumas capacidades artísticas (música, anedotas «não picantes» etc.



19 Horas, um programa de fados,



20,30 Horas termina a nossa festa-convívio, com desejos de bom regresso para todos e que no próximo ano nos voltemos a encontrar.



O PREÇO DA INSCRIÇÃO: 30 EUROS



CONCENTRAÇÃO                         

** Móveis Camelo,

Via Norte EN 102 km 4

CONTACTOS: Alberto Camelo, 917258158

Ana Camelo, 919911694

Móveis Camelo, 278426610, Fax 278426315


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RESTAURANTE                    

**Restaurante Capitólio

Ribeirinha

Via Sul EN 102 km 7                   

tlf. 278 426 657

Macedo de Cavaleiros                 





INFORMAÇÃO:



Alojamento com pequeno-almoço, 15 ou 20 Euros por pessoa, (nós podemos fazer a reserva).



Em princípio não há dificuldades em alojamento.

domingo, 8 de maio de 2011

Divindade IRÂ, na Guiné Bissau - pelo Pica Sinos...

Instituto fecha porque funcionária recorreu a divindade para cobrar salários

Hoje às 11:11

O Instituto Nacional de Investigação e Tecnologia Aplicada (INITA) da Guiné-Bissau está fechado desde quarta-feira porque uma funcionária da limpeza recorreu ao irã (divindade da mitologia africana) para exigir dois anos e sete meses de salários em atraso.
Depois de vários pedidos para que lhe fosse pago o salário e sem possibilidades financeiras para recorrer aos tribunais, a funcionária contratada do INITA, decidiu recorrer ao irã para cobrar aquilo a que tem direito, conta a Lusa.

«Falei com vários ministros e vários diretores-gerais, mas ninguém quis resolver o meu problema. Como não posso, e sei que se for à justiça ainda levo mais tempo e se calhar ainda acabo presa, decidi pedir ajuda ao irã da minha aldeia», explicou Nene Cá aos jornalistas.

O resultado, para já, é que, desde quarta-feira que a sede do INITA, em Bissau, está fechada, porque Nene Cá instalou o irã à porta da instituição e os funcionários não se atrevem a entrar com medo que a divindade lhes possa causar algum mal na vida.

Eu não me responsabilizo por aquilo que possa acontecer. Se me pagarem vou lá e tiro o irã, sem problema, caso contrário nem eu mesma posso tirá-lo de lá», sublinhou Nene Cá, que, na quinta-feira, foi levada à sede da Polícia Judiciária, que a tentou demover dos seus intentos.

«Levaram-me à sede da polícia, mas disse-lhes que não posso tirar o irã da porta porque prometi que só sairia de lá caso eu recebesse o meu dinheiro, porque vou ter que dar ao irã um porco e aguardente», esclareceu.

A funcionária faz as contas e diz que na totalidade tem a receber cerca de 700 mil francos CFA (cerca de 1067 euros), pelos dois anos e sete meses que trabalhou no INITA sem receber nada.

«Trabalhei como servente (empregada de limpeza), que é um trabalho perigoso. Limpei as casas de banho, as mesas, o chão durante mais de dois anos e agora não me querem pagar. Estou doente e preciso tratar-me, mas ninguém me paga», desabafa Nene Cá.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Ministério da Função Pública disse que o caso de Nene Cá deve ser enquadrado como sendo o de uma funcionária menor, contratada, que deve ser paga pelo serviço contratado. O INITA é uma instituição afecta ao Ministério do Comércio, Indústria e Artesanato.

Pelintras... - Pelo Cavaleiro

Pelintras
Depois de o primeiro ministro  ter anunciado o pedido de ajuda,  o país ficou suspenso.

A expectativa era grande, os media anunciavam á exaustão a chegada eminente do FMI.

Eis que na segunda-feira os homens desembarcam na Portela.

Cercados de jornalistas os FMIs (com ar de quem tinha viajado em turística) avançam rapidamente  para a saída e apanham ....o primeiro taxi.
 ???

O País ficou estupefacto. É conhecido o caso de um reformado que quase sufocou ao engolir abruptamente um ovo cozido quando acompanhava o directo na SIC Notícias.

Os gajos foram de taxi?????
 Nem chauffeur nem limusina, nada, niente  ....Taxi!

Portugal pode estar á rasca, mas aqui qualquer quarto secretário de estado tem pelo menos um carro com dois chauffeurs ao dispor, isto para não falar no primeiro ministro que tem 10 chauffers e N carros, o ultimo dos quais é este chiquérrimo Audi A8 com corninhos luminosos.
 A surpresa não ficou por aqui.

No dia seguinte os camones foram a butes do hotel até ao Ministério.
What??? Então e os carros de vidros escuros, batedores da PSP a cortar o trânsito, a algazarra típica e tão nossa característica, aquele colorido que dá vida à nossa cidade e que tão bem foi copiado pelo pessoal lá do Gabão?

Enfim, esquisito
. Só há uma explicação: os gajos, coitados, apreciam o sol, só pode.

E chegaram às 9h??? Mas será que o grau de (sub) desenvolvimento deles ainda não os permitiu descobrir que antes das 10:30 não se trabalha? Coitados…!

Mas o pior ainda estava para vir. Então não é que eles não almoçam, trocando-o por uma coisa a que chamam sandes??????
Espera aí, então não é durante o almoço bem regado no Aviz ou Gambrinos que se trabalha e se tomam as decisões mais importantes? Vê-se logo que daqui não vai sair nada de bom…! Estamos desgraçados!

Só nos faltava mais esta...
Cambada de ignorantes incompetentes!

Manuel Andrade

(Chauffer n° 10  com formação específica em Audi A8) 

sábado, 7 de maio de 2011

O LOGOTIPO DA CCS DO NOSSO BATALHÃO EM SÊLO

Amigos


Na próxima convocatória, todas as cartas endereçadas aos companheiros, para o convite do 23º Almoço Convívio da CCS do Bart 1914, e para a comemoração do 43º Aniversário do regresso da Guiné-Bissau, terão um selo com o logótipo do Batalhão.
     Os selos que a imagem mostra, foram mandados fazer pelo filho do Carlos Azevedo, para ofertar ao pai, por ocasião do seu aniversário.

     O Carlos tomou a iniciativa de nos dizer, que está disponível para mandar fazer os selos tendo como objectivo/pressuposto atrás anunciado.
     Mais disse… vou solicitar ao Justo que faça um arranjo final do logótipo, nomeadamente avivar cores e colocar as legendas do Aniversário em redor do dito selo, que é válido para a circulação, em correio normal até 20 gramas…
     O nosso obrigado ao Carlos.


Nota: Já agora anunciar que os Correios fazem qualquer selo deste tipo e não só, desde que se pague está claro.
     Tenham um bom fim-de-semana. Pica Sinos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Muitos Parabens...

O nosso ex-capitão Paraiso Pinto faz hoje 77 anos.

Para ele o nosso abraço fraterno com votos de boa saude e que passe muito bem o dia de hoje.
E que receba como prenda de anos um curso informático, para poder teclar com a sua Companhia...

domingo, 1 de maio de 2011

Mãe...

Neste dia da Mãe, queremos homenagear todas as Mães, mesmo todas, aquelas que o foram no verdadeiro significado palavra e também aquelas que por cirunstancias da vida, deixaram de o ser, por vontade de outros ou até por vontade própria.

E também aquelas que numa fase adiantada da vida "voltaram" a ser Mães ao terem que tratar e cuidar dos seus netos.

Todas as Mães.

Mas especialmente as Mães daqueles companheiros que connosco foram para a Guiné e não voltaram.

Para elas, cuja dor não acaba mais, vai o nosso respeito, a nossa admiração e o conforto de saberem que nós, companheiros dos seus filhos, não os esqueceremos nunca...

LG.

Não tenhais medo...

Independente das inclinações religiosas, ou não, de cada um, lembramos aqui este Homem, que espalhou a bondade, a compreensão, a paz e a solidariedade por todo o mundo.

Não tenhais medo, foi o seu grito.

E isto aplica-se a nós também,  Portugueses, pois esperamos que as coisas melhorem.

LG.

Dia do trabalhador

Neste dia do Trabalhador, todos os trabalhadores, queremos enviar uma palavra de solidariedade também para aqueles que vivem momentos dificeis, não ganhando o suficiente para manterem as suas familias e vivendo numa incerteza constante.

Lembramos também as pequenas e médias empresas que lutam desesperadamente pata manterem a sua actividade, lutando contra um Estado que as oprime com Pagamentos especiais por conta, iva pago sem ser recebido, e outras habilidades que os sufocam.

A todos estes trabalhadores, uns empregados outros empregadores, o nosso respeito e a vontade de que continuem activos, porque isto vai melhorar.

LG.

Não tenhais medo...

Independente das inclinações religiosas, ou não, de cada um, lembramos aqui este Homem, que espalhou a bondade, a compreensão, a paz e a solidariedade por todo o mundo.
Não tenhais medo, foi o seu grito.
E isto aplica-se a nós também,  Portugueses, pois esperamos que as coisas melhorem.
LG.

Dia do trabalhador

Neste dia do Trabalhador, todos os trabalhadores, queremos enviar uma palavra de solidariedade também para aqueles que vivem momentos dificeis, não ganhando o suficiente para manterem as suas familias e vivendo numa incerteza constante.
Lembramos também as pequenas e médias empresas que lutam desesperadamente pata manterem a sua actividade, lutando contra um Estado que as oprime com Pagamentos especiais por conta, iva pago sem ser recebido, e outras habilidades que os sufocam.
A todos estes trabalhadores, uns empregados outros empregadores, o nosso respeito e a vontade de que continuem activos, porque isto vai melhorar.
LG.

Maio de 68

Maio de 68
artigo de INFOpédia, com a devida vénia.


A "crise" de maio de 1968 começou por ser uma contestação estudantil francesa que teve réplicas nos demais países desenvolvidos, desde os EUA ao Japão. Existia todo um mal-estar profundo no seio dos estudantes, iniciado já em março com algumas agitações. O detonador da crise apareceu em Nanterre, nos arredores da capital francesa, tradicionalmente apelidada de feudo "esquerdista". Assim, depois de repetidos incidentes, entre os quais a ocupação pelos estudantes, a Faculdade de Nanterre foi fechada a 2 de maio. Grupos de esquerda, revoltados "contra a sociedade de consumo", o ensino tradicional e a insuficiência de saídas profissionais, decidem opor-se pela "contestação permanente". Inicia-se logo aí o movimento dirigido por Daniel Cohn-Bendit. Os estudantes ocupam, depois, a Universidade da Sorbonne - encerrada pelas autoridades a 3 de maio -, sofrendo uma dura intervenção policial. Geram-se tumultos e focos de tensão, com as primeiras barricadas nas ruas - nomeadamente no Quartier Latin (confrontos de que resultam 805 feridos, entre os quais 345 polícias) -, entrando-se num ciclo de provocação e repressão. A 9 de maio, contra esta tendência, dá-se, no Boulevard St. Michel, uma manifestação pacífica. No dia seguinte, regressa a violência, com a famosa "noite das barricadas", carros em chamas, agitação na Sorbonne. Segue-se uma gigantesca manifestação estudantil em Paris, a 13 de maio, com cerca de 600 000 estudantes.

O conflito alarga-se, porém, ao setor social, com manifestações sindicais nesse mesmo dia, acompanhadas de greves que paralisaram mais de 10 milhões de trabalhadores em França. Apesar do envolvimento da classe operária, o Partido Comunista Francês e a CGT (Confederação Geral do Trabalho) adotam uma posição calculista, classificando as revoltas estudantis e a greve geral como "aventurismo" e concentrando-se apenas em reivindicações profissionais e laborais, em contraponto às exigências de reformas estruturais dos estudantes (maoistas, anarquistas, trotskistas...). Entretanto, o primeiro-ministro Georges Pompidou reabre a Sorbonne a 14 de maio, dizendo que era "proibido proibir". A Renault entra também em greve. Esta pressão laboral conduzirá aos acordos de Grenelle, a 25-27 de maio, nos quais a classe patronal garantirá um aumento de 10% dos salários e de 35% do salário mínimo. Os sindicatos aceitam, mas as suas bases operárias mantêm a greve. Apesar deste primeiro passo para a paz social, o presidente Charles de Gaulle considera a situação incontrolável, propondo um referendo. Não é, porém, escutado e ao mesmo tempo dão-se distúrbios nas ruas. A crise torna-se cada vez mais política, inquietando-se os ministros com a possibilidade de rutura e queda do Governo, perante rumores da formação de um Executivo provisório, de crise. Em 24 de maio, de Gaulle dissolvia a Assembleia.

A violência nas ruas começa, entretanto, a irritar a França "profunda", mais conservadora. Teme-se o peso crescente do Partido Comunista, acusado de instigador, apesar da demarcação política desenhada logo no começo dos distúrbios. Crê-se mesmo numa revolução nacional. Entretanto, ninguém sabe de de Gaulle, acreditando mesmo Pompidou que o regime estava a chegar ao fim. Porém, numa alocução ao país via rádio a 30 de maio - como nos tempos da guerra, encorajando os compatriotas -, o de Gaulle apela à ordem e anuncia eleições legislativas para junho. No mesmo dia, junto ao Arco do Triunfo, os gaullistas organizam uma manifestação de apoio ao regime. A propósito do comunicado de de Gaulle à nação, diz Jean Lacoutoure: "Antes das 16h 30, estava-se em Cuba; depois das 16h 35 estava-se quase na Restauração". Depois de uma situação que tendia para a anarquia e para uma via socialista, consegue-se recuperar o caminho da democracia e evitar uma agudização dos factos. Apesar dos protestos da esquerda e de alguma violência, a França votará. A 16 de junho, durante os distúrbios no Quartier Latin, morre Gilles Tautin, de 17 anos. É o fim da crise estudantil: a situação política, essa, continuará agitada.

O centro e a direita anti-gaullista colocam-se gradualmente ao lado do Governo, que assim vê surgir uma base de apoio inesperada, dispondo então de uma maioria esmagadora. Esta plataforma política conservadora desconfia, porém, da vontade de reformar do presidente, exigindo mesmo a constituição rápida de um novo Governo e novas eleições legislativas. Em parte, estas condições serão satisfeitas. Nas eleições de 23 e 30 de junho, o regime gaullista sai reforçado, com uma vitória da UDR (União Democrática Republicana) e um claro recuo dos partidos de esquerda, apesar da crise de maio ter feito "tremer" o poder de de Gaulle, demonstrando a insatisfação crescente da juventude e das forças sociais face ao conservadorismo do regime. Para muitos analistas, o medo suscitado pelas convulsões daquela altura permitiu a manutenção da ordem estabelecida, que acenava com projetos de reforma moderada da vida política francesa.

Apesar do sucesso das eleições de junho e das tentativas de reforma do governo de Couve de Murville (primeiro-ministro gaullista eleito em junho de 68), de Gaulle sofrerá uma derrota política no referendo de abril de 1969 sobre a regionalização e a reforma do Senado. Demite-se entretanto, abandonando a política.

"Nada será como antes de maio de 68". Passados alguns anos, esta ideia mantém-se viva: o ano primeiro da contestação e das mudanças terá começado mesmo em junho daquele ano. As instituições políticas não caíram mas tremeram, e os franceses repensaram o seu próprio futuro. Houve, acima de tudo, uma alteração das mentalidades, com o aparecimento de mudanças há muito esperadas em França. Os costumes evoluem, com a permissividade a abrir caminho na sociedade francesa. Os conservadores mantêm o poder, mas a abertura a novas ideias é cada vez maior, aumentando a contestação por parte dos intelectuais: o aparecimento e a divulgação de trabalhos efetuados na área das ciências sociais e humanas é uma realidade cada vez mais forte no mundo científico francês. A voz das minorias começa a levantar-se. Há uma crescente emancipação das mulheres. O próprio clero inicia também uma autorreflexão. Generosidade maior, humanismo, ecologia e nacionalismo são alguns dos conceitos herdados de todo este movimento contestatário de 68, antecâmara da realidade dos anos 70 e 80.

.
nota- Daniel Cohn-Bendit, passou de anarquista (auto intitulado) a deputado europeu pelo PS Francês, auferindo hoje um dourado salário, de mais de 15.000 €...

sábado, 30 de abril de 2011

2011 - 42º Aniversário do regresso de Tite/Guiné-Bissau - 22º Almoço Comemorativo



Finalmente pronto o bonito medalhão que simboliza o 42º aniversário do nosso regresso de Tite/Guiné-Bissau.


Este medalhão vai estar disponível no nosso 22º almoço comemorativo que este ano se realiza, a 14 de Maio, em Macedo de Cavaleiros.


Aqueles que por algum motivo não possam estar presentes, nesta Assembleia Magna da CCS do nosso Batalhão,não deixarão de o adquirir. Aos interessados, mais tarde, diremos como.


Este medalhão assenta, em fundo, num quadro de girassóis.





Pica Sinos

............................

Raul Soares - disse:

Boa lembrança.

Bom fim de semana

Um abraçao



José Justo - disse: 



": ...Ó sô Pica...o trabalho não é só meu, só fiz o arranque, o resto até á arte final, foste tu.

O seu ao seu dono.

Queijinhos frescos para todos, bom almoço em Macedo...e boa distribuição de Óscares...



Leandro Guedes - disse:

Está aqui muita arte e muito afecto.

Parabéns aos autores.

LG.



José Justo - disse: 

Guedes já reparaste que cá o bronco já descobriu como se enviam comentários depois da alteração??!! e adoro o pormenor da VERIFICAÇÃO DE PALAVRAS !!! Até nem é nada chato...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Artilharia

Saberão vocês colegas, que o Estandarte que defenderam na Guiné, como BAT. ART. 1914 é o mesmo que em 1961-63,(28-06-1961 a 10-10-1963), pela 1ª vez defendeu o nosso País em ANGOLA nas Célebres Conquistas da PEDRA VERDE e NAMBUANGONGO de entre outras?
Com Honra (como provam os Louvores), distinguiram-se com os seus 3 Pelotões e as 6 Secções do OBUS 8.8, como a BATERIA DE ARTILHARIA 147 em ANGOLA - GRUP.ART.158, mobilizada pelo R.A.L.1.
Desculpem a intromissão mas não resisti ao ver o vosso Estandarte. Um colega vosso
JOSÉ REIS NEVES

Marido exemplar - pelo Hipólito

     MARIDO EXEMPLAR!!!!



Querida:

Muito obrigado pela tua linda e carinhosa carta.



Podes ter a certeza de que eu sei tratar de mim, por isso, não te preocupes

comigo.



Durante a tua ausência, não se tem passado nada de especial cá em casa.



Enquanto estás fora, tenho preparado o meu próprio almoço, e todos os dias

me espanto de como tudo tem saído bem!...



Já que estou sempre com pressa, ontem decidi fazer batatas fritas

Já agora, diz-me uma coisa: era preciso descascar as batatas?



Enquanto estavam a fritar, aproveitei para ir buscar uns brioches à padaria.



Quando voltei, o esmalte da frigideira tinha derretido.



Nunca pensei que o estupor da frigideira aguentasse tão pouco.



E tu que me dizias que o Teflon aguentava tudo e mais alguma coisa!

Já consegui tirar toda a fuligem da cozinha, mas o nosso gato Fred, é que ficou preto que nem um tição, e agora tosse o dia inteiro Desde esse dia entra em pânico e foge quando mexo nas panelas ou abro o bico do fogão.



Já que pelo menos uma vez por dia preciso de uma refeição mais elaborada, quando estou a fazê-la, o Fred dá 'às de Vila Diogo' e só aparece passadas umas horas ...



Diz-me outra coisa: quanto tempo é que é preciso para cozer os ovos?



Eu já os pus a ferver há duas horas, mas mesmo assim, continuam duros que nem uma pedra!



Também queria que me dissesses se se pode aproveitar leite queimado. 

Queres que o guarde na despensa até tu voltares?



Na semana passada tive um pequeno contratempo ao cozinhar umas ervilhas.

Vou-te contar: agarrei numa lata e decidi aquecê-la.

Mas, infelizmente, explodiu dentro do microondas.

A porta do microondas foi projectada para fora da cozinha e foi dar contra a

nossa pequena estufa de inverno, que claro, ficou partida, assim como a

janela.



Como a janela estava fechada (preciso de a fechar antes de começar a

cozinhar, senão os bombeiros aparecem outra vez), a porta do microondas

arrancou-a também, tal foi a força.



Por sua vez, a lata de ervilhas, parecia um foguete a levantar voo!.. Atravessou o tecto e foi embater na filha do Freitas, o nosso vizinho de cima.

Parece-me que ela ficou bem



Outra coisa: já te aconteceu a louça suja ficar com mofo? Como é que isto se pode dar em tão pouco tempo?



Afinal, tu foste de férias no mês passado, mas parece que foi ontem!



Aliás, atrás do lava-louças há montes de bichos; daqui a pouco até vai dar para fazer um documentário e vendê-lo ao 'National Geographic'

De onde é que saíram tantos bichos cheios de pernas?

Puseste alguma coisa que não devias lá atrás?

Bom, isto acabou por fazer com que eu tomasse uma atitude e lavasse a louça.



Por favor não me insultes, meu amor, mas aquele lindo serviço de jantar de porcelana da tua avó, já era

Eu realmente não contava com isso, afinal de contas parecia tão robusto e

sólido!



Bom, talvez eu tenha exagerado um bocadinho ao pôr o lava-louças no 'programa completo com centrifugação'

Aliás, a máquina de lavar roupa também se escangalhou. A faca de aço temperado que eu pus lá dentro, sem querer, estragou o cilindro durante a centrifugação, porque ficou presa na parede interna.



Quanto ao cilindro, atravessou a parede de tijolos, fazendo um pequeno

buraco, e foi aterrar no jardim.



Durante um dos almoços, sujei a carpete persa com molho de tomate.

Sempre me disseste que as manchas do molho de tomate são impossíveis de

tirar.



Ficas a saber, meu amor, que com um bocadinho de aguarrás, sai tudo, mas

mesmo tudo, inclusivamente, a lã e a seda da carpete.



O frigorífico estava a fazer muito gelo, por isso, tive que o descongelar.

Tenho que te ensinar uma coisa: o gelo sai facilmente se o raspares com uma

espátula de pedreiro!

Só não sei é porque é que agora passou a aquecer...



O iogurte, a água com gás e o champanhe, explodiram.



Sabes, querida, na passada quinta-feira, esqueci-me de, ao sair, fechar à

chave a porta de casa.

Alguém deve ter entrado, porque faltam algumas coisas de valor, entre elas,

aquele colar de marfim que o teu bisavô trouxe da expedição a África, no

século XIX.

Mas, como tu costumas dizer, o dinheiro não dá felicidade, e tudo o que é

material, é efémero.

O teu guarda-vestidos também está vazio, mas penso que não devem ter levado

muita coisa, já que, sempre que saímos, tu dizes que não tens nada que

vestir



Bom, vou ficar por aqui, mas amanhã conto-te mais coisas!



Espero que te descontraias bastante no SPA e que gozes muito o teu descanso.



Beijos mil, com muito amor, do teu Afonso que muito te ama!!!



P.S.: A tua mãe veio cá ver como estavam as coisas, e teve um enfarte.



O velório foi ontem à tarde, mas eu preferi não te contar nada para não te estragar as férias e aborrecer-te desnecessariamente



Afinal de contas, tens que aproveitar as tuas férias e voltares muito

descontraída do teu SPA.

Beijos, do teu dedicado marido.

Marido exemplar - pelo Hipólito

     MARIDO EXEMPLAR!!!!

Querida:
Muito obrigado pela tua linda e carinhosa carta.

Podes ter a certeza de que eu sei tratar de mim, por isso, não te preocupes
comigo.

Durante a tua ausência, não se tem passado nada de especial cá em casa.

Enquanto estás fora, tenho preparado o meu próprio almoço, e todos os dias
me espanto de como tudo tem saído bem!...

Já que estou sempre com pressa, ontem decidi fazer batatas fritas
Já agora, diz-me uma coisa: era preciso descascar as batatas?

Enquanto estavam a fritar, aproveitei para ir buscar uns brioches à padaria.

Quando voltei, o esmalte da frigideira tinha derretido.

Nunca pensei que o estupor da frigideira aguentasse tão pouco.

E tu que me dizias que o Teflon aguentava tudo e mais alguma coisa!
Já consegui tirar toda a fuligem da cozinha, mas o nosso gato Fred, é que ficou preto que nem um tição, e agora tosse o dia inteiro Desde esse dia entra em pânico e foge quando mexo nas panelas ou abro o bico do fogão.

Já que pelo menos uma vez por dia preciso de uma refeição mais elaborada, quando estou a fazê-la, o Fred dá 'às de Vila Diogo' e só aparece passadas umas horas ...

Diz-me outra coisa: quanto tempo é que é preciso para cozer os ovos?

Eu já os pus a ferver há duas horas, mas mesmo assim, continuam duros que nem uma pedra!

Também queria que me dissesses se se pode aproveitar leite queimado. 
Queres que o guarde na despensa até tu voltares?

Na semana passada tive um pequeno contratempo ao cozinhar umas ervilhas.
Vou-te contar: agarrei numa lata e decidi aquecê-la.
Mas, infelizmente, explodiu dentro do microondas.
A porta do microondas foi projectada para fora da cozinha e foi dar contra a
nossa pequena estufa de inverno, que claro, ficou partida, assim como a
janela.

Como a janela estava fechada (preciso de a fechar antes de começar a
cozinhar, senão os bombeiros aparecem outra vez), a porta do microondas
arrancou-a também, tal foi a força.

Por sua vez, a lata de ervilhas, parecia um foguete a levantar voo!.. Atravessou o tecto e foi embater na filha do Freitas, o nosso vizinho de cima.
Parece-me que ela ficou bem

Outra coisa: já te aconteceu a louça suja ficar com mofo? Como é que isto se pode dar em tão pouco tempo?

Afinal, tu foste de férias no mês passado, mas parece que foi ontem!

Aliás, atrás do lava-louças há montes de bichos; daqui a pouco até vai dar para fazer um documentário e vendê-lo ao 'National Geographic'
De onde é que saíram tantos bichos cheios de pernas?
Puseste alguma coisa que não devias lá atrás?
Bom, isto acabou por fazer com que eu tomasse uma atitude e lavasse a louça.

Por favor não me insultes, meu amor, mas aquele lindo serviço de jantar de porcelana da tua avó, já era
Eu realmente não contava com isso, afinal de contas parecia tão robusto e
sólido!

Bom, talvez eu tenha exagerado um bocadinho ao pôr o lava-louças no 'programa completo com centrifugação'
Aliás, a máquina de lavar roupa também se escangalhou. A faca de aço temperado que eu pus lá dentro, sem querer, estragou o cilindro durante a centrifugação, porque ficou presa na parede interna.

Quanto ao cilindro, atravessou a parede de tijolos, fazendo um pequeno
buraco, e foi aterrar no jardim.

Durante um dos almoços, sujei a carpete persa com molho de tomate.
Sempre me disseste que as manchas do molho de tomate são impossíveis de
tirar.

Ficas a saber, meu amor, que com um bocadinho de aguarrás, sai tudo, mas
mesmo tudo, inclusivamente, a lã e a seda da carpete.

O frigorífico estava a fazer muito gelo, por isso, tive que o descongelar.
Tenho que te ensinar uma coisa: o gelo sai facilmente se o raspares com uma
espátula de pedreiro!
Só não sei é porque é que agora passou a aquecer...

O iogurte, a água com gás e o champanhe, explodiram.

Sabes, querida, na passada quinta-feira, esqueci-me de, ao sair, fechar à
chave a porta de casa.
Alguém deve ter entrado, porque faltam algumas coisas de valor, entre elas,
aquele colar de marfim que o teu bisavô trouxe da expedição a África, no
século XIX.
Mas, como tu costumas dizer, o dinheiro não dá felicidade, e tudo o que é
material, é efémero.
O teu guarda-vestidos também está vazio, mas penso que não devem ter levado
muita coisa, já que, sempre que saímos, tu dizes que não tens nada que
vestir

Bom, vou ficar por aqui, mas amanhã conto-te mais coisas!

Espero que te descontraias bastante no SPA e que gozes muito o teu descanso.

Beijos mil, com muito amor, do teu Afonso que muito te ama!!!

P.S.: A tua mãe veio cá ver como estavam as coisas, e teve um enfarte.

O velório foi ontem à tarde, mas eu preferi não te contar nada para não te estragar as férias e aborrecer-te desnecessariamente

Afinal de contas, tens que aproveitar as tuas férias e voltares muito
descontraída do teu SPA.
Beijos, do teu dedicado marido.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eduardo Prado Coelho - pelo Cavaleiro

Eduardo Prado Coelho


Precisa-se de matéria prima para construir um País
(Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de
nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura
atenta)


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.


Agora dizemos que Sócrates não serve.


E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.


Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.


O problema está em nós. Nós como povo.


Nós como matéria prima de um país.


Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.


Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família


baseada em valores e respeito aos demais.


Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.


Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos. 


Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.


Pertenço a um país:


-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano;
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois reclamam do governo por não limpar os esgotos;
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros;
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica;
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.


Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.


-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar;


-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão;


-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.


Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.


Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.


Não. Não. Não. Já basta.


Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.


Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...


Fico triste.


Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.


E não poderá fazer nada...


Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.


Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.


Qual é a alternativa ?


Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?


Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!


É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...


Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.


Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.


Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.


Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:


Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.


É a indústria da desculpa e da estupidez.


Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.


Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.


AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.


E você, o que pensa ?... MEDITE !