Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
.
.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
COMO NINGUEM GANHOU O PRÉMIO.....
O mistério do nosso homem de barbas brancas finalmente desvendado!
Ele chama-se Nelson V. Alves, o “Gasolinas”, como era conhecido em Tite.
O Nelson tinha a responsabilidade da conservação e manutenção dos 2 existentes enormes geradores de electricidade movidos a gasóleo daí o pessoal chamar-lhe o “Gasolinas”.
Desenvolvia um trabalho de grande responsabilidade. Trabalho que obrigava a constante vigilância, sobretudo à noite quando alternadamente trabalhavam na sua máxima potência.
Era sobretudo ele que tinha a função de desligar os motores, logo cortar a luz, quando o aquartelamento era alvo da flagelação por parte do PAIGC e não foram poucas as vezes.
O Nelson é um homem do norte, não me lembro o nome da sua terra natal, mas sei que veio para a Marinha Grande ainda bastante jovem, creio que já por cá tinha família.
Eu comecei a ter amizade com ele aos 18 ou 19 anos de idade e acabámos por nos encontrar em Tite. Mais tarde fomos companheiros na mesma empresa durante 20 e poucos anos.
Hoje este nosso amigo e ex-camaradas de armas está reformado. Continua a viver na Marinha Grande. É casado, tem 2 filhos e pelo que sei uma neta.
Quem quiser contactar com ele o telefone é 244569484
Vitor Barros



2 comentários:
Eu acertei a 50% - disse que ou era o Nelson ou o Pires...
Bem vindo companheiro.
Lembro-me bem de ti.
LG.
Ao ver as fotos mais antigas, recordei-me logo deste amigo. Moço reservado, algo tímido é a memória que guardo dele ao ver reviver estas imagens do "gasolinas"
Enviar um comentário