Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Natal na Casa do Pedro, o Centro Social dos Montes Altos

O Pedro afagando uma das suas ovelhas

Festa de Natal 2010
Tivemos como habitualmente a Festa de Natal da comunidade de Montes Altos.
Todos tiveram direito a uma prenda, uma camisa, um pijama, um cabaz de natal, etc.
Depois passámos ao lanche, com filhoses, lombo assado, caldo verde, rabanadas, etc.
Foi uma tarde diferente porque estivemos juntos e em partilha natalícia.
Veja aqui algumas fotos de uma festinha onde quem sabe não veja ali a avó, a mãe ou mesmo um outro familiar.

Do site do Centro Social dos Montes Altos, que convidamos a visitar:   http://www.csma.pt/
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Obrigado amigos do batalhão 1914 de artilharia, por se lembrarem sempre dos Montes altos e do vosso colega de guiné o Zé Pedro das vacas para vós e o tio zé algarvio para nós. Pois é isso mesmo, as coisas por cá vão com harmonia,o Zé Pedro apenas se ocupa das ovelhas do Lar, vai as festinhas todas da zona, adora dançar, e também não perde um funeral (No fundo dava um bom politico) Ele cá recebeu e agradece ao Pica Sinos, a medalha do batalhão (muito bonita digo eu) e estava tão orgulhoso que a GUARDA NO BOLSO E MOSTRA A TODA A GENTE. Qualquer dia esta mesmo reformado, pois já lhe foi deferido o tempo todo de tropa.
Quanto a mim Diogo Sotero, continuo a acompanhar a vossa excelente página e as vezes já me sinto um de vós.
Recebam um abraço do Zé Pedro e de mim proprio com votos de muita saúde e bom 2011.
diogo sotero

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Troupe de Reis do ORFEÃO DE OVAR

Amigos!

Cantares dos Reis em Ovar, é uma tradição secular da nossa cidade. A principal característica e que nos distingue de outras regiões e de outros grupos de cantares a que lhe dão o nome de “Janeiras” é o facto de sermos mais de trinta “Troupe’s” que vêm para a rua, visitando cafés, restaurantes, teatros e casas particulares. Todos os anos os textos são sempre inéditos assim como as músicas e que no final o resultado é o que está á vista.

Esta “Troupe” da qual eu faço parte desde 1962 (com o intervalo de 1966/1969 por motivos militares) chama-se: “Troupe de Reis do ORFEÃO DE OVAR” e que desde 1957 até hoje tem sido um sucesso. Além de muitas actuações por outras paragens, tem duas na Assembleia da República.

Pela ordem que está aqui os endereços dos vídeos, assim devem ver e ouvir. Sendo que o 1º número é uma “Saudação” às pessoas que nos escutam. O 2º é a “Mensagem” que queremos transmitir e o 3º é o “Agradecimento” ou seja, no final as pessoas da casa ou quem nos escuta e vê, oferece um donativo ou uma garrafa. O donativo é para a colectividade e as bebidas para o jantar de confraternização que fazemos após o 6 de Janeiro.

Para quem é mais “ceguinho” eu sou aquele que está por detrás do violino à esquerda do vosso monitor. Já agora a minha neta que também faz parte desde o ano passado desta “Trupe” toca flauta juntamente com mais duas e ela, é a do meio.

Abraço
Costa

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/1/tIKxY90N9l8

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/2/lvZtcfE0VD0

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/1/tIKxY90N9l8

O apagão em Viana do Castelo, na noite de fim de ano - pelo Cavaleiro

O apagão na noite de fim de ano (2010/2011)
Não sei de quem foi a ideia. Tivesse sido ela do Sócrates, do Cavaco, do Moura, do Xico Lopes ou do Nobre, parabéns fiquei muito feliz! Por acaso não estava em casa. Este ano fomos consoar a casa do meu cunhado, irmão da minha mulher. Há muitos anos que é sempre assim, o Natal na minha casa o ano novo na dele e o contrário no ano seguinte. A casa é praticamente ao lado da minha.
Pois bem, por volta das sete e meia da noite lá fomos, eu e a minha mulher. O meu filho, nora e neta foram a casa dos meus compadres, com a promessa de ainda passarem um bocado da noite com “os velhotes”; a Maria (neta) ficaria connosco enquanto eles aproveitariam para  passar o resto da noite com os amigos.
A casa estava quente. O fogão de sala a trabalhar em pleno. Da cozinha, os vapores e o cheiro dos troços a cozer; uma mesa com as guloseimas da época.
O bacalhau na travessa pronto para dar um mergulho na panela. Tinha bom aspecto. Na mesa ao lado, as iguarias do costume prontas a saciar, na devida altura o apetite dos gulosos. Na sala de jantar a mesa estava linda. Fora adornada com os “pexibeques” alusivos à quadra. Os chineses aparecem em todo o lado! Também lá estava o vinho branco “muralhas” e o maduro  tinto “chaminé” cá para o velhote. Ainda cheirava a Natal.
Ah! Esquecia-me de referir que éramos sete. Para além dos anfitriões e nós, também lá estavam os dois filhos do meu cunhado, um deles com a esposa, o tal que casou no dia 8 de Maio, cerimónia em que fomos os padrinhos e que por essa razão não pudemos ir a Penafiel, lembram-se? É evidente que havia esmero a dobrar, ou não fosse o primeiro ano da nora lá em casa!! Tudo afinado para que nada faltasse! Quando a nora não gosta de bacalhau (coitado do meu sobrinho que só vai comê-lo uma vez por ano), trata-se com a devida antecedência de perguntar  “o quê em vez de?!!!” , e então também lá vai aparecer o polvo! Por acaso estava jeitoso. Tinha bom aspecto. Olhei-o de soslaio numa das panelas na cozinha. Era dos escuros, das pedras, como nós lhe chamámos! Muito bem apresentado.
Quando tudo parecia perfeito, já quase na fase final do exercício físico de aquecimento e preparação dos molares e das goelas, para entrarmos de rompante ao ataque do dito cujo, que julgo ter vindo da Islândia, dizem, eis que veio o “APAGÃO”! Ficamos completamente às escuras!
Através dos vidros das portadas apercebemo-nos que a avaria era geral. Lá fora apenas se viam uma ou outra luz de carro que passava na estrada. E aquilo que julgávamos passageiro, com o andar do tempo, fomo-nos convencendo que a coisa era grave. Aquilo era mesmo um verdadeiro “APAGÃO” não havia, portanto, que dar tréguas ao conduto!
Mãos à obra! O meu cunhado pôs-se em acção e passado pouco tempo já tínhamos uma lâmpada a dar luz que ele conseguiu com uma ligação ao carro. O rapaz é muito habilidoso para estas coisas! Também havia velas e um pequeno “petromax”. Não havia razão para deixar arrefecer o bacalhau! Ah, entretanto para animar a festa o meu cunhado desencantou um “brinquedinho de estimação” – oferta a ele próprio, um rádio portátil com leitor de DVD, de cor preta, brilhante, com uma pega que dá jeito quando se passeia. Julgo até que é um modelo parecido com o que tem uma prestigiada figura pública da aldeia, de seu nome Ramiro, mais conhecido pelo “Careca”. Para vocês que são de outras paragens, o “Careca” é um homem, com um acentuado atraso mental e que merece a estima e o respeito de todos nós. Mas também é verdade que ele, o “Careca” anda normalmente acompanhado pelo seu portátil, o tal parecido com o do meu cunhado. É lindo! Estão a vê-lo de rádio na mão passeando ao som do “Baile da Paróquia” do Rui Veloso?  Um encanto! E então lá estivemos na companhia, não do Rui Veloso, mas sim do Júlio Iglesias! Foi bonito. Naquele ambiente, eu era uma pessoa muito feliz, contrariamente ao resto da família, embora não o transmitissem! Feliz porque não havia televisão capaz de abafar as nossas conversas. Para além de diferente, tínhamos a oportunidade de falar. Falar de tudo e do nada sem estarmos a ser interrompidos por um qualquer discurso circunstancial ou programa balofo vindo da televisão. Eu sei que para alguns dos presentes era difícil passar aquela noite sem um cheirinho da passagem do ano na Espanha, na Inglaterra em França ou em Alguidares de Cima! Nessa noite o comando da TV costumava ser uma vítima da agressividade digital! Ah, e o António da Casa dos Segredos? Quem irá ganhar? E eu cá para os meus botões ia dizendo “que maravilha – foi Graça Divina! Ainda por cima aquele programa tão vulgar tão deprimente e tão deseducador. Não é que eu veja o debate dos candidatos presidenciais, mas minha nossa, que país é este em que um programa tão baixo e reles, consegue entusiasmar mais o país do que a eleição presidencial?!...conseguindo ter quase o dobro da audiência de um debate televisivo entre candidatos?! Bom mas para além desse programa havia também “os Ídolos”, a “Operação Triunfo”, estes bem mais suportáveis dos que o anterior. Era tão bonito ver a D. Júlia a rebolar com o “imberbezinho” de um tal Granger! Deprimente mesmo! Vá lá que a Fátima não tinha qualquer programa para aquela noite! Seria muito mais difícil de digerir! Entretanto avisávamos o nosso filho que não tivesse pressa, pois não havia luz e por tal o portão que é eléctrico não funcionava. Como fazia frio e a chovia era muito chato ir lá fora desencravar aquela coisa! Então a noite lá ia avançando e já muito perto da meia noite a senhora EDP não quis ser mazinha de todo e por caridade com o Zé que paga a horas o que eles bem entendem e querem porque não têm concorrência, lá reconsiderou e achou que nos deveriam proporcionar a passagem do ano com luz, o que nós, os ZÉS, agradecidos, reconhecidos e obedientes ficamos muito contentes! Apressadamente liga-se a televisão, faz-se silêncio, conjecturam-se nalgumas mentes que “ainda se ia tempo!!”, mas………espectáculo! A televisão….. não dava sinal de vida, estava muda e sem imagem! Espectacular, pensava eu de contente, sem dar a entender! Também não havia telefone nem internet! Espectáculo! E desta vez a culpa já não era da coitadinha EDP mas sim da ZON. Esses senhores já vão saber como é, dizia o meu cunhado.!
Ódio para cima da ZON! Estes gajos que só sabem chular o parceiro vão já saber como é! Vão-se lixar, que não pago as horas em que não há televisão dizia o chefe da casa! Não digas isso homem, repostava a minha cunhada. Olha, só tens conversa! Tu não vês, pagas e não bufas! Mas como homem é homem………telemóvel na mão,…….. blá, blá, blá, blá, blá, blá, e acaba por brincar com a operadora; ela respondeu-lhe com umas palavrinhas de circunstância, pelos vistos “meiguinhas”, porque ele não esperneou e como resultado de tão profícua conversa, recebeu uma mensagem, que por acaso até veio parar ao meu telemóvel, informando-o que o técnico iria proceder à reparação no dia seguinte, por volta das 19H00!!! Lá se foram as expectativas! Nada melhor do que continuar a conversar e a ouvir o Júlio Iglesias ( confesso que já estava cheio dele)!
Lá fora também já havia luz, televisão também, na casa de algumas pessoas amigas. Que raiva porque será que eles já têm e nós não?!! Pensavam algumas mentes perversas. Mais descansados, reunimo-nos para brindar ao novo ano! Tlim, tlim, tlim, tlim, tlim……, as saudações repetidas de anos anteriores, com um senão……..a minha cunhada esqueceu-se das uvas passas, e esta….passou mesmo sem que ninguém tivesse dado pela falta! Tanto trabalho nos dias que antecederam, na procura por todo o canto e esquina das melhores uvas passas e……logo lhe havia de acontecer aquela. É de referir que a minha cunhada no dia 3 de Janeiro, portanto logo a seguir faria 60 anos. Está desculpada…….Em compensação ouvimos o sino da igreja, ouvia-se lá fora o barulho dos foguetes e de algum fogo de artifício.   
A noite ia avançando e nada melhor do que ir para casa. Manta pela cabeça que o tempo não estava para graças; podíamos apanhar uma gripalhada, o que na nossa idade é quase meio bilhete para Santo António (capela de repouso)! Atravessamos o quintal. Pelas redondezas, havia alguma festa, não sei o que diziam, mas deu para entender que no vizinho do lado haveria festança até às tantas da matina, tantos eram os berros de alegria (?) que esvoaçavam naquela noite. Não errei, pois cerca das nove horas da manhã ainda se faziam ouvir, de algumas vozes roucas, alcoolizadas e cansadas, os ecos de uma noite certamente bem curtida. Esta juventude agora não faz nada sem a presença do álcool! Nós, na nossa juventude, também o tínhamos, mas……nem dava para saboreá-lo! Era muito caro!!!
Entretanto já em casa, telefona o meu filho, dizendo que estava atrasado, não por culpa da EDP, pois em casa dos sogros havia electricidade, mas sim porque estava ainda em casa e assistia a uma festa divertidíssima da família, que teve a feliz ideia de recrutar três tocadores de concertina para animar a malta.
Cerca das duas e meia da manhã, já na quentinho da cama, foi-nos entregue o presente mais apetecido da noite: já cansada e meia ensonada chegou a Maria para dormir connosco. Que bem dormimos………..
Remato dizendo que o técnico da ZON não veio, a avaria era geral. Milhares de famílias tiveram mais tempo para falar, brincar, reflectir. Como eu, também elas deverão estar agradecidas à ZON. Entretanto a operadora acertou, pois só no dia seguinte,  cerca das sete e meia da noite tivemos acesso à televisão, ao telefone e à internet.
Para que não me apelidem de “masoquista” refiro que as festanças do Natal ou do Ano novo na minha casa “não dão direito” (sem imposição) de estar à mesa de jantar, a ver a televisão, a internet  ou a brincar às mensagens no telemóvel. Numa sala distante uns metros, está lá a televisão e a aparelhagem de som que nos faz ouvir músicas alusivas à quadra. Sim, gosto muito de ouvir essas músicas, baixinho, vinda do outro lado da sala….  Quem quiser vai para lá, o que normalmente não acontece, pois a conversar  o tempo passa e todos nós sentimos que o tempo é de família, de união, de partilha e não das novas tecnologias. Na minha casa até hoje ninguém ficou zangado por esta postura. Julgo até que nem dão pela falta.
E agora deixemos o humor da crise da electricidade e da televisão e vejamos a seguir a realidade dos factos.
A energia, nas suas mais variadas vertentes, sempre foi recurso essencial para o funcionamento e manutenção da vida em sociedade. A electricidade destaca-se como um dos recursos energéticos fundamentais na sociedade contemporânea, tornando-se indispensável para a realização das diversas actividades diárias. Quer se goste ou não, o certo é que hoje permanecemos constantemente ligados ao mundo utilizando a electricidade, dependendo dela  para realizar as mais diferentes tarefas, como por exemplo cozinhar, conservar alimentos, para comunicar e obter informações, lazer, trabalho, estudo, entre milhentas de outras coisas.

Chegamos a estar quase cinco horas com o fornecimento de energia suspenso. Um dia sem televisão, telefone e internet. Que eu saiba, a EDP não explicou os motivos relacionados a essa onda de falta de energia. Por seu lado a ZON, também não deu qualquer justificação, embora tivesse mandado uma mensagem a dizer que a “reparação já tinha sido efectuada”. Os responsáveis não pensam. Saberão eles que postos de combustíveis, hospitais, o trânsito, comércio e residências, restaurantes, fábricas, viaturas de transporte e tantos outros sentiram o problema de forma drástica, alguns deles até com prejuízos morais e materiais incalculáveis?! Saberão “eles” que muitos deles se sentiram impotentes para ocorrer a tanto desespero  para se justificar e agradar a tanta gente que pagou para se divertir nessa noite? Serão “eles” capazes de avaliar o desprestígio de tantos locais de diversão, cuja desculpa com a EDP não foi suficiente para manter a sua credibilidade?

Pois meus amigos, estas coisas não acontecem só aos outros! Convençam-se que estamos numa civilização “terceiromundista”. O que aconteceu, só acontece num país do terceiro mundo! Para além de estarmos atrasados tecnologicamente, temos dirigentes que não dão a cara, estão-se borrifando para o Zé que paga e os sustenta faustosamente, convencidos, diria mesmo ignorantemente convictos  que são os mais generosos, os que mais trabalham, os mais sérios, os mais competentes!

Para o próximo ano preparem-se porque num país como o nosso é muito possível que a EDP (só pode ser esta, não há outra!) sem local pré definido, sem justificação e sem qualquer aviso prévio vos surpreenda com um valente “APAGÃO”!

Não se esqueçam de ter sempre à mão um “petromax” e algumas velas. Dá um jeitão!!!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A caldeirada do Hipólito...

Psst ! . . . psst ! . . ., oh militar . . .
Haja pachorra ! . . . .
Já cá me estão a zoar uns “mas”, uns “ses”, uns “talvez”, uns “bem, vamos lá ver” . . .
Mau, mau, maria  . . .

Rai’s palira a moenga . . . .
Recordam-me, estes abutrinos, um regedor da minha tabanca, em tempos idos, senhor de uma invulgar cultura, à época, tipo “xô . . . eih . . . arreda marela”, e que, na apresentação de pêsames a uma recém viúva, se expressou, assim:
- Que o seu marido faleceu, não há dúvida certa. Agora, só nos resta rezar-lhe muitos naufrágios  . . .

Nem sei bem, ingénuo inveterado, para que lado caia.
Se, pela dúvida certa, se, pelo, mais uma vez, naufrágio.
Dúvidas . . ., dúvidas, é certo e sabido, sempre mantive. Até porque, com velhos e crianças, fica-se sempre “borrado”.
Certezas . . ., certezas, até prova em contrário, continuo na minha incerteza.
Até porque, já não será o primeiro e vislumbro não ser o último “naufrágio” a que irei assistir.

Esta lenga-lenga, está-me a sair uma caldeirada intragável. Hoje, é dia não.
Porra! . . . Não se abespinhem ! . . .
Diria é que, a comemoração, tanto poderá ocorrer a 25, como a 29 próximos, ou Fevereiro, também próximo. Num sábado, seria mais aprazível e, talvez, mais disponível para os, ainda, labutantes, contribuintes líquidos e heróicos da crise.
A mim, só não convirá o dia 30 de Fevereiro (data do meu aniversário).
Não quero que vos falte nada, parafraseando o da “nica”, e, sobretudo, que não vos aconteça como ao burro do senhor prior. Quando estava a desabituar-se de comer, morreu.

E, com esta, me vou, compadres, na certeza, porém, de que, ainda há dias, “engarrafonei” uma caldeirada de estalo . . ., imaginem e só para vos fazer crescer água na boca, tragada à colher e malga.
E, consensualmente, bem merecida, aliás, depois daquele esforço hercúleo com o “can-can-zoada”, no moulin rouge ! . . .
Mas lá que, os lídimos representantes do n/bart,  “botaram” figura, não restam dúvidas certas, pois não ?! . . .
“Anda-m’acaçar”, qu’eu sou manquinho . . .

Hipólito
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Do Marinho:

Bom dia companheiros, espero que com a dieta que fizeram na quadra natalícia  não tenham que ir ao Dr. TALLON!
Espero que me digam alguma coisa pois eu vou a Peniche, preciso apenas de saber quem vai para arranjar boleia, e também preços e horas.                               
Tenho estado a pensar porque não fazermos uma cota mensal, os de cá de baixo, para de vez enquanto nos juntarmos para almoçarmos.

 Um abraço 
Espero resposta               

MARINHO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Há seis meses atrás, um Dia de Portugal diferente...

Embora com seis meses de atrazo, e para começar bem o ano, transcrevemos aqui com a devida vénia, um artigo acerca do discurso do Presidente das comemorações do Dia de Portugal, lido nessa altura.
Saudações
LG.

sábado, 1 de janeiro de 2011

PESSOAL DO BART NA PASSAGEM DO ANO EM PARIS


Nous voyons qu’aucun!
Estávamos já muito quentinhos no Quinta do Douro, lá para os lados de Famões, muito perto de Odivelas, a “trinchar” o polvo ao lagareiro quando nos deparámos com a informação do maitre du restaurant dizendo que o aeroporto de Orly ficou completement fechado devido a um grande acumular de neve em Paris.
Esta l’information gelou aussi o grupo, pois colocava em risco o spectacle que para o qual fora contratado para a passagem do ano 2010/2011, no 82 Boulevard de Clichy da cidade da luz. Pois claro, (que pensais… como diz o Hipo) no famoso Moulin Rouge.
Como sabeis, continuando a utilizar a veritable grammaire do homem de Baltar,as atracções nesta famosa casa de espectáculos são variadas, não assistir ao que se oferece é perder um misto de encanto,  la magie, de diversão et le plaisir.
BONNE ANNEE! BOM ANO 2001!

Pica Sinos


Personalize funny videos and birthday eCards at JibJab!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bom Ano de 2011 para todos, companheiros, amigos, familiares, visitantes!


A  1 dia de deixarmos o velho ano, enviamos  a nossa
MENSAGEM DE FIM DE ANO
com muita amizade e um afectuoso abraço dos amigos
Manuela e António
nota - O Cavaleiro e sua esposa, Manuela, enviaram-nos duas excelentes musicas alusivas à época - Magnificat e uma outra de Simon and Garfunkel "Bridge over troubled waters". Por razões técnicas não nos é possivel publicá-las, mas aconselhamo-vos a ouvi-las.
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Joaquim Caldeira
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QUE O ANO QUE SE VAI INICIAR DENTRO DE ALGUMAS HORAS LHES TRAGA TUDO DE BOM PARA TODOS VÓS E SUAS FAMILIAS, SÃO DESEJOS
DO VOSSO COMPANHEIRO
MARINHOBEBAM UNS CANECOS POR MIM EU VOU FAZER´`A VOSSA SAUDE FORÇA COMPANHEIROS
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A todos vós tretribuimos os vossos votos com os desejos sinceros de boa saúde e que o Novo Ano seja efectivamente melhor que este.
Abraços para todos.
LG.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O São Martinho na Universidade Senior de T.Vedras


Com a devida vénia à AUTITV e à revista dos Escanções de Portugal, transcrevemos aqui um artigo do nosso prof. Novais Granada, acerca duma bela tarde passada na nossa escola na companhia dos Escanções José Costa fundador da AEP, Joaquim Santos, Mestre Escanção e Manuel Miranda, actual Presidente da AEP, por altura do São Martinho.
Todos aprendemos a valorizar, apreciar e a respeitar mais o vinho e todos os intervenientes na sua elaboração.
LG.

AEP - Associação dos Escanções de Portugal
AUTITV - Universidade Sénirod e T.Vedras

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Guerra do Ultramar português.

A SIC produziu este documentário e só ontem é que dei conta que a música "A Mãe" está lá como fundo, mais para o fim do video.

Guerra do Ultramar português.

(Mãe – Autoria de António Policarpo e do Conjunto Oliveira Muge – Naturais de Ovar)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O almoço anual de 2011 já mexe

Do Alberto Camelo para o Pica, para todos nós.
edificio da Camara Municipal de Macedo de Cavaleiros

“Boas festas «Natal feliz»

Um bom natal na companhia dos ente queridos com muita saúde e alegria.

Um ano 2011  cheio de felicidades é o que te desejo.

Nota: estou a pensar em marcar o nosso encontro para 14 de Maio, eu gostava de encontrar um fim de semana prolongado mas este ano não encontro nada nestas proximidades, porque como fico um pouco desviado dos grandes centros calhava bem, assim seria mais fácil para muitos  colegas e gostava de os ter aqui  todos presentes, mas com boa vontade tudo será possível. Se tiveres uma ideia melhor diz-me que eu agradeço.

O nordeste transmontano tem bonitas paisagens, quero apresentar-vos um programa excelente e variado, gastronomia local e com fartura sem cerimónias

Começa a pensar nisto e traz também a família e os amigos e amigas ok?

Um forte abraço
Alberto Camelo”

domingo, 26 de dezembro de 2010

...pessoas que eu amo muito e que nunca me esqueci neste 40 e muitos anos.

Olá amigos...

Gratidão é uma sensação tão agradável...Cresce onde sementinhas são lançadas, floresce sob o sol. De um coração caloroso e bom, cresce mais quando é cuidada. Quase todos temos motivos para a gratidão, quando pessoas em nossas vidas têm tempo para partilhar e nos fazer saber por bons actos que nós estamos em seus pensamentos e que elas se importam. Vem isto a propósito dos testemunhos que recebi de muitos vocês nesta quadra natalícia e que por felicidade quis o destino que nascesse neste dia lembrado que é o NATAL.

Quero agradecer a todos sem excepção o carinho que me dispensaram e também a placa, o que me deixou algo comovido pois fez-me recordar o célebre jantar de consoada em Dez/68 na arrecadação do Palma. Como dizia, quero agradecer pela lembrança do meu aniversário e por terem dividido comigo a felicidade deste dia.
Vocês são pessoas muito especiais pra mim, pessoas que eu amo muito e que nunca me esqueci neste 40 e muitos anos.
Desejo muito que Deus cuide de cada um e sustente suprindo todas as necessidades, sendo a essencial a saúde.
Muito obrigado mesmo!

Um grande abraço
José Costa

sábado, 25 de dezembro de 2010

Parabéns Costa

Querido amigo, desejo-te um óptimo dia de aniversário. Que tenhas muitas prendas e que neste dia gelado e chuvoso estejas quentinho na companhia da tua família!
Espero que estejamos juntos brevemente, para comemorarmos....
Um abraço deste teu grande amigo

Contige
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Hipolito disse
E pr’ó menino Costa, não vai nada  . . .
Vai  . . .

Um grande abraço de parabéns e votos de muita saúde, no futuro, data que, espero, se repita por muitos e bons anos, em nossa, e dos seus, companhia, sempre de gás à tábua, nas suas habituais peregrinações, de fazer crescer água na boca e que invejo.
Também um agradecimento por vir sendo, quando lhe dá na bolha, um grande animador do n/blog e, podemos dizer, o nosso “public relations”, tanto, interna, como, exteriormente.
Um bem haja.

Esta apressada e tardia mensagem, deve-se, tão-só, ao facto de ter acorrido, com urgência, ao pedido do Contige, já que, amigos na guerra, amigos para sempre.
Solicitou, ele, amavelmente e na melhor mensagem natalícia que recebi, a mim e outros comparsas, o nosso contributo para passar uns dias na sua casa.
Estaria a preparar um mega-presépio e faltar-lhe-ia o burro.
A sorte foi que, como cheguei já atrasado e outros companheiros não mostraram disponibilidade, teve, ele próprio, único varão da casa, como diz, de assumir essas funções.
O que só o honra, diga-se . . .
Gostava que vissem a cara dele, no presépio, como presenciei ! . . .
Lindo, de morrer a rir ! . . . só para visualizar aquela cara de zac-sarapantão,  compensou a viagem longa e cansativa.  
Serviu, ao menos, a minha boa vontade, para desenlaçar o fardo de palha que o Mestre mandou lá do alentejo (seca e mimosinha), e que retirou ao sustento das suas meninas.

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Grande Costa

Que este dia se repita por muitos, muitos anos e que eu tenha a oportunidade de escrever estas mesmas palavras, melhores desejos, com saúde.
Para ti e família, para mim e para os nossos amigos longos anos de vida e amizade. Parabéns!!

Aquele abraço



Pica Sinos
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O Costa faz hoje 65 anos



... hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
para o menino Zézinho
uma salva de palmas...

Parabens companheiro, que contes muitos com saúde, viajando pelos cinco continentes como tu gostas.
Um abraço dos teus amigos de Tite.

E como prenda de anos vamos transcrever  a seguuir o teu contacto inicial em Abril de 2008, quando nos encontraste (ou quando te encontrámos), e as sucessivas mensagens que te foram dirigidas, à medida que os companheiros iam tendo conhecimento do teu "renascer" após 40 anos.
Foi uma alegria...
Convém aqui lembrar os esforços feitos por ti,  Costa para reencontrares antigos companheiros, como foi o caso entre outros, do Camêlo, do Luis Silva e da viuva  e filhas do Alf. Rodrigues, de cuja morte não tinhamos conhecimento.
Aqui vai: 
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- do José Costa para o Leandro Guedes:

Boa noite!!!

Foi com uma grande alegria que "descobri" o site k o amigo me deu a conhecer! Fui encontrar uma foto minha que até desconhecia, precisamente estou por detrás do Brig. Hélio Felgas. Do Pica Sinos do Justo, se me lembro deles meu Deus! Trabalhamos juntos desde o primeiro dia do desembarque. Eles op. Criptos e eu op.de msgs. Agora que os "descobri" quero me encontrar com essa "malta" toda. Parece que vai haver um almoço em 17 de Maio, vou estar presente.Já agora, o amigo Leandro, quem é? Não me lembro desse nome na CCS BART 1914. Vou enviar umas fotos minhas desse tempo a ver se alguém se lembra de mim?Um abraço e mto obrigado pela sua ajuda

José Costa
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- do José Costa para o blog:

Meus Deus!! Quis o destino que precisamente hoje, 41 anos depois, e de tanto procurar os meus companheiros da CCS Bart 1914, nos jornais, nas revistas e anúncios vários, nunca encontrei ninguém! E hoje por um acaso encontro este blog!!!Então eu sou o Costa Op.Msgs!! Alguém se lembra de mim? Dêem-me notícias vossas... porra.

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- do Pica Sinos para o Costa

Claro que damos noticias Amigo Costa!E quanto mais depressa aparecesses mais depressa dávamos.Mas quem é o Costa? O Costa está no meio da cabina deste luxuoso autocarro descapotável, por detrás dele o Palma. A ideia era darmos uma volta turística a Tite mas ao que parece o artista da manivela (de quem não lembro o nome, desculpa lá) não conseguiu pôr o motor a funcionar. Creio que o pensamento do Costa na altura era....põe isso em ponto morto senão nunca mais arrancamos......estava certo, de facto todo este aparato só serviu para a fotografia.Lembravas-te desta Costa?Um abraço

Pica Sinos
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- do Costa para o blog:

Eh pá!! finalmente dou com vocês!!
Que grande alegria que o amigo Leandro Guedes me deu há dias, quando encontrou um anúncio meu colocado na net há muito tempo que já nem me lembro. Sempre tentei procurar em tudo o que eram anúncios de convívios, inclusivé sou sócio da Liga do núclio do Porto e na revista nunca lá encontrei nada. Mas pronto esse dia para vos dar um abraço e "por" as memórias em dia vaí chegar agora em Maio no almoço.

Eu lembro-me perfeitamente desse dia que nos encontramos no Porto. Recordo-me que ias a uma reunião do Sindicato. Depois disso, um dia voltei a ver-te na TV num evento qualquer e depois nunca mais. Mas, volta e meia vinha á minha memória essa rapaziada, de que me lembro além de ti, o Justo, só agora ao ler no site me apercebi de uma situação delicada que ele está a viver, ele já me respondeu e eu vou respnder. Então essa foto que me envias agora, eu também a tenho. As pessoas são: Ao volante és tu, a seguir eu, à minha direita, não lembro o nome, mas era nosso íntimo e era escriturário na secretaria em frente de nós, pessoa defino trato e muito calmo.Depois temos o Palma, que se armava em dono das balas quando queriamos ir à caça das rolas, e o da manivela, não me lembro do nome, mas era infermeiro foi um dos primeiros a chegar à Parede e vivia alí para os lados de S.Pedro do Estoril, cheguei a ir com ele nessa altura a casa dele. Vivia só com uma avó, se a memória não me atraiçoa. Era um tipo porreiro muito vivido e rebelde, chegou a estar preso aí em Tite por um castigo qualquer.

Tomei conhecimento no Blog, que o amigo Heitor já cá não está. Grande saudade, tenho muitas fotos com o cão dele antes do embarque. Ainda tenho a marca de uma costura de 4 pontos feita por ele e a recordação dos comprimidos LM que sempre estavam disponiveis para qualquer exaqueca.

Eu continuo a viver em Ovar, continuo no ramo de tintas e vernizes, mas a trabalhar por conta própria desde 1983. Sou viúvo desde Janeiro de 1993, tenho uma filha de 36 anos e uma neta de 11. Tanto a minha filha como o genro trabalham comigo. Depois de enviuvar, refiz a minha vida com uma senhora, mas da qual já me separei, depos conheci uma Brasileira mais nova 21 anos que eu, mas de momento estamos separados.
Entretanto tenho corrido o Mundo sempre na coboiada com amigos e amigas, junto uma foto no Dubai no ano passado, e assim já podes ver a transformação por que passei (ou passamos em 41 anos!)

Já vou longo, entretanto vou dando notícias
Um grande abraço bem apertado

Zé Costa
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- do Pica Sinos para o Costa:

Grande Costa
Grande Amigo
Quem tem perguntado muito por ti é o Cavaleiro cujo endereço eu junto.
Também vou ao Encontro em Maio e vamos ter a oportunidade de conversarmos.
Estás um bocadinho mais forte de quando tinhas 20 anos EhEhEhEhEh.
Sei onde o Matos trabalha é na Sapataria Orion na Rua do Chiado em Lisboa, se tiveres tempo
pedes o nº de telefone no 118 e faz-lhe a surpresa. Ele vai gostar muito.
Mando mais umas fotos da malta para recordares.
Um Abraço Costa
Pica Sinos
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- o Pica Sinos transcreve um email do Costa:

Amigos, aqui vos mando a resposta do Costa ao meu primeiro Mail.Porreiro rever a malta, vamos apertar com ele para escrever umas coisas para oBlog, mas devagarinho, que ele ainda agora chegou

Meu grande Amigo Justo!!!Finalmente encontro a rapaziada, não foi fácil. Fiz muitas tentativas paraencontrar um único elemento que fosse da malta. Olha que até sou sócio daLiga do núcleo do Porto há mais de 30 anos! Sempre a receber as revistas com montes de convívios, e nunca lá encontrei nenhum alusivo ao Bart 1914. Eu mesmo coloquei anúncios para resposta nos fins dos anos 80 e ainda há uns dez anos e nada. Agora com esta moda da net, coloquei um anúncio, deve ter sido há mais de um ano, e eis que o amigo Guedes me informa do seu Blog. Foi como se eu tivesse ganho a lotaria. Uma grande alegria.Sempre me lembrava da rapaziada do Posto de Rádio, onde passavamos os dias inteiros por alí.Um belo dia, logo após o 25 de Abril, encontrei o Pica Sinos junto à estaçãode S. Bento no Porto. Ainda me lembro das palavras que trocámos;

Eu muito surpreendido por o ver: Que andas a fazer por aqui?
Ele: Vim a uma reunião da União de Sindicatos
Eu: Ah sim? E vieste agora no comboio?
Ele: Não. Vim de avião!
Eu: De avião? Mas isso é muito caro? Ainda mais um sindicato.
Ele: Se não aproveitasse eu, vinha outro no meu lugar!Grande malandro este Pica Sinos (risos!!!)De ti sempre me recordo (li no teu site, que estás a passar um momento difícil. Felizmente graças á tua força e com o apoio da tua família vais ultrapassar esta situação. Lembra-te que viviamos hà 41 anos numa roleta, e safamo-nos e a prova é que estamos aqui. força meu amigo) o teu ar despreocupado com o vestir. Camisa desabotoada ou tronco nú o cigarro numa mão e umas cervejas e ... dormir.Vou juntar uma foto, do Centro de Mensagens, onde se vê os orifícios para a entrada do serviço de mensagens. Lembras-te desse gajo? Era o Silva. Nunca soube nada dele. Eramos grandes amigos. Este tipo para caçar de G3, era uma máquina. Fomos juntos vezes sem conta por aquele mato despreocupados e inconscientes do perigo que corriamos, pois poderiamos ser abatidos ou raptados. Comemos muitas rolas á porta do posto de rádio, mortas por ele. Ele dizia que trabalhava no Hotel Fénix em Lisboa.Então eu vivo ainda em Ovar. Trabalho por conta própria desde 1983 no ramo que sempre foi o meu, Tintas e Vernizes. Casei com a namorada de sempre, mas fiquei viúvo no início de 1993. Em 95 juntei-me em 2006 separei-me, depois conheci uma brasileira mais nova 20 anos, mas não resultou e desde Agosto passado estou só. Tenho uma filha de 36 anos uma neta de 11 e a minha filha e o meu genro trabalham comigo. Nestes últimos 18 anos tenho percorrido o Mundo sozinho com amigos e amigas como tem que ser.Vou enviar-te uma foto actual duma viagem que fiz o ano passado ao Dubai e já pode ver como estou na mesma, rrrrrrsssssPodes me escrever ou enviar anexos sem problemas Quero dar-te um grande abraço e agora não vos largo mais. Estarei presente nopróxmo dia 17 de Maio.

Zé Costa
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- do Costa para Zé Justo:

Meu grande Amigo Justo!!!

Finalmente encontro a rapaziada, não foi fácil. Fiz muitas tentativas para encontrar um único elemento que fosse da malta. Olha que até sou sócio da Liga do núcleo do Porto há mais de 30 anos! Sempre a receber as revistas com montes de convívios, e nunca lá encontrei nenhum alusivo ao Bart 1914. Eu mesmo coloquei anúncios para resposta nos fins dos anos 80 e ainda há uns dez anos e nada. Agora com esta moda da net, coloquei um anúncio, deve ter sido há mais de um ano, e eis que o amigo Guedes me informa do seu Blog. Foi como se eu tivesse ganho a lotaria. Uma grande alegria.

Sempre me lembrava da rapaziada do Posto de Rádio, onde passavamos os dias inteiros por alí.
Um belo dia, logo após o 25 de Abril, encontrei o Pica Sinos junto à estação de S. Bento no Porto. Ainda me lembro das palavras que trocámos;

Eu muito surpreendido por o ver: Que andas a fazer por aqui?
Ele: Vim a uma reunião da União de Sindicatos
Eu: Ah sim? E vieste agora no comboio?
Ele: Não. Vim de avião!
Eu: De avião? Mas isso é muito caro? Inda mais um sindicato.
Ele: Se não aproveitasse eu, vinha outro no meu lugar!

Grande malandro este Pica Sinos (risos!!!)

De ti sempre me recordo (li no teu site, que estás a passar um momento difícil. Felizmente graças á tua força e com o apoio da tua família vais ultrapassar esta situação. Lembra-te que viviamos hà 41 anos numa roleta, e safamo-nos e a prova é que estamos aqui. força meu amigo) o teu ar despreocupado com o vestir. Camisa desabotoada ou tronco nú o cigarro numa mão e umas cervejas e ... dormir.

Vou juntar uma foto, do Centro de Mensagens, onde se vê os orifícios para a entrada do serviço de mensagens. Lembras-te desse gajo? Era o Silva. Nunca soube nada dele. Eramos grandes amigos. Este tipo para caçar de G3, era uma máquina. Fomos juntos vezes sem conta por aquele mato despreocupados e inconscientes do perigo que corriamos, pois poderiamos ser abatidos ou raptados. Comemos muitas rolas á porta do posto de rádio, mortas por ele. Ele dizia que trabalhava no Hotel Fénix em Lisboa.

Então eu vivo ainda em Ovar. Trabalho por conta própria desde 1983 no ramos que sempre foi o meu, Tintas e Vernizes. Casei com a namorada de sempre, mas fiquei viúvo no início de 1993. Em 95 juntei-me em 2006 separei-me, depois conheci uma brasileira mais nova 20 anos, mas não resultou e desde Agosto passado estou só. Tenho uma filha de 36 anos uma neta de 11 e a minha filha e o meu genro trabalham comigo. Nestes últimos 18 anos tenho percorrido o Mundo sozinho com amigos e amigas como tem que ser.

Vou enviar-te uma foto actual duma viagem que fiz o ano passado ao Dubai e já pode ver como estou na mesma, rrrrrrsssss

Podes me escrever ou enviar anexos sem problemas

Quero dar-te um grande abraço e agora não vos largo mais. Estarei presente no próxmo dia 17 de Maio

Zé Costa
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Encontrei finalmente o amigo!!!!
- do Cavaleiro para o Costa:


Costa,

Tenho acompanhado a troca de e-mail’s entre o Costa o Pica o Justo e Guedes.

Estou muito contente por todo este desenrolar de acontecimentos. O Pica Sinos e o Justo são terríveis! Lembram-se de tudo, descobrem tudo! Continuam “os mesmos bons rapazes”. Aquelas transmissões era uma grande equipa!
Naturalmente que o Costa foi um daqueles “rapazes” que não esquecem, pela sua educação, pela sua postura, pela colaboração e amizade, razão pela qual tenho perguntado por ti junto do Pica e do Justo.
Aos poucos lá vamos “juntando” a malta das transmissões. Seria bom um dia podermo-nos encontrar todos.
Tens visto o furriel Luis? Ele se não estou errado era desses lados, não era?

Pois já estou ao corrente da tua vida. Ficaste viúvo, voltaste a casar, divorciaste-te, pescaste uma brasileira mais nova do que tu 20 anos e aí……..meu caro Costa estou mesmo a ver que falhaste redondamente! O que é que querias?!!!! E ainda por cima brasileira!
Tens uma filha e uma neta. Continuas a gerir os teus negócios…..(É mesmo em Ovar? E tu vives também em Ovar?)

Pois bem, quanto a mim, continuo casado, também tenho um filho e uma neta.
Já estou reformado. Levo uma vida bastante pacata. Vivo numa aldeia a 5 kms da cidade. Já me apercebi que gostas de viajar. Eu também. Considero um belo investimento! Mas olha que ainda não fui ao Dubai! Mas não faltarão oportunidades. Teremos tempo para falar dessas coisas!
A partir de agora vai ser mais fácil.
Se vieres a Viana não te esqueças de dar uma apitadela.

Deixo o meu contacto:

António Cavaleiro
Rua do Sorrio, 337
4900-918 Areosa
Viana do Castelo
Telef. 258835467
Telem 965616131/969231787

E a partir de agora……..estás na minha lista de contactos!!
Recebe um forte e apertado abraço,

Cavaleiro
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- do José Costa para o Cavaleiro:

Amigo Cavaleiro!!!!

Eu sou o Costa de Ovar!!! Lembra (mando foto, estou ao volante e outra mais actual, só pra ver se há difereças, risos) Foi preciso passar mais de 30 anos para vos localizar, porra!! Tenho procurado a equipa de Tms por tudo o que é jornais e revistas inclusivamente "O Combatente" da Liga e... nada. Um dos nossos "Leandro Guedes" viu o meu anúncio perdido aí pela net, e logo me escreveu a dar-me a conhecer o seu Blog. Precisamente no dia em que fez 41 anos que saímos de Lisboa (8-4-1967) Coicidência não? Já contactei o Pica Sinos e o Justo que grande alegria me deram e, saber deles.

Eu, há uns anos atrás de passagem por Viana, perguntei ali pela "Baixa" em tres cafés se o conheciam, mas nada consegui. Um dia passei e parei na Casa Peixoto (penso que é assim que se chama) ligada a Materias de Construção, mas nada. Mas agora vai ser mais fácil. Segundo fui informado vai haver um almoço em 17 de Maio e vou lá estar.

Queria enviar-lhe um abraço bem forte e sempre que queira escreva-me

Zé Costa
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Do Justo para o Costa

Zé Costa, já estás na lista negra...mais um companheiro para alegrar o Blog.Gostei de ver estas fotos de antanho, e tanto pessoal das tms de quem não tinha fotos, mas que agora recordo as caras. O Silva que está contigo no cent. msgs era um pinta, lembra-me que ele era mesmo bom com a G3.Cheguei a dar uns tirassos com ele na carreira de tiro ao fundo da pista de aviação.Acreditem que por momentos me sinto como se ainda estivesse a viver aquele tempo, e ao ir vendo as fotos ainda maior é essa sensação, até parece que vou beber uma bazzoka ao "branco" !!...e já lá vão 41 anos !!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas Festas


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas

Que esta quadra seja de amor e paixão e como vós sabeis faz quarentas e tais anos o nosso jantar foi com muitas iguarias começamos com umas entradas de presunto depois vieram uns ricos pasteis de bacalhau e por fim para não ficarmos desconsolados serviram através do Contige e do Serafim uma bruta dobrada com feijão branco o que eu adorei,

Venho por este meio desejar a todos os meus companheiros de férias no resort de Tite feliz Natal e bom ano de 2011, e que Deus lhes de tudo o que melhor há no mundo sempre a triplicar para todos vós e a vossa família, são os desejos deste vosso companheiro,

Um abração     
Marinho

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas

simpatia do nosso amigo Tito Cruz

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal, o pião e a nica - pelo Hipólito, esse malandro...!!!




Prestes a aboletar-me com um desses textos, sobre o Natal, difundidos, com profusão, nos meandros internáuticos, fazendo o usual copy-cola, para “botar” figura, quando, uma conversa circunstancial com um nosso companheiro, a quem incentivava para descrever o seu natal, me fez “puxar a baraça atrás”.
- Sobre o Natal ?!  . . .
Nunca soube o que isso era. Prendas, festa, amor, alegria, carinho, pai natal, menino Jesus ?! . . .
Perdi, muito pequenino, a minha mãe e, o meu pai, logo a seguir.
Fui criado, aos empurrões e de favor,  por uns parentes, cujo único interesse foi apropriarem-se, na íntegra, dos bens deixados pelos meus avós.
Desculpa, para esse tema em nada posso contribuir, já que, infelizmente, nunca tive essa vivência -, concluiu, ele, de voz embargada.
E, embargado, fiquei também, sem alento para prosseguir, como me propusera.
Realidade, nua e crua, que recebi como uma marretada.
Por onde andarias, tão distraídos, pai natal e menino jesus  ?! . . .
E, já agora, porque não, nós também . . .
 .
A propósito da “baraça atrás”, permitam-me introduzir, aqui, um breve parêntesis, como comentário ao belíssimo texto sobre o “nosso Natal  . . . “
Desculpará a impertinente intromissão.
Provavelmente, conotar-me-á de “kuska”  “carvoeiro”  ou “brejeiro”. . .
Com que então, o “menino”, seu maninho, presumo, com tendência precoce  pr’ó pião e pr’á “nica” ?! . . .
Já pairava essa desconfiança, pelo menos, há uns bons 40 anos.
Descodificada fica parte do enigma.
Por essas e por outras,  terá sido recambiado para a mouraria  . . .

Nb: “nica”, era aquele jogo que consistia em malhar, até rachar, com o nosso pião no do parceiro, puxando, com perícia e destreza, a baraça, o mais atrás possível.
Ou, o que é que pensavam que fosse ?! . . .
Hipólito

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Natal, de Miguel Torga

quadro de Peter Paul Rubens

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
. Miguel Torga
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este belo poema de Miguel Torga, foi copiado com a devida vénia, do blog da nossa amiga Alcinda Leal, a quem desejamos um Feliz Natal.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Viana do Castelo e Camaruru - pelo Cavaleiro

Ao sabor da pena…….
Nesta época natalícia, desencantamos, por vezes, temas cujo sentimento, saudosismo que aliados à beleza da linguagem utilizada, quase nos obrigam a partilhá-los para conforto das nossas consciências. Este meu estado de alma, leva-me a transcrever um pequeno conto pormenorizado, de um facto social, verídico, passado numa aldeia, perto da minha cidade – Viana do Castelo.
Considero esta história um hino à ternura, à simplicidade. Traduz com toda a inocência e com toda a pureza a cultura de um povo. De uma época.  
Convém, antes de ser transcrito, esclarecer que esta narrativa surge imediatamente a seguir à inauguração, em pleno centro histórico (Praça da República – sala de visitas da cidade), de uma escultura em homenagem a ”Camaruru”.
A Praça da República é um espaço lindo, equilibrado e acolhedor. É um recanto paradisíaco. Foi e ainda conserva as marcas de um movimentado centro cívico de enorme impacto social. É um local de saudade, dos amigos, das concentrações políticas, de convívios. É um sítio que ainda hoje  transmite tranquilidade e a sublime sensação de bem-estar.

Pois bem, neste centro histórico, na passagem do ano de 2008 para 2009 foi inaugurada uma estátua homenageando “Caramuru”, figura épica vianense intimamente ligada à História da fundação do Brasil.
Sem querer  comentar os eventuais valores artísticos daquela obra ou de discutir a necessidade daquela homenagem a um vianense desconhecido da maioria pessoas (excepção para os historiadores), os vianenses, por maioria de razão, manifestaram-se pelo tamanho do mamarracho que desaguou ali na nossa tão nobre praça. Olhá-la, fere a vista pela poluição visual que erradia. Aquele estilo em nada condiz com o apurado requinte estético de rara beleza que são os ainda bem conservados  chafariz, os Paços do Concelho, as lindíssimas varandas da Misericórdia e a igreja com o mesmo nome.
Uma parte significativa daquela distinta praça foi amputada, sem dó nem piedade, dos que, como eu, não foram ouvidos nem achados. Onde, antes ali se faziam usualmente diversos eventos, deparamos hoje com uma estátua de tamanho excessivo, desproporcionada na incongruência das formas. Resumindo, aquilo é um autentico atentado à elegância e nobreza do local.
Eis a seguir algumas fotos que, melhor do que as minhas palavras, testemunham o mau gosto e o despesismo de quem nos governa.    
                 
                                             
Feita a introdução, aí vai então a história narrada pelo seu autor e meu conterrâneo, Sr.Élio Miranda (irmão do meu muito querido, saudoso amigo e padrinho de casamento, Sr. Rodolfo Miranda).


bicicleta nova do Ti Manel Barraca ou Caramuru.

  Ti Manel era uma figura típica na aldeia. Coveiro no cemitério da minha terra, mais conhecido por Gago Barraca nome de guerra, vindo dos seus tetravôs e que atravessou toda a sua geração até aos dias de hoje, vivia numa modesta casa térrea com telhado em telha vã e duas "fuminés" junto ao cume, uma de cada lado. Na fronteira entre o Sião e a Foz, lugares da freguesia, distava do seu trabalho cerca de quilómetro e meio. Este singelo ninho familiar de Emília, sua mulher, e Madalena, sua filha, mocetona do tipo maria-rapaz , desengonçada no andar , atiradiça e tanto sonsa, era composto pela cozinha, com porta para as leiras do Corgo, dois quartos, um para o casal outro para o rebento e de uma sala comum, de jantar e visitas. Deste espaço ocupava-se Tia Emília, fazia questão, dedicando-lhe todo o carinho no arranjo e mantendo-o sempre esmeradamente asseado Na fachada virada para o caminho que lhe passava junto, protegida por uma parede em pedra solta, rasgava-se uma ampla porta com vidros quadrados grandes para que penetrasse, através dos cortinados, suficiente luz. Quando se abria, ou era para arejar ou, em dias de festa receber a Cruz na Páscoa, o senhor abade, toda a mordomia e os amigos Nesses momentos vislumbrava-se do caminho, o seu interior requintadamente bem arrumado: uma mesa rectangular em madeira de castanho, antiga, estilo Queen Anne , adquirida por herança, coberta com uma toalha em alvo linho, bordada, quatro cadeiras ao redor e um vaso com flores ao centro. O louceiro, do mesmo estilo, estava encostado à parede e a um canto um sumptuoso oratório cheio de santos da sua devoção e as estampas do Coração de Jesus e da Última Ceia.
   Um nicho que demonstrava tão-somente a única coisa rica da família Barraca! E assim foram vivendo.
   Como os anos não perdoam, Manel Gago Barraca pensou então comprar uma bicicleta, sonho de juventude, porque as pernas já não correspondiam às caminhadas diárias que tinha que fazer até ao Campo Santo. Se o pensou melhor o fez. Falou com o “Bilachão” com oficina e stand de velocípedes no Largo da Estação da CP, que lhe arranjou uma em bom preço e como nova! De cor preta, como convinha, fininhos desenhos dourados em rendilhado embelezavam o quadro. O guiador, as manetes dos travões, o farolim, o espelho retrovisor e o dínamo tudo cromado brilhante. A corneta entre as pernas. No guarda-lamas traseiro foram colocados um suporte e um reflector vermelho E o selim? Este em couro lavrado, ortopédico, com molas de aço em raio, essas sim, novas e de origem! Uma autêntica pasteleira topo de gama. Pneus e câmaras-de-ar  a estrear e mudanças no cubo. Ao chegar a casa, chamou pela mulher, para lhe apresentar aquele mimo.  Emília, depois de contemplar minuciosamente tal preciosidade, perguntou-lhe: Ó Manel, onde vais guardar este cangalho? Já pensei mulher. Abre de par em par a porta da sala de jantar e de visitas, entra e encosta-a à mesa Queen Anne, de madeira de castanho, ao lado do louceiro, do mesmo estilo, e ao sumptuoso oratório. Afasta-se até ao meio do caminho, vira-se para Emília e diz: que coisa linda, mulher, como fica bem, não fica? A sala está mais rica, "Mília"!!!... Dona Emília Barraca não queria acreditar no que via. Deixou-o em êxtase e a falar sozinho, e foi deitar de comer às galinhas. Madalena, completamente alheia a coisas de estética e artes decorativas, continuava a tocar a corneta.
   Manel Gago Barraca ergue então os olhos para o céu e de braços estendidos exclama: estou tão feliz, meu Deus, se tivesse dinheiro mandava deitar uma girândola de foguetes!!!


NOTA: Barraca fez da sua casa o que bem quis e entendeu, ninguém tinha nada com isso, A casa era sua propriedade. Até podia estacionar, nos dias de hoje, na sua sala de visitas, uma moto-quatro.
             A Cidade de Viana do Castelo não é propriedade de alguns é de todos. O que implantaram na sua Sala de Visitas é uma afronta, uma aberração!!! Barraca não tinha cultura suficiente para entender, discernir. E estes?

Cavaleiro