Meus amigos
A titulo de esclarecimento quero rectificar um erro que cometi - é que a cidade Inca de Machu Picchu, fica no Perú (América do Sul) e não no México como erradamente referi.
As minhas desculpas a todos.
Abraços
Leandro Guedes
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34º almoço em 2025 - Figueira da Foz - Quinta da Salmanha.

Manuela Maria,
Armando Cortez
Francisco Nicholson
A Guiné era de tal modo mal afamada, pelo que se conhece em termos de guerra, que alguns artistas, se recusavam a actuar e as próprias autoridades militares, faziam força de modo a evitar grandes riscos e problemas com a sua segurança .
Estes três grandes nomes do nosso teatro, foram dos pouquíssimos que se dignaram actuar para as tropas combatentes neste teatro da Guerra Colonial.
Zé Justo.
As Minas Antipessoal e Anticarro, serão decerto das armas mais cruéis e destruidoras.
Matam e mutilam sem piedade, sempre de forma traiçoeira e escondida.
xxxxx As imagens no formato pequeno, são muito duras, como dura é a guerra, mas são mostra da triste realidade que tanta juventude sacrificou.
Zé Justo
Um T-6 e uma situação insólita !!
O T-6 que se vê na foto, aterrou de "papo" ??!!
Aconteceu em Angola em 1969 e foi-me narrado pelo meu maior amigo. Soldado na altura, sempre foi estudante esforçado, acabou o 5ª ano em Luanda, continuou os estudos, e é hoje um prestígiado advogado.
É um excelente conversador e recordamos muitas vezes histórias daqueles tempos de guerra.
Por tal, que me perdoem, mas não resisti a este pequeno intróito.
Ora este T-6 fez-se ao aérodromo da Companhia onde estava o meu amigo, e como habitualmente o pessoal deslocou-se para manter segurança.
No entanto todos ficaram espantados ao ver que o aparelho se fazia à pista, voando cada vez mais baixo, mas...COM OS TRENS DE ATERRAGEM RECOLHIDOS !!
Todos pensaram que seria uma aterragem de emergência, por avaria nos sistemas, e apressaram-se para o avião.
Quando chegaram junto, viram o piloto no cockpit muito branco e quase em estado de choque.
Questionado sobre o sucedido, explicou um pouco incrédulo:
- Andei toda a man
Aos jovens dos tempos de Salazar apenas restava como futuro, a Guerra em Angola, na Guiné ou em Moçambique... ou ainda a fuga a salto para as Franças deste mundo.......
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido…
Alexandre O'Neill
AOS MORTOS DA GUERRA DO ULTRAMAR
Inaugurado em Fevereiro de 2000, 26 anos depois de terem terminado as Guerras do Ultramar, é da autoria de Carlos Guerreiro e Batista Barros. Homenageia todos aqueles que morreram em combate na Guerra do Ultramar, entre 1961 e 1974. A parede em redor do monumento está revestida com cerca de 180 placas onde estão gravados os nomes dos cerca de 9 000 ex-combatentes mortos em combate.
Com a devida vénia, transcrevo a seguir um artigo publicado no jornal Badaladas de Torres Vedras, pelo ex alferes miliciano de Infantaria da CART 1690, ANTONIO MARTINS MOREIRA, (hoje advogado). Esta Companhia fazia parte do nosso Batalhão, embora tenha sido enviada para outros locais diferentes do da CCS, como todos se lembram:
Assistimos há dias, pelas estações de TV, ao regresso de um grupo de sessenta militares de uma missão no Afeganistão, no âmbito da NATO. Vinham sob o comando de um tenente coronel.
Chegaram satisfeitos e felizes ao aeroporto militar de Figo Maduro, com a sensação do dever cumprido, tendo a recebe-los, com a visivel grande alegria, justificada, as respectivas familias e, certamente "alguma alta patente" do Exército.
Relataram até à exaustãoo seu enorme sacrificio, no qual, durante os seis meses que durou a missão, até chegaram a sofrer uma emboscada do IN (Talibãs), que lhes causou dois feridos ligeiros! Estes militares, quando destacados para certas missões no estrangeiro, com maior ou menor risco, são sempre voluntários e ganham bem.
Há cerca de um ano, com mandato das Nações Unidas, foi também destacado para a reconstrução do Libano, na sequencia de mais uma guerra com Israel, um contingente português de engenharia, composto por cento e vinte homens, comandado por um tenente coronel de engenharia. Na despedida e regresso, nestes e noutros sinilares, sempre o mesmo folclore em Figo Maduro, com generais e ministros a saudar e felicitar os nossos militares.
Reconheço, o que aliás é público e notório, que as nossas Forças Armadas, em missões no estrangeiro (e também cá dentro) sempre se comportaram com elevado sentido de serviço público, com nobreza de carácter e galhardia, com um carinho especial para com a população que encontram nos vários teatros onde actuam, assim dignificando e elevando bem alto o bom nome e o prestigio do nosso país.
Mas, para as centenas de milhares de veteranos da chamada Guerra Colonial ainda vivos, muitos deles a morrer à mingua pelas nossas aldeias mais recônditas, este aparato, esta encenação e este folclore constituem, em última análise, uma provocação, um insulto e uma humilhação gratuita. Ao contrário dos actuais expedicionários, os nossos Veteranos de guerra, salvo uma ou outra excepção, nunca foram voluntários para a guerra.
Foram obrigados a combater contra os nossos irmãos africanos, que lutavam pela sua dignidade e independencia, e partiam com um saco cheio de nada, com "prés" de miséria, para teatros de operações totalmente adversos. Estes não se ofereceram, mas quando a Pátria os chamou, tudo largaram para a servir e apresentaram-se, aos magotes, vindos em autocarros ou em comboios para as portas de armas dos quarteis de incorporação, nas datas designadas.
Para trás deixavam as familias, as enxadas, os campos, as fábricas, os escritórios e os bancos das universidades (os que iam para oficiais) e só voltavam passados cerca de três anos, sendo um de treino e dois de comissão. Naquele tempo, raramente se via uma alta patente nos embarques e desembarques.
Um grupo de sessenta homens nunca era comandado por um tenente coronel que comandava um batalhão composto por cerca de oitocentos homens, sendo certo que para comandar sessenta homens bastava um alferes (e muitas vezes um 2º. Sargento ou um furriel) que, com frequencia comandava uma companhia, com cerca de cento e oitenta a duzentos efectivos. A pátria actualmente trata de forma condigna os seus militares, com uma atenção às vezes até excessiva e ridicula.
Aos Veteranos da Guerra Colonial olha-os com desprezo, finge que não existem, como se constituissem um fardo que tarda a desaparecer, ao contrário dos paises civilizados, como os EUA, a França, a Inglaterra, a Bégica, que os tratam com respeito e a consideração adequados.
Enfim, tempos diferentes e mentalidades diferentes
a)- António Martins Moreira