Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Feliz dia dos namorados
Pequenos almoços à borla... pelo Pica Sinos
no Nordeste Africano, à parcela pontiaguda deste continente, de Corno de África, região que engloba diversos países africanos tais como a Somália e a Etiópia.
No entanto não é do “Corno de África” que quero falar hoje, mas sim do dito “em África”, personagem que vivia maritalmente com uma outra e que foi traído, ao melhor estilo do realismo fantástico.
os “má línguas” que a prática, continuada, da traição era visível na fronte do “em”, através do crescimento de um par de robustos chifres não ramificados, que fazia inveja à melhor espécie do mamífero búfalo-africano (Syncerus caffer).
Este “espécime” estava sitiado numa pequena cidade, na costa ocidental da região africana, num país que foi colónia portuguesa desde o século XV até à sua independência no século XX. 
ao seu serviço quatro empregados que, não só atendiam a clientela, como também cuidavam da limpeza dos estabelecimentos, do cultivo da horta que também dispunha nas traseiras do edifício. Creio que a sua consorte também era considerada subordinada, pois quando as coisas não corriam de feição não era difícil de perceber o “sururu” que existia para além da porta do snack-bar que dava acesso ao holl de entrada, tal como aos quartos de dormir da moradia.
Um dado dia, pela manhã, dou com alguém, na frente do balcão do já citado snak-bar, a gesticular indignado por não haver um empregado que o servisse de uma prazenteira sandes mista, regada com uma cerveja bem gelada, dado que o jantar do dia anterior não foi de molde a contentar o seu exigente estômago, justificava. Vai daí, irado, nada rogado, entra pela mo
radia dentro, para apresentar, em “livro”, a sua reclamação, quando observa o que não devia ter observado, ou seja, um dos empregados a usar, em “benefício próprio”, numa das camas, sem o consentimento do mercador, alguém que este considerava ser de sua propriedade.
É certo que a ira e a vontade de comer, do “mirones” por acidente, desapareceu por completo, confidenciando-me, mais tarde, que as contas dos pequenos-almoços, assim
como o “cão” no rol dos “deves”, a partir desse dia, sem o pedir, tinham descontos consideráveis.
Pica Sinossexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Carlos Reguila
Guerra Colonial - recortes
Designa-se por Guerra Colonial,
Guerra do Ultramar (designação oficial portuguesa do conflito até ao 25 de Abril), ou Guerra de Libertação (designação mais utilizada pelos africanos independentistas), o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre 1961 e 1974.
Na época, era também referida vulgarmente em Portugal como Guerra de África.
O início deste episódio da história militar portuguesa ocorreu em Angola, a 4 de Fevereiro de 1961, na zona que viria a designar-se por Zona Sublevada do Norte (ZSN), que corresponde aos distritos do Zaire, Uíje e Quanza-Norte. A Revolução dos Cravos em Portugal, a 25 de Abril de 1974, determinou o seu fim.

Com a mudança do rumo político do país, o empenhamento militar das forças armadas portuguesas deixou de fazer sentido.
Os novos dirigentes anunciavam a democratização do país e predispunham-se a aceitar as reivindicações de independência das colónias — pelo que se passaram a negociar as fases de transição com os movimentos de libertação empenhados na luta armada.
Ao longo do seu desenvolvimento foi necessário aumentar progressivamente a mobilização das forças portuguesas, nos três teatros de operações, de forma proporcional ao alargamento das frentes de combate que, no início
da década de 1970, atingiria o seu limite crítico.
Pela parte portuguesa, a guerra sustentava-se pelo princípio político da defesa daquilo que considerava território nacional, baseando-se ideologicamente num conceito de nação pluricontinental e multi-racial.
Pelo outro lado, os movimentos de libertação justificavam-se com base no princípio inalienável de auto-determinação e independência, num quadro internacional de apoio e incentivo à luta. (...)
Na Guiné, os confrontos foram iniciados, na perspectiva portuguesa, em Julho de 1961 quando guerrilheiros do Movimento de Libertação da Guiné (MLG) lançaram ataques às povoações de S. Domingos, Suzana e Varela, junto à fronteira noroeste com o Senegal. [1]
Na perspectiva guineense, os confrontos iniciaram-se em
Janeiro de 1963, quando o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), sob a forma de guerrilha, desencadeou um ataque ao quartel de Tite, a Sul de Bissau, junto ao rio Corubal.
Com a acção do MLG no noroeste, a partir do Senegal, e do PAIGC no sul, a partir da Guiné-Conacri, os ataques rapidamente se estenderam a quase todo o território, crescendo continuamente de intensidade, e exigindo um empenhamento proporcional por parte dos portugueses. A guerra na Guiné colocou frente a f
rente dois homens de forte personalidade: Amílcar Cabral e António de Spínola, responsáveis pela modelação do teatro de operações na Guiné. Em 1965 dá-se o alastramento da guerra ao Leste (Pirada, Canquelifá, Beli).
Nesse mesmo ano, o PAIGC realizou missões no Norte, na região de São Domingos, onde, até ao momento, apenas actuava a FLING, que se via a braços na luta, depois da OUA ter canalizado o seu apoio para o PAIGC.
Este, em sequência da sua crescente afirmação internacional, viria a receber apoio militar cubano, que duraria até ao final da guerra.
Pode-se dizer que as forças portuguesas desempenharam, na Guiné, uma força defensiva, mais de manutenção das posições que propriamente de conquista das populações, limitando-se, de uma forma geral, a con
ter as acções do PAIGC.
Por isso, esta época inflingiu um grande desgaste para os portugueses, constantemente surpreendidos pelos guerrilheiros e pela influência destes junto da população que, entretanto, era recrutada para o movimento.
Com as decisões de António de Spínola, as forças portuguesas ganhavam um carácter mais ofensivo. Entre 1968 e 1972, sob o comando deste general, conseguiriam manter a situação sob controlo e, por vezes, levar a cabo acções de confirmação das posições estratégicas.
Mais: agora lutava-se subversivamente, utilizando a manipulação propagandística que iria afectar os níveis mais altos da hierarquia do PAIGC.
Porém, a situação pendeu rapidamente para o lado do PAIGC que, não obstante o assassínio de Amílcar Cabral, não diminuiu a actividade operacional.
Em Março, o aparecimento dos mísseis anti-aéreos obrigaria as tropas portuguesas a reavaliarem o esforço de guerra.
Durante algum tempo, o suporte aéreo ficou, assim, indisponível, o que teve graves repercussões nas tropas, mesmo a nível psicológico.
Marcelo Caetano, em conflito com Spínola, dispensou o general do cargo de governador, que seria ocupado por Bettencourt Rodrigues a 21 de Setembro de 1973.
Três dias depois, o PAIGC declarava a independência do novo estado, em Madina do Boé.
Curiosamente, nem Spínola nem Bettencourt estavam no terreno durante esta ocorrência. (...)
Wikipedia - Google
...Estas fotografias chocam mesmo.
Pela violência e pela crueldade dos assassínios - cometidos em 1961 pelos membros da UPA.
Pela forma serena e quase sorridente com que os nossos soldados se deixaram fotografar frente a cabeças espetadas em paus ou corpos esventrados - com o mesmo ar com que posam para a fotografia de fim de curso.
Mas esta foi a realidade dos anos 60 em Angola.
Compreenda-la é perceber melhor o que foi aquela guerra e não deixar esquecer aquilo que as guerras, sejam elas quais forem, fazem aos homens.
As fotografias que aqui mostramos nunca foram publicadas porque a censura nao deixou.
Os horrores e violações flagrantes dos mais básicos direitos Humanos passaram-se no norte de Angola.
São imagens da violência da guerra e, sobretudo, do terrorismo da guerra - na Fazenda Tabi, os membros da União dos Povos de Angola (UPA) liderada por Holden Roberto, mataram os administradores brancos a golpes de catana, e na Fazenda Cassoneca esventraram um soba (chefe de uma tribo) e mataram toda a sua família, porque se recusou a deixa
r de trabalhar para os brancos.
Os negros que trabalhavam nas fazendas de café administradas por portugueses - um objectivo “militar” a atingir porque destruir a economia é uma das formas de vencer a guerra - e que eram identificados por usarem uma fita colorida á volta da cabeça, eram decapitados e as suas cabeças espetadas em paus.
...Numa guerra de guerrilha toda a população é o “inimigo”.
E as tropas portuguesas não demoraram muito a utilizar os mesmos métodos, instigadas pelo treino que, depois, passaram a receber antes de embarcarem.
Da preparação para a guerra constavam ainda slogans de conteúdo racista, que apresentavam indiscriminadamente, o “preto” como inimigo, música e canções guerreiras. (...)
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..A violência alimenta a violência e é disso que são feitas as guerras. Ao ver estas fotografias não é difícil perceber como funciona este ciclo de ódio. (...)
In Notícias Magazine, diário Notícias 17 de Março de 1996
Zé Justo
Google
JJ edição fotos
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Assim fiz camarada, assim fiz... pelo Pica Sinos
Allô Brasil - Mendonça, Nitéroi, Rio Verde, Belo Horizonte, Recife, Cuiabá e Salvador
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Relembrando... pelo Zé Justo.
al dei dois murros no calmeirão, foi por isto:
Certa noite estava naquele abrigo subterrâneo que até tinha uma mini tasca, pois havia pessoal que levava vinho e petiscos para vender ao pessoal.
Bebia uma bejeca, quando à entrada do abrigo, aparece o calmeirão a dizer que queria falar comigo!Quando saí do abrigo ele estava acompanhado PELO ALFERES que na altura (embora pouco tempo) era o Alferes das TMS.Era um gajo pequenino, pró gordinho e cheio de tiques.
Estranhei aquela cena, e como já tinha tido umas marrações com o dito menino, fiquei à espera do motivo do chamamento.
Não é então que o fulano me começa a falar sobre o CCP, sobre as msgs ??!! que o alferes lhe tinha dito que aquilo era uma bandalheira, e que eu tinha que ter muito cuidadinho com ele, pois andava-me a vigiar ??!!
Eu fiquei de cair por terra...estava atónito...mas que raio de merda de conversa era aquela, a que propósito tudo aquilo?
Virei-me para o ALFERES e perguntei-lhe o que se estava a passar, mas ele não me disse absolutamente nada.Ouve uns segundos de silêncio, e como nada adiantaram mais, preparava-me para virar costas àquela conversa de malucos, quando o calmeirão me agarra no braço me empurra contra um cibe do abrigo, e diz:
Só te vais embora quando eu mandar ó parvalhão !!...
Ai minha nossa senhora...comecei a ver estrelinhas...o sacana fez as duas coisas que mais me enervam e tiram do sério; agarrar e ofender...Passei-me...dei-lhe duas murraças, mesmo no meio da tromba, o fulano nem reagiu ficou meio parvo a olhar para mim.O alferes arrancou sozinho, e eu arranquei também, mas com a mão a ferver!!Ainda pensei uns minutos naquela estranha conversa; o que tinha a ver aquele gajo com o CCP e que raio de anomalias ele falava ??!!Tomei uma resolução:
Era já noite avançada mas meti pés a caminho e dirigi-me aos Reabastecimentos onde costumava estar até tarde o capitão Luís Vicente, chefe do Guedes, pedi autorização para falar, o que ele com cara de caso concedeu, e relatei o episódio, tintim por tintim.
Perguntou-me porque tinha ido falar com ele, ao que respondi que não podia admitir que se fizessem insinuações torpes, sobre um serviço de tanta responsabilidade com o Centro Cripto.
Bem o resto vocês recordam.
Agora perante o que o Guedes e Pica contam...é pá eu não estou charolas !! ou se calhar estou.
O Cavaleiro teve uns tempos a comandar as tms, mas recordo que veio na realidade um alferes de tms para Tite, e como disse pouco tempo lá esteve.
Quando fui interrogado pelo oficial de Bissau, mantive sempre as história conforme se tinha passado, vinculando que a minha agressão,. foi um impulso perante tanta barbaridade como descrevi, e de uma agressão (forte puxão no braço, ao mesmo tempo que me ameaçava).
O Cavaleiro falou e eu nunca esqueci, tudo o que o pessoal intercedeu por mim.Grato fiquei e continuo a estar, pois decerto aliviaram minha pena, que só eu sei o que me custou não poder reagir com mais meios aos apertos que me fizeram.
Felizmente, lá voltei para o meu Bairro Alto querido, para beijar as minhas protectoras.
Amigos, repetindo-me...esta foi a história, e estranho ninguém se lembar do sacana do mini Alferes das TMS. Era unha com carne com o matulão e andava sempre com uma vergasta na mão.
Agora também penso que a cena kiss me devia ter sido com outros protagonistas, que não estes ??!!Sei que a razão estava comigo, não provoquei nem dei motivos para aqueles despropósitos, mas a tropa tinha umas bitolas ou pouco suigéneris.
ABRAÇÕES para os três
Zé Justo
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
EUROPEANA - Biblioteca multimédia online da Europa
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Torres Vedras - Há 30 anos Cidade!
Foi em 3 de Fevereiro de 1979, que Torres Vedras foi elevada à categoria de cidade, ainda segundo as normas rigidas que vinham do regime anterior. Há quarenta anos era assim... pelo Pica Sinos


