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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O GOVERNANTE ANTES DA POSSE

O GOVERNANTE ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE:
Basta ler o texto, DE BAIXO PARA CIMA….

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Em vez de carpir, ajude...

EM VEZ DE CARPIR, AJUDE!...
Estima-se que se cada português consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

Ponham o mail a circular. Pode ser que acorde alguém.
Dê preferência aos produtos de fabrico Português. Se não sabe quais são, verifique no código de barras.
Todos os produtos produzidos em Portugal começam por

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viagem a VOLGOCRADO - pelo José Justo

De profundis por um amigo


Viagem à Russia??!!...porque sim!!!!

De súbito como os relâmpagos, assim se esfumou uma vida.

Mais uma vez ausente em funções de formação da sua Lisboa, e desta vez em Angola, assim de repente, partiu este companheirão de tantas aventuras, sucessos profissionais conjuntos e horas até às tantas da madrugada...

O Henrique, era assim, como que um remédio bom para a alma da gente.

Não conheci ninguém com tanto espírito e capacidades múltiplas que o faziam inevitavelmente o fulcro das atenções.

Autêntica enciclopédia de saber de vida vivida e de anedotas, parecia ter um catálogo mental humorístico, que abria sempre na página certa para a situação oportuna.

Repentista como poucos, nas respostas e trocadilhos, prendia ouvi-lo quando ministrava os cursos técnicos sobre os sofisticados e complexos equipamentos electrónicos de soldadura de terceira geração, departamento que chefiava.

Que grande lição para certos professores, pensava eu por vezes, ao ver a sua desenvoltura e capacidade de ministrar o conhecimento.

Muitos instrutores, são autênticos papagaios, debitando matéria a papel químico, e que ao contrário de prender os instruendos, os entédiam e por vezes, até a eles próprios.

Profissionalmente o Henrique, também tinha toda a minha admiração.

Muito cedo começou a dura vida do trabalho (com vinte e um anos, já tinha duas filhas), e sempre canalizada para o difícil, campo da Soldadura de Precisão.

Extremamente dotado no seu metier, quase garanto que três quartos da sua vida foram a percorrer meio-mundo, sempre nas mais qualificadas empresas mundiais, desde as industrias do petróleo, Metalomecânica, Industria Pesada, e sei lá quantas mais.

Andou pelos quatro Continentes, por vezes longos anos, e as suas experiências de vida por essas paragens agarravam-nos de tal forma, que durante os nossos animados almoços, só ele praticamente falava.

Quando não andava em viagem por todo o país ou estrangeiro, fazia sempre questão de almoçar com o nosso grupo...dito da desgraça !!

Falava muito, de, creio que sete anos seguidos, que trabalhou em Voljsky - na então União Soviética.
Eram interessantes os relatos, não só da especificidade técnica dos trabalhos que executava, mas as próprias condições climatéricas, com temperaturas de até 30º negativos.

Tanto falava sobre a Russia, e com tal entusiasmo, sobre a beleza e grandeza das cidades, e realçava tanto a grande beleza da mulher Russa, que um dia por graça lhe disse:
-         Ó Henrique, ainda havemos de ir os dois ver essas belezas todas.
-         Vamos embora, caneco, amanhã vamos marcar passagens.

Claro que a conversa ficou por ali, acabamos mais um almoço, e cada um foi à sua vida.

No dia seguinte foi uma vez mais dar formação para várias zonas do país, e só nos voltamos a juntar ao almoço mais de uma semana depois.

A meio do dito almoço, virou-se para mim e disse:
-         Então, quando é que vamos marcar as passagens, tratar dos vistos e essa treta toda ?
-         Qualquer dia destes, respondi eu, em tom de galhofa.
-         É pá, estou a falar a sério, isso é só conversa ? vamos ou não vamos ?
-         Vamos, respondi.
-         Ok, amanhã vou pedir ao B... para ligar à agência de viagens, saber horários de voos, tratar dos seguros etc.
-         Fazes bem, fazes bem, respondi mais uma vez, sempre na desportiva.

No dia seguinte o nosso colega B...do Contencioso, foi à minha secção, olhou para mim com aquele seu característico sorrisozinho malandro e comentou.

-         Com que então, férias na Russia heim !!
-         Fiquei embasbacado a olhar para ele.
-         Perante o meu ar espantado, continuou: - O Henrique M... disse-me que já tinha falado com o patrão H...e que está tudo OK, para ver com vocês as datas, marcar férias e claro, salvaguardar o andamento dos respectivos departamentos.

Se já estava meio zonzo, acabei por ficar zonzo completo !! perante aquela afirmação, de já o nosso patrão estar ao corrente,  e ter dado o OK a tudo.

Abreviando.
Já com os vistos da Embaixada da Rússia, e como motivo da visita “convidados em negócios pela Embaixada do ..... em Moscovo” (estratégia e conhecimentos do Henrique e de seus dois amigos, engenheiros Portugueses radicados em Moscovo), viagem marcada na Aeroflot, notas de 100 dólares compradas (eram as mais correntes para os câmbios clandestinos, pratica comum à época de 1993), lá seguimos rumo á Russia.....

Segue o próximo capítulo, ainda em trabalhos de parto. Até já !!

José Justo

domingo, 21 de novembro de 2010

Guerra colonial

Pela mão do Pica Sinos, chegou-nos esta crónica acerca dos ex-combatentes e da guerra colonial
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CRÓNICA PUBLICADA NO SEMANÁRIO DE TORONTO, EDIÇÃO DE DIA 20 DO CORRENTE E QUE PODE SER LIDA NO SITE http://www.omileniostadium.com/
 
A SAGA DOS EX-COMBATENTES É ETERNA
Por Carlos Morgadinho

Com o 25 de Abril de 1974 pôs-se um fim a uma guerra nas antigas províncias africana, ou colónias para quem assim as queira designar, e tudo, aparentemente, voltou à normalidade com eleições livres a autodeterminação desses ex-territórios subjugados há mais de 500 anos. Portugal voltou, finalmente, a ter a paz que sempre desejou e a ser respeitado no seio das Nações.
No entanto as mazelas duma guerra de 13 anos marcaram para sempre os ex-combatentes que foram, durante aqueles anos, enviados para a frente de batalha. Para os onze mil, que tombaram ao serviço da Pátria (sim foi esta que os chamou e os obrigou a empunhar armas para lutar contra os povos africanos daquelas nações africana (Angola, Guiné e Moçambique) a situação não se alterou pois deixaram de ser um “peso inerte” para os Governos tanto da Ditadura como do após Revolução. Mas ficaram mais de 100 mil feridos, não só fisicamente mas também emocionalmente. No que se refere aos estropiados foi criada de imediato, no dia 14 de Maio de 1974, com a queda do fascismo, uma associação de apoio e defesa dos interesses e situação desses militares que sofreram incapacidades tanto em combate como em acidentes enquanto ao serviço. Essa colectividade tem o nome de Associação dos Deficientes das Forças Armadas Portuguesas, a ADFA, que tem feito um excelente trabalho durante os processos de habilitação de incapacidades e na representação de todos aqueles a quem foram presentes às Juntas Médicas, processo muito controverso. E eu digo controverso pois muitos dos apresentados a esses painéis de avaliação são rotulados de “Normal processo de envelhecimento” e as aplicações são assim indeferidas e arquivadas e ficando no “esquecimento eterno”. Claro que ao fim de 15, 20 ou mais anos os ex-combatentes estão envelhecendo e as incapacidades estão, ou foram, “camufladas” pelo P.D.I., conhecida na gíria por “Porca Da Idade”, estão agora  a parecer com mais frequência e de que maneira…
Também foi há bem poucos anos que o stress de guerra, ou Pós Traumático Sindroma (conhecido pelos “Apanhados”) foi finalmente reconhecido como incapacidade e dado finalmente o apoio necessário no tratamento inclusive psicologicamente (não sei se monetariamente). Tenho um colega de unidade, de alcunha “O Drácula”, que foi o único sobrevivente duma emboscada na região dos Dembos, em Angola (em 1965 ou 1966) e que testemunhou o massacre dos seus 9 ou 10 companheiros de pelotão, já feridos e prostrados na picada. Isso marcou-o profundamente. Nunca mais trabalhou e, em Lisboa, onde vivia, a sua cama eram os bancos dos jardins ou sob os aquedutos e pontes. Em 1998, creio que estou correcto na data, numa reunião de veteranos do meu Batalhão, o BTM361, em Setúbal, este amigo e companheiro apareceu no almoço e, solidariamente, angariamos fundos não só para pagar os custos da refeição como para arrendar um quarto numa pensão onde se pudesse abrigar incluindo alimentação para 3 ou 4 meses. Pobre amigo. Estava um farrapo humano e apenas nos seus 56 ou 58 anos de idade aparentando então  75 ou mais anos.
Então o Governo Português “ignorava” esta situação. Muitos outros sofriam de problemas de locomoção, nos membros inferiores e na coluna vertebral, pela calcificação de traumas e fracturas durante o cumprimento do serviço militar e, na sua maioria adquiridos em zona de campanha. Por esta situação nada recebiam de compensação nem sequer direito aos serviços do Hospital Militar, um dos mais bem apetrechados e com um dos melhores corpos clínicos de Portugal, ou mesmo no apoio medicamentoso para lhes aliviar o sofrimento.
Não me quero alongar mais neste meu “canto” lamurioso pois, como a maioria dos ex-combatentes, ou veteranos, nada recebo do Estado Português que me “FORÇOU” a tomar parte duma guerra que NÃO QUERIA e nem SABIA DO PORQUÊ, apenas me diziam que era para defender a Pátria Pluricultural que estava então a ser “ATACADA” e em “PERIGO?”. Ganda peta.
Não sou reformado nem recebo pensões, mesmo sendo-me atribuída uma contagem de tempo ao serviço de mais de sete anos como militar e na sua maioria em zona operacional. Também não tenho assistência médica providenciada pelo Governo Português quando sou “apanhado” pelas crises quando me encontro de visita ao meu “Torrão Natal”.
E a quem devo imputar todas estas anomalias ou culpas? Na minha óptica a todos os nossos Presidentes da República do após 25 de Abril mais concretamente ao Cavaco Silva (que está em vias de se sentar, mais uma vez, no Palácio de Belém), o Mário Soares e o Jorge Sampaio. Eles, os nossos Presidentes, são quem cabe o dever de proteger os seus cidadãos quando haja omissões ou grossa injustiça.
Com certeza estão à espera nestes próximos 30 ou 40 anos, quando apenas uma meia dúzia de trôpegos ex-combatentes ainda estejam no nosso convívio, para então se fazer justiça e eliminar-se esta descriminação. Somos todos filhos da Pátria Lusa e não apenas alguns a serem rotulados de… BASTARDOS.
Cumprimos o nosso dever embora estivéssemos no lado “errado” do filme. E isto é que conta e para isso é que houve o 25 de Abril e é com esta ideia de haver Democracia, Igualdade e Justiça Social é que elegemos os nossos representantes para a Assembleia da República e os nossos Presidentes.

Carlos Morgadinho

sábado, 20 de novembro de 2010

Aviso à navegação, pelo José Costa

Ausente durante 7 ou 9 dias!

Aviso aos meninos e meninas rrrsss!!!

Não estranhem se verificarem que não vos envio e-mail’s como habitualmente costumo fazer, mas é porque;

A partir de 2ª feira estou de “vacaciones” em Punta Cana (República Dominicana) neste hotel-Resort… no entanto podem ir  “clicando” nos separadores lá de cima deste “site” para dar uma vista de olhos na gastronomia e nos aposentos cá do rapaz eheheheheh!

Até ao meu regresso, portem-se bem!

Abraço
Costa

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Só esperamos que não te esqueças dre tomar os apontamentos necessários para depois do regresso fazeres uma boa crónica a fim de ser publicada no nosso blog...
Boa viagem companheiro.
Um abraço.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Viva Portugal

4 a zero à Espanha, foi de mestre.
Parabens Portugal.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

do Hipólito...

Raramente, embora já tresleia, tenho dúvidas . . .
Nunca me enganaste, Cavaleiro. Nos pontos cardeais, como no diagnóstico.
Nem Sócrates, o grego, teorizaria tão proficientemente . . .
Desobstipação intestinal, pois claro, como dirão os papagaios que, para nossa cruz, nos calharam na rifa.
Felizmente, em fase terminal, sentindo, já só e de quando em vez, “uma ligeira brisa que desliza pelas fraldas da camisa”. Sequela, porém, ultra-resistente aos quininos sugeridos.
Incómodo, todavia, que uma boa e minhota sarrabulhada, a aprazar, aí, ou arredores, se te aprouver, não debelasse, radicalmente.
Livre e alodial, sacrificadamente, admito, para cumprir a profilaxia, mesmo que na companhia, aliás bem-vinda, de outros guerreiros trinca-espinhas, “uns ferrinhos” na arte de bem “pôr os pés debaixo da mesa”.
No Meco ?! . . . “Barrigada de fome”, meu caro, amante incorrigível da natureza, desnudada e do sexo oposto (machismo ?!), vim, como fui, “in albis”, por imposição ditatorial do matriarcado presente, de nada adiantando alegar que, até, já vejo mal.
Visualizaram o look do lindinho de Torres (hoje, já, talvez, sargento-mor, com bonificação de anos “fahrenheit”)? Que bem, o “boiné de ou à músico”!
Sugeri, mesmo (aqui, tenho dúvidas), se, nessa figura, no parque Eduardo VII, passaria incólume.
Folguei saber que comungaram das vicissitudes e agruras da cruzada africana que nos impuseram, mas que, nem tudo é negativo, nos irmanaram.
Onde desencabei esta?! Nas “novas oportunidades”, of course . . ., onde é que, mais, havia de ser ?
Esta e a que segue.
Por falar em vicissitudes, o padre duma parvónia, aqui bem perto, anda “azangado” com as catequistas, uma das quais de apelido “Grila”, porque não andarão a cumprir o programa por ele preestabelecido.
Na homilia, do passado domingo, saiu-se com esta:
-Ficais a saber que já cortei a “Grila” fora. E, se não arrepiam caminho, corto o resto ! . . . (ameaçou, esbaforido, o clérigo, referindo-se, digo eu, às catequistas).
Já agora, para terminar, aconselho-vos, antes da deita, o exercício mental que muito me ajuda a conservar o fair-play.
É, assim:
- Tem grelinhos, tem grelinhos, tem grelinhos no quintal . . . (podem continuar, enquanto, ligeirinho e directo, vou à “maison royal”. Volto, já).
Hipólito

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

S. Martinho fez estragos - pelo Cavaleiro

Hipólito,

Não disseste ou não quiseste dizer, que o S. Martinho fez estragos. Como resultado dos excessos, deduzo que tivesses feito algumas corridas de meio fundo em direcção à sentina, latrina ou retrete, como lhe queiras chamar. Aqui no norte é assim que também é conhecido o WC. No sul, os “betinhos” chamam-lhe toilette, cantinho do xixi, mictório, “maison royale”, etc., etc. As cenas que fizeste! Mãos na barriga, nas “partes baixas”…….que vergonha! Corrias, corrias e nunca mais chegavas à sentina! Quilómetros de distância, não foi?! E…..foste a tempo?!! E……o pior é que por vezes essas coisas deixam marcas, não é Hipólito?!!!
É evidente que todos nós sabemos que o vinho novo provoca sérias consequências, desencadeia diarreias (na minha terra não se diz assim), incontroláveis e dolorosas. Lamento amigo Hipólito. Sei o que isso é! Se em vez do vinho tivesses bebido água fresquinha, chá de São Roberto, de barbas de milho ou de ervas fedorentas, garanto-te que nada te teria acontecido. E a poluição pelas redondezas?!. Que vergonha! E logo um rapaz do Norte! Diz-me, se ainda precisas de “mezinhos” como Imodium, Dimicina, solução stago ou qualquer outra coisa. Não sejas orgulhoso! Se precisares, telefona!?. No mesmo dia faço-te chegar a droga. Relaciono-me muito bem com a Chronopost….......

Bom, deixemos as brincadeiras e vamos lá falar como pessoas crescidas, ou não fossemos grandes (eu 1,83 e tu?). Então é assim: mas que história é essa de eu ser do “sul do norte”?! Nada de confusões, ok?! Sou um homem do Norte, de Biana, Viana ou o que lhe queiras chamar, mas sempre do Norte caragooooo!! Entendidos?!!
Vamos então falar acerca da tua viagem.
A tua viagem narra a vida miserável de um grupo de pessoas baseada em acontecimentos reais. Eu também fiz esse cruzeiro. Passageiros simples, personagens do mesmo filme. Ultrapassamos muitas necessidades e privações. A viagem não foi pacífica. A necessidade de sobreviver superou, por vezes o nosso orgulho os nossos preconceitos éticos, morais, religiosos e políticos. Para alguns, também preconceitos burgueses e elitistas que eu detestava. Foi pena, no alto-mar não terem ido “borda-fora”. Durante as filmagens, despidos dos referidos preconceitos, percorremos um caminho longo. Contornamos obstáculos. As cenas iam sendo reveladas. A nossa juventude e a nossa cabeça sabia ceder para que o corpo continuasse vivo. Fomos belíssimos actores.
Regressamos. A viagem terminou. Tiramos muitas fotos. A do Guedes é que desapareceu…….Complexos de calvície?!! Magia?!!!
Continuamos a tirar fotografias. Outros, infelizmente não.
Parabéns Hipólito. Gostei do relato da tua viagem. Foste um bom companheiro durante o cruzeiro. Continua a navegar com as teclas do teu computador para nos deliciares com a tua escrita.
Obs. Dizes já ter ido a Fátima, ao Monte Fialho……..ao Meco. Posso saber o que foste lá fazer, neste último poiso?!!
Um abraço,
Cavaleiro

domingo, 14 de novembro de 2010

Cuba - pelo Cavaleiro (fotos e video)


Guedes,
Como deves calcular, tenho dezenas de fotos. É difícil escolher. A meia dúzia de fotos que te vou enviar de seguida têm o significado e a importância que as pessoas lhes queiram dar.

De qualquer forma, o ficheiro anexo tem imagens muito bonitas e está muito bem concebido. Não ficaria mal. O que achas?

Um abraço,
Cavaleiro
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nota - o video será publicado oportunamente.

sábado, 13 de novembro de 2010

As viagens do Hipólito


Mal refeito duma diarreia, advinda duma malfadada sortida ao sul, sobreposta e agudizada por uma “gapeira” das antigas, que, quase, me limpavam o “sêbo” e me levavam desta pr’a melhor . . ., a verdade é que continuo ranhoso e calão ronceiro, mais que o habitual . . .
Pragas apegadas, desconfio, por alguém das TMS, ou a seu rogo, que, como já perceberam, são todos do sul, Cavaleiro inclusive, porque também nado e criado a sul de Valença.
Engodado, mais uma vez (o Cavaleiro e o Guedes, com o “nem lá vou nem faço minga” do Monteiro, fariam cá uma tripla de pe(s)cadores de estalo), num contributo para o acervo histórico do blogue.
Só que . . . oh “diacho” ! . . .
Sobre viagens ? ! . . . Acho que, desta, passo.
Raramente, saio deste buraco pré-histórico (de que serei bicho).
Fui uma vezita a Fátima, outra ao Meco, ao Fialho, a Alenquer e de pouco mais posso dissertar, a não ser daquela . . .
Primeira vez que fiz “chi-chi” no mar, num inolvidável cruzeiro à côte d’Afrique, uns bons 42 anos atrás, com viagens e estadia de dois anos, pensão completa, inesquecível oferta do, então, generoso, mas de que, ainda hoje, oiço dizer cobras e lagartos, governo da paróquia.
Com tratamento vip, tanto na viagem, em paquete e classe “conforto”, como na estadia, com “gamela” garantida e frequentes arraiais de fogo de artifício, não só no hotel, como também nos habituais safaris, de primeiríssima água, fora de portas.
Somos, francamente, uns ingratos. Alguém mais, teve a gentileza de uma dádiva tão generosa ?!
Reflictam, metam a mão na consciência e arrependam-se, para salvação da vossa alma, de tão mal dizer, enquanto é tempo.
Onde, quando e como nos cairia do céu a oportunidade, única e irrepetível, de conviver e privar com figuras ímpares como Pintassilgos, Penáfias (um cabito reguila que até uma vaca introduziu na caserna para doce companhia nocturna e deu um cabo dos trabalhos para retirar e, quase no regresso, ia derrubando a camarata com uma estocada de jeep), um Águas, um Porto, um vira-pipas; de saborear o gosto de um Laranjina C; de privar com um Moisés Tchombé do Katanga; de apreciar a parelha dos nobiliarcas criptos e restante matula da dita, já então, casa dos segredos; padeiros, cozinheiros, bate-chapas, serralheiros, encarregado d’obras, paga-dez, major hortelão; outros não me toques que desafino, tipo aristocrata intelectualóide de esquina, como, ainda hoje, continuam de tique atropalhado em riste; um impagável Mestre, um Traquino e um papa-açordas, como o SPM; um Sangalhos, de parelha com o sarg. Bico, na recolha do lixo e que faziam lembrar figuras presepiais; uns “pinchas na criva” como os Arrabaça e Monteiro; bajudas, lavadeiras, djubis, mosquitos, cobras, lagartos, arroz para o Viana “serzitar” os tijolos, e, sei lá, tantos outros que seria, porventura, fastidioso estar aqui a recordar . . .
Mas, tudo e nem pensem o contrário, sempre num autêntico ambiente exótico e tropical e a bem do império.
Reverentes e agradecidos é que devemos estar pela oportunidade concedida de, nesse cruzeiro e sequente estadia em resort de inegável qualidade, ter conhecido e convivido com os simpáticos carinhas larocas que, felizes, ainda hoje, se vão reunindo para recordar, como vemos na foto-cabeçalho do blog e que, apesar de, à primeira vista, parecerem fora de prazo, carecas, barrigudos, trampalazanas e fossilizados do século passado, são, sem dúvida, autênticos, genuínos e vernáculos heróis não reconhecidos.
Ao reler este texto sobre uma viagem na, outrora, nossa terra, surgiu-me a seguinte reflexão:
Mais uma , como dizem, do “murcão” (ou trapaceiro?) de Baltar ?! . . .
Não se ponham a milhas, não . . . meus lindos e ainda ireis oxigenar as meninges pr’a S. Pedro de Muel ou Areia Branca (onde, há já muito, desespero aceder em romagem gastronómica, de tão fraquinho e debilitado fiquei com as moléstias de que já vos dei notícia).
Fotos? . . . cá tem. O Justinho que supra a minha insuficiência.
Por falar em fotos: eclipsou-se a foto de um tal Leandro Guedes da galeria dos famosos, talvez por não ter honras de famoso. “Bamos” lá, toca a recolocá-la in su sítio.
Hipólito

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Emboscada real na Guiné durante a guerra colonial

Olá, Caros Amigos

Recebi este mail, de um ex-colega Furriel Miliciano, que retrata uma emboscada na Guiné, que em tudo será igual às que tivemos nas restantes ex-colónias.
Eu que estive em Cabinda na Floresta do Maiombe, mais de dois anos, felizmente nunca estive em semelhante situação, mas senti tudo isto bem de perto c/colegas meus a chegarem ao improvisado quartel, onde estavamos no meio do mato.
Infelizmente dos meus amigos do batalhão lá ficaram 17, quanto a feridos graves foram bastante mais.
Enfim! a guerra è isto mesmo mas infelizmente nós homens inteligentes continuamos a insistir e a investir fortemente nestes processos.

Um Abraço de Amizade p/Todos
Tito Caetano
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 Guerra na ex-Guiné Portuguesa...Com emboscada real - OBRIGATÓRIO VER e GUARDAR
 
Até dói a alma. Um pequeno filme de 14 minutos que retrata bem a guerra colonial.

Façam o favor de ver

Só lamento que os “heróis” da actualidade não tivessem visto este filme em anti-estreia como nós o vimos.
B.S.
 
Para os que estiveram, para que não esqueçam....
Para quem não esteve, que fique com uma ideia do diálogo dramático, em fundo, dos camaradas com o ferido moribundo.
Isto não é filme.
Foi uma “pequena” amostra do real.
E já lá vão mais de 40 anos...
(o filme começa depois de um pequeno anúncio publicitário)

ESTE DOCUMENTO HISTÓRICO FEITO POR UMA EQUIPA DE TELEVISÃO FRANCESA, EM PLENOS ANOS SETENTA DO SÉCULO PASSADO.

É o único filme feito na Guiné que apanhou uma sequência real de guerra.

Os jornalistas franceses que seguiam nesta patrulha, mandada executar para que eles tomassem conhecimento com o dia a dia das NT estacionadas em BULA, um pouco a N do Rio Mansoa, apanharam um "cagaço", mas registaram algo que mais nenhum registou. Se não estou errado ia também uma jornalista.

A emboscada que as NT sofreram, não estava "no programa", mas isto era o que podia acontecer sempre que se saía para o mato e neste caso julgo que foi para os lados do CHOQUEMONE, uma das zona quente onde o IN tinha "acampamento (s)", na área entre BULA-BISSORÃ-S. VICENTE (já no Rio Cacheu).

O Gen. Spínola, com o seu ajudante de campo (era ainda o Almeida Bruno) e o Cmdt do Batalhão de BULA foram lá, mal tiveram conhecimento do que tinha acontecido.

http://www.ina.fr/playlist/sport/ma-premiere-selection.248492.fr.html

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Arrabaça faz hoje anos

Hoje, dia de S,Martinho, faz 66 anos o nosso companheiro José Arrabaça.
Desejamos-lhe muita saúde e que se vá preparando para nos relatar algumas das suas muitas histórias.
Parabens amigo e que passes um excelente dia de anos.
Um abraço.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cuba - pelo Cavaleiro


Guedes,

Sem querer assumir compromissos, é minha intenção de começar a fazer alguns relatos das viagens que já fiz.

Não entro em pormenores. Darei a conhecer duma forma pessoal aspectos da vida das pessoas, paisagens, paladares, sabores, culturas, monumentos, arquitectura, de tudo um pouco ao correr da pena.

Comecei com Cuba. Espero que gostes. Se achares que é assunto de interesse para ser publicado no nosso blog, seria interessante desafiares os nossos camaradas “viajantes” – e eu conheço alguns muito viajados – a escreverem as memórias das suas viagens, inclusivamente se quiserem discordar, complementar, contar peripécias também por eles vividas em Cuba no caso presente e nos que virão a seguir. Desafia-os também a escreverem sobre as suas viagens, não só no estrangeiro, mas também pelo nosso Portugal. Era giro dar a conhecer o nosso País. E aí todos poderão colaborar. Arranja lá um cantinho para este “desafio” se……….estiveres de acordo. Estou somente a dar uma ideia para pôr a malta a “trabalhar” e dar vida ao nosso blog.

Se achares que os textos devem ser acompanhados por algumas fotos, deverás à partida definir o nº. máximo,

Diz qualquer coisa.

Recebe um forte abraço,

Cavaleiro 

O Guedes pediu-me para escrever. Escrever qualquer coisa passada em Tite.
Sobre Tite não! É evidente que tenho presente momentos que davam belíssimas historietas. Mas não gosto. Não me dá gozo. Passa-se o mesmo com o meu percurso profissional. Entendo que tanto numa como na outra foi uma passagem. Fui responsável, solidário e muito compreensivo. Tive chefes, fui chefe. Exerci sempre as minhas “missões” na base do respeito e da responsabilização – também fui sempre um fervoroso adepto “da máxima liberdade aliada â máxima responsabilidade”, Cumpri, numa delas obrigado e sem qualquer jeito para exercê-la, a outra porque gostava daquilo que fazia e pagavam-me. Ambas chegaram ao fim, missão cumprida. Viro a página e não tenho o hábito de voltar atrás. Como se depreende…….não gosto muito de escrever sobre as minhas memórias, entenda-se aquelas que não me interessam “escrever”. Não sou louco ao ponto de esquecê-las. Sei bem que o presente é vivido na base do nosso passado, da nossa história, das nossas memórias.
Já entenderam que não vou escrever sobre Tite. As minhas memórias hoje levam-me a Cuba.
Foi por mera casualidade que encontrei, nos meus arquivos (não tenho baú!), uma brincadeira escrita por uma cubana emigrante nos EUA e que  retrata o lado acomodado com que os cubanos vivem a sua realidade.
Ouvi-a pela primeira vez     , muito bem lida, ao micro de um autocarro, pelo dono da Agência de Viagens que me levou. Estamos em presença de uma pessoa muito viajada, muito culta. E na circunstância, na presença de um bom “diseur”. É que para ler e transmitir o conteúdo da carta é necessário sentir, dar a devida entoação, fazer de…..sobrinha com coração desfeito…….Ele foi fantástico. Um verdadeiro actor. Conhecedor da realidade cubana, achei um piadão. Também espero que apreciem. Saibam ler, entoar e dar o respectivo sentimento.
Visitei Cuba em Maio/Junho de 2006 com um grupo de amigos.
Viagem inesquecível. Porquê? Vou tentar mostrar-vos a “fotografia” daquela gente encantadora e resignada ao comodismo de viver pobre, não na miséria.
Cuba parou no tempo. Congelou. Mantém-se igual ao que era nos anos 50. Prédios, carros, (o gozo que tivemos, a festa que fizemos quando transportados numa daquelas máquinas, o motorista também colaborou na farra); tudo isto faz de Cuba, mas principalmente de Havana um museu com antiguidades espalhadas por todo o lado.
Mais do que turismo que fizemos pela majestosa Havana, pela obrigatória passagem por Santa Clara em memória dos que combateram e acreditaram na revolução socialista, Visitamos Cienfuegos, Trinidad, Varadero. Varedero nada tem a ver com a cultura cubana. Trata-se de um local de interesse turístico, bem explorado e que serve unicamente os amantes da praia, da boa mesa e de boas bebidas. É um local de TI. É fartar vilanagem!!! Mas dizia eu, que mais do que o turismo que fizemos pela majestosa Havana, interessava-me conversar com os cubanos, saber como viviam e o que pensavam sobre a Revolução. Tive a sorte de ir a casa de uma família, a uma festa de anos, fui a restaurantes e hotéis. O que pude ver foi um povo pobre, mas distanciado da miséria. Grato por não morrer de fome. Orgulhoso pelo acesso gratuito ao serviço público de saúde, orgulhoso por poder estudar e viver num país em que a violência nas ruas não existe. Pudera(!), é bom que se saiba que em cuba é muito vulgar a condenação a prisão perpétua em consequência de prática de crime.
Agora vamos lá conhecer um pouco da majestosa  capital.
 Havana
Havana impressiona pela sua aparência de um passado opulento e reluzente, marcado pela imponência dos seus edifícios de pedra,  tectos altos e grandes pátios e arcadas. a fazer lembrar uma vida de ostentação, vida de tempos faustos em que Havana era, por assim dizer, o casino dos EUA. Hoje, muitos desses edifícios encontram-se em péssimo estado de conservação. Fiquei com a ideia de que as pessoas já não têm a noção do perigo que esses edifícios podem causar. As pessoas, apesar das dificuldades transpiram alegria por todos os poros. Desde que haja música o povo esquece os riscos e as dificuldades. Havana é simplesmente fascinante. 
Para nós, turistas, Havana é especialmente apelativa no seu casco histórico. Não foi por acaso, mas sim por um grande amor que Ernest Hemingway, o escritor norte-americano  adoptou a capital cubana como sua morada. Não poderei deixar de referir o bar-restaurante El Floridita, com o imponente busto do seu mais reputado cliente, instituição que , a par do hotel Ambos Mundos (maravilhoso e que apenas apreciei a sua fachada exterior o hall de entrada, o salão e as casas de banho, que por sinal utilizei), é ponto de paragem obrigatório para os turistas estrangeiros que visitam a cidade.
Caminhar é quase sempre a melhor forma de conhecer a cidade. Chegados à Plaza de Armas    no centro histórico, é aí que o turista se encontra no coração da área mais atractiva de Havana. É bom referir que em Havana não faltam belas praças.
Havana é daqueles lugares onde sabe bem andar a pé. Nós andamos com guia, mas julgo que sós e mesmo sem mapa, não nos perderíamos nas muitas ruas do centro histórico. Há sempre algo interessante para ver, um edifício curioso para conhecer, uma pessoa simpática com quem falar, um som melodioso a escutar. Em muitas ruas encontramos alguém a cantar e a tocar trompete e violão. Havana é uma cidade “triste”, alegre e viva, esperando sempre que a descubram.
TRINIDAD
Outra das cidades que visitamos foi aquela que eu considero a mais bela das cidades do circuito. Trinidad está classificada Património Mundial pela UNESCO. Aqui uma pessoa fica com a sensação que o tempo parou. Tem um centro histórico muito bem conservado. As suas fachadas recordam o verdadeiro estilo colonial, com ruas empedradas, muitas igrejas. É uma cidade que transmite um certo bem estar, ambiente alegre e descontraído. Apreciei  a beleza arquitectónica da cidade, ficou-me a imagem de casas térreas, com telhados vermelhos e paredes coloridas, em tons de amarelo, verde e azul. As janelas são rasgadas quase até ao chão, cobertas por grades de ferro decorativas, ornamentadas com flores. Foi aqui que comprei algumas pinturas. Muitos artistas. Pinturas baratas. Foi muito agradável apreciar a arquitectura do centro histórico, ouvir música e conversar com os habitantes locais.
 O povo cubano adora dançar, adora a música, adora dançar a salsa e regga. Estão sempre a sorrir.
É um povo que quando confiam nos interlocutores, fazem duras críticas ao modo como vivem. Sonham com liberdade e oportunidades. Impressiona a quantidade de gente que não faz nada o dia todo. E com um sorriso de resignação vão dizendo que ainda acreditam e que o amanhã será melhor!
 Não há trabalho — ou ele não vale a pena. A indústria está obsoleta. Cuba não tem nada para vender, nem com que pagar o que compra, as suas indústrias são muito atrasadas em tecnologia, improdutivas e sem competitividade,  dirigidas por líderes políticos e personagens fiéis à revolução. Um pouco como cá. Não interessa ser competente, trabalhador e honesto. O importante é estar filiado no partido, ter concorrido e perdido uma “Câmara e…….vai logo para o conselho de administração de uma empresa”. O “sistema” lá como cá estão bem cobertos por uma constituição que apenas privilegia os personagens fieis ao partido do poder. Não é bem assim! Às vezes culpamos a nossa constituição e a “desgraça” está nas desastrosas Leis que a canalha política põe cá fora para zelar os interesses da “clubite” (leia-se partidos).
Sinceramente não gosto daquela revolução e daquele comunismo que não soube acompanhar a evolução do tempo, como também não gosto da nossa democracia. São regimes clubísticos. Pagam-se quotas tem de se  ir a todos os jogos e dizer que o nosso clube é o maior. E tem de se bater palmas. Coitados daqueles que como eu não têm jeito para bater palmas.
Mas, dizia eu que a economia Cubana está a bater no fundo. E é curioso, porque me foi dado saber que, pese embora exista o embargo Americano, ou o suposto bloqueio do imperialismo internacional, o certo é que Cuba mantém relações comerciais com cerca de 120 países. Não sendo especialista desta área, custa-me a entender a estagnação em que vive.
Portanto para os cubanos não se justifica sujar as mãos. Nas casas de Havana, que antes deveriam ser lindas, com traças esplendorosas mas quase todas hoje em ruínas, as pessoas passam o dia matando o tempo, sentadas nas varandas, nos pátios, jogando não sei o quê ou em mesinhas nas calçadas. As crianças e também alguns adultos pedem um pouco  de tudo: artigos de higiene pessoal, pasta de dentes, sabão, esferográficas, rebuçados, roupa interior feminina, etc., etc.. Dinheiro não. É perigoso, pode dar cadeia. Nas ditaduras não se pode andar descalço, não se pode pedir. O turista não pode ver essas coisas!!!
Quando falam sobre sua situação, olham em volta para ver se não estão sendo vigiados. Há naquele povo qualquer coisa de estranho. Receio da “bufaria”, julgo eu.

Outra das desigualdades, que choca o comum dos mortais é a existência de duas moedas. A moeda convertível, que me escapa o nome, que alguns cubanos recebem dos turistas e que são trocadas em centros especializados pelo desvalorizado peso, a única moeda que podem usar. A diferença no tratamento recebido entre cubanos e estrangeiros é visível em gelatarias, restaurantes, cafés, etc.
 A consequência falta de empregos, leva os cubanos ao negócio, à avidez por moeda convertível. Chocado fiquei também com a desigualdade de tratamento das pessoas na aquisição de bens e serviços. As filas de espera, as restrições, o racionamento.
Apercebi-me também  que a prostituição, que me pareceu praticamente legalizada, funcionava também como forma de sobrevivência, como forma de obter moeda convertível.
Acerca do racionamento foi-me dito, na altura, se bem me recordo, que em Cuba não se conseguia obter, porque não constavam do talão de racionamento, nem papel higiénico, nem sabonete, nem toalhas sanitárias, nem leite para adultos, entre outros bens de primeira necessidade. Outros produtos eram mencionados no talão mas para pura fantasia e que ainda outros apareciam e desapareciam conforme as colheitas. Foi-me dito também e achei mesmo “revolucionária” a forma como se faz ou fazia o “cabaz” do talão de racionamento. Era calculado para um determinado número de calorias por pessoa. Desconheço se mantêm ainda esta prática.
De Fidel e muito menos de Che Guevara, ninguém fala mal: são ícones, incontestáveis. A sensação era de que com Fidel, o líder carismático não conseguiriam a abertura desejada, mas……um dia virá um líder que cumprirá a abertura prometida. Puro engano. Hoje pelo que me é dado ler e ouvir essa tal abertura tão prometida, transformou-se em mais repressão, menos oportunidades.
Raul Castro, seu irmão não possui o carisma nem é a figura paternal representativa do povo cubano. Fidel e Che  são idolatrados. Fidel é insubstituível, melhor, era insubstituível.
E porque a minha mensagem se prende com a emigração é bom que se saiba que actualmente os EUA recebem anualmente 22 mil bolseiros cubanos, esta a denominada emigração legal. Interessados em emigrar constam mais de 700 mil. São conhecidas as catástrofes, as notícias de  naufrágios que nos chegam, os riscos a que se expõem quando se lançam ao mar, em pequenas embarcações, munidos de uma bússola e de esperança de atracarem a um qualquer porto de abrigo, que lhes traga a felicidade.
Resumindo: Adorei a viagem a Cuba. Gostaria de lá voltar e viver durante o tempo suficiente para compreender melhor a passividade daquele povo tão bom, tão educado, tão conformado, tão inteligente, tão triste e tão alegre, que privado de tudo, exceptuando a saúde e a educação, tem sempre uma palavra de resignação e de esperança numa Cuba onde possam um dia viver livres, viver com dignidade.
Ir a cuba e não falar do rum e dos charutos é não experimentar os dois produtos mais famosos do país. Rum bebi e bastante. Turista que se preze jamais deixaria de beber e trazer o famoso Havana Club (ainda tenho uma ou duas garrafas). Produzido com o melaço da cana, o rum possui variações como o claro e o escuro e deu origem a bebidas com muitos nomes, que já me esqueci. Eu só conhecia  a cuba livre e foi nela que me vinguei.
Quanto a charutos, mais conhecidos por “puros” não. Não experimentei. Não sou apreciador.
Mas deixem-me desabafar e dizer o que me vai na alma: Breve, e mais breve do que aquilo que nós imaginamos, virá o tempo em que Cuba será invadida pelas centenas de milhar de cubanos emigrados em Miami e noutras cidades dos EUA. Não há hipóteses de sustentar um país que vai vivendo do turismo e das ajudas (esmolas) dos Hugos Chaves que ainda existem neste mundo e que vão partilhando dos mesmos ideais. Mas um dia acaba e a abertura é inevitável. Cuba vai transfigurar-se, a sociedade de consumo depressa abafará a ideologia comunista, o capitalismo depressa substituirá as pedras pelos blocos de cimento. Antes que tal aconteça, aproveitem, há viagens “a saldo”, não esperem muito, porque a viragem poderá acontecer já amanhã. E depois já nada será igual.
Vou então transcrever, de seguida a tal historiazinha do “Enterro em Cuba”, responsável por todos os considerandos a que me dispus partilhar.
Não se esqueçam de ler a história em voz alta, dar-lhe a necessária entoação, fazer de sobrinha com coração desfeito……., com sentimento!


 ENTERRO EM CUBA
 
Toda
a família em Cuba se surpreendeu quando chegou de Miami um ataúde com o cadáver de uma tia muito querida.
 
O corpo estava tão apertado no caixão que o rosto estava colado no  visor de cristal....
Quando abriram o caixão encontraram uma carta, presa na roupa com um  alfinete, que dizia assim: 
 
Queridos Papai e Mamãe.
 
Estou lhes enviando os restos de tia Josefa para que façam seu funeral aí em Cuba, como ela queria.

Desculpem por não poder acompanhá-la, mas vocês compreenderão que tive  muitos gastos com todas as coisas que, aproveitando as circunstâncias,  lhes envio.
 
Vocês encontrarão, dentro do caixão, sob o corpo, o seguinte:
 
12 latas de atum Bumble Bee, 
12 frascos de condicionador, 
12 de xampu Paul Mitchell, 
12 frascos de Vaselina Intensive Care (muito boa para a pele. Não    serve para cozinhar!), 
12 tubos de pasta de dente Crest,
12 escovas de dente,
12 latas de Spam das boas (são espanholas),
4 latas de chouriço El Miño.

Repartam com a família, sem brigas!  

  Nos pés de titia estão um par de tênis Reebok novos, tamanho 39, para o  Joseíto (é para ele, pois com o cadáver de titio não se mandou nada para  ele, e ele ficou amuado). 
 
Sob a cabeça há 4 pares de "popis" novos para os filhos de Antônio, são de cores diferentes (por favor, repito não briguem!).
 
A tia está vestida com 15 pulôveres  Ralph Lauren, um é para o Robertinho e  os demais para seus filhos e netos.
 

   Ela também usa uma dezena de sutians Wonder Bra (meu favorito), dividam  entre as mulheres;
 
Também os 20 esmaltes de unhas Revlon que estão nos cantos do caixão. As  três dezenas de calcinhas Victoria's Secret devem ser repartidas entre  minhas sobrinhas e primas.
   A titia também está vestida com nove calças   Docker's e 3 jeans Lee. Papai, fique com 3 e as outras são para os   meninos.
 
O relógio suíço que papai me pediu está no pulso esquerdo da titia.
 
Ela também está usando o que mamãe pediu (pulseiras, anéis, etc).
 
A gargantilha que titia está usando é para a prima Rebeca, e também os  anéis  que ela tem nos pés.
 
E os oito pares de meias Chanel que ela veste são para repartir entre as   conhecidas e amigas, ou, se quiserem, as vendam (por favor, não briguem  por  causa destas coisas, não briguem).
 
A dentadura que pusemos na titia é para o vovô, que ainda que não tenha   muito o que mastigar, com ela se dará melhor (que ele a use, custou caro).
 
Os óculos bifocais, são para o Alfredito, pois são do mesmo grau que ele   usa, e também o chapéu que a tia usa.  
 
Os aparelhos para surdez que ela tem nos ouvidos são para a Carola. Eles   não são exatamente os que ela necessita, mas que os use mesmo assim, porque  são caríssimos.
 
Os olhos da titia não são dela, são de vidro. Tirem-nos e nas órbitas vão encontrar a corrente de ouro para o Gustavo e o anel de brilhantes para o casamento da Katiuska.
 
A peruca platinada, com reflexos dourados, que a titia usa também é para a  Katiuska, que vai brilhar, linda, em seu casamento.
 
Com amor, sua filha 
Carmencita.
 
 
PS-1: Por favor, arrumem uma roupa para vestir a tia para o enterro e  mandem rezar uma missa pelo descanso de sua alma, pois realmente ela  ajudou  até depois de morta.
 
Como vocês repararam o caixão é de madeira boa (não dá cupim);
podem  desmontá-lo e fazer os pés da cama de mamãe e outros consertos em casa.
 
O
vidro do caixão serve para fazer um porta-retrato da fotografia da vovó,  que está, há anos precisando de um novo. Com o forro do caixão, que é de  cetim branco (US$ 20,99 o metro) Katiuska pode fazer o seu vestido de  noiva.
 Na alegria destes presentes, não esqueçam de vestir a titia para o  enterro!!!
 
Com amor, 
Carmencita.
   PS-2: Com a morte de tia Josefa, tia Blanca caiu doente.
 
   Se quiserem antecipar algum pedido…………….

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PorData - agora também base de dados Europeia

Após o lançamento da PORDATA, a Fundação Francisco Manuel dos Santos lança o espaço PORDATA consagrado à Europa.
A partir de agora, em http://www.pordata.pt/, todas as pessoas podem aceder de forma gratuita à informação estatística dos países da União Europeia e dos restantes países do Espaço Schengen, assim como dos Estados Unidos e do Japão, sempre que existam dados disponíveis.
Tendo já acesso às estatísticas da realidade portuguesa todos podem, a partir de agora, analisá-las num contexto europeu, formar opiniões mais fundamentadas e debater o país com maior rigor.
A direcção do projecto está a cargo de Maria João Valente Rosa e a principal fonte de informação é o Eurostat.

Visite-nos também na nossa página de facebook, em:
http://www.facebook.com/ffms.pordata

Parabens ao Zé Manuel (Alcantara)



Companheiros

Hoje o Zé Manel faz 65 primaveras.
A exemplo de, para com outros companheiros que já passaram pelo mesmo número de anos, um grupo de amigos tomaram a responsabilidade, em nome de todos os demais amigos que com ele estiveram na guerra em Tite, de entregar ao nosso amigo uma placa comemorativa deste dia de anos.

Esta placa, certamente exposta na sua casa, o Zé Manel, quando o seu netinho tiver a possibilidade de lhe perguntar…. Que placa é esta avô…., ele não deixará de dizer que foi uma prenda que os Amigos lhe ofertaram por ocasião dos 65 anos.

Parabéns Amigo.


E não penses que vais “fugir ao almoço da cabeça de pescada grelhada ”.
Amador, Barros, Botas, Carlos Leite (Reguila), Cavaleiro, Contige, Costa, Gentil, Guedes, Hipólito, Justo, Marinho, Mestre, Palma e Pica Sinos.

Nota: A data na foto é do nascimento do netinho
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Bom dia companheiros.
Estou muito grato pelas vossas manifestações de amizade pelo meu aniversario.

Espero que todos possamos repetir para o ano seguinte.
O meu obrigado.
zé manuel.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O regresso a Fulacunda, pelo Joaquim Caldeira

Muitos anos se passaram, desde a última vez que um elemento da minha companhia, C CAÇ 2314, se deslocou à Guiné para matar saudades.
Talvez ainda se lembram do ex-furriel Leite. Rapaz de constituição forte, açoriano de origem e residente na Ilha de são Miguel, reformado da banca, actualmente muito doente mas cheio de esperança. Foi o único militar da companhia condecorado com a cruz de guerra que, garbosamente recebeu das mãos do ainda Estado Novo. Foi uma condecoração merecida. Durante uma grande parte da campanha comandou um pelotão de voluntários, recrutados nos restantes pelotões e tinham como missão fazer o papel sujo da guerra. Cabia-lhes fazer o assalto para permitir a entrada da restante tropa nos objectivos inimigos. Também as missões de patrulhamento nocturno e emboscadas lhes estavam confiadas. Fizeram muitas apreensões de armamento e ronco que baste durante as incursões pela mata.
Mas voltemos à história. Sendo residente na ilha de São Miguel, Açores, não tinha deslocações fáceis ao continente devido aos dias para a viagem de vinda e regresso e estadia. Também os custos tinham que ser tidos em conta e, na altura tinha que trabalhar. Ainda assim, arranjou tempo para vir aos convívios que fui organizando e a sua presença era um a arma para eu esgrimir junto dos que, por comodidade, não compareciam.
E foi num desses convívios que contou:
Numa ocasião que lhe pareceu própria, deslocou-se à Guiné e fez questão de viajar entre Bissau, Tite e Fulacunda. E foi precisamente em Fulacunda, local onde permanecemos mais tempo e onde tivemos maior contacto com a população que, à chegada, deu de caras com uma cara conhecida. Era a Binta. Também ela o reconheceu. Conversaram por algum tempo e foi um desfiar de lamentações. Até que, a certa altura da conversa ela lhe perguntou: Quando é que a independência acaba e vocês regressam?
Esta pergunta teve a resposta que pareceu adequada e não terá deixado satisfeita a interlocutora. O Leite ficou comovido.
Também eu, ao ouvir, não pude ficar indiferente a este lamento próprio de quem está cansado de sofrer sem vislumbrar uma luz que alumie o fim do túnel.
Até quando?
Gostaria que esta história fosse publicada no Blogue do BART 1914 a quem a endereço para essa finalidade. Aos camaradas com quem convivi, o meu abraço.
Joaquim Caldeira

Novo modelo de blog

Caros companheiros
Alteramos hoje, mais uma vez, o modelo deste nosso blog.
Se é melhor ou pior, ou apenas diferente, vocês o dirão.
Abraços.
LG.

Guerra Junqueiro - 1896

Pela mão do Pica Sinos chegou-nos este interessante texto escrito por Guerra Junqueiro em 1896.
Texto que já foi em tempos publicado neste nosso blog.
Qualquer semelhança com alguma situação que conheçam, é pura coincidência...
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"Guerra Junqueiro, A Pátria, 1896

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, – reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (…)

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, – como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;

Dois partidos (…), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (…) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, – de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (…)”

Guerra Junqueiro"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dias de Todos os Santos e Finados

Amigos
Neste dia de Finados, lembremos todos os nossos familiares e amigos que já cá não estão, e principalmente aqueles que connosco estiveram em Tite e que também já partiram, uns ainda na Guiné e outros depois do regresso.
Que descansem em Paz.
LG.