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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os 3 anos do blog

Fazer aniversário é ter a certeza de que ao menos uma vez ao ano a vida será vista de uma maneira diferente.
Fazer aniversário é brincar de crescer e quem sabe mais tarde virar "gente".
É sorrir sem ter motivo ou chorar pela mesma coisa.
É ter de novo a certeza de que os sonhos ainda poderão se realizar.
É reconhecer que amigos se importam com a sua importância.
É contar o tempo que se viveu e o que se deixou de viver.
É luz na escuridão.
É lembrar da vitória de um dia ter sido embrião.
É aprender a valorizar o tempo.
É contar com a presença dos ausentes.
É tornar novo o que se fez velho.
É fazer do novo o sempre.
Enfim, fazer aniversário é contar, os minutos, as horas os dias meses e anos, e muito mais que tudo isso...
Fazer aniversário é saber que só se nasce uma vez e que por isso a oportunidade de viver é única e isso torna o valor da vida sem valor, porque Fazer Aniversário é viver sem preço, mas viver feliz.

(Lyndcey Lee)
José Justo
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Para vocês mentores do nosso blog um bem haja.
                    Não esperava outra coisa da vossa parte se com a vossa competência não tivesssem
 criado um blog com a categoria do trabalho bem feito que é um regalo para os olhos e para a leitura tudo o que está publicado é trabalho de grande categoria, só tenho pena dos 12 meses que perdi em não ter entrado no mesmo.

                     Para vós grandes companheiros vai um abraço de gratidão

                                          PARABÉNS  BART  1914

                                                                  UM
ABRAÇÃO PARA TODOS E ESPERO PARA O PRÓXIMO                                                    CONSIGA DAR OS PARABÉNS

                     MARINHO

3º. aniversário deste nosso blog

do Zé Justo
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SALVÉ 25 Janeiro

Parabéns Blog Bart1914! Hoje hein!!

Dizer que foi sensacional teres nascido, são frases feitas. Como elogios, clichés, composições cheias de intenções (ou não). Etc…
Poderíamos simplesmente agradecer e retomar a normalidade. Mas sabemos que a nossa reacção a um elogio não é simples.
Quem diz que o mundo virtual é frio, não sabe o valor de cada palavra aqui escrita em cada comentário dos amigos que para aqui escrevem assiduamente e que desde já também estão de parabéns.
Faço votos para que este “cantinho” continue presente e que se possível receba a colaboração de outros camaradas!

** FELIZ ANIVERSÁRO**
José Costa
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Bom dia meu caro Leandro
Três anos passaram num instante e já vai fazer  42 anos que regressamos da Guiné. O tempo voa.
Vou ver se arranjo tempo para contar um episódio da vida na Guiné.
Um abraço

Raul Soares
CART 1743
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Em data de aniversário é comum ouvirmos cantar os parabéns, bater as palmas e desejar muitos anos de vida.
Para um BLOG que tem por missão avivar memórias, recordar amigos, promover convívios, noticiar acontecimentos, três anos de vida é muito bom. E eu que o diga. Não é fácil motivar pessoas para manter um BLOG vivo, fazendo-as participar, neste caso com entusiasmo.
E passaram três anos cheios de novidades, recordações, notícias, encontros e reencontros, fotografias e textos da maior variedade de estilos e motivações.
Para mim, tomar contacto com ele foi uma experiência muito boa porque sou dado a viver recordações. E cada fotografia publicada ou nome referido é motivo para reviver parte da minha mocidade já distante. Afinal, vivi muitas das situações que ele refere e conheci todos, ou quase, os que menciona.
Teve início numa época em que nós já declinávamos na idade. Há três anos, a ideia de começar uma coisa nova, só mesmo de alguém corajoso mesmo depois de saber que podia contar com carolas para colaborar. Sobretudo após quatro décadas em que a nossa memória foi arquivando muitos acontecimentos.
Pela minha parte desejo que ele venha a ser mantido por muito tempo e ganhe cada vez maior número de adeptos e participantes activos.
Para o BLOG e seus bloguitas, MUITOS PARABÉNS e UMA SALVA DE PALMAS.
Joaquim Caldeira
Ex-Furriel Miliciano da C CAÇ 2314

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Hipólito não te esqueças das prendinhas...

Hipólito disse...


Não esqueço, nã senhor . . .
Já agora e se não é indiscrição, que outros aniversários se vão comemorar ?
Não é por nada, mas, como vou passar, obrigatoriamente, pelas Caldas, aproveitava para comprar lá as prendinhas . . .
E, vai de roda, vai de roda . . .
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Amigo,
Seria um prazer, mas não dá! Ando, felizmente bem de saúde, mas outros valores……
Ficará para outra oportunidade.
Se fores, peço-te que sejas o meu fiel “entregador” de abraços a toda aquela malta amiga.
Para ti e família, tudo de bom.
Um abraço,
Cavaleiro

Ps. Quando vieres para estes lados dá notícias, Ok?
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AMIGO RAUL É COM MUITA PENA MINHA QUE NÃO POSSO COMPARECER NO ALMOÇO MAS DESDE JÁ DESEJO A TÔDOS OS QUE ESTARÃO EM CONVIVIO UM OPTIMO ALMOÇO E UM DIA FELIZ« UM GRANDE ABRAÇO PARA TÔDOS
Victor Barros.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caldeirada em Peniche

Meus Caros
Ainda não sei ao certo quantos somos, tenho que fazer este ponto de situação até à próxima 4ª feira.
Já sei qual o Restaurante - Estelas de Peniche - é o melhor lá do sitio no ponto de vista do servir.
A concentração é às 13 horas no Jardim de Peniche junto ao Posto de Turismo paredes meias com a muralha.
O preço é de 25 euros por pessoa.
- entradas
- caldeirada
- sobremesas

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Tenho bastante pena,mas a caldeirada fica para outra oportunidade.
           Um abraço

                    Jorge Claro

Gente que já disse sim no almoço em Peniche:

Guedes, Henrique, Palma, Gentil, Raul, Contige + (1?),
Marinho, Hipólito +1, Monteiro +1, P.Pinto + (1?), Costa,
Carlos Leite + 1, Arrabaça + (1?).

Gente que não pode estar presente e com muita pena:

Amador, Zé Manel, Régua, Correia e Carlos Azevedo

Pica Sinos
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Companheiros
Hà dias liguei para o Matos ele mora em Arruda dos Vinhos era giro convida-lo para ele se juntar a nós, acontece que ele também não tem transporte alguém que fosse e estivesse próximo para lhe dar boleia, vejam o que podem fazer.

                                           Um abração  MARINHO

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Caldeirada em Peniche - próximo dia 29, Sábado


Companheiros
A fim de comemorarmos os 3º. aniversário do Blog e outros aniversários, o Henriques está a organizar um almoço de Caldeirada de peixe fresco.
Será em Peniche e o nome do local será oportunamemte anunciado.
O dia será 29 de Janeiro, um Sábado.
Os interessados devem contactar o Leandro Guedes, o Pica Sinos, o Henriques ou o Hipólito, por telemovel ou por email.
Um abraço. Bom Ano 2011.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

EX-combatentes - petição

Através do Costa, chegou-nos a seguinte petição:

Caros amigos e ex-camaradas:

Volto ao vosso contacto para informar que a petição "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios", http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N5306, está a ter uma boa adesão. Neste momento já foram recolhidas 365 assinaturas.

Porém, verifiquei que algumas assinaturas não foram confirmadas. É preciso não esquecer que, após a assinatura da Petição, terá que ser feita a sua confirmação a partir do email que o Site PETIÇÃO PÚBLICA envia para a caixa de correio de cada um de vós. Caso contrário, a assinatura não é validada.

Penso que todos saberão que a Petição é dirigida a todos os cidadãos, podendo ser assinada por quem for maior de idade. Como é óbvio, não é necessário ser ex-combatente.

Repito que é necessário vencer a info-exclusão, transmitindo aos que não têm Internet, que poderão, com a ajuda dos que a têm, VOTAR/ADERIR/CONCORDAR/ASSINAR.

Mais uma vez solicito e agradeço a todos os ex-camaradas que desenvolveram BLOGUES ou PÁGINAS DE INTERNET, e a todas as pessoas que, duma forma ou doutra o possam fazer, que noticiem este facto e, se possível, publiquem o link, acima indicado, para aceder à mesma.

Esta Petição já se encontra difundida nos seguintes endereços:
http://guerracolonial.blogs.sapo.pt/
http://cart2732.blogspot.com/2011/01/peticao-assembleia-da-republica-e-ao.html
http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/01/guine-6374-p7591-ex-combatentes-da.html

Sabemos que também já corre no FaceBook e no Twiter.

Como sabem, é necessário obter um mínimo de 4.000 assinaturas, para que a mesma possa ser entregue aos Órgãos do Estado a que se destina: Assembleia da República e Governo.
 
Os meus cumprimentos e um abraço fraterno do seu autor
 
Inácio Silva
ex-CART 2732
Mansabá-Guiné

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os barcos Rabelo, do Douro - pelo Júlio Garcia

Os barcos rabelos eram usados outrora para  trazer do Alto Douro  o vinho para ser envelhecido nos armazéns de Vila Nova de Gaia.
Desciam o Douro com a corrente carregados de pipas de vinho e subiam-no vazios usando aquelas velas quadradas, aproveitando o vento dominante de noroeste a que nós chamamos nortada.
Repare-se que o vinho é produzido no Alto Douro, envelhecido em Gaia e chama-se Vinho do Porto (Port Wine).
Porque será?
 A sua grande comercialização começou com os ingleses que se instalaram na margem direita do rio onde tinham os seus escritórios e centros de convívio.
A cidade era para eles Oporto e o vinho port wine.
 Ainda hoje os maiores armazéns mantêm a designação inglesa:
Kopke, Sandman, Offley, Taylors, Cockburn's, etc.
Há quem não goste de ouvir, mas também nós fomos uma colónia dos ingleses.
 Exploraram outros sectores além do vinho, como os carros elétricos, os telefones e os caminhos de ferro.
Ainda hoje a sua circulação é pela esquerda.
Tal como o metro de Lisboa; e o do Porto só não o é porque tem percursos à superfície que partilha com outras viaturas.
O barco rebelo, hoje, apenas serve de decoração e de publicidade.
Claro que já não transportam vinho nem sobem o Douro.

Julio Garcia - CCAÇ 2314
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Ao ler este artigo, lembro-me dos imensos desastres que aconteciam no Douro, com barcos rabelo. Além das cheias que eram anuais e por vezes bianuais. Faziam-se romarias para ver as cheias do Douro, que galgava as margens e submergia totalmente as casas em Miragaia, freguesia da cidade do Porto.
O Douro foi sempre motivo e cenário de grandes tragédias, uma delas a da Ponte das Barcas, e outra a do afogamento do marido da Ferreirinha, dona dos vinhos do Portro com o mesmo nome e grande impulsionadora da modernização das vinhas do Douro.
Acerca do afogamento do Barão de Forrester, na Wikipédia, diz:
Em 1861, o barco de Forrester virou-se no Cachão da Valeira, sendo arrastado para o fundo por causa do cinto com dinheiro que levava consigo, nunca tendo sido encontrado o seu corpo. Nessa derradeira viagem, fez-se acompanhar por D. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como "Ferreirinha", que segundo reza a história, não se afogou porque as saias de balão que então vestia, a fizeram flutuar até à margem do Rio Douro. Hoje em dia, depois de construídas algumas barragens, o Cachão da Valeira já não constitui o perigo de outrora para os navegadores do Douro. Pode contemplar-se a beleza do Cachão a partir de um monte próximo conhecido como "São Salvador do Mundo".

nota - vale a pena visitar este monte de SÃO SALVADOR DO MUNDO, bem como o MIRADOURO DA GALAFURA. Decididamente a não perder.
LG.
São Leonardo da Galafura - Miradouro

São Salvador do Mundo - Miradouro

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

... e vamos comemorando, comemorando, comemorando ...!!!

O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.
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este texto foi-nos enviado pelo Pica Sinos.

A visão dum estrangeiro sobre Portugal

para ler este artigo, clica no meio do texto

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este texto foi-nos enviado pelo Cavaleiro.
Convém lembrar que o embaixador inglês, tem um blog que faz parte da nossa coluna de "blogs simpáticos", apesar de já não ter movimento há 3 anos. E dizer também que este Senhor vai ser substituido em breve na sua função de Embaixador, partindo para Londres a fim de ocupar lugar na administracção publica da Grâ-Bretanha.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Marinho é avô - Parabens ao Marinho


Hoje dia 12 de Janeiro de 2011 pelas 0 horas e trinta minutos as tropas de elite do Hospital S. Francisco Xavier entraram na favela da Flavia "minha nora", para tentarem resgatar a Maria Gabriela "minha neta" que estava sequestrada a nove meses, conseguiram e muito bem recupera-la, saiu com 3 K e 800 gramas e 52 cm de comprimento,  já ponho reservas se é minha neta pois a avó tem cabelo branco e o avô é careca.
Como todos nós sabemos os bebes são sempre parecidos connosco, mas DEUS deu-me a alegria de vir perfeitinha.
Tirei fotos que em breve enviarei por mail.
Um abração para todos do
vosso companheiro
Marinho

Maria Severa - de Ovar a Lisboa

MARIA SEVERA, nasceu em Lisboa, aos Anjos, numa barraca nos montes.
Seu pai, Severo Manuel de Sousa, era de etnia cigana e a mãe, Ana Gertrudes, uma portuguesa de Ovar que, com outros pescadores da região, tinha emigrado para Lisboa.
À sua ascendência cigana atribui-se a sua beleza exótica e o seu cantar expressivo, que conquistou os boémios da capital
A sua mãe (Ana Gertrudes), era uma célebre prostituta da Mouraria, conhecida pelo sobrenome de “Barbuda” e a própria MARIA SEVERA terá ingressado muito cedo na mesma profissão, tendo-se distinguido rapidamente nesse meio, não só pela sua beleza trigueira, como ainda pelos seus dotes invulgares de “cantadeira de Fado”
Viveu em vários bairros de Lisboa: Graça, Bairro Alto, Mouraria e foi neste último que acabou por morrer.
Conta-se que MARIA SEVERA percorria os bairros populares de Lisboa e que a sua voz animou as noites de muitas tertúlias bairristas, tornando assim famosas, pela sua presença, as tabernas que frequentava.
A SEVERA cantava e batia o Fado na taberna da “Rosária dos óculos”, situada ao cimo da Rua do Capelão, na chamada “casa de pedra”.
A sua juventude, cheia de beleza, despertou paixões e ocasionou desvarios, fez perder a serenidade e a compostura de fidalgos, de burgueses, de artistas e de políticos.
Alguns escritos da época dizem que MARIA SEVERA era linda, era alta um pouco delgada, cabelos muito pretos, lábios muito vermelhos e nos olhos uma expressão indescritível.
Diz-se que terão sido os seus olhos que atraíram o Conde de Vimioso, aliado ao seu doce canto e à paixão deste pelo som da guitarra
O Conde era um homem garboso e de boa figura. Foi o primeiro cavaleiro tauromáquico da sua época, facto que não foi indiferente a MARIA SEVERA, pois ela revelava um enorme entusiasmo pelas corridas de touros e sobretudo pelo toureio equestre. Ora foi esse entusiasmo de MARIA SEVERA por esta arte, que originou, não só a sua aproximação ao Conde de Vimioso, mas também que ela tantas vezes o tivesse cantado em letras de Fados.
Havia, na verdade, um grande contraste entre a condição social destes amores (MARIA SEVERA/CONDE DE VIMIOSO) e isso deu lugar a muitos boatos, mas também e sobretudo, a muitos Fados.
MARIA SEVERA teve a intuição de que após a sua morte ainda havia de andar muito nas bocas do mundo, como resulta destas sextilhas de sua autoria:

Quando a morte me levar
Não há decerto faltar
Quem diga mal da Severa!
Pois neste mundo falaz
De tudo se é capaz
E só o mal se tolera...

Lá na fria sepultura,
Nessa cova tão escura
Irei enfim descansar?
Pressinto que em expiação
E novamente ao baldão
Aqui terei de voltar...

Leviano e mulherengo, o Conde de Vimioso acaba por deixar a Severa e apaixona-se por uma cigana, facto que a deixa desvairada, mas, dado já se manifestarem sintomas da doença que a haveria de matar (tuberculose), MARIA SEVERA já não teve forças nem vivacidade para lutar pelo seu amor.

MARIA SEVERA morre pobre e abandonada, num miserável bordel da Rua do Capelão, a 30 de Novembro de 1846.
Consta que as suas últimas palavras terão sido: “Morro sem nunca ter vivido” – tinha 26 anos.
Foi sepultada em vala comum, sem caixão, conforme era seu desejo expresso nos seus próprios versos que cantava:

                                     Tenho vida amargurada
                                     Ai que destino infeliz!
                                     Mas se sou tão desgraçada
                                     Não fui eu que assim o quis.

                                     Quando eu morrer, raparigas,
                                     Não tenham pesar algum
                                     E ao som das vossas cantigas
                                     Lancem-me na vala comum.
Mas foi após a sua morte que ela se tornou, de facto, um símbolo do Fado.
Na verdade, desde então jamais os autores de letras de fados deixaram de a celebrar, sugestionados pela lenda dessa mulher de baixa condição que, todavia, logrou transpor os umbrais da fama.
De entre as muitas composições que falam dela, uma alcançou grande êxito (com letra de José Galhardo e música de Raúl Ferrão
                                            Num beco da Mouraria
                                           Onde a alegria
                                           Do Sol não vem,
                                           Morreu Maria Severa.
                                           Sabem quem era?
                                           Talvez ninguém
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Em homenagem ao nosso companheiro Costa de Ovar e aos nossos companheiros de Lisboa, alfacinhas de gema, transcrevemos aqui com a devida vénia, este interessante artigo do blog DIVERSIDADES, acerca de MARIA SEVERA.

http://diversidadesquecidas.blogspot.com/

Vale a pena uma visita a este blog, principalmente lendo este mesmo artigo que, lá, está muito bem documentado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Do Marinho para os seus companheiros de Guerra.

Hoje partiu um grande homem, que muito deu pela liberdade de expressão, amizade e democracia era um homem que nunca apareceu em grandes parangonas do meio jornalístico, foi sempre uma pessoa muito assertiva sempre contra a violência e sempre ao lado da democracia e bem estar onde nunca se aproveitou do 25 de Abril para se elevar sempre muito amigo de quem precisa de uma correcção e educação nunca se armando em herói sempre humilde e amigo do seu amigo, o que me faz escrever este breve texto é simplesmente para testemunhar a revolta que sinto quando vejo noticias em que tanto jornais como televisivos enchendo toneladas de informação sobre o assassinato do Sr. Carlos Castro que eu respeito mas que fez ele em prol do trabalhador? em prol da liberdade? não me dizem? para se dar tanto interesse a pessoas que nada dizem para quem sentiu na pele aquilo que nós sentimos numa guerra que não era nossa mas que tínhamos de lamber em beneficio dos fachos que amealhavam numa migalha nossa tão distante balúrdios em escudos, é uma revolta que sinto e tinha que escrever sobre este assunto não é por ter por amigo e bom conselheiro sempre pronto a dar a mão a quem por passava, por isso digo um bem haja ao nosso CAPITÃO DE ABRIL VITOR MANUEL FERREIRA ALVES

DEUS TE DÊ TUDO A DOBRAR NO CÉU O QUE NOS DESTE A NÓS NA TERRA

Do teu amigo CARLOS (Marinho)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Há 45 anos atrás...

No dia 10 de Janeiro de 1966, muitos de nós "assentaram praça" nos diversos quarteis espalhados pelo País.
Eu fui para as Caldas, juntamente com o meu amigo de infancia, Daniel. Outros foram para outros lados.
Fomos  tirando as diversas especialidades, em quarteis diferentes e depois de algum tempo reunimo-nos na Parede e partimos com direcção a Tite na Guiné Bissau.
Daí para cá a amizade tem unido toda esta tropa e tem dado bons frutos.
Para todos vós, todos nós, as maiores venturas.
Um abraço fraterno com votos de boa saúde.
LG.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os emails que o Hipólito recebe...

O ano de 2010 terminou. Quero, portanto, agradecer a todos os e-mails muito educativos que recebi durante o ano. Estou convencido que sou um caso perdido e que as minhas hipóteses de cura são quase nulas. Isso porque:

1. Já não consigo abrir a porta da casa de banho sem usar um toalhete de papel;
2. Também já não confio na empregada do bar para me pôr rodelas de limão no meu copo de água com gelo sem ficar preocupado com as bactérias que certamente estarão na casca de limão;
3. Já não consigo sentar-me sobre a colcha da minha cama de hotel sem imaginar o que aconteceu sobre ela desde que foi lavada pela última vez;
4. Tenho relutância em apertar a mão de alguém que tenha estado a conduzir porque, estatisticamente, o passatempo favorito de muitas pessoas quando conduzem sozinhas, é esgravatar o nariz;
5. Já não saboreio o meu petisco favorito em paz porque fico preocupado imaginando quantos litros de gordura transgénica tenho ingerido nos últimos anos;
6. Não consigo tocar na bolsa de qualquer mulher, com medo que ela o tenha posto no chão de uma casa de banho pública qualquer;
7. Sinto-me na obrigação de enviar os meus agradecimentos a quem me enviou um e-mail sobre a tendência que os ratos têm de fazer cocó na cola dos envelopes, pois agora tenho de usar uma esponja molhada para fechar cada envelope;
8. Além disso e pelo mesmo motivo, já não consigo evitar esfregar furiosamente a parte superior de qualquer lata de refrigerante antes de abri-la;
9. Gastei todas as minhas economias, porque as fui enviando para uma menina muito doente (Penny Brown) que está prestes a morrer pela 1.387.258ª vez;
10. Estou teso, mas isso vai mudar quando eu receber os $15.000 que o Bill Gates / Microsoft e a AOL vão enviar-me por participar no seu programa especial de e-mail;
11. Tenho medo de ir tomar uma bebida a um bar, com receio de acordar numa banheira cheia de gelo com os rins estripados;
12. Não consigo comer um KFC porque fico imaginando que as suas galinhas são horríveis aberrações mutantes sem olhos, nem pés, nem penas;
13. Não consigo usar desodorizantes porque causam cancro, mesmo que eu possa ficar a cheirar como um búfalo de água num dia de intenso calor;
14. Graças a vocês aprendi que as minhas orações só são respondidas, se enviar um e-mail para sete dos meus amigos e fizer um desejo dentro de cinco minutos;
15. Por causa das vossas preocupações eu já não bebo Coca-Cola porque ela tem também a capacidade de remover manchas da sanita;
16. Já não meto gasolina sem ter alguém por perto para tomar conta do carro para evitar que algum maluco de um assassino em série possa entrar sorrateiramente no banco de trás enquanto eu atesto o depósito;
17. Já não uso filme plástico no micro-ondas porque provoca sete tipos diferentes de cancro;
18. E obrigado por me dizerem que não devo ferver um copo de água no micro-ondas porque pode explodir na minha cara, desfigurando-me para sempre;
19. Já não vou ao cinema porque poderia ser picado por uma agulha infetada com SIDA ao sentar-me;
20. Já não vou aos centros comerciais para evitar ser drogado com uma amostra de perfume e ser de seguida roubado;
21. Não atendo o telefone, com medo de que alguém me peça para discar um número qualquer que me vai fazer receber uma conta absurda de uma mão-cheia de chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbequistão, etc.;
22. Já não compro biscoitos no Continente pois agora tenho a sua receita sem transgénicos;
23. Graças a vocês eu agora apenas uso a minha sanita porque tenho um medo de morte que uma enorme serpente preta possa estar escondida sob o assento e trincar o meu traseiro causando-me morte instantânea;
24. Também já não apanho moedas perdidas no chão (nem tão pouco sabonetes no chão duma qualquer casa de banho...) porque provavelmente foram lá colocadas por algum molestador sexual à espera que eu me abaixe para atacar;
25. Já não faço jardinagem, com medo de ser picado pela aranha viúva negra e não chegar a tempo a um centro de socorro;
Se vocês não re-encaminharem este e-mail para, pelo menos, 144 mil pessoas nos próximos 70 minutos, uma grande pomba com diarreia fará uma descarga direta sobre as vossas cabeças amanhã, às 17:00, e as pulgas de 120 camelos infestarão as vossas costas provocando o nascimento de uma enorme bossa cheia de pelos. Sei que isso irá ocorrer, porque na verdade aconteceu com o melhor amigo da cabeleireira do amigo do primo do segundo marido da ex-sogra do meu vizinho que por acaso é casado com a irmã de um amigo meu...
Oh! já agora...
Um cientista alemão da Argentina, após estudo aturado, descobriu que as pessoas com atividade cerebral insuficiente leem os seus e-mails com os dedos no rato.
Não se preocupem em tirá-los agora... é tarde demais.
PS: A partir do momento que me foi dito num e-mail que os salpicos da água do autoclismo atingem uma distância de mais de dois metros passei a guardar a minha escova de dentes na sala de estar.

Desejo a todos vocês um 2011 muito bom ...... e uma vida muito saudável ...... Vocês são o máximo!
Hipólito

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Natal na Casa do Pedro, o Centro Social dos Montes Altos

O Pedro afagando uma das suas ovelhas

Festa de Natal 2010
Tivemos como habitualmente a Festa de Natal da comunidade de Montes Altos.
Todos tiveram direito a uma prenda, uma camisa, um pijama, um cabaz de natal, etc.
Depois passámos ao lanche, com filhoses, lombo assado, caldo verde, rabanadas, etc.
Foi uma tarde diferente porque estivemos juntos e em partilha natalícia.
Veja aqui algumas fotos de uma festinha onde quem sabe não veja ali a avó, a mãe ou mesmo um outro familiar.

Do site do Centro Social dos Montes Altos, que convidamos a visitar:   http://www.csma.pt/
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Obrigado amigos do batalhão 1914 de artilharia, por se lembrarem sempre dos Montes altos e do vosso colega de guiné o Zé Pedro das vacas para vós e o tio zé algarvio para nós. Pois é isso mesmo, as coisas por cá vão com harmonia,o Zé Pedro apenas se ocupa das ovelhas do Lar, vai as festinhas todas da zona, adora dançar, e também não perde um funeral (No fundo dava um bom politico) Ele cá recebeu e agradece ao Pica Sinos, a medalha do batalhão (muito bonita digo eu) e estava tão orgulhoso que a GUARDA NO BOLSO E MOSTRA A TODA A GENTE. Qualquer dia esta mesmo reformado, pois já lhe foi deferido o tempo todo de tropa.
Quanto a mim Diogo Sotero, continuo a acompanhar a vossa excelente página e as vezes já me sinto um de vós.
Recebam um abraço do Zé Pedro e de mim proprio com votos de muita saúde e bom 2011.
diogo sotero

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Troupe de Reis do ORFEÃO DE OVAR

Amigos!

Cantares dos Reis em Ovar, é uma tradição secular da nossa cidade. A principal característica e que nos distingue de outras regiões e de outros grupos de cantares a que lhe dão o nome de “Janeiras” é o facto de sermos mais de trinta “Troupe’s” que vêm para a rua, visitando cafés, restaurantes, teatros e casas particulares. Todos os anos os textos são sempre inéditos assim como as músicas e que no final o resultado é o que está á vista.

Esta “Troupe” da qual eu faço parte desde 1962 (com o intervalo de 1966/1969 por motivos militares) chama-se: “Troupe de Reis do ORFEÃO DE OVAR” e que desde 1957 até hoje tem sido um sucesso. Além de muitas actuações por outras paragens, tem duas na Assembleia da República.

Pela ordem que está aqui os endereços dos vídeos, assim devem ver e ouvir. Sendo que o 1º número é uma “Saudação” às pessoas que nos escutam. O 2º é a “Mensagem” que queremos transmitir e o 3º é o “Agradecimento” ou seja, no final as pessoas da casa ou quem nos escuta e vê, oferece um donativo ou uma garrafa. O donativo é para a colectividade e as bebidas para o jantar de confraternização que fazemos após o 6 de Janeiro.

Para quem é mais “ceguinho” eu sou aquele que está por detrás do violino à esquerda do vosso monitor. Já agora a minha neta que também faz parte desde o ano passado desta “Trupe” toca flauta juntamente com mais duas e ela, é a do meio.

Abraço
Costa

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/1/tIKxY90N9l8

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/2/lvZtcfE0VD0

http://www.youtube.com/user/mfregalado#p/a/u/1/tIKxY90N9l8

O apagão em Viana do Castelo, na noite de fim de ano - pelo Cavaleiro

O apagão na noite de fim de ano (2010/2011)
Não sei de quem foi a ideia. Tivesse sido ela do Sócrates, do Cavaco, do Moura, do Xico Lopes ou do Nobre, parabéns fiquei muito feliz! Por acaso não estava em casa. Este ano fomos consoar a casa do meu cunhado, irmão da minha mulher. Há muitos anos que é sempre assim, o Natal na minha casa o ano novo na dele e o contrário no ano seguinte. A casa é praticamente ao lado da minha.
Pois bem, por volta das sete e meia da noite lá fomos, eu e a minha mulher. O meu filho, nora e neta foram a casa dos meus compadres, com a promessa de ainda passarem um bocado da noite com “os velhotes”; a Maria (neta) ficaria connosco enquanto eles aproveitariam para  passar o resto da noite com os amigos.
A casa estava quente. O fogão de sala a trabalhar em pleno. Da cozinha, os vapores e o cheiro dos troços a cozer; uma mesa com as guloseimas da época.
O bacalhau na travessa pronto para dar um mergulho na panela. Tinha bom aspecto. Na mesa ao lado, as iguarias do costume prontas a saciar, na devida altura o apetite dos gulosos. Na sala de jantar a mesa estava linda. Fora adornada com os “pexibeques” alusivos à quadra. Os chineses aparecem em todo o lado! Também lá estava o vinho branco “muralhas” e o maduro  tinto “chaminé” cá para o velhote. Ainda cheirava a Natal.
Ah! Esquecia-me de referir que éramos sete. Para além dos anfitriões e nós, também lá estavam os dois filhos do meu cunhado, um deles com a esposa, o tal que casou no dia 8 de Maio, cerimónia em que fomos os padrinhos e que por essa razão não pudemos ir a Penafiel, lembram-se? É evidente que havia esmero a dobrar, ou não fosse o primeiro ano da nora lá em casa!! Tudo afinado para que nada faltasse! Quando a nora não gosta de bacalhau (coitado do meu sobrinho que só vai comê-lo uma vez por ano), trata-se com a devida antecedência de perguntar  “o quê em vez de?!!!” , e então também lá vai aparecer o polvo! Por acaso estava jeitoso. Tinha bom aspecto. Olhei-o de soslaio numa das panelas na cozinha. Era dos escuros, das pedras, como nós lhe chamámos! Muito bem apresentado.
Quando tudo parecia perfeito, já quase na fase final do exercício físico de aquecimento e preparação dos molares e das goelas, para entrarmos de rompante ao ataque do dito cujo, que julgo ter vindo da Islândia, dizem, eis que veio o “APAGÃO”! Ficamos completamente às escuras!
Através dos vidros das portadas apercebemo-nos que a avaria era geral. Lá fora apenas se viam uma ou outra luz de carro que passava na estrada. E aquilo que julgávamos passageiro, com o andar do tempo, fomo-nos convencendo que a coisa era grave. Aquilo era mesmo um verdadeiro “APAGÃO” não havia, portanto, que dar tréguas ao conduto!
Mãos à obra! O meu cunhado pôs-se em acção e passado pouco tempo já tínhamos uma lâmpada a dar luz que ele conseguiu com uma ligação ao carro. O rapaz é muito habilidoso para estas coisas! Também havia velas e um pequeno “petromax”. Não havia razão para deixar arrefecer o bacalhau! Ah, entretanto para animar a festa o meu cunhado desencantou um “brinquedinho de estimação” – oferta a ele próprio, um rádio portátil com leitor de DVD, de cor preta, brilhante, com uma pega que dá jeito quando se passeia. Julgo até que é um modelo parecido com o que tem uma prestigiada figura pública da aldeia, de seu nome Ramiro, mais conhecido pelo “Careca”. Para vocês que são de outras paragens, o “Careca” é um homem, com um acentuado atraso mental e que merece a estima e o respeito de todos nós. Mas também é verdade que ele, o “Careca” anda normalmente acompanhado pelo seu portátil, o tal parecido com o do meu cunhado. É lindo! Estão a vê-lo de rádio na mão passeando ao som do “Baile da Paróquia” do Rui Veloso?  Um encanto! E então lá estivemos na companhia, não do Rui Veloso, mas sim do Júlio Iglesias! Foi bonito. Naquele ambiente, eu era uma pessoa muito feliz, contrariamente ao resto da família, embora não o transmitissem! Feliz porque não havia televisão capaz de abafar as nossas conversas. Para além de diferente, tínhamos a oportunidade de falar. Falar de tudo e do nada sem estarmos a ser interrompidos por um qualquer discurso circunstancial ou programa balofo vindo da televisão. Eu sei que para alguns dos presentes era difícil passar aquela noite sem um cheirinho da passagem do ano na Espanha, na Inglaterra em França ou em Alguidares de Cima! Nessa noite o comando da TV costumava ser uma vítima da agressividade digital! Ah, e o António da Casa dos Segredos? Quem irá ganhar? E eu cá para os meus botões ia dizendo “que maravilha – foi Graça Divina! Ainda por cima aquele programa tão vulgar tão deprimente e tão deseducador. Não é que eu veja o debate dos candidatos presidenciais, mas minha nossa, que país é este em que um programa tão baixo e reles, consegue entusiasmar mais o país do que a eleição presidencial?!...conseguindo ter quase o dobro da audiência de um debate televisivo entre candidatos?! Bom mas para além desse programa havia também “os Ídolos”, a “Operação Triunfo”, estes bem mais suportáveis dos que o anterior. Era tão bonito ver a D. Júlia a rebolar com o “imberbezinho” de um tal Granger! Deprimente mesmo! Vá lá que a Fátima não tinha qualquer programa para aquela noite! Seria muito mais difícil de digerir! Entretanto avisávamos o nosso filho que não tivesse pressa, pois não havia luz e por tal o portão que é eléctrico não funcionava. Como fazia frio e a chovia era muito chato ir lá fora desencravar aquela coisa! Então a noite lá ia avançando e já muito perto da meia noite a senhora EDP não quis ser mazinha de todo e por caridade com o Zé que paga a horas o que eles bem entendem e querem porque não têm concorrência, lá reconsiderou e achou que nos deveriam proporcionar a passagem do ano com luz, o que nós, os ZÉS, agradecidos, reconhecidos e obedientes ficamos muito contentes! Apressadamente liga-se a televisão, faz-se silêncio, conjecturam-se nalgumas mentes que “ainda se ia tempo!!”, mas………espectáculo! A televisão….. não dava sinal de vida, estava muda e sem imagem! Espectacular, pensava eu de contente, sem dar a entender! Também não havia telefone nem internet! Espectáculo! E desta vez a culpa já não era da coitadinha EDP mas sim da ZON. Esses senhores já vão saber como é, dizia o meu cunhado.!
Ódio para cima da ZON! Estes gajos que só sabem chular o parceiro vão já saber como é! Vão-se lixar, que não pago as horas em que não há televisão dizia o chefe da casa! Não digas isso homem, repostava a minha cunhada. Olha, só tens conversa! Tu não vês, pagas e não bufas! Mas como homem é homem………telemóvel na mão,…….. blá, blá, blá, blá, blá, blá, e acaba por brincar com a operadora; ela respondeu-lhe com umas palavrinhas de circunstância, pelos vistos “meiguinhas”, porque ele não esperneou e como resultado de tão profícua conversa, recebeu uma mensagem, que por acaso até veio parar ao meu telemóvel, informando-o que o técnico iria proceder à reparação no dia seguinte, por volta das 19H00!!! Lá se foram as expectativas! Nada melhor do que continuar a conversar e a ouvir o Júlio Iglesias ( confesso que já estava cheio dele)!
Lá fora também já havia luz, televisão também, na casa de algumas pessoas amigas. Que raiva porque será que eles já têm e nós não?!! Pensavam algumas mentes perversas. Mais descansados, reunimo-nos para brindar ao novo ano! Tlim, tlim, tlim, tlim, tlim……, as saudações repetidas de anos anteriores, com um senão……..a minha cunhada esqueceu-se das uvas passas, e esta….passou mesmo sem que ninguém tivesse dado pela falta! Tanto trabalho nos dias que antecederam, na procura por todo o canto e esquina das melhores uvas passas e……logo lhe havia de acontecer aquela. É de referir que a minha cunhada no dia 3 de Janeiro, portanto logo a seguir faria 60 anos. Está desculpada…….Em compensação ouvimos o sino da igreja, ouvia-se lá fora o barulho dos foguetes e de algum fogo de artifício.   
A noite ia avançando e nada melhor do que ir para casa. Manta pela cabeça que o tempo não estava para graças; podíamos apanhar uma gripalhada, o que na nossa idade é quase meio bilhete para Santo António (capela de repouso)! Atravessamos o quintal. Pelas redondezas, havia alguma festa, não sei o que diziam, mas deu para entender que no vizinho do lado haveria festança até às tantas da matina, tantos eram os berros de alegria (?) que esvoaçavam naquela noite. Não errei, pois cerca das nove horas da manhã ainda se faziam ouvir, de algumas vozes roucas, alcoolizadas e cansadas, os ecos de uma noite certamente bem curtida. Esta juventude agora não faz nada sem a presença do álcool! Nós, na nossa juventude, também o tínhamos, mas……nem dava para saboreá-lo! Era muito caro!!!
Entretanto já em casa, telefona o meu filho, dizendo que estava atrasado, não por culpa da EDP, pois em casa dos sogros havia electricidade, mas sim porque estava ainda em casa e assistia a uma festa divertidíssima da família, que teve a feliz ideia de recrutar três tocadores de concertina para animar a malta.
Cerca das duas e meia da manhã, já na quentinho da cama, foi-nos entregue o presente mais apetecido da noite: já cansada e meia ensonada chegou a Maria para dormir connosco. Que bem dormimos………..
Remato dizendo que o técnico da ZON não veio, a avaria era geral. Milhares de famílias tiveram mais tempo para falar, brincar, reflectir. Como eu, também elas deverão estar agradecidas à ZON. Entretanto a operadora acertou, pois só no dia seguinte,  cerca das sete e meia da noite tivemos acesso à televisão, ao telefone e à internet.
Para que não me apelidem de “masoquista” refiro que as festanças do Natal ou do Ano novo na minha casa “não dão direito” (sem imposição) de estar à mesa de jantar, a ver a televisão, a internet  ou a brincar às mensagens no telemóvel. Numa sala distante uns metros, está lá a televisão e a aparelhagem de som que nos faz ouvir músicas alusivas à quadra. Sim, gosto muito de ouvir essas músicas, baixinho, vinda do outro lado da sala….  Quem quiser vai para lá, o que normalmente não acontece, pois a conversar  o tempo passa e todos nós sentimos que o tempo é de família, de união, de partilha e não das novas tecnologias. Na minha casa até hoje ninguém ficou zangado por esta postura. Julgo até que nem dão pela falta.
E agora deixemos o humor da crise da electricidade e da televisão e vejamos a seguir a realidade dos factos.
A energia, nas suas mais variadas vertentes, sempre foi recurso essencial para o funcionamento e manutenção da vida em sociedade. A electricidade destaca-se como um dos recursos energéticos fundamentais na sociedade contemporânea, tornando-se indispensável para a realização das diversas actividades diárias. Quer se goste ou não, o certo é que hoje permanecemos constantemente ligados ao mundo utilizando a electricidade, dependendo dela  para realizar as mais diferentes tarefas, como por exemplo cozinhar, conservar alimentos, para comunicar e obter informações, lazer, trabalho, estudo, entre milhentas de outras coisas.

Chegamos a estar quase cinco horas com o fornecimento de energia suspenso. Um dia sem televisão, telefone e internet. Que eu saiba, a EDP não explicou os motivos relacionados a essa onda de falta de energia. Por seu lado a ZON, também não deu qualquer justificação, embora tivesse mandado uma mensagem a dizer que a “reparação já tinha sido efectuada”. Os responsáveis não pensam. Saberão eles que postos de combustíveis, hospitais, o trânsito, comércio e residências, restaurantes, fábricas, viaturas de transporte e tantos outros sentiram o problema de forma drástica, alguns deles até com prejuízos morais e materiais incalculáveis?! Saberão “eles” que muitos deles se sentiram impotentes para ocorrer a tanto desespero  para se justificar e agradar a tanta gente que pagou para se divertir nessa noite? Serão “eles” capazes de avaliar o desprestígio de tantos locais de diversão, cuja desculpa com a EDP não foi suficiente para manter a sua credibilidade?

Pois meus amigos, estas coisas não acontecem só aos outros! Convençam-se que estamos numa civilização “terceiromundista”. O que aconteceu, só acontece num país do terceiro mundo! Para além de estarmos atrasados tecnologicamente, temos dirigentes que não dão a cara, estão-se borrifando para o Zé que paga e os sustenta faustosamente, convencidos, diria mesmo ignorantemente convictos  que são os mais generosos, os que mais trabalham, os mais sérios, os mais competentes!

Para o próximo ano preparem-se porque num país como o nosso é muito possível que a EDP (só pode ser esta, não há outra!) sem local pré definido, sem justificação e sem qualquer aviso prévio vos surpreenda com um valente “APAGÃO”!

Não se esqueçam de ter sempre à mão um “petromax” e algumas velas. Dá um jeitão!!!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A caldeirada do Hipólito...

Psst ! . . . psst ! . . ., oh militar . . .
Haja pachorra ! . . . .
Já cá me estão a zoar uns “mas”, uns “ses”, uns “talvez”, uns “bem, vamos lá ver” . . .
Mau, mau, maria  . . .

Rai’s palira a moenga . . . .
Recordam-me, estes abutrinos, um regedor da minha tabanca, em tempos idos, senhor de uma invulgar cultura, à época, tipo “xô . . . eih . . . arreda marela”, e que, na apresentação de pêsames a uma recém viúva, se expressou, assim:
- Que o seu marido faleceu, não há dúvida certa. Agora, só nos resta rezar-lhe muitos naufrágios  . . .

Nem sei bem, ingénuo inveterado, para que lado caia.
Se, pela dúvida certa, se, pelo, mais uma vez, naufrágio.
Dúvidas . . ., dúvidas, é certo e sabido, sempre mantive. Até porque, com velhos e crianças, fica-se sempre “borrado”.
Certezas . . ., certezas, até prova em contrário, continuo na minha incerteza.
Até porque, já não será o primeiro e vislumbro não ser o último “naufrágio” a que irei assistir.

Esta lenga-lenga, está-me a sair uma caldeirada intragável. Hoje, é dia não.
Porra! . . . Não se abespinhem ! . . .
Diria é que, a comemoração, tanto poderá ocorrer a 25, como a 29 próximos, ou Fevereiro, também próximo. Num sábado, seria mais aprazível e, talvez, mais disponível para os, ainda, labutantes, contribuintes líquidos e heróicos da crise.
A mim, só não convirá o dia 30 de Fevereiro (data do meu aniversário).
Não quero que vos falte nada, parafraseando o da “nica”, e, sobretudo, que não vos aconteça como ao burro do senhor prior. Quando estava a desabituar-se de comer, morreu.

E, com esta, me vou, compadres, na certeza, porém, de que, ainda há dias, “engarrafonei” uma caldeirada de estalo . . ., imaginem e só para vos fazer crescer água na boca, tragada à colher e malga.
E, consensualmente, bem merecida, aliás, depois daquele esforço hercúleo com o “can-can-zoada”, no moulin rouge ! . . .
Mas lá que, os lídimos representantes do n/bart,  “botaram” figura, não restam dúvidas certas, pois não ?! . . .
“Anda-m’acaçar”, qu’eu sou manquinho . . .

Hipólito
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Do Marinho:

Bom dia companheiros, espero que com a dieta que fizeram na quadra natalícia  não tenham que ir ao Dr. TALLON!
Espero que me digam alguma coisa pois eu vou a Peniche, preciso apenas de saber quem vai para arranjar boleia, e também preços e horas.                               
Tenho estado a pensar porque não fazermos uma cota mensal, os de cá de baixo, para de vez enquanto nos juntarmos para almoçarmos.

 Um abraço 
Espero resposta               

MARINHO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Há seis meses atrás, um Dia de Portugal diferente...

Embora com seis meses de atrazo, e para começar bem o ano, transcrevemos aqui com a devida vénia, um artigo acerca do discurso do Presidente das comemorações do Dia de Portugal, lido nessa altura.
Saudações
LG.

sábado, 1 de janeiro de 2011

PESSOAL DO BART NA PASSAGEM DO ANO EM PARIS


Nous voyons qu’aucun!
Estávamos já muito quentinhos no Quinta do Douro, lá para os lados de Famões, muito perto de Odivelas, a “trinchar” o polvo ao lagareiro quando nos deparámos com a informação do maitre du restaurant dizendo que o aeroporto de Orly ficou completement fechado devido a um grande acumular de neve em Paris.
Esta l’information gelou aussi o grupo, pois colocava em risco o spectacle que para o qual fora contratado para a passagem do ano 2010/2011, no 82 Boulevard de Clichy da cidade da luz. Pois claro, (que pensais… como diz o Hipo) no famoso Moulin Rouge.
Como sabeis, continuando a utilizar a veritable grammaire do homem de Baltar,as atracções nesta famosa casa de espectáculos são variadas, não assistir ao que se oferece é perder um misto de encanto,  la magie, de diversão et le plaisir.
BONNE ANNEE! BOM ANO 2001!

Pica Sinos


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