Enviamos um grande abraço se parabéns ao nosso companheiro Carlos Pires, pela passagem de mais um aniversário. Votos de boa saúde.
Leandro Guedes.
34º almoço em 2025 - Figueira da Foz - Quinta da Salmanha.
"Portugal reconheceu a independência da República da
Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Para trás, ficavam mais de onze anos de
combates. Ao contrário de Angola e de Moçambique, a Guiné era pequena e pobre.
Era também insalubre. Quando a CUF se viu forçada a suspender a sua atividade,
a colónia deixou de ter qualquer valor económico. No entanto, os responsáveis
políticos portugueses acreditavam que uma independência abriria as portas às
restantes. Era a teoria do dominó. Para manter a Guiné sob a sua bandeira, o
estado português obrigou-se a um esforço militar claramente desproporcionado ao
tamanho e à importância do território. Apesar disso, por altura do 25 de Abril,
a guerra da Guiné era a única que o nosso país estava em vias de perder. O
desgaste produzido por um conflito prolongado e sem fim à vista lançou o descontentamento
no seio das forças armadas portuguesas. O regime ditatorial acabou por ser
derrubado por não ter sabido negociar a questão colonial.
Aqui em 23 de janeiro de 1963 o PAIGC iniciou a luta armada
com um ataque ao quartel de Tite, com a vinda de elementos a partir de bases na
Guiné - Conakry.
Eram pouco numerosas as tabancas desse Sector que se
encontravam habitadas. Entre elas, podiam considerar-se sob controlo das tropas
portuguesas apenas a tabanca de TITE.
A CCaç 2314 ali permaneceu durante dois períodos, de janeiro
a agosto de 1968 e de junho a novembro de 1969, data em que regresou à
Metrópole. Como registos de interesse, verificou-se a tragédia de Bissassema,
em fevereiro de 1968, e a dematacação e abertura do itinerário entre Tite e
Nova Sintra para a instalação do aquartelamento, em maio de 1968. A sua
permanência foi como companhia de intervenção do BArt. 1914.
Depois de cinco dias de viagem, navegando no Oceano
Atlântico, após a saída de Lisboa, a 15 de janeiro de 1968, o navio TT “UIGE”
chega a Bissau, na Província Ultramarina da Guiné, transportando um contingente
de tropas, onde estavam incluídos os militares da CCAÇ 2314 que teria como
destino o aquartelamento de Tite, na região de Quinara, a sul do rio Geba.
Assim, no dia seguinte, 16 de janeiro, por volta das 21
horas e 20 minutos, um Grupo IN, não estimado, flagelou com várias armas
ligeiras e pesadas, durante 10 minutos, o aquartelamento de Tite, sem
consequências, não só para as “boas vindas”, mas para dizerem que eles estariam
por ali. Mal eles sabiam que teriam ali na CCAÇ 2314, um “osso duro de roer …”![]() |
| Domingos Monteiro |