Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sexta-feira, 22 de abril de 2011

À procura dum companheiro da CART 1692



Recebemos o seguinte pedido de ajuda:


A quem souber ,e me possa dar uma ajuda.
O meu none e':-TONY GRILO,fui 1º cabo apnt. do obus 8,8.
Estive adido a' companhia cart. 1692 em Cacine e CAmeconde. HA' 44 anos que procuro camaradas dessa comp.mas ate hoje ainda nao tive a sorte,de os encontrar.
O único nome que tenho é do soldado cond.859/66,VICTOR JORGE ANJAS, e' natural do Beato, Lisboa.

Actualmente encontro-me noCANADA, onde vivo ha' 40 anos,mas vou regressar a Portugal, Maio proximo dia 22.
Se por acaso algum camarada souber como encontrar o Vitor ,agradecia imenso, pois se o conseguir encontrar, através dele ja conseguiria encontrar mais camaradas.
Um forte abraco também, para todos os camaradas da 1614.

TONY GRILO e' mail :

Mais dois amigos que se reencontram através do nosso blog

olá ZE
se és o Justo que eu penso moravas na calçada do Carmo , e mudaste para a Damaia, eu sou o Carlos ( malta ) que morava na Amadora, antes morei na rua da Condessa.
Se o amigo Raul falava do Pingas (Carlos manuel Guerra Fernandes)eu encontrei-o em França em 2003 e creio que estive em casa dele em Bordéus em 2005, muita pena de saber que morreu.
Se tu és este Zé podes enviar-me um e-mail para
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Amigo Carlos Malta
 Que grande e agradável surpresa !!!! como o mundo na realidade é pequeno!!

Desculpa só agora te estar a responder, mas com a Primavera renova-se o meu tormento com a alergia, e a narigueta sempre a pingar, os olhos lacrimejantes...enfim, o PDI !!

Grande Carlos, acreditas que ainda há pouco tempo tive com uma foto igual a esta entre mãos e até recordo perfeitamente este dia...parece mentira, até estivemos em casa do Gonçalves e tudo !!

Sei que tu e teu irmão mais velho há muito que andam pelas Franças, e pelo que deduzo por lá continuas.

Infelizmente o Pinga faleceu, creio que em 2009 ??!! e em 2000 tive oportunidade de estar na Leitaria Académica, no Largo do Carmo com ele, e depois lá fomos até ao Desportivo C. Carmo e tascas circundantes para tirar as faltas de muitos anos.

Este encontro também aconteceu por mero acaso:
Quando o emprego de quase 30 anos de minha mulher foi ao ar...pensamos num negóciozito para ela e surgiu a oportunidade da Tabacaria da Trindade, lembras-te, mesmo ao lado da Cervejaria da Trindade...

Acontece que havia um cauteleiro que ia muito à tabacaria e a quem eu todas as semanas comprava jogo.

Um dia em conversa mais pormenorizada venho a descobrir que era da rua da Condessa (já não me lembro do nome dele), um pouco mais velho que nós e que conhecia toda a nossa malta, inclusivé e muito bem o Pinga, e que ele vinha a Portugal dali a uns meses ??!!

Bem como calculas, lá combinamos o tal encontro e a conversa com o Pinga demorou até à noite, e achei-o muito bem, e a ele e mulher, que como te deves recordar era, e estava ainda muito bonita.

E olha que o casamento deles lá dorou todos estes anos.

Eu e o Pinga fomos grandes amigos de presença diária antes dele emigrar, e era um tipo com umas ideias todas pra frentex !!!, e pelo que vim a saber deixou-se dos BÈRINAITES em excesso e conseguiu uma vida razoável.

Jovem na foto o nosso comum amigo Gonçalves, e lá vai mais uma novidade....trabalhei com ele cerca de 30 anos na mesma firma, onde ele até hoje continua, sendo o director do dep. de importação.

Penso que o teu contacto foi através do Blog do BART 1914 ??!! e como é que foste lá cair. ????

Olha, já registei o teu endereço mail e agora vais levar com coisas giras, mas pró sério, nada de XXXXX !!

Espero que estejas bem com a família e até breve.

Renovo o pedido de desculpas pela resposta tardia...

Um abração

Zé Justo 

Quem fez anos a 3 de Abril?


Quem terá sido?
Através dum amigo sempre atento a estas coisas, lá fomos sabendo que o nosso amigo Cavaleiro fez anos a 3 de Abril.
Tarde e a más horas aqui lhe deixamos os nossos parabens, com votos de boa saúde na companhia de sua esposa e netinha.
Um abraço.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa Feliz

A todos desejamos Páscoa Feliz, com votos de saúde.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A caminho de Macedo de Cavaleiros

Já começaram a ser abatidas as rezes para o almoço de 14 de Maio.
Não se esqueçam de se inscrever.
Abraços

domingo, 17 de abril de 2011

Mais uma vez, não resisto...

É que hoje, dia 17,  a minha neta Inês faz 4 anos.
Uma força da natureza, esta menina tão bonita e alegre faz parte do rol de quatro netos que me encantam.
Parabens à Inês, às manas, Ana e Sofia,  e aos papás.
LG.

sábado, 16 de abril de 2011

DE UM GRUPO DE MALTA DO SUL PARA A MALTA DO CENTRO E DO NORTE - FELIZ PÁSCOA E MUITA SAÚDE


Personalize funny videos and birthday eCards at JibJab!
Falta dizer que este excelente video é obra do Pica Sinos.
Além do autor fazem também parte maravilhoso sexy-group o Hipólito, Palma, Contige o Zé Manel.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Páscoa Feliz

São os votos do
José Justo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Lenda (e receita) da Sopa de Pedra - pelo Joaquim Caldeira.


Sopa de pedra ou sopa da pedra é uma sopa típica da culinária Portuguesa, em particular da cidade de Almeirim, situada no coração da região do Ribatejo, considerada a "capital da sopa da pedra".

Ao contrário do que o nome indica, a sopa de pedra é uma sopa com muitos ingredientes, em que a “pedra” é apenas o “pretexto”.
Aparentemente, esta designação encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base a seguinte lenda.
A lenda da sopa da pedra
Um frade andava no peditório.
Chegou à porta da casa de um lavrador e não lhe quiseram aí dar esmola.
 O frade estava a cair com fome, e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra …
Pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, a ver se era boa para fazer um belo caldo.
A gente da casa pôs-se a rir do frade e das suas intenções.
Perguntou o frade :
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa boa.
Responderam-lhe :
- Sempre queremos ver isso!
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu :
- Se me emprestassem aí um pucarinho…
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro e disse:
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas…
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, tornou ele :
- Com um bocadinho de banha, é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de banha. Ferveu, ferveu...
E a gente da casa pasmada pelo que via.
Dizia o frade, provando o caldo :
- Está um bocadinho insosso. Bem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e afirmou :
- Agora é que, com uns coentros, o caldo ficava que até os anjos o comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe dois punhados de coentros.
O frade lavou-os e deitou-os na panela.
E assim foi dissimualdamente pedindo mais alguns ingredientes o que foi engrossando a sopa “de pedra”.  Juntou-se, mais a carne com feijão que era uma sobra do almoço da familia do agricultor.
Quando a fervura ía adiantada o Frade disse:
Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça…
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele colocou-o na panela e, enquanto a sopa fervia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar.
Toda a sua artimanha, evidentemente, resultou numa excelente sopa, e cheirava que era uma regalo. O Frade comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:
- Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade :
- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.
Receita da Sopa da Pedra
Para 8 a 10 pessoas:
Carnes:
·         1 orelha de porco
·         1 chouriço de sangue ribatejano
·         1 chouriço de carne ribatejano
·         2 Farinheiras ribatejanas
·         2 Kg Chispe

A carne tem que ser chamuscada para queimar pelos, lava-se bem lavada e coloca-se numa panela com água e sal, deixa-se ferver um bom bocado (30 minutos), de seguida retira-se inteira da água.
Mais ingredientes:
·         Coentros e Salsa
·         6 Cebolas
·         2 KG de batatas
·         4 Dentes de alho 
·         5 Folhas de louro 
·         1 Molho de coentros 
·         Sal, pimenta, colorau, fio de azeite e piri-piri a gosto
·         1 KG de feijão encarnado

Coloca-se o feijão de molho de um dia para o outro. De seguida lava-se bem. Coloca-se a cozer com pouca água, 15 minutos depois de levantar fervura, deita-se água fria (aprox: 1,5 litros) e juntam-se:
o   4 Cebolas picadas miudinhas
o   O Alho picado miudinho
o   A Salsa picada miudinha
Deixar ferver durante mais 30 minutos.
Junta-se a carne feijão ainda inteira e nesse momento adicionam-se (colorau, pimenta, piri-piri, fio de azeite).
Deixar ferver até a carne estar bem cozida (30 a 45 minutos).
Quando a carne estiver cozida, retira-se, deixa-se arrefecer e corta-se aos bocadinhos.
Juntam-se mais 2 cebolas picadas ao feijão que ferve.
Descascam-se as batatas e cortam-se aos palitos e juntam-se também ao feijão.
Depois de levantar fervura, mexe-se, junta-se a carne já desossada e picada relativamente miudinho ao feijão que continua a ferver.
Adicionam-se também os enchidos cortados ás rodelas relativamente finas.
Adiconam-se os coentros
Retifica-se a ver se está bom de sal e piri-piri.
Após a batada estar cozida (15 minutos) a sopa está feita.
É servida com coentros picados para cada pessoa adicionar a gosto.
Esta receita que aqui escrevi não é de Almeirim, é de Marinhais
E... Quem come desta "Sopa da Pedra" quer sempre mais.  :)
Receita gentilmente cedida por Marília Rosa Gonçalves a quem desde já agradecemos.

domingo, 10 de abril de 2011

O que é aquilo ?...

Companheiros e visitantes
Caros amigos

Este video que nos foi enviado pelo Cavaleiro é algo que nos faz pensar.
Convidemos os nossos filhos e netos e também os nossos Pais, para quem ainda os tem, para todos em conjunto vermos este video e meditarmos sobre esta grande lição, nestes dias vertiginosos em que não há tempo para nada, nem paciencia.
Eu já não vou a tempo, infelizmente, pelo menos no que a meu Pai diz respeito....
Obrigado Cavaleiro
LG.
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Blogger alcinda leal disse...
E dá mesmo que pensar, Leandro! Passei por aqui e gostei muito do que vi e aproveito para lhe desejar umas boas férias e festa da Páscoa! Beijinhos Alcinda
10 de Abril de 2011 17:06
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Blogger
Blogger Albertina Granja disse...
Dá que pensar e muito......... Moral da História: Toda a atenção e carinho que possamos ter para com os mais velhos, nunca é demais.... Feliz Páscoa para todos....
10 de Abril de 2011 22:09
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Blogger José Justo disse...
Vi e revi este video que garanto-vos mexeu comigo e me levou a recordações. Como me lembrei desta verdade: O que muitos dos nossos velhos deram aos filhos, e que aconteceu para todos terem esquecido!! Anunciam o fim do mundo para 2012 ??!!...se calhar ainda vai ser antes....
11 de Abril de 2011 00:34
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Que blog fantástico para quem ama Guiné-Bisaau!!! Parabéns!!! Visitem também este blog português relacionado com a aviação e a Fotografia Aérea de Portugal: A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea de Portugal Obrigado
 

sábado, 9 de abril de 2011

Um livro sobre a Guiné, escrito por um ex-combatente


Com a devida vénia ao semanário SOL e seus jornalistas, retratamos aqui este artigo sobre a publicação do livro "A TERRA TODA", escrito por José Manuel Saraiva,  um ex-combatente, cujo tema é uma ficção comtemporânea sobre a Guiné.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Embarcámos para a Guiné faz hoje 44 anos...

Transcrevemos aqui um artigo do Costa, sobre esta efeméride...

Mobilização
No mês de Fevereiro de 1967, iniciaram-se as mobilizações dos quadros. Em Março de 1967, grande parte dos efectivos foram concentrados na Parede.
Concentração
Foi em princípios de Março, que demos início ao IAO, na zona da mata na praia do Guincho onde se formaram os quadros e especialistas para da CCS BART 1914, então destinada à Província Ultramarina da Guiné.
Deslocação para o C.T.I.GUINÉ
Meio de Transporte
Em 08-04-1967, saída da Parede em Viaturas até ao Cais da Rocha de Conde de Óbidos. A bordo do N/T UÍGE ao Cais da Rocha de Conde de Óbidos para o porto de Bissau. Com destino a vários locais da Guiné, iriam embarcar a CCS BART 1914 e mais outras companhias destinadas à Província da Guiné. No Cais da Rocha de Conde de Óbidos, onde se encontrava já grande multidão de familiares e amigos, todas as Companhias formaram e foi-lhes proferida uma alocução. Após passada a revista à formatura as tropas desfilaram em continência.
Embarque
Após todas as formalidades e rituais cumpridos no cais perante as Autoridades civis e militares, embarcámos no navio Uíge, o qual largou amarras eram 12 horas enquanto uma banda tocava o Hino Nacional e freneticamente se faziam as últimas despedidas. A viagem decorreu da melhor forma, sendo o tempo ocupado com exercícios de alarme, programa de variedades e sessões de cinema. “SARILHO DE FRALDAS” com Madalena Iglésias e António Calvário e ainda “SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ” com Yul Brynner e Gina Lollobrigida foram projectados ao ar livre num ecrã improvisado no convés do navio. Durante o dia o nosso Furriel Luís Manuel e seu irmão, abrilhantavam na 1ª classe do navio os oficiais e sargentos com solos de violino e piano. Enquanto a rapaziada, jogava às cartas ou dormia e… também bebia!
Desembarque
Chegamos pelas 06;00 da manhã á entrada do Rio Geba e depois das manobras de ancoramento, ali permanecemos até que se fez noite. Depois de embarcarmos em LDM’s com destino ao Destacamento do Enxudé, cais de acesso ao caminho que nos levaria ao Quartel de Tite onde ali permanecemos 23 meses!
Curiosamente este mesmo navio havia de nos trazer de volta 23 meses depois!
José Costa

terça-feira, 5 de abril de 2011

prémio Pritzker - Prémio Mundial de Arquitectura- EDUARDO SOUTO MOURA

Neste País com tanta falta de coisas decentes e de verdades, mesmo verdades, é bom aqui fazer referencia a este Prémio Mundial, atribuido ao Arq. Eduardo Suto Moura.
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O atelier do arquitecto Eduardo Souto de Moura confirmou ao PÚBLICO a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Eduardo Souto Moura (Fernando Veludo/nFACTOS/arquivo)
com a devida vénia.
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"Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza, a ousadia e simplicidade - ao mesmo tempo”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.

Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.

"Quando recebi a chamada a dizer que eu seria laureado com o Pritzker, eu nem queria acreditar. Depois recebi a confirmação que era mesmo verdade, e então percebi a grande honra que é. O facto de ser a segunda vez que um arquitecto português é escolhido torna isto ainda mais importante”, disse Souto Moura, citado no comunicado.

Nascido em 1952, no Porto, Eduardo Souto Moura é o segundo arquitecto português a receber esta distinção, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992. O arquitecto sucede, assim, nomes como Oscar Niemeyer (1988), Frank Gehry (1989), Norman Foster (1999) e Zaha Hadid (2004). No ano passado a Fundação Hyatt distinguiu a dupla de japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se, além do Estádio Municipal de Braga (2000/03), a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto (1981/91), a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança (2004/2008), o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga (1980/84), a Marginal de Matosinhos-Sul (1995), o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) (1985) ou a Casa Llabia (Espanha).

No mesmo comunicado, em relação ao trabalho do arquitecto, o júri sublinha a confiança que Souto Moura tem em "usar uma pedra com mais de mil anos ou a inspirar-se num detalhe moderno de Mies van der Rohe".

Ao longo da sua carreira, Souto Moura viu o seu trabalho ser reconhecido diversas vezes, tendo recebido o Prémio Pessoa (1998), o Prémio Secil de Arquitectura (1992 e 2004), o 1º Prémio da Bienal Ibero-Americana (1998), o Prémio Internacional da Pedra na Arquitectura (1995), a Medalha de Ouro Heinrich Tessenow (2001) e o Prémio Internacional de Arquitectura de Chicago (2006).

O arquitecto de 58 anos receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.

Souto Moura, que se encontra neste momento em viagem, marcou uma conferência de imprensa para o Hotel Flórida, em Lisboa, às 22 horas.

Criado em 1979 pela Fundação Hyatt, com sede nos Estados Unidos, o Prémio Pritzker é considerado o Prémio Nobel da Arquitectura. O galardão distingue anualmente um arquitecto vivo pelo seu trabalho excepcional.

Nascido em 25 de Julho de 1952, no Porto, o arquitecto Eduardo Souto de Moura, reconhecido como um dos grandes nomes da arquitectura moderna portuguesa, iniciou o seu percurso profissional ao lado de Siza Vieira, com quem trabalhou até 1980 durante cinco anos.

Em 1980, o arquitecto licenciou-se pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, iniciando a sua actividade como profissional liberal. No mesmo ano, Souto Moura receberia o seu primeiro prémio, da Fundação António de Almeida.

Ao longo da sua carreira, o arquitecto tem sido várias vezes abordado para leccionar nas mais conceituadas escolas de arquitectura, actividade que iniciou em 1981 na Faculdade de Arquitectura do Porto, mas que já o levou a dar aulas nas escolas de Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurique e Lausanne.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

As vilas e cidades da nossa terra...

Procurem aqui várias fotos das vossa cidades ou vilas.
Foi de alguns destes locais que há 40 anos sairam para o Ultramar os nossos jovens e foi também a alguns deles que regressaram.
É interessante.
Foi uma simpatia do Cavaleiro.

http://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/

domingo, 3 de abril de 2011

Obra do Justo, como crachat para o almoço de Maio


O "crachá" que aqui vemos foi a pedido de "várias familias" e é obra do Justo. Este desenho poderá vir a ser incorporado num vidro para servir de pisa-papeis, vamos ver se vai pela frente, foi pedida a opinião ao Camelo. Se se entender que está a ser feito outro modelo, este terá necessáriamente que sofrer alterações, vamos ver o que diz o nosso camarada Camelo. Dizer ainda que o fundo do desenho é obra da filha do Justo, que tal como o pai também amante desta arte de bem desenhar. Para os dois o meu agradecimento e sem duvida também dos demais companheiros.
Pica Sinos

Mentira do 1º. de Abril - afinal não foi...

Pedimos desculpa mas a mentira do 1º. de Abril que aqui trouxemos, afinal não é mentira, é mesmo verdade...
A este propósito, e passando a ironia,  voltamos a publicar um texto muito interessante:

"CADA DIA QUE PASSA….

Por Carlos Morgadinho

Cada dia que passa mais desiludido fico com as atitudes dos nossos governantes com respeito aos ex-combatentes da guerra colonial, a um ponto tal que chega a ser um sentimento de frustração. Nos meus contactos com ex-camaradas de infortúnio, de guerra, obviamente, na sua maioria não recebem sequer UM MÍSERO EURO de pensão embora muitos deles já tenham ultrapassado a casa dos 60 anos de idade. São quase todos imigrantes tanto aqui, no Canadá, como nos EUA, e porque não descontaram para a segurança social antes de serem chamados a prestar serviços militar obrigatório que na sua maioria eram jornaleiros ou pequenos agricultores, viram-se “descriminados” por não serem compensados monetariamente quando atingiram a idade da reforma. Todos aqueles anos de sublime sacrifício e dor enquanto ao serviço da Pátria Bem Amada que agora, na velhice, quando mais necessitavam de ajuda, essa Pátria vira-lhes as costas com desdém, tal e qual como se de autênticos leprosos se tratassem.
É triste esta situação e isso a mim me toca profundamente também pois sou um desses muitos “descriminados”. Todos os Primeiros-Ministros mantêm-se na inércia perante este grave problema e de promessa após promessa nada têm feito para que o problema seja resolvido duma maneira satisfatória. Não há muitos anos atrás, submeti, ao abrigo duma Lei promulgada, um requerimento solicitando que me fosse dada pensão pelos anos de serviço como militar e ex-combatente e cuja contagem oficial de tempo somava mais de sete anos, no Consulado de Portugal em Toronto, que foi enviado, por estes mesmos serviços directamente para o Ministério que olhava por este pelouro dos ex-combatentes e, com surpresa, até aos dias de hoje, nunca recebi sequer resposta à mesma. APENAS FUI IGNORADO!
Já falei e escrevi, várias vezes, sobre a situação dos ex-combatentes e da maneira como os sucessivos Governos da nação Lusa nos vêm tratando, que é a palavra mais apropriada para o caso. O certo é que ninguém, seja ele deputado ou Ministro, ou até o supremo chefe da Nação, o Presidente da República, moveu, até ao presente, uma “palha” para acabar com esta aberração, no essencial da palavra. Em maré de completo desespero, deixo aqui o meu apelo para o nosso Presidente que tem o poder, e a obrigação também, de por um fim a esta situação caricata. É que ele, sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, o Senhor Professor Doutor Cavaco Silva, não pode olvidar, e muito menos ignorar, que todos nós somos cidadãos ou filhos de Portugal e não enteados e muito menos bastardos. Nós, imigrantes e ex-combatentes, não somos mais nem menos do que todos os outros cidadãos que vivem e trabalham, ou trabalharam, no solo Pátrio. Temos o pleno direito de receber a pensão de ex-combatente. É que todos estes nossos governantes do após 25 de Abril de 1974 nunca fizeram nada e parecem desconhecer, aparentemente, de que um dia o governo de Salazar nos OBRIGOU a pegar em armas, não para “defender” a Pátria em perigo mas sim para quebrar a vontade de outros povos que queriam ser também livres.
Aqui, pois deixo esta minha mensagem de revolta e frustração que penso que fará eco em dezenas de milhares de cidadãos, ex-combatentes, que vivem e labutam na vasta diáspora lusa.
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Transcrevemos também o discurso do ultimo dia de Portugal, 10 de Junho, acerca dos ex-combatentes:

O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX. Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde os inícios do século XX até à actualidade. Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português enviado para Flandres, na 1ª Grande Guerra Mundial, nem das forças que, no mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu a 14 de Dezembro de 2002.

Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses. Só a partir de finais dos anos 1950 os soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro no então Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos nossos aliados da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Antigos Combatentes ou Veteranos, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser. Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado. Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. Na verdade, em todos os episódios de guerra referidos e noutros mais, há fenómenos de natureza diversa. Houve decisões políticas de carácter exclusivamente nacional, mas também houve actos de colaboração em missões multinacionais, como houve decisões estratégicas colectivas das alianças de que Portugal é membro. Também conhecemos decisões políticas tomadas em vários quadros: com e sem legitimidade democráticas, com e sem referenda parlamentar. E até, finalmente, situações em que o Parlamento fica aquém daquela que deveria ser a sua função. Com efeito, a Constituição e as leis não obrigam, infelizmente, a que as missões no estrangeiro sejam aprovadas pelo Parlamento. Apenas admitem o “acompanhamento do envolvimento” militar no estrangeiro, o que nem sempre é rigorosamente cumprido. A análise destas diferenças pode ser importante do ponto de vista político, histórico e intelectual. Mas, no plano do reconhecimento de um povo, do respeito devido e do esforço do soldado, essas distinções são secundárias ou inúteis. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram ou tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido. Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. Pelo sacrifício, pela duração e pelas implicações políticas, as guerras do Ultramar foram evidentemente as que mais marcaram as gerações das últimas décadas. Mas, ao longo dos trinta anos de democracia e de compromissos internacionais, muitas centenas ou milhares de cidadãos portugueses estiveram presentes em teatros de guerra e em missões de protecção da paz ou de mediação. Novos sacrifícios foram feitos, vidas foram interrompidas, carreiras e famílias suspensas. Todos esses militares, os de Luanda ou do Líbano, os da Guiné ou da Bósnia, merecem o nosso respeito. São antigos combatentes. São Veteranos. São soldados que cumpriram os seus deveres e que, com excepção dos que tenham moralmente abusado das suas funções, merecem a nossa homenagem. Não há lugar, não deve haver lugar para diferenças entre esses Veteranos. Não há Veteranos melhores ou piores do que outros. Não há Veteranos que mereçam aplauso e Veteranos a quem se reserve o esquecimento. Não há Veteranos ou Antigos Combatentes fascistas ou democráticos, socialistas ou comunistas, reaccionários ou revolucionários. Não há Veteranos de antes ou de depois do 25 de Abril. Não há Antigos Combatentes milicianos ou de carreira ou contratados. Há Veteranos e Antigos Combatentes, ponto final! É o que nós lhes devemos. Nós, todos, os que fizeram ou não, os que concordaram ou não com as guerras, sem distinção de época, de governo ou de cor política. Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. Em cada momento, em cada conflito, houve quem tivesse ideias diferentes e se opusesse à intervenção militar. Uns, mesmo nessas condições, cumpriram as ordens oficiais, outros recusaram-se. Por oportunidade, por convicção política, por uma interpretação diferente do interesse nacional, houve refracção e objecção. Em certos casos, pensava-se que as operações militares não tinham sido referendadas pelo povo soberano ou eram contrárias à ética e ao interesse nacional. Noutros casos, faltava o assentimento parlamentar. Aliás, o acompanhamento parlamentar do envolvimento militar é deficiente, apesar de estatuído pela Constituição. Houve soldados que combateram sob um regime autoritário, outros em regime democrático. Houve soldados que combateram integrados em forças nacionais, outros em forças aliadas ou internacionais. Como houve soldados que, de outras origens étnicas então e tendo hoje nacionalidade diferente, serviram nas Forças Armadas portuguesas. Em 1974, jovens militares decidiram derrubar o regime autoritário e dar uma oportunidade à democracia. Outros tentaram estabelecer um novo regime político que eventualmente limitaria as liberdades. Outros ainda ficaram independentes e equidistantes. Enquanto outros, finalmente, teriam preferido continuar sob o regime anterior. Prefiro os primeiros, os que ajudaram a fundar o Estado democrático. Mas, pelo sacrifício das suas vidas e pelo cumprimento dos seus deveres, respeito-os todos. Qualquer guerra ou envolvimento militar é controverso e suscita opiniões diversas e contraditórias. É assim no Afeganistão ou no Iraque. Foi assim no Ultramar. Como também na Flandres, nas Linhas de Torres ou em Aljubarrota. Essas divergências podem ser legítimas e compreensíveis. Traduzem ideias, interesses, convicções e doutrinas diferentes. Assim como versões diversas do interesse nacional. Mas isso não justifica a ausência de respeito por aqueles que combateram, que correram riscos, que ficaram feridos ou deram a sua vida. As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito. Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. É possível que o comportamento do Estado, a atitude de políticos e os sentimentos de cidadãos para com os militares sejam determinados, em parte, pela avaliação que se faz do modo como deram ou retiraram apoio a certos dirigentes e a certas formas de regime. Não se nega o facto. Mas, perante o antigo combatente, recusa-se o juízo de valor. Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.
António Barreto

Um violino "cantando" o fado...


Natália Jusckiewicz é polaca e violinista residente em Portugal.
Formada na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu mudar-se.
Adaptou-se à língua, à cultura e à maneira de ser dos portugueses.
Uma guitarra portuguesa e um violino primorosamente tocado

sábado, 2 de abril de 2011

100.000 visitas


Companheiros

Passámos hoje as 100.000 visitas.

É um feito memorável para um blog como este, limitado a um grupo restrito de pessoas.

Desde o Minho ao Algarve, das Ilhas, da Europa, África (Guiné-Bissau incluida), Américas, Austrália, Nova Zelândia, de todas as partidas do mundo vêm pessoas visitar-nos.

Alguns deixam a sua opinião, a sua mensagem, outros não.

Mas o que tem sido verdadeiramente reconfortante é o facto de termos reencontrado companheiros que deixámos de ver após a partida de Tite, em Março de 1969. O Silva e o Santos foram reencontrados em França.

Tem sido uma luta ganha porque os reencontros têm sido muitos. É justo aqui realçar a dedicação a esta causa do Pica Sinos, do Hipólito, do Costa, que têm sido os grandes obreiros desta causa. Uns vão encontrando outros e assim sucessivamente. O Narciso também sido fundamental na identificação de alguns companheiros, pois tem uma memória de elefante.

Organizam-se almoços anuais, outras vezes almoços de tempos a tempos com grupos mais reduzidos.

Há até quem esteja a fazer almoços quase semanais com meia duzia de amigos, lá para os lados do Seixal... tudo resultado destes reecontros.

Por isso estamos todos de parabens e vamos esperando por mais 100.000, com a saúde suficiente para lá chegarmos.

Um abraço.

LG.

Carlos Azevedo faz hoje anos

O Carlos Azevedo faz hoje 66 anos.
A este propósito transcrevemos a seguir o primeiro texto publicado, logo após ter sido encontrado pelo Pica Sinos.
Ao Carlos Azevedo muitos parabens, que conte muitos na companhia dos seus familiares e amigos.
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OPERAÇÃO ETÍLICA A 40º FOI UM SUCESSO
 A noite já tinha caído quando me encontrei com o Carlos Azevedo, homem nascido há 63 anos em Vila Nova de Famalicão, terra minhota, situada bem no coração do Vale do Ave. Em adolescente, os seus dias foram vividos numa das colinas de Lisboa, mais propriamente na zona da Graça. A tropa “apanha-o” a trabalhar nas oficinas da antiga Companhia Nacional de Navegação. Embarca para a Guiné com o posto de 1º Cabo/Manutenção Militar, a especialidade e as responsabilidades da sua estadia em Tite são na carpintaria. Quando regressa, entra nos quadros como técnico administrativo na Lisnave, passa pelos Correios e Telecomunicações durante anos e a seguir à situação de reforma. Hoje, faz uma “perninha” como gestor administrativo numa clínica de saúde privada em Almada. Casado, já com netos, lá vai confidenciando que pensava que na situação de aposentado teria mais tempos livres para usufruir, mas não! O trabalho e a família mais jovem não o permitem, diz a sorrir. Este amigo e camarada tem várias histórias em Tite, mas como todos nós, só não quer esquecer aquelas que lhe deram gozo. Confessa a sorrir as incursões que de noite fazia à horta do Capitão “hortelão”, no objectivo de o “ajudar a comer” um ou dois sucosos e nutritivos ananases (entre outros produtos) que cresciam e amadureciam entre as bananeiras. Mas a que lhe deu mais “pica”, com a divina vénia ao ex. Capitão Miliciano Paraíso Pinto - que crê ainda hoje que lhe deve (a ele PP) fazer confusão por não ter conseguido apanhar e identificar o intruso - foi a “operação etílica” que de pronto, secreta e sigilosamente, sem planificação prévia, que arrojadamente desenvolveu na messe dos oficiais. …Uma dada noite, estando de serviço no posto de sentinela que as traseiras davam, por poucos metros, para a messe dos oficiais, ouvi de fazer inveja, entusiasmante festança que exuberava naquele pavilhão. Não sei o que comemoravam, mas os risos e “conversa” eram muitos e… os “brindes” também… …Pensando com os meus botões, “era festa”, mesmo sem ser convidado, que tinha interesse em “participar”, pois, sozinho que estava, fazia todo o sentido associar-me a toda aquela alegria. Os minutos pareciam horas, com eles a observar quando o “IN” se calava e abandonava o local na direcção aos quartos de dormir… …Bem pela calada da noite o silencio imperava, as luzes já tinham sido apagadas, em “passo de ganso” a “operação etílica” desenvolveu-se no estilo golpe de mão (bem sucedido), não hesitando em “acarinhar” uma das garrafas que no bar para mim “olhava e sorria” dizendo …leva-me, leva-me… quando, com a dita cuja bem junta ao coração, um dos convivas, mal “acordado” ou mal “a dormir”, sentindo um invasor por perto, procurou contra atacar com vista à identificação de tal “bandido”... …Oh meu querido e amigo Dr. Paraíso Pinto, a garrafa multifacetada de Antiquary, velho Whisky, com uns valentes anos em cima, com a graduação de 40º, era, (foi) um espanto de tão delicioso sabor. Como naquela noite me correu tão bem o quarto de sentinela e, diga-se também o gozo do partilhar da vossa festa sem ser convidado…


Quem quiser ligar ao Carlos Azevedo: Telm. 967632989
Pica Sinos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mentira do 1º. de Abril

Dizem que a Caixa de Aposentações está a mandar cartas aos ex-combatentes deficientes das Forças Armadas (deficientes porque foram feridos em combate nos vários teatros de guerra, da guerra do Ultramar), para que se decidam - ou recebem a pensão do trabalho ou recebem a pensão de guerra por serem deficientes.
E esta hem!!!???
Só pode ser mentira de Abril...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Não resisto...

Não resisto a partilhar convosco que a minha netinha mais nova, a Ana, faz hoje dois aninhos.
Beijinhos de parabens para ela, para as duas manas e para a mamã e o papá.
Peço desculpa pelo desabafo do "avô babado"...
LG.

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PARABENS AVÔ BABADO

Espero que esteja tudo bem contigo e tua familia.
A minha netinha só tem 2 meses, e está linda. Que de hoje a um ano tu possas estar a acompanhar o mesmo que hoje.
Tudo de bom para todos vós
Um abração do
Marinho
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De Albertina Granja:


Parabéns ao vôvô babado pelo aniversário da netinha, mas obviamente que a felicitação especial vai para a bébé Ana, pelos seus dois aninhos.

31 de Março de 2011 10:09
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De raulpsinos:

Quem é? Quem é? que quando vai passear com os netos vai todo empertigado quiça vaidoso. Quem é? Quem é? É o Guedes.
Amigo que vivas muitos anos para que tenhas a oportunidade de os veres crecher. A ti e restante familia e sobretudo a eles e aos pais que não falte a saude e a felicidade.

Um grande abraço
Pica Sinos

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Amador faz hoje anos

Ao Amador os nossos parabens, com votos de boa saúde na companhia de seus familiares e amigos.
Um abraço dos seus companheiros.
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E uma senhora disse:

Sr Amador:
Não me conhece pessoalmente mas pelo meu apelido vai concerteza saber quem eu sou!!!
Muito Parabéns e tudo de bom são os votos de
Catarina Pica Sinos

domingo, 27 de março de 2011

E ninguém se lembrou do dia do Pai...

19 de Março...

sábado, 26 de março de 2011

Hora de verão

Não se esqueçam de adiantar os relógios UMA HORA, senão estão sujeitos a chegar atrazados ao almoço em Maio...
Abraços.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A lingua traiçoeira... do Hipólito!

Sem ponta por que se lhe pegue . . .
Língua traiçoeira, a nossa.
Se não pr’ó quê, sigam-me, no raciocínio.
Aprestava-me para louvar a disponibilidade e aceitar o re(p)to do Cavaleiro, usando o novo acordo ortográfico.
Alto, aí. Travão, às quatro rodas.
Vá que não vá, ser mal interpretado, por não saber mais, é desculpável . . ., mas há limites.
É que, fico perplexo. Ainda bem que pensei.
Se escrevo, aceito o reto, tanto pode significar re(p)to, como re(c)to (o tal, canudo evacuatório, ou lá que é).
Uma sensaboria, agravada, já que o meu processador de texto, nem sei porquê, corretor automático, cá tem.
E também não sei se também nos comeram o c do recto . . .  
Já agora, estou por tudo.
À cautela, para evitar, a todo o custo, melindres,  considerem, p.f., não escrito, o que escrevi.
E, logo agora, aberta a janela de uma, já no papo, visitinha à linda Viana; e
que o blog, paradote embora, até, está “soft”, à imagem e semelhança do seu editor-mor (adulterado, tão só, por degeneração sulista,  já que, na sua génese, foi, comprovadamente, um “murcon bem reguila”, in illo tempore), não será de morrer na praia.
Soft, de software, o outrora e redito “murcon”, reciclado, pese embora, mas, apesar de tudo, avisado, reconheçamos.
Olha lá, se tem ido na conversa, não arremendando pontinhos e vírgulas e atrelando, a molho, as palavras, e publicado, o que, este pobre de cristo, em hora do diabo, escreveu:
“Quase me vinha à ideia, quase, a de substituí-lo”…
Não são, propriamente, maneiras de se escarrapachar uma ideia
Até me dá a “tremeliqueira”, só de pensar onde, atrevidote abstrôncio, terei escarafunchado essa e na provável, e merecida, censura, se, por um “supônhamos”, tem dado, como veio ao mundo, á estampa.
É mesmo traiçoeira, a nossa (?) língua, não há que ver.
Uma vírgula, uns pontinhos, numa qualquer salsichada, fazem toda a diferença.
Se bem que, aqui, o sentido só poderia ser, como foi, o desejo,  altruísta, de substituição e a bem da cambada.
Que não, outro, subjacente a uma ou outra inquinada mente, para que conste.

Vai cá uma açorda  . . . ai, vai, vai.

Hipólito

domingo, 20 de março de 2011

Começa hoje a PRIMAVERA...

video para ver. Clica





Video para ver. Clica. Simphonia a Primavera, de Verdi.

E agora, a Primavera de Vivaldi:

quinta-feira, 17 de março de 2011

Viana, a Princesa do Lima...

Haverá coisa mais linda???!!!!!!


Ao amigo Hipólito,

VIANA.............

Tem "barbecues", tem restaurantes, auditórios para mini assembleias e templos para fazer promessas!!!!, entre muitas mais "maravilhas"!!!!

Querem visitá-la???

Combinem.

Digam quantos são e eu..........tratarei do resto, tá bem??!!!!!!!

Ementa?!!

Cabrito, Sarrabulho, lampreia, bacalhau, etc..., etc., e.................. iscas de fígado e pataniscas!

É só escolher, Ok?
Terei o maior prazer do mundo em participar nas "preliminares" de Macedo de Cavaleiros (com a presença do respectivo anfitrião!)
A isto..........chama-se "chutar a bola com uma pinta do caraças, né!!!!".

Fico à espera.
Um abraço a todos,
Cavaleiro
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Amigo Cavaleiro:
A listagem de restaurantes não lembrava a ninguém...que trabalhinho de sapa, mas bastante útil e super completo... grande lençol....
Posso dizer que sempre comi superbem no Norte e principalmente com imaginação nas ementas, o que cá por baixo até uns anitos atrás, era uma lastima de falta de originalidade.
Em Viana, quando há uns anos passei lá um dia inteirinho nas férias pelo norte, almocei devinalmente num restaurante assim pró tipico, numa rua estreitinha, também ela repleta de restaurantes e lojas de souveniers.
Perguntei em dois lados se eventualmente conheciam a familia Cavaleiro, e numa pastelaria tipo Benard ou Versailles de Lisboa, uma senhora que penso era a proprietária dizer que sim, mas que não vivia própriamente em Viana.
Enfim já lá vão uns 15 anos, mas foi pena, e se tivesse mais tempo, a busca seria mais pormenorizada.
Acho gracinha as vossa porrias norte/sul...parece os velhos tempos de tropa!!

Já agora um pedido/sugestão:

COMO PATRIOTAS CIDADÃOS DO NORTE, MANDÉM RECAMBIAR PARA AS ORIGENS TODOS OS POLITICOS QUE NOS LIXAM A VIDA (COM F) A NÓS E A VÓS, E DÃO AZO Á ETERNA CHAPA...DOS POLITICOS DE LISBOA !!!!
Não melhorava nada mas ao menos já se justificaria o chavão !!!!
...MUITO SE AGRADECIA....

A propósito de migas e restaurantes, como tenho o "CULISTROL" assim para o elevadinho, vou fazer cá para o JE um esparguete preto (com tinta de choco) guisado com todos, que dizem pertence à classe TCBVSPFM (Todas as Coisas Boas da Vida ou São Pecado ou Fazem Mal)...
Haviam de ouvir as minhas mulheres a fritarem-me os miolos , quando se apercebem do cheirinho da DIETA.
BRAÇÕES e Saudades para todos vós.
Justo
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Para descanso dos "mais cagados", Viana tem outra ponte, relativamente nova, não sei se é mais segura, mas deve aguentar. Normalmente dá passagem aos "parolos" que vêm do sul!!

Os do norte passam sempre pela "velha"! Não queremos misturas!!!

Ora toma lá que já enfiaste!!

Sou quem sabes...........
Cavaleiro
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Amigo Hipo

O que é que o Cavaleiro quer dizer com
"preliminares" de Macedo de Cavaleiros?
Será que ele vai um dia antes (sexta-feira)?
Se assim for também alinho no jantar.
Para Viana só para Junho, pois penso que é
o mês mais seguro para passar a ponte de Eiffel.
Só uma nota de rodapé: Pensais que eu vou a Viana
para comer Sarrabulho, iscas de fígado, pataniscas ou
cobras do rio? Ná!!

Pica Sinos
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Ora, aí está !
Os do norte, nunca falham !
À vossa consideração. Não devemos menosprezar a disponibilidade do Cavaleiro.
Talvez, para se comemorar as 100 mil visitas ao blog, não viesse a despropósito.
Fico a aguardar as vossas sugestões sobre a data mais aconselhável.
Um abraço

Hipólito
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