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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cuba - pelo Cavaleiro


Guedes,

Sem querer assumir compromissos, é minha intenção de começar a fazer alguns relatos das viagens que já fiz.

Não entro em pormenores. Darei a conhecer duma forma pessoal aspectos da vida das pessoas, paisagens, paladares, sabores, culturas, monumentos, arquitectura, de tudo um pouco ao correr da pena.

Comecei com Cuba. Espero que gostes. Se achares que é assunto de interesse para ser publicado no nosso blog, seria interessante desafiares os nossos camaradas “viajantes” – e eu conheço alguns muito viajados – a escreverem as memórias das suas viagens, inclusivamente se quiserem discordar, complementar, contar peripécias também por eles vividas em Cuba no caso presente e nos que virão a seguir. Desafia-os também a escreverem sobre as suas viagens, não só no estrangeiro, mas também pelo nosso Portugal. Era giro dar a conhecer o nosso País. E aí todos poderão colaborar. Arranja lá um cantinho para este “desafio” se……….estiveres de acordo. Estou somente a dar uma ideia para pôr a malta a “trabalhar” e dar vida ao nosso blog.

Se achares que os textos devem ser acompanhados por algumas fotos, deverás à partida definir o nº. máximo,

Diz qualquer coisa.

Recebe um forte abraço,

Cavaleiro 

O Guedes pediu-me para escrever. Escrever qualquer coisa passada em Tite.
Sobre Tite não! É evidente que tenho presente momentos que davam belíssimas historietas. Mas não gosto. Não me dá gozo. Passa-se o mesmo com o meu percurso profissional. Entendo que tanto numa como na outra foi uma passagem. Fui responsável, solidário e muito compreensivo. Tive chefes, fui chefe. Exerci sempre as minhas “missões” na base do respeito e da responsabilização – também fui sempre um fervoroso adepto “da máxima liberdade aliada â máxima responsabilidade”, Cumpri, numa delas obrigado e sem qualquer jeito para exercê-la, a outra porque gostava daquilo que fazia e pagavam-me. Ambas chegaram ao fim, missão cumprida. Viro a página e não tenho o hábito de voltar atrás. Como se depreende…….não gosto muito de escrever sobre as minhas memórias, entenda-se aquelas que não me interessam “escrever”. Não sou louco ao ponto de esquecê-las. Sei bem que o presente é vivido na base do nosso passado, da nossa história, das nossas memórias.
Já entenderam que não vou escrever sobre Tite. As minhas memórias hoje levam-me a Cuba.
Foi por mera casualidade que encontrei, nos meus arquivos (não tenho baú!), uma brincadeira escrita por uma cubana emigrante nos EUA e que  retrata o lado acomodado com que os cubanos vivem a sua realidade.
Ouvi-a pela primeira vez     , muito bem lida, ao micro de um autocarro, pelo dono da Agência de Viagens que me levou. Estamos em presença de uma pessoa muito viajada, muito culta. E na circunstância, na presença de um bom “diseur”. É que para ler e transmitir o conteúdo da carta é necessário sentir, dar a devida entoação, fazer de…..sobrinha com coração desfeito…….Ele foi fantástico. Um verdadeiro actor. Conhecedor da realidade cubana, achei um piadão. Também espero que apreciem. Saibam ler, entoar e dar o respectivo sentimento.
Visitei Cuba em Maio/Junho de 2006 com um grupo de amigos.
Viagem inesquecível. Porquê? Vou tentar mostrar-vos a “fotografia” daquela gente encantadora e resignada ao comodismo de viver pobre, não na miséria.
Cuba parou no tempo. Congelou. Mantém-se igual ao que era nos anos 50. Prédios, carros, (o gozo que tivemos, a festa que fizemos quando transportados numa daquelas máquinas, o motorista também colaborou na farra); tudo isto faz de Cuba, mas principalmente de Havana um museu com antiguidades espalhadas por todo o lado.
Mais do que turismo que fizemos pela majestosa Havana, pela obrigatória passagem por Santa Clara em memória dos que combateram e acreditaram na revolução socialista, Visitamos Cienfuegos, Trinidad, Varadero. Varedero nada tem a ver com a cultura cubana. Trata-se de um local de interesse turístico, bem explorado e que serve unicamente os amantes da praia, da boa mesa e de boas bebidas. É um local de TI. É fartar vilanagem!!! Mas dizia eu, que mais do que o turismo que fizemos pela majestosa Havana, interessava-me conversar com os cubanos, saber como viviam e o que pensavam sobre a Revolução. Tive a sorte de ir a casa de uma família, a uma festa de anos, fui a restaurantes e hotéis. O que pude ver foi um povo pobre, mas distanciado da miséria. Grato por não morrer de fome. Orgulhoso pelo acesso gratuito ao serviço público de saúde, orgulhoso por poder estudar e viver num país em que a violência nas ruas não existe. Pudera(!), é bom que se saiba que em cuba é muito vulgar a condenação a prisão perpétua em consequência de prática de crime.
Agora vamos lá conhecer um pouco da majestosa  capital.
 Havana
Havana impressiona pela sua aparência de um passado opulento e reluzente, marcado pela imponência dos seus edifícios de pedra,  tectos altos e grandes pátios e arcadas. a fazer lembrar uma vida de ostentação, vida de tempos faustos em que Havana era, por assim dizer, o casino dos EUA. Hoje, muitos desses edifícios encontram-se em péssimo estado de conservação. Fiquei com a ideia de que as pessoas já não têm a noção do perigo que esses edifícios podem causar. As pessoas, apesar das dificuldades transpiram alegria por todos os poros. Desde que haja música o povo esquece os riscos e as dificuldades. Havana é simplesmente fascinante. 
Para nós, turistas, Havana é especialmente apelativa no seu casco histórico. Não foi por acaso, mas sim por um grande amor que Ernest Hemingway, o escritor norte-americano  adoptou a capital cubana como sua morada. Não poderei deixar de referir o bar-restaurante El Floridita, com o imponente busto do seu mais reputado cliente, instituição que , a par do hotel Ambos Mundos (maravilhoso e que apenas apreciei a sua fachada exterior o hall de entrada, o salão e as casas de banho, que por sinal utilizei), é ponto de paragem obrigatório para os turistas estrangeiros que visitam a cidade.
Caminhar é quase sempre a melhor forma de conhecer a cidade. Chegados à Plaza de Armas    no centro histórico, é aí que o turista se encontra no coração da área mais atractiva de Havana. É bom referir que em Havana não faltam belas praças.
Havana é daqueles lugares onde sabe bem andar a pé. Nós andamos com guia, mas julgo que sós e mesmo sem mapa, não nos perderíamos nas muitas ruas do centro histórico. Há sempre algo interessante para ver, um edifício curioso para conhecer, uma pessoa simpática com quem falar, um som melodioso a escutar. Em muitas ruas encontramos alguém a cantar e a tocar trompete e violão. Havana é uma cidade “triste”, alegre e viva, esperando sempre que a descubram.
TRINIDAD
Outra das cidades que visitamos foi aquela que eu considero a mais bela das cidades do circuito. Trinidad está classificada Património Mundial pela UNESCO. Aqui uma pessoa fica com a sensação que o tempo parou. Tem um centro histórico muito bem conservado. As suas fachadas recordam o verdadeiro estilo colonial, com ruas empedradas, muitas igrejas. É uma cidade que transmite um certo bem estar, ambiente alegre e descontraído. Apreciei  a beleza arquitectónica da cidade, ficou-me a imagem de casas térreas, com telhados vermelhos e paredes coloridas, em tons de amarelo, verde e azul. As janelas são rasgadas quase até ao chão, cobertas por grades de ferro decorativas, ornamentadas com flores. Foi aqui que comprei algumas pinturas. Muitos artistas. Pinturas baratas. Foi muito agradável apreciar a arquitectura do centro histórico, ouvir música e conversar com os habitantes locais.
 O povo cubano adora dançar, adora a música, adora dançar a salsa e regga. Estão sempre a sorrir.
É um povo que quando confiam nos interlocutores, fazem duras críticas ao modo como vivem. Sonham com liberdade e oportunidades. Impressiona a quantidade de gente que não faz nada o dia todo. E com um sorriso de resignação vão dizendo que ainda acreditam e que o amanhã será melhor!
 Não há trabalho — ou ele não vale a pena. A indústria está obsoleta. Cuba não tem nada para vender, nem com que pagar o que compra, as suas indústrias são muito atrasadas em tecnologia, improdutivas e sem competitividade,  dirigidas por líderes políticos e personagens fiéis à revolução. Um pouco como cá. Não interessa ser competente, trabalhador e honesto. O importante é estar filiado no partido, ter concorrido e perdido uma “Câmara e…….vai logo para o conselho de administração de uma empresa”. O “sistema” lá como cá estão bem cobertos por uma constituição que apenas privilegia os personagens fieis ao partido do poder. Não é bem assim! Às vezes culpamos a nossa constituição e a “desgraça” está nas desastrosas Leis que a canalha política põe cá fora para zelar os interesses da “clubite” (leia-se partidos).
Sinceramente não gosto daquela revolução e daquele comunismo que não soube acompanhar a evolução do tempo, como também não gosto da nossa democracia. São regimes clubísticos. Pagam-se quotas tem de se  ir a todos os jogos e dizer que o nosso clube é o maior. E tem de se bater palmas. Coitados daqueles que como eu não têm jeito para bater palmas.
Mas, dizia eu que a economia Cubana está a bater no fundo. E é curioso, porque me foi dado saber que, pese embora exista o embargo Americano, ou o suposto bloqueio do imperialismo internacional, o certo é que Cuba mantém relações comerciais com cerca de 120 países. Não sendo especialista desta área, custa-me a entender a estagnação em que vive.
Portanto para os cubanos não se justifica sujar as mãos. Nas casas de Havana, que antes deveriam ser lindas, com traças esplendorosas mas quase todas hoje em ruínas, as pessoas passam o dia matando o tempo, sentadas nas varandas, nos pátios, jogando não sei o quê ou em mesinhas nas calçadas. As crianças e também alguns adultos pedem um pouco  de tudo: artigos de higiene pessoal, pasta de dentes, sabão, esferográficas, rebuçados, roupa interior feminina, etc., etc.. Dinheiro não. É perigoso, pode dar cadeia. Nas ditaduras não se pode andar descalço, não se pode pedir. O turista não pode ver essas coisas!!!
Quando falam sobre sua situação, olham em volta para ver se não estão sendo vigiados. Há naquele povo qualquer coisa de estranho. Receio da “bufaria”, julgo eu.

Outra das desigualdades, que choca o comum dos mortais é a existência de duas moedas. A moeda convertível, que me escapa o nome, que alguns cubanos recebem dos turistas e que são trocadas em centros especializados pelo desvalorizado peso, a única moeda que podem usar. A diferença no tratamento recebido entre cubanos e estrangeiros é visível em gelatarias, restaurantes, cafés, etc.
 A consequência falta de empregos, leva os cubanos ao negócio, à avidez por moeda convertível. Chocado fiquei também com a desigualdade de tratamento das pessoas na aquisição de bens e serviços. As filas de espera, as restrições, o racionamento.
Apercebi-me também  que a prostituição, que me pareceu praticamente legalizada, funcionava também como forma de sobrevivência, como forma de obter moeda convertível.
Acerca do racionamento foi-me dito, na altura, se bem me recordo, que em Cuba não se conseguia obter, porque não constavam do talão de racionamento, nem papel higiénico, nem sabonete, nem toalhas sanitárias, nem leite para adultos, entre outros bens de primeira necessidade. Outros produtos eram mencionados no talão mas para pura fantasia e que ainda outros apareciam e desapareciam conforme as colheitas. Foi-me dito também e achei mesmo “revolucionária” a forma como se faz ou fazia o “cabaz” do talão de racionamento. Era calculado para um determinado número de calorias por pessoa. Desconheço se mantêm ainda esta prática.
De Fidel e muito menos de Che Guevara, ninguém fala mal: são ícones, incontestáveis. A sensação era de que com Fidel, o líder carismático não conseguiriam a abertura desejada, mas……um dia virá um líder que cumprirá a abertura prometida. Puro engano. Hoje pelo que me é dado ler e ouvir essa tal abertura tão prometida, transformou-se em mais repressão, menos oportunidades.
Raul Castro, seu irmão não possui o carisma nem é a figura paternal representativa do povo cubano. Fidel e Che  são idolatrados. Fidel é insubstituível, melhor, era insubstituível.
E porque a minha mensagem se prende com a emigração é bom que se saiba que actualmente os EUA recebem anualmente 22 mil bolseiros cubanos, esta a denominada emigração legal. Interessados em emigrar constam mais de 700 mil. São conhecidas as catástrofes, as notícias de  naufrágios que nos chegam, os riscos a que se expõem quando se lançam ao mar, em pequenas embarcações, munidos de uma bússola e de esperança de atracarem a um qualquer porto de abrigo, que lhes traga a felicidade.
Resumindo: Adorei a viagem a Cuba. Gostaria de lá voltar e viver durante o tempo suficiente para compreender melhor a passividade daquele povo tão bom, tão educado, tão conformado, tão inteligente, tão triste e tão alegre, que privado de tudo, exceptuando a saúde e a educação, tem sempre uma palavra de resignação e de esperança numa Cuba onde possam um dia viver livres, viver com dignidade.
Ir a cuba e não falar do rum e dos charutos é não experimentar os dois produtos mais famosos do país. Rum bebi e bastante. Turista que se preze jamais deixaria de beber e trazer o famoso Havana Club (ainda tenho uma ou duas garrafas). Produzido com o melaço da cana, o rum possui variações como o claro e o escuro e deu origem a bebidas com muitos nomes, que já me esqueci. Eu só conhecia  a cuba livre e foi nela que me vinguei.
Quanto a charutos, mais conhecidos por “puros” não. Não experimentei. Não sou apreciador.
Mas deixem-me desabafar e dizer o que me vai na alma: Breve, e mais breve do que aquilo que nós imaginamos, virá o tempo em que Cuba será invadida pelas centenas de milhar de cubanos emigrados em Miami e noutras cidades dos EUA. Não há hipóteses de sustentar um país que vai vivendo do turismo e das ajudas (esmolas) dos Hugos Chaves que ainda existem neste mundo e que vão partilhando dos mesmos ideais. Mas um dia acaba e a abertura é inevitável. Cuba vai transfigurar-se, a sociedade de consumo depressa abafará a ideologia comunista, o capitalismo depressa substituirá as pedras pelos blocos de cimento. Antes que tal aconteça, aproveitem, há viagens “a saldo”, não esperem muito, porque a viragem poderá acontecer já amanhã. E depois já nada será igual.
Vou então transcrever, de seguida a tal historiazinha do “Enterro em Cuba”, responsável por todos os considerandos a que me dispus partilhar.
Não se esqueçam de ler a história em voz alta, dar-lhe a necessária entoação, fazer de sobrinha com coração desfeito……., com sentimento!


 ENTERRO EM CUBA
 
Toda
a família em Cuba se surpreendeu quando chegou de Miami um ataúde com o cadáver de uma tia muito querida.
 
O corpo estava tão apertado no caixão que o rosto estava colado no  visor de cristal....
Quando abriram o caixão encontraram uma carta, presa na roupa com um  alfinete, que dizia assim: 
 
Queridos Papai e Mamãe.
 
Estou lhes enviando os restos de tia Josefa para que façam seu funeral aí em Cuba, como ela queria.

Desculpem por não poder acompanhá-la, mas vocês compreenderão que tive  muitos gastos com todas as coisas que, aproveitando as circunstâncias,  lhes envio.
 
Vocês encontrarão, dentro do caixão, sob o corpo, o seguinte:
 
12 latas de atum Bumble Bee, 
12 frascos de condicionador, 
12 de xampu Paul Mitchell, 
12 frascos de Vaselina Intensive Care (muito boa para a pele. Não    serve para cozinhar!), 
12 tubos de pasta de dente Crest,
12 escovas de dente,
12 latas de Spam das boas (são espanholas),
4 latas de chouriço El Miño.

Repartam com a família, sem brigas!  

  Nos pés de titia estão um par de tênis Reebok novos, tamanho 39, para o  Joseíto (é para ele, pois com o cadáver de titio não se mandou nada para  ele, e ele ficou amuado). 
 
Sob a cabeça há 4 pares de "popis" novos para os filhos de Antônio, são de cores diferentes (por favor, repito não briguem!).
 
A tia está vestida com 15 pulôveres  Ralph Lauren, um é para o Robertinho e  os demais para seus filhos e netos.
 

   Ela também usa uma dezena de sutians Wonder Bra (meu favorito), dividam  entre as mulheres;
 
Também os 20 esmaltes de unhas Revlon que estão nos cantos do caixão. As  três dezenas de calcinhas Victoria's Secret devem ser repartidas entre  minhas sobrinhas e primas.
   A titia também está vestida com nove calças   Docker's e 3 jeans Lee. Papai, fique com 3 e as outras são para os   meninos.
 
O relógio suíço que papai me pediu está no pulso esquerdo da titia.
 
Ela também está usando o que mamãe pediu (pulseiras, anéis, etc).
 
A gargantilha que titia está usando é para a prima Rebeca, e também os  anéis  que ela tem nos pés.
 
E os oito pares de meias Chanel que ela veste são para repartir entre as   conhecidas e amigas, ou, se quiserem, as vendam (por favor, não briguem  por  causa destas coisas, não briguem).
 
A dentadura que pusemos na titia é para o vovô, que ainda que não tenha   muito o que mastigar, com ela se dará melhor (que ele a use, custou caro).
 
Os óculos bifocais, são para o Alfredito, pois são do mesmo grau que ele   usa, e também o chapéu que a tia usa.  
 
Os aparelhos para surdez que ela tem nos ouvidos são para a Carola. Eles   não são exatamente os que ela necessita, mas que os use mesmo assim, porque  são caríssimos.
 
Os olhos da titia não são dela, são de vidro. Tirem-nos e nas órbitas vão encontrar a corrente de ouro para o Gustavo e o anel de brilhantes para o casamento da Katiuska.
 
A peruca platinada, com reflexos dourados, que a titia usa também é para a  Katiuska, que vai brilhar, linda, em seu casamento.
 
Com amor, sua filha 
Carmencita.
 
 
PS-1: Por favor, arrumem uma roupa para vestir a tia para o enterro e  mandem rezar uma missa pelo descanso de sua alma, pois realmente ela  ajudou  até depois de morta.
 
Como vocês repararam o caixão é de madeira boa (não dá cupim);
podem  desmontá-lo e fazer os pés da cama de mamãe e outros consertos em casa.
 
O
vidro do caixão serve para fazer um porta-retrato da fotografia da vovó,  que está, há anos precisando de um novo. Com o forro do caixão, que é de  cetim branco (US$ 20,99 o metro) Katiuska pode fazer o seu vestido de  noiva.
 Na alegria destes presentes, não esqueçam de vestir a titia para o  enterro!!!
 
Com amor, 
Carmencita.
   PS-2: Com a morte de tia Josefa, tia Blanca caiu doente.
 
   Se quiserem antecipar algum pedido…………….

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PorData - agora também base de dados Europeia

Após o lançamento da PORDATA, a Fundação Francisco Manuel dos Santos lança o espaço PORDATA consagrado à Europa.
A partir de agora, em http://www.pordata.pt/, todas as pessoas podem aceder de forma gratuita à informação estatística dos países da União Europeia e dos restantes países do Espaço Schengen, assim como dos Estados Unidos e do Japão, sempre que existam dados disponíveis.
Tendo já acesso às estatísticas da realidade portuguesa todos podem, a partir de agora, analisá-las num contexto europeu, formar opiniões mais fundamentadas e debater o país com maior rigor.
A direcção do projecto está a cargo de Maria João Valente Rosa e a principal fonte de informação é o Eurostat.

Visite-nos também na nossa página de facebook, em:
http://www.facebook.com/ffms.pordata

Parabens ao Zé Manuel (Alcantara)



Companheiros

Hoje o Zé Manel faz 65 primaveras.
A exemplo de, para com outros companheiros que já passaram pelo mesmo número de anos, um grupo de amigos tomaram a responsabilidade, em nome de todos os demais amigos que com ele estiveram na guerra em Tite, de entregar ao nosso amigo uma placa comemorativa deste dia de anos.

Esta placa, certamente exposta na sua casa, o Zé Manel, quando o seu netinho tiver a possibilidade de lhe perguntar…. Que placa é esta avô…., ele não deixará de dizer que foi uma prenda que os Amigos lhe ofertaram por ocasião dos 65 anos.

Parabéns Amigo.


E não penses que vais “fugir ao almoço da cabeça de pescada grelhada ”.
Amador, Barros, Botas, Carlos Leite (Reguila), Cavaleiro, Contige, Costa, Gentil, Guedes, Hipólito, Justo, Marinho, Mestre, Palma e Pica Sinos.

Nota: A data na foto é do nascimento do netinho
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Bom dia companheiros.
Estou muito grato pelas vossas manifestações de amizade pelo meu aniversario.

Espero que todos possamos repetir para o ano seguinte.
O meu obrigado.
zé manuel.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O regresso a Fulacunda, pelo Joaquim Caldeira

Muitos anos se passaram, desde a última vez que um elemento da minha companhia, C CAÇ 2314, se deslocou à Guiné para matar saudades.
Talvez ainda se lembram do ex-furriel Leite. Rapaz de constituição forte, açoriano de origem e residente na Ilha de são Miguel, reformado da banca, actualmente muito doente mas cheio de esperança. Foi o único militar da companhia condecorado com a cruz de guerra que, garbosamente recebeu das mãos do ainda Estado Novo. Foi uma condecoração merecida. Durante uma grande parte da campanha comandou um pelotão de voluntários, recrutados nos restantes pelotões e tinham como missão fazer o papel sujo da guerra. Cabia-lhes fazer o assalto para permitir a entrada da restante tropa nos objectivos inimigos. Também as missões de patrulhamento nocturno e emboscadas lhes estavam confiadas. Fizeram muitas apreensões de armamento e ronco que baste durante as incursões pela mata.
Mas voltemos à história. Sendo residente na ilha de São Miguel, Açores, não tinha deslocações fáceis ao continente devido aos dias para a viagem de vinda e regresso e estadia. Também os custos tinham que ser tidos em conta e, na altura tinha que trabalhar. Ainda assim, arranjou tempo para vir aos convívios que fui organizando e a sua presença era um a arma para eu esgrimir junto dos que, por comodidade, não compareciam.
E foi num desses convívios que contou:
Numa ocasião que lhe pareceu própria, deslocou-se à Guiné e fez questão de viajar entre Bissau, Tite e Fulacunda. E foi precisamente em Fulacunda, local onde permanecemos mais tempo e onde tivemos maior contacto com a população que, à chegada, deu de caras com uma cara conhecida. Era a Binta. Também ela o reconheceu. Conversaram por algum tempo e foi um desfiar de lamentações. Até que, a certa altura da conversa ela lhe perguntou: Quando é que a independência acaba e vocês regressam?
Esta pergunta teve a resposta que pareceu adequada e não terá deixado satisfeita a interlocutora. O Leite ficou comovido.
Também eu, ao ouvir, não pude ficar indiferente a este lamento próprio de quem está cansado de sofrer sem vislumbrar uma luz que alumie o fim do túnel.
Até quando?
Gostaria que esta história fosse publicada no Blogue do BART 1914 a quem a endereço para essa finalidade. Aos camaradas com quem convivi, o meu abraço.
Joaquim Caldeira

Novo modelo de blog

Caros companheiros
Alteramos hoje, mais uma vez, o modelo deste nosso blog.
Se é melhor ou pior, ou apenas diferente, vocês o dirão.
Abraços.
LG.

Guerra Junqueiro - 1896

Pela mão do Pica Sinos chegou-nos este interessante texto escrito por Guerra Junqueiro em 1896.
Texto que já foi em tempos publicado neste nosso blog.
Qualquer semelhança com alguma situação que conheçam, é pura coincidência...
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"Guerra Junqueiro, A Pátria, 1896

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, – reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (…)

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, – como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;

Dois partidos (…), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (…) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, – de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (…)”

Guerra Junqueiro"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dias de Todos os Santos e Finados

Amigos
Neste dia de Finados, lembremos todos os nossos familiares e amigos que já cá não estão, e principalmente aqueles que connosco estiveram em Tite e que também já partiram, uns ainda na Guiné e outros depois do regresso.
Que descansem em Paz.
LG.

domingo, 31 de outubro de 2010

Belissimas fotos de Portugal.




fotos - simpatia de kepguru.hu

O nosso amigo Cavaleiro enviou-nos um video com belas fotos de Portugal.
São muitas mais mas escolhemos estas, como poderiamos ter escolhido outras.
É uma forma de homenagear todos os nossos companheiros, que do Minho ao Algarve, Açores e Madeira, partiram para terras de Tite, na Guiné-Bissau e que hoje em dia se vão encontrando neste nosso blog ao fim de 40 anos, sempre na procura constante daqueles que ainda não apareceram.
Abraços.
LG.

A noite das bruxas...

pelo nosso artista gráfico de serviço,
José Justo

António Luis Cabrita Correia

Guedes
Ainda do espóleo do Viana.
Já muitos perguntaram pelo "Portimão".
Nesta foto é o segundo a contar da esquerda, de seu nome, António Luís 
Cabrita Correia.
O primeiro é o Viana, o segundo é o Portimão, o terceiro um açoreano 
(ou madeirense?) e o quarto seria um do norte, talvez da zona de 
Amarante (segundo o Viana).
Hip.

Allô Mafra

foto - simpatia do blog canela e hortelã

Bom dia amigos
Por várias vezes temos sido visitados por alguém de Mafra.
Isto leva-me a pensar que talvez seja um nosso companheiro, de seu nome ANTÓNIO JOSÉ FERREIRA DOMINGOS, morador em Mafra-Gare, mas de quem sinceramente não me lembro.
Este nome faz parte da nossa lista geral e eu espero que se for ele, se chegue à frente e nos envie uma foto e quem sabe um texto também.
Se não for ele mas sim outra pessoa, pode igualmente enviar-nos uma foto por email para bart1914@gmail.com, acompanhado dum texto.
Todos são bem-vindos.
Abraços
LG.
Ficamos à espera.

sábado, 30 de outubro de 2010

Mudança da hora

Às duas horas da madrugada do próximo domingo, dia 31, não se esqueçam de atrasar os relógios 60 minutos, entrando assim na HORA DE INVERNO.
LG.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

São Tomé e Principe - pelo Marinho.







São duas belezas impares da natureza, S. Tomé e o Príncipe, tem um povo cordial além de ser muito pobre eu criei com mais um sócio uma firma de importação e exportação que a partir de S.Tomé vendia para Angola, Guiné Cabo Verde, Gabão, Camarões e Costa do Marfim, era o representante do vinho Camilo Alves mas só negociava em sabão Lisboa "o que nós dizemos sabão azul e branco em barra", massas e óleo vegetal e azeite oliva, o resto era pouco rentável, eu tinha casa em S.Tomé e ia diversas vezes e vinha sempre que mandava contentores pois se nós não estivéssemos em cima da mercadoria era um caos.

 É um país onde todos os jovens só querem estudar vivem para os livros, mas muito pobre se fosses para a praia terias que te abastecer no hotel Miramar caso contrário morrias à fome e à sede pois não tinhas nenhum local para comeres uma sandes ou uma
garrafa de água.

 Nunca tive problemas em sair à noite sem levar o jipe ou a mota fosse a que horas regressasse, ia para as praias onde estava sozinho e nunca ninguém me fez mal, pois não era suposto haver qualquer tipo de drogas ou assaltos, tirando os pequenos roubos
que sempre que chegavam contentores com bens.

 Hoje já há um grande resort que no meu tempo não existia no Ilhéu das Rolas em Porto Alegre, pois o único resort que existia situava-se no Príncipe e era o ilhéu BOMBOM, que era de um individuo que tinha alugado o ilhéu por 300 contos por ano durante 99
anos ninguém sabia dizer se ele era alemão, sul africano ou belga, mas era um paraíso, ele não danificou nenhuma alvore preservou tudo intacto.

 Conheço bem alguns países mas nunca vi beleza em termos de beleza de arvoredo como S.Tomé e praias qualquer delas lindas as suas águas quentes e limpas mas atenção tem também uns alfaiates "TUBARÕES" para tirar uma medidas para o sobretudo.

 Bom peixe, boa fruta e boa gente, é pena que não tenha sido bem aproveitado como os cabo verdianos souberam dar a volta fazendo crescer o turismo em Cabo Verde temos qualidade mas é para o turismo muito caro as compensa.

 Agora meus companheiros façam o ramalhete conforme o que acharem melhor para as fotos, já agora informo que a moeda local é a DOBRA, mas em termos comerciais o que
impera é o dólar, franco francês e todas as moedas europeias.

 Um grande abraço
 Carlos Marinho

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a respeito de São Tomé, foi-me lembrado pelo meu amigo prof. da nossa Universidade, Dr.Manuel Granada (jornalista), o triste facto de se ter perdido durante o incêndio do Chiado em Agosto de 1988, uma valiosa biblioteca com um espólio impressionante sobre Sâo Tomé e Principe, que existia num dos edificios da zona do Chiado, à guarda do Sr. Padre Ambrósio, que pertencia a uma Ordem de Monges de Carcavelos.
Este Senhor acabou por falecer de desgosto e doente, tal o amor que tinha àquela biblioteca.
Foi uma perda irreparável, pois desapareceu nessa altura um arquivo valiosissimo.
LG.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Contador de visitas

Como já se aperceberam, o nosso contador de visitas avariou.
Tivemos que recorrer a um outro tipo de contador, que esperamos seja mais fiável.
Este género de acessórios valem o que valem, mas dão uma ideia aproximada de quem nos visita.
Abraços
LG.

domingo, 24 de outubro de 2010

prof. Carlos Silva

Bom dia caros amigos

Falei há minutos com o filho do prof. Carlos Silva (da Univ.Senior de T.Vredras) que me disse:
que o pai foi operado à cabeça na sexta feira passada, operação que durou cerca de 7 horas;
que afinal o caso não é tão grave como se esperava, apesar da longa duração da operação;
que se encontra nos cuidados intensivos;
que lá para o meio da semana talvez receba visitas.
Boas noticias
Abraços e bom domingo para todos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Faleceu o nosso amigo Manuel Francisco Almeida Matos

Nenhum de vós companheiros, conheceu o meu (nosso) amigo Matos.
Pessoa de trato afável, muito educado, óptimo conversador, pessoa muito dada a aprender apesar dos seus 75 anos, era como eu, o Carlos Silva (que está enfermo), o Parente,  a Alcinda, A Albertina e tantos outros, alunos da Universidade sénior de T.Vedras.
Tratavamo-nos por "companheiro" e ele dizia que um irmão pode não ser um companheiro mas um companheiro é sempre um irmão...
Mas não teria sentido trazê-lo aqui, porque vós não o conheceis, se não fosse o facto de ele ter também por este nosso blog uma simpatia especial.
Não me lembro se alguma vez o comentou mas costumava dizer aos quatro ventos que achava muito interessante esta matriz especial do nosso blog, que punha em contacto um grupo de homens que durante dois anos estiveram confinados a uma cerca de arame farpado, e daí partiram para uma amizade que a todos impressiona.
E que o impressionava também a ele pelos reencontros que este mesmo blog  proporcionava após quarenta anos de separação.
Na passada segunda feira, ele, eu e o Parente, combinamos ir um dia destes, beber um café ao parque da várzea aqui em Torres, onde ele quase diariamente preparava os seus trabalhos de inglês.
E este café fica eternamente adiado...
Ontem, por volta do meio dia, o nosso amigo Matos descia no seu carro a Av.da Liberdade, sentiu-se mal frente ao Tivoli, parou o carro, encostou a cabeça no volante e tal qual um passarinho, da natureza que ele tanto amava, partiu...
Que estejas em paz companheiro...
LG.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

COMO NINGUEM GANHOU O PRÉMIO.....


O mistério do nosso homem de barbas brancas finalmente desvendado!



Ele chama-se Nelson V. Alves, o “Gasolinas”, como era conhecido em Tite.


O Nelson tinha a responsabilidade da conservação e manutenção dos 2 existentes enormes geradores de electricidade movidos a gasóleo daí o pessoal chamar-lhe o “Gasolinas”.


Desenvolvia um trabalho de grande responsabilidade. Trabalho que obrigava a constante vigilância, sobretudo à noite quando alternadamente trabalhavam na sua máxima potência.


Era sobretudo ele que tinha a função de desligar os motores, logo cortar a luz, quando o aquartelamento era alvo da flagelação por parte do PAIGC e não foram poucas as vezes.


O Nelson é um homem do norte, não me lembro o nome da sua terra natal, mas sei que veio para a Marinha Grande ainda bastante jovem, creio que já por cá tinha família.


Eu comecei a ter amizade com ele aos 18 ou 19 anos de idade e acabámos por nos encontrar em Tite. Mais tarde fomos companheiros na mesma empresa durante 20 e poucos anos.


Hoje este nosso amigo e ex-camaradas de armas está reformado. Continua a viver na Marinha Grande. É casado, tem 2 filhos e pelo que sei uma neta.


Quem quiser contactar com ele o telefone é 244569484


Vitor Barros

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A volta da Guiné

Um pouco de história sobre a Guiné Bissau, pela mão do Pica Sinos
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OLIVENÇA,NO PORTUGUÊS "ALENTEJO PROFUNDO"

A HISTÓRIA O ESCRIVÃO DE BORDO QUE ‘DESCOBRIU’ A “VOLTA DA GUINÉ”

Aires Tinoco, natural da então e ainda portuguesa e alentejana comarca de Olivença, partiu na caravela de Nuno Tristão, como escrivão de bordo, para explorar a costa da Guiné em 1446. Tendo o comandante e quase toda a tripulação sido dizimados pelos indígenas, Tinoco fez-se ao mar e conseguiu atingir a costa portuguesa ao fim de dois meses no mar, sem avistar terra, pela rota que passou a designar-se "Volta da Guiné"
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Foram muitos os alentejanos que contribuíram para a História dos Descobrimentos Marítimos e que ficaram no anonimato. Aires Tinoco seria um deles, se não tivesse realizado um feito excepcional.

Natural da então e ainda portuguesa e alentejana comarca de Olivença, Tinoco partiu na caravela de Nuno Tristão, como simples escrivão de bordo, com o fim de explorar a costa da Guiné em 1446. Não era a primeira vêz que Nuno Tristão realizava aquele trabalho, era a quarta viagem do grande navegador que, a mando do Infante D. Henrique, desbravava a faixa costeira entre o Cabo Branco, que ele próprio descobrira em 1441, e o Rio Gâmbia.

Capitaneando uma caravela com 30 homens a bordo, Nuno Tristão passou ao largo do Cabo Verde que Dinis Dias tinha descoberto em 1444 e, navegando para o Sul, deu com a embocadura de um rio que se pensa ser o Gâmbia, posto que há discordância entre vários historiadores.

Fundearam a caravela e, em dois pequenos batéis, avançaram pelo rio acima. O batel de Nuno Tristão foi logo seriamente atacado pelos indígenas que, com setas envenenadas, dizimaram completamente a tripulação, incluindo o comandante. Os outros tentaram atingir o navio, salvando-se apenas cinco homens "um grumete, assaz pouco avisado na arte de marear e um moço da câmara do Infante que se chamava Aires Tinoco, que ia por escrivão, e um moço guinéu que fora filhado com primeiros que filharam em aquela terra, e outros dous moços assaz pequenos que viviam com alguns daqueles escudeiros que ali faleceram , segundo o cronista Gomes Eanes de Azurara. Sem escolta, decidiu-se Aires Tinoco, com os seus parcos conhecimentos de navegação que, certamente, não iam para além da observação, fazer-se ao mar e tentar atingir a costa portuguesa, o que conseguiu ao fim de dois meses no mar, sem avistar terra.

Diz Gomes Eanes de Azurara, na "Crónica do Descobrimento e Conquista da Guiné": "Ó grande e supremo socro de todos os desamparados (...), onde bem mostraste que ouvias suas preces quando em tão breve lhe enviaste tua celestial ajuda, dando esforço e engenho a um tão pequeno moço, nado e criado em Olivença, que é uma vila do sertão mui afastada do mar, o qual, avisado por graça divinal, encaminhou o navio, mandando ao grumete que directamente seguisse o norte (...), por que ali entendia ele que jazia o Reino de Portugal (...). (...) Este moço que disse era aquele Aires Tinoco (...), no qual Deus pôs tanta graça que por dois meses continuados encaminhou a viagem daquele navio(...); ao fim dos quais cobraram vistas de uma fusta (...) sobreveio em eles uma nova ledice, e muito mais quando lhes foi dito que estavam na costa de Portugal, através de um lugar do mestrado de Santiago, que se chama Sines. E assim chegaram a Lagos, donde se foram ao contar-lhe o forte acontecimento da sua viagem, apresentando-lhe a multidão de flechas com que seus parceiros morreram(...)..."

Para além dos documentos que permitem conservar as descrições da viagem de Nuno Tristão, conseguiu-se comprovar a possibilidade de retornar da Guiné por mar alto, sem terra à vista, na rota que passou a designar-se "Volta da Guiné". Efectivamente a corrente das Canárias e os alísios do Nordeste não permitiam que, na viagem de regresso a Portugal, as caravelas seguissem ao longo da costa precisando sempre de navegar à bolina, contra o vento.

A volta da Guiné ou da Mina, afastando-se da costa, penetrando ao largo do Oceano Atlântico, começou a ser comum, levando os navegadores a escalar os Açores, que se tornaram o maior ponto de apoio.

Pelo seu feito, Aires Tinoco foi agraciado com terras em Elvas, na sua Olivença natal, onde lhe for atribuído o Monte do Barroco (Velho) junto à aldeia de São Jorge de Alôr, e ainda em Estremoz, onde, além do almoxarifado, recebeu casas e terras. Foi ainda escrivão do Infante D. Henrique. Em 1475, vivia ainda, ao que parece em Estremoz. É referido em vários documentos como pessoa estimada e merecedora do adjectivo de heróica, pelo seu feito.

Olivença foi ocupada pelos castelhanos em 1801, quando foi tomada pelos espanhóis numa invasão fronteiriça que ficou conhecida como a Guerra das Laranjas. Incitados por Napoleão que queria acabar com a aliança anglo-portuguesa, os espanhóis penetraram n Alentejo, ocupando, sem resistência, e em apenas 18 dias, Olivença, Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, e Ouguela. D. Manuel Godoy, chefe do Governo espanhol e comandante das forças invasoras, do rei Carlos IV, (pai de D. Carlota Joaquina, portanto sogro do então Príncipe Regente de Portugal D. João, futuro D. João VI), mandou um belo ramo de laranjeira portuguesa à rainha Maria Luísa com quem mantinha uma relação escandalosa, de conhecimento público, com a mensagem - Eu careço de tudo, mas sem nada irei para Lisboa.

O Congresso de Viena, em 1815, depois da queda de Napoleão, tentando repor a ordem na Europa, aceitou como justa a reclamação do enviado de Portugal, o Conde de Palmela e condenou a Espanha a devolver Olivença, mas a a Espanha nunca cumpriu.

Aires Tinoco era narural da então portuguesa e alentejana comarca de Olivença, que só foi roubada aos portugueses em 1801 quando foi tomada pelos espanhóis numa invasão fronteiriça que ficou conhecida como a Guerra das Laranjas") 1434 /Gil Eanes dobra o Cabo Bojador: -1441/Viagem ao Cabo Branco em que Gonçalo Afonso acompanha Nuno Tristão; -1442/Dinis Dias descobre o Cabo Verde e a ilha de Palma; -1445/Álvaro Fernandes ultrapassa o Cabo Verde; -1446/Realizam-se três expedições à Guiné. Sendo uma delas aquela em que Nuno Tristão morre e o seu escrivão de bordo, Aires Tinoco, vê-se obrigado a fazer-se ao mar para tentar regressar a Portugal. O que consegue dois meses depois, navegando à bolina por mar alto, sem terra à vista, na rota que passou a designar-se "Volta da Guiné"")

Este navegador português do século XV, foi o primeiro europeu que se sabe ter atingido o território da actual Guiné Bissau, iniciando entre os portugueses e os povos daquela região um relacionamento comercial e colonial que se prolongaria até 1974.") " Não há hoje dúvidas de que, por algum momento entre 1435 e 1440, os navegadores portugueses se viram confrontados com as limitações da arte de navegar mediterrânica para a resolução dos problemas que lhes colocava a navegação oceânica. Esta técnica, cimentada nos séculos XIII e XIV, resolvia os problemas de quem navegava junto à costa, num mar fechado e, sobretudo no sentido longitudinal. O recurso à agulha de marear e às cartas-portulano servia perfeitamente, porque, estando as segundas desenhadas de acordo com os rumos magnéticos indicados pela agulha, não se verificavam distorções de monta em rumos que tinham uma pequena extensão no sentido Sul-Norte. Por outro lado ainda, e como expressão do conhecimento dos navegadores mediterrânicos, as cartas mostravam as áreas de navegação que os navios e marinheiros conheciam para além do Mediterrâneo: não só a costa ocidental da Europa ,mas também a costa africana atlântica, conhecida e navegada com regularidade até às Canárias desde, no mínimo, os inícios do século XIV.

Aos navegadores portugueses puseram-se depois dois problemas distintos. O primeiro consistiu na navegação em mar alto. A progressão ao longo da costa africana fazia-se sem dificuldades a partir da costa portuguesa, beneficiando de ventos e correntes favoráveis. Quanto mais se progredia para o Sul, porém, maior era a dificuldade de retorno, que se fazia contra as condições físicas de navegação. Para os pequenos navios, como a barca e a caravela, que se empregaram a início, o retorno a Portugal junto à costa tornava-se cada vez mais penoso. A partir de um momento que se pode hoje situar nas datas indicadas, os navegadores portugueses viram-se obrigados a fazer a chamada "volta pelo largo", ou seja, a internarem-se no mar alto para contornar os ventos que sopravam constantemente no sentido aproximado Norte-Sul junto à costa africana. Essa manobra só podia ser feita recorrendo ao cálculo de pelo menos uma coordenada, a latitude, para o que se impunha a observação comparada das alturas dos astros. A novidade não consistiu nesta observação, conhecida e praticada havia muito, mas no facto de ter sido feita a bordo e dela se obter a posição do navio no alto mar, deixando o cálculo da longitude à perícia dos pilotos, já que só a puderam determinar com rigor quando o quarto protótipo do cronómetro de John Harrison provou a sua suficiência, no decurso do terceiro quartel do século XVIII."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DÃO-SE ALVISSARAS A QUEM ADIVINHAR

Só um "cheirinho" para ajudar:
Nasceu no norte deste país à beira mar plantado;
Mora actualmente na Marinha Grande
Em Tite o trabalho dele era fundamental para haver luz!
Quem é Quem é?
Dão-se alvissaras.
Barros

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

prof. Carlos Silva

Companheiros
O nosso amigo Carlos Silva, que foi meu prof de Blogs na Universidade Senior de T.Vedras (meu e da Alcinda Leal) e  grande impulsionador na criação deste nosso blog, encontra-se gravemente doente no Hospital dos Capuchos.
Ao nosso amigo, que tantas vezes tem participado com comentários incentivadores neste blog acompanhando-o com um certo carinho, desejamos rápidas melhoras e que a intervenção cirurgica a que vai ser submetido, seja um sucesso, para que ràpidamente volte ao nossos convivio.
Um abraço.
LG.

domingo, 17 de outubro de 2010

O ALMOÇO COM O GENTIL EM VILA VERDE DE FRANCOS



Finalmente a 16 de Outubro de 2010, chegou o grande dia para confraternização com o nosso companheiro Gentil, no objectivo de comemorar a vitória deste, sobre a recente doença que o queria vencer.

O nosso 1º Cabo em Tite, na Guiné-Bissau, era um dos responsáveis pela manutenção oficinal. Hoje já reformado, casado e com 2 filhos (uma jornalista e outro especializado em logística) tem um minimercado na rua principal na Vila Verde dos Francos terra onde reside.

Creio que foi cerca das 11 horas que o pessoal começou, aos poucos, por chegar. Precedidos do Pica Sinos (Corroios), Amador e o Botas (Barreiro), o Palma e mulher (Algés). Seguiram-se o Contige (Stª Iria d’Azoia) e o Zé Manuel (Cacém) acompanhados das respectivas mulheres. O Carlos Leite e a mulher (Lourel, Sintra); o Hipólito e a mulher (Baltar); o Viana e a mulher (Porto) chegaram, pelas 12 horas. O Costa chega de Ovar. O Barros e a mulher (Marinha Grande). Logo a seguir o Arrabaça da Nazaré e, o Guedes de Torres Vedras. Também o Carlos Marinho de Oeiras. Ainda houve uma réstia de esperança que o Cavaleiro mais a mulher (Viana do Castelo) se fizessem ao caminho, mas desta vez não lhes foi possível. Igualmente se passou com o Henrique (Peniche), o Régua (Amadora) e o Correia (Lourel, Sintra) que já depois dos “bilhetes comprados”, por afazeres familiares e profissionais tiveram que “perder espectáculo”.

Depois dos beijinhos e abraços, o anfitrião fez as honras da casa na Colectividade onde a festança foi feita. Começamos por conhecer os simpáticos filhos do Gentil, a sua amável mulher e demais família. Também tivemos a oportunidade de conhecer outros agradáveis amigos que vieram ajudar a montar todo o aparato que serviu o almoço. E enquanto a caldeirada apurava, visitamos as instalações da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural de Vila Verde dos Francos, fundada em 1980, onde o Gentil foi o cicerone e dá a sua colaboração activa como Director.

Conforme ilustram as fotografias a festa foi rija e participada. Todos estavam muito felizes, em especial o Gentil e a família. No final para marcar a já citada vitória, oferecemos ao nosso amigo uma placa em vidro, acompanhada de um postal com muitas assinaturas de camaradas e amigos do Gentil. Outros, tendo em conta as distancias, não puderam estar fisicamente presentes, como foi o caso do Mestre (Monte Fialho, Beja), o Justo (Carnaxide) e o Ex-Cap. Paraíso Pinto (Algés) mas não deixaram de enviarem mensagens de felicitações.

Até sempre Gentil

RPS

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Além da Mãe, faleceu também a Sogra do Domingos Monteiro

Caros amigos
Tivemos conhecimento que também a Sogra do Domingos Monteiro faleceu, no dia seguinte ao do falecimento de sua Mãe, que aqui tinhamos comunicado.
Nesta hora de dura prova para o Monteiro e sua Esposa, enviamos a ambos as nossas sentidas condolências e a nossa solidariedade.
LG.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pobre Povo...

Companheiros
Nesta altura em que se decidem coisas muito sérias na vida e na politica nacional, vale a pena transcrever estes três excertos com a devida vénia à revista Sábado da semana passada.
É sempre bom termos elites que nos ajudam a perceber "quem mais sofre" com as asneiras por eles produzidas.
O que vale é que ao mesmo tempo nos apontam o caminho para serem responsabilizados...





segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ele escreveu mas quis contrapartidas...

Achei-lhe um piadão ! Palavra d’honra.
Àquela que, via SMS, recebi, há dias, difundi pelos diletos amigos e rezava:
Estou velho. Ainda sou do tempo em que fumar era “chic” e ser gay era uma vergonha tremenda.
Isto, a propósito de alguns espirros que recebi sobre a atoarda que, de escantilhão, gizei sobre a república, versus monarquia.
Que não seria bem assim, a democracia, não sei quê, etc. e tal . . .
De política, só sei que nada sei, mas tenho, para mim, como dogma, estar, já, cheio de manter burros à argola.
Posto o preâmbulo, convenhamos, de muito bom tom, e,
Conquanto, reduzido à mínima insignificância, de rabo “antre” as pernas”, ouso ir, comedidamente, como é meu timbre, ao verbo, já que, como disse, há que tempos, o Cavaleiro, é descolhoante (aqui, “inxima”, diremos desquilhoante) visitar o blog e . . . “rien de rien”.
A que não será alheio, nem despiciendo menosprezar, o espírito samaritano de que, ad secula seculorum (mais ou menos, como escreveu o Justo), estarei imbuído e de que vou dando prova, de longe a longe, de rajada e consoante a panca, tentando que, ao blog, não seja colocado o epitáfio “Aqui jaz”, porventura, para gáudio de alguns “destroyers” da nossa praça.
Este nosso “passarão refinado” (o Guedes), como diria a minha mãe, dá-me cabo do . . . colesterol, com os considerandos e cortes cirúrgicos, teleguiados, que emite, de quando em vez, e que aprecio, o que, aliado à falência de engenho e arte, me faz perder, até, a propensão, nata, de lhe chegar “ao bico” ! . . .
Meramente casuístico, garanto, e não reivindicta da malograda caldeirada de Peniche.
Já cá canta uma e estaria outra em perspectiva (a do Gentil, não conta), não fosse o confeccionante, da especialidade “em águas de bacalhau”, mesmo acossado, ter encostado às boxes. De feeling ingénuo, como fui prendado, já esfregava as mãos e continuarei para, disfarçando, aquecer os dedos.
O último (considerando), vejam bem: “essa história não está bem contada . . . desembucha lá como se passa de básico a comandante”, opinou ele, a propósito do texto que, de peito feito, subscrevi sobre o bombeiral.
No caso em apreço (meu), adianto que se tratou de um milagre, ainda maior que o de Fátima.
Impensável, de facto, no nosso tempo, de tamancos, máquina de calcular digital (pelos dedos) e de reminiscências de algum estrabismo atávico (ou será atavismo estrábico?), que pensei já superado, transitar de básico a comandante.
Há que arrepiar caminho, baixando a alça, para que me não acusem, como o Zé Manel e outros, há tempos, de rabiscar um português intragável e arrevesado.
Como ia dizendo, o meu ingresso nos bombeiros, fez-me recordar aquele episódio em que um comandante de um regimento, durante a guerra, frente a uma parada de mil soldados, incitava, ma melhor veia castrense, para que se voluntariasse um herói, com o objectivo de uma missão arriscada junto do inimigo e, quase certo, sem regresso.
Instou . . . instou, insistindo várias vezes e nada . . .
Já decepcionado, quase a desistir da arenga-lenga, eis que, às tantas, lá aparece um mancebo à frente da formatura.
- Finalmente ! . . . Um herói, um patriota, disposto a dar a vida pela pátria !, exclama o comandante eufórico.
- O que o levou a ter esse acto de coragem e a dar o passo em frente ? . . .
- Nada disso, meu comandante, só queria era saber quem foi o grande f. da p. que me empurrou . . .
Perco-me em divagações inócuas ! E temo desalinhar da filosofia editorial do blog, como ainda, há pouco, no flash interview último, em que, debalde, tentei, sem segunda interpretação, pôr um clérigo a dar uns tiritos aos (3) pratos, o que, em boa verdade, não trará mal nenhum ao mundo e até será um desporto saudável, amigo dos animais e consensual no meio (clerical).
Paciência. Já vou longo. Peço perdão, como o padre António Vieira, por não ter tido tempo de escrever um texto mais pequeno. Numa próxima oportunidade e para evitar que adormeçam, concluirei a sacha que me trouxe à liça, prometo.
Talvez. Mesmo na retrait e não tenha, ainda, decidido se vou, ou não, aderir à greve geral.
Hipólito

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Há dias o Hipólito foi instado a escrever um texto sobre a Republica:
- Sim senhor, eu escrevo, desde que publiques esta anedota, que marca a minha saudade de outros tempos... De contrário nada escrevo. (pensou ele no momento em que a escreveu/enviou.
E por isso aqui vai a tal anedota, porque nada fica sem ser publicado...:
"Por falar em pontaria e para alegrar este nobre povo  . . . “alembrei-me” desta:
Um bispo, numa paróquia, em visita pastoral.
Ao almoço, na casa do padre, apareceu, a servir, um pedaço de mulher  . . .
O bispo, ao ver aquele monumento, lançou, ao padre, um olhar, inquisitivo e, à empregada, contemplativo.
O padre, atrapalhado e ruborizado, logo atalhou:
- Saiba, vossa excelência reverendíssima, que nunca lhe toquei, nem num pêlo.
- Boa  pontaria  !   . . .  boa pontaria, meu filho ! . . .  rematou o bispo.
Hipólito"

sábado, 9 de outubro de 2010

PARA REGULAR OS "GPS", AINDA O ALMOÇO DO GENTIL


Companheiros

    Já demos notícia que quando o Gentil, recentemente, se deslocou à casa do Mestre, em Monte Fialho, no Alentejo, informou-nos que já tinham acabado os tratamentos inerentes à doença que o assolou. Doença, inclusive, o levou ao internamento no Hospital Stª Maria em Lisboa.
    Agora são rotinas hospitalares para ver se o “inimigo” está de vez “enterrado”. Situação, aliás, que todos nós devíamos fazer com regularidade. Estou a falar de análises. Porque aquela coisa dizer que “eu estou bom, comigo nada entra”, é treta!  As coisas não acontecem só aos nossos vizinhos.
    Na mesma ocasião, o Gentil, no intuito de comemorar tão importante vitória, alvitrou aos presentes um almoço na sua terra natal, logo aproveitada pelos mastigantes presentes. Até houve inclusive, já por força de “néctar vinícola”, quem batesse palmas e outros fizessem “iiiiiaááápu”.
    Dito e feito, esse comemorável almoço está marcado para o dia 16 de Outubro de 2010, em Vila Verde dos Francos – Alenquer. E segundo sabemos os “guerreiros” e respectivas caras metades e outros familiares já são em número de 40.
    A festança vai ser num clube local onde o Gentil é Director, e quem vai cozinhar o dito cujo (caldeiradas) são os filhos, claro com a “supervisão” do nosso amigo. Bem hajas Gentil.

RPS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Faleceu a Mãe do nosso amigo Domingos Monteiro

Companheiros
É com pesar que a todos vós comunicamos, o falecimento da Mãe do nosso amigo Domingos Monteiro (ex-furriel Sapador) cujo funeral se realiza hoje da parte da tarde, em Maceira Liz, Leiria.
Nesta hora dificil, enviamos um abraço solidário ao nosso companheiro Domingos Monteiro.
LG.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemorando a República!

Produzir uma excrescência literária, como esta, para ser postada, ombreando  com um Fernando Pessoa ou, até,  um vip da SIC, confesso, é ciclópico.
A dita (excrescência) deve ser dita, ou se dita, deverá ser dita por não dita ? Nem sei, bem.
Instou-me o Guedes, nas suas habituais “sortidas de saca-rolhas”, por um texto sobre a república ou a monarquia, assinalando o centenário da implantação daquela.
Especado frente ao teclado não sai mesmo nada, a não ser “ora, vai-te catar ou capar grilos, que, para isso, tens tu jeito”.
Bloqueado, talvez, pela confusão que, no meu intelecto, se foi, no decorrer do tempo,  alojando,  sobre as repúblicas, democracias, monarquias, ditaduras e demais sistemas políticos.
Parecendo-me, até, mas reconhecendo paternidade no equívoco,  que  todos, sem excepção, se vão inventando para proveito dos que, no seu exclusivo  interesse, se lhe colam, ao menor vislumbre de mudança, sem a preocupação do interesse comum que tanto apregoam.
Tenho mesmo dificuldade, e não é por ser daltónico, em distinguir entre monarquia e república.
Viajava, creio que fará hoje, precisamente, um ano, numa auto-estrada, no meu ram-ram, quando,  pelo retrovisor, ao longe, vislumbro uma caterva de “pirilampos”, usuais nas motos e viaturas da polícia, ocupando, literalmente, as três faixas de rodagem.
Quase cilindrado,  abalroado e assustado de tanta pompa e rompante,  pouco faltou para enfiar o meu “chadeiro  e os chifres”  na ribeira da Perna Seca.
Só deu para ver motos e veículos da polícia, logo seguidos de grandes carrões, dos usados pelos dignitários da república, às resmas, num autêntico séquito, que só imaginara na realeza.
Afinal, vim a saber, depois, tratar-se dum  séquito, seguindo  o rei da lapónia, cuja existência, francamente, não imaginava sequer e se dirigia a uma qualquer comemoração, assunto, não duvido, do maior relevo e importância.
E , se tivesse enfiado na tal ribeira da Perna  Seca, duma altura daquelas,  era, na certa,  mais lapão, menos lapão  a estorvar sua excelência e demais séquito.
Desta, o Guedes não teve pontaria ao provocar-me para este assunto.
Hipólito

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O apêlo do Costa

Ohhhh rapaziada!!

Anda p’raí alguém a tentar que o “nosso” amigo Justo apareça num almoço mas…. ao que penso, ele nem faz falta pra comer!!!!!!!
 Pra isso já tem gente que chegue eheheheheh… o que penso é que a rapaziada gostava mesmo era da presença dele e fazer sentir a este “secret” quanto gostamos dele. Tanto assim é,  que não há momento nenhum nas confraternizações já havidas que não nos lembremos dele.
Vem a propósito este papelinho,  também assinado pelo Justo em 31/12/1968 e que seria muito bonito que ao menos estes comensais aparecessem nesse dia.

Um abraço
Costa

sábado, 2 de outubro de 2010

Justo não dizes nada...???

Justo não dizes nada mas o desafio está lançado.
Se a caldeirada não for um êxito a culpa é tua...
A bola está do teu lado.
Abraços.
LG.