"Choro" na Tabanca de Tite em 1968
Assim se designava a cerimónia fúnebre, aquando da morte de algum familiar.
O batuque durava 24 horas, e entre outros efeitos cerimoniais, as mulheres aplicavam lama dos cabelos, e pinturas na cara.
Abatia-se uma vaca, que ficava no recinto durante o tempo de duração do ritual, sendo depois esquartejada, e cada participante no "Choro" levava um pouco do animal.
Várias vezes aconteceu ouvirmos no dia seguinte a termos sofrido um ataque, os batuques à
distância, indício de que tinha havido mortos nas tabancas controladas pelo PAIGC no ataque da véspera.
O batuque começava num ritmo lento e aumentava progressivamente no período de 24 horas.
Os homens tocadores dos Bombolom
Várias vezes aconteceu ouvirmos no dia seguinte a termos sofrido um ataque, os batuques à
distância, indício de que tinha havido mortos nas tabancas controladas pelo PAIGC no ataque da véspera.
O batuque começava num ritmo lento e aumentava progressivamente no período de 24 horas.
Os homens tocadores dos Bombolom(troncos de árvore escavados no interior com uma abertura estreita no topo) eram batidos frenéticamente por vários elementos, conforme a sua importância social na tabanca.
Esses "batuqueiros"estavam permanentemente a beber vinho de palma e aguardente, o que lhes provocava uma euforia tremenda que se refletia na intensidade e frenesim com que tocavam.
Assisti uma vez a um destes rituais, e ainda recordo a tremenda sensação de toda aquela vivência.
O ritmo do batuque entranhava-se-me de tal forma que eu tremia da cabeça aos pés, e sentia um ímpeto enorme que quase me fez saltar para o meio deles !!
Assisti uma vez a um destes rituais, e ainda recordo a tremenda sensação de toda aquela vivência.
O ritmo do batuque entranhava-se-me de tal forma que eu tremia da cabeça aos pés, e sentia um ímpeto enorme que quase me fez saltar para o meio deles !! Zé Justo
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