O período colonial
Os rios da Guiné e as ilhas de Cabo Verde estiveram dentre as primeiras regiões da África a serem exploradas pelos portugueses. O navegador português Álvaro Fernandes chegou à Guiné em 14466 (Nuno Tristão segundo outras fontes) e reclamou a posse do território, porém, poucas feitorias de comércio foram estabelecidas antes de 1600.
A ocupação do território pela Coroa portuguesa só se deu sob a Dinastia Filipina, com a fundação da vila de Cacheu (1588) sujeita administrativamente ao arquipélago de Cabo Verde. No mesmo contexto, foi estabelecida, em 1630, a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa para a administração do território.
Após a Restauração Portuguesa (1640), foi retomado o povoamento na região, tendo-se fundado as povoações de Farim e Ziguinchor. A irradiação da colonização portuguesa fez-se a partir da foz dos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Buda. Durante séculos a região constituiu-se em um ponto estratégico para o comércio de escravos.
Em finais do século XVII edificou-se a fortaleza de Bissau, período em que os franceses começavam a afirmar a sua presença na região. Em 1753 foi restabelecida a Capitania de Bissau.
Em 1879 procedeu-se a separação administrativa de Cabo Verde, constituindo-se a Guiné Portuguesa. Pouco mais tarde, no contexto do Congresso de Berlim (1884-1885), diante do retalhamento da África pelas potências coloniais européias, a Guiné-Bissau, agora com as suas fronteiras delineadas, é confirmada a Portugal. Entretanto, as subsequentes tentativas de ocupação e colonização portuguesas não se fizeram sem resistência das populações locais. A última delas ocorreu em 1936 com a revolta dos bijagós de Canhabaque.
A luta pela independência
Durante três séculos a região constituiu a colónia da Guiné Portuguesa.
Em 1951, a Guiné-Bissau mudou de estatuto, tornando-se numa Província Ultramarina de Portugal.
Em 1956, intelectual guineense Amílcar Cabral, que estava no exílio em Conacri, e mais cinco correligionários fundaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Em 1963, face à intransigência de Portugal quanto à independência, com o apoio de outros países, o PAIGC iniciou a luta armada de guerrilha, visando pôr termo ao colonialismo português.
A guerrilha do PAIGC consolidou o seu domínio do território em 1973, mas, no mesmo ano, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri, tendo sido substituído pelo irmão Luís de Almeida Cabral.
A independência, declarada unilateralmente a 24 de setembro de 1973, chegou com a Revolução dos Cravos em Portugal (1974). A 10 de setembro de 1974, a Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa na África a ter reconhecida a sua independência, constituindo-se na República da Guiné-Bissau.
O governo de partido único do PAIGC
Luís Cabral foi empossado como o primeiro presidente da República da Guiné-Bissau, instituindo-se um governo de partido único de orientação marxista controlado pelo PAIGC e favorável à fusão com a também ex-colónia de Cabo Verde. O seu governo enfrentou sérias dificuldades que chegaram a provocar a escassez de alimentos no país.
Luís Cabral foi deposto em 1980 por um golpe de estado militar conduzido por João Bernardo "Nino" Vieira que assumiu a liderança do PAIGC, instituindo um regime autoritário. Com o golpe, a ala cabo-verdiana do PAIGC se separou da ala guineense do partido, o que fez malograr o projeto de fusão política entre Guiné-Bissau e Cabo Verde. Ambos os países romperam relações, que somente seriam reatadas em 1982.
O país foi controlado por um conselho revolucionário até 1984, ano em que Guiné-Bissau ganhou sua actual Constituição. Nesse período, todas as alas de extrema-esquerda do PAIGC foram dissolvidas.
A transição democrática
A transição democrática iniciou-se em 1990. Em maio de 1991, o PAIGC deixou de ser o partido único com a adoção do pluripartidarismo. As primeiras eleições multipartidárias tiveram lugar em 1994. Na ocasião, o PAIGC obteve maioria na Assembléia Nacional Popular e João Bernardo Vieira foi eleito presidente da República.
Guerra civil e instabilidade política
Em junho de 1998, uma insurreição militar liderada pelo general Ansumane Mané, conduziu à deposição do presidente Vieira e a uma sangrenta guerra civil. Mais de 3 mil estrangeiros fugiram do país. O conflito somente se encerrou em maio de 1999, quando Ansumane Mané entregou a presidência provisória do país ao líder do PAICG, Malam Bacai Sanhá, que convocou eleições gerais.
Em 2000 realizaram-se as eleições e Kumba Yalá, do Partido da Renovação Social (PRS), foi eleito, derrotando Sanhá com 72% dos votos. Yalá formou um governo de coalizão entre o PRS e a Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bafatá. Em novembro de 2000 Ansumane Mané foi morto por tropas oficiais em uma fracassada tentativa de golpe.
Em setembro de 2003 teve lugar um novo golpe encabeçado pelo general Veríssimo Correia Seabra, durante o qual os militares prenderam Kumba Yalá por ser "incapaz de resolver os problemas" do país. Henrique Rosa foi colocado como presidente provisório até às novas eleições. Em março de 2004 o PAIGC venceu as eleições na Assembléia Nacional ficando com 45 das 100 cadeiras em disputa. O PRS, segundo mais votado, obteve 35 cadeiras. O líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, foi indicado como primeiro-ministro.
Em outubro de 2005 João Bernardo Vieira foi reconduzido à presidência, mas não completou o seu mandato por ter sido assassinado no dia 2 de Março de 2009. Nas eleições presidenciais de 28 de junho de 2009, Malam Bacai Sanhá foi o vencedor com 63% dos votos.
---------------------------------------------
Guiné Portuguesa
A Guiné Portuguesa era o nome da actual Guiné-Bissau enquanto colónia portuguesa entre 1446 e 10 de Setembro de 1974.
Embora Portugal tivesse reclamado o território quatro anos antes, foi o explorador Nuno Tristão pela costa da África Ocidental em busca das fontes do ouro, escravos e outros bens de valor, que chegavam à Europa muito lentamente, via terrestre. Chegou à Guiné em 1450.
A Guiné-Bissau fazia parte do Império Sahel, e as tribos locais comercializavam sal e cultivavam o arroz. Com a ajuda de tribos locais cerca de 1600, os Portugueses, bem como outras potências europeias, como os Franceses, Britânicos e Suecos, montaram os alicerces para o tráfico negreiro. A feitoria de Cacheu, junto ao rio do mesmo nome, foi um dos maiores mercados africanos durante vários anos.
Com a abolição da escravatura, no final do século XIX, o comércio de escravos caiu em forte declínio, embora restassem alguns focos clandestinos. Bissau, fundada em 1700, tornou-se a capital da Guiné Portuguesa.
Com o evoluir das conquistas em África, Portugal perdeu uma grande parte do território para a França (que se tornaria, mais tarde, no actual país da Guiné), incluindo a próspera área do rio Casamansa, que era um grande centro comercial para a colónia. O Reino Unido tentou apoderar-se de Bolama, o que resultaria numa grande disputa entre os dois seculares aliados, quase tornando-se em guerra, cuja resolução muito se deveu a António José de Ávila (recompensado pelo feito com o título de Duque de Ávila e Bolama), o qual, recorrendo à intervenção do presidente norte-americano Ulysses S. Grant, que intercedeu a favor de Portugal, conseguiu assegurar para a Coroa Portuguesa a posse de Bolama.
Bandeira da Companhia da Guiné, que recolhia escravos pela costa da Guiné durante o século XVI.
A Guiné era administrada como uma colónia das ilhas de Cabo Verde até 1879, altura em que foi separada das ilhas, para passar a ser governada autonomamente.
Na viragem para o século XX, Portugal iniciou uma campanha contra as tribos animistas, com o auxílio das populações islâmicas costeiras. Isto iria desencadear uma luta constante pelo controlo do interior e arquipélagos mais distantes. Não seria antes de 1936 que o controlo das ilhas Bijagós estaria assegurado na totalidade para Portugal.
Em 1951, quando Portugal reformou o sistema colonial, todas as colónias portuguesas se passaram a designar províncias ultramarinas.
A luta pela independência iniciou-se em 1956, quando Amílcar Cabral formou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que se manteve relativamente pacífico até 1961, altura em que estalava a Guerra do Ultramar, declarando a província ultramarina como independente e alterando o seu nome para Guiné-Bissau (para a distinguir da vizinha República da Guiné).
A Guiné foi, talvez, o conflito mais complicado para Portugal em termos bélicos e, com o decorrer da guerra, a derrota portuguesa avizinhava-se. Porém, com o golpe de estado do 25 de Abril de 1974, Portugal iniciou as negociações com o PAIGC para a descolonização. Com o assassínio do seu irmão em 1973, Luís Cabral tornou-se no primeiro presidente da Guiné-Bissau imediatamente a declaração da independência a 10 de Setembro de 1974.
.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.
RECONHECIMENTO
terça-feira, 30 de março de 2010
Guiné-Bissau - dois textos da Wikipédia.
O período colonial
Os rios da Guiné e as ilhas de Cabo Verde estiveram dentre as primeiras regiões da África a serem exploradas pelos portugueses. O navegador português Álvaro Fernandes chegou à Guiné em 14466 (Nuno Tristão segundo outras fontes) e reclamou a posse do território, porém, poucas feitorias de comércio foram estabelecidas antes de 1600.
A ocupação do território pela Coroa portuguesa só se deu sob a Dinastia Filipina, com a fundação da vila de Cacheu (1588) sujeita administrativamente ao arquipélago de Cabo Verde. No mesmo contexto, foi estabelecida, em 1630, a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa para a administração do território.
Após a Restauração Portuguesa (1640), foi retomado o povoamento na região, tendo-se fundado as povoações de Farim e Ziguinchor. A irradiação da colonização portuguesa fez-se a partir da foz dos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Buda. Durante séculos a região constituiu-se em um ponto estratégico para o comércio de escravos.
Em finais do século XVII edificou-se a fortaleza de Bissau, período em que os franceses começavam a afirmar a sua presença na região. Em 1753 foi restabelecida a Capitania de Bissau.
Em 1879 procedeu-se a separação administrativa de Cabo Verde, constituindo-se a Guiné Portuguesa. Pouco mais tarde, no contexto do Congresso de Berlim (1884-1885), diante do retalhamento da África pelas potências coloniais européias, a Guiné-Bissau, agora com as suas fronteiras delineadas, é confirmada a Portugal. Entretanto, as subsequentes tentativas de ocupação e colonização portuguesas não se fizeram sem resistência das populações locais. A última delas ocorreu em 1936 com a revolta dos bijagós de Canhabaque.
A luta pela independência
Durante três séculos a região constituiu a colónia da Guiné Portuguesa.
Em 1951, a Guiné-Bissau mudou de estatuto, tornando-se numa Província Ultramarina de Portugal.
Em 1956, intelectual guineense Amílcar Cabral, que estava no exílio em Conacri, e mais cinco correligionários fundaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Em 1963, face à intransigência de Portugal quanto à independência, com o apoio de outros países, o PAIGC iniciou a luta armada de guerrilha, visando pôr termo ao colonialismo português.
A guerrilha do PAIGC consolidou o seu domínio do território em 1973, mas, no mesmo ano, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri, tendo sido substituído pelo irmão Luís de Almeida Cabral.
A independência, declarada unilateralmente a 24 de setembro de 1973, chegou com a Revolução dos Cravos em Portugal (1974). A 10 de setembro de 1974, a Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa na África a ter reconhecida a sua independência, constituindo-se na República da Guiné-Bissau.
O governo de partido único do PAIGC
Luís Cabral foi empossado como o primeiro presidente da República da Guiné-Bissau, instituindo-se um governo de partido único de orientação marxista controlado pelo PAIGC e favorável à fusão com a também ex-colónia de Cabo Verde. O seu governo enfrentou sérias dificuldades que chegaram a provocar a escassez de alimentos no país.
Luís Cabral foi deposto em 1980 por um golpe de estado militar conduzido por João Bernardo "Nino" Vieira que assumiu a liderança do PAIGC, instituindo um regime autoritário. Com o golpe, a ala cabo-verdiana do PAIGC se separou da ala guineense do partido, o que fez malograr o projeto de fusão política entre Guiné-Bissau e Cabo Verde. Ambos os países romperam relações, que somente seriam reatadas em 1982.
O país foi controlado por um conselho revolucionário até 1984, ano em que Guiné-Bissau ganhou sua actual Constituição. Nesse período, todas as alas de extrema-esquerda do PAIGC foram dissolvidas.
A transição democrática
A transição democrática iniciou-se em 1990. Em maio de 1991, o PAIGC deixou de ser o partido único com a adoção do pluripartidarismo. As primeiras eleições multipartidárias tiveram lugar em 1994. Na ocasião, o PAIGC obteve maioria na Assembléia Nacional Popular e João Bernardo Vieira foi eleito presidente da República.
Guerra civil e instabilidade política
Em junho de 1998, uma insurreição militar liderada pelo general Ansumane Mané, conduziu à deposição do presidente Vieira e a uma sangrenta guerra civil. Mais de 3 mil estrangeiros fugiram do país. O conflito somente se encerrou em maio de 1999, quando Ansumane Mané entregou a presidência provisória do país ao líder do PAICG, Malam Bacai Sanhá, que convocou eleições gerais.
Em 2000 realizaram-se as eleições e Kumba Yalá, do Partido da Renovação Social (PRS), foi eleito, derrotando Sanhá com 72% dos votos. Yalá formou um governo de coalizão entre o PRS e a Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bafatá. Em novembro de 2000 Ansumane Mané foi morto por tropas oficiais em uma fracassada tentativa de golpe.
Em setembro de 2003 teve lugar um novo golpe encabeçado pelo general Veríssimo Correia Seabra, durante o qual os militares prenderam Kumba Yalá por ser "incapaz de resolver os problemas" do país. Henrique Rosa foi colocado como presidente provisório até às novas eleições. Em março de 2004 o PAIGC venceu as eleições na Assembléia Nacional ficando com 45 das 100 cadeiras em disputa. O PRS, segundo mais votado, obteve 35 cadeiras. O líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, foi indicado como primeiro-ministro.
Em outubro de 2005 João Bernardo Vieira foi reconduzido à presidência, mas não completou o seu mandato por ter sido assassinado no dia 2 de Março de 2009. Nas eleições presidenciais de 28 de junho de 2009, Malam Bacai Sanhá foi o vencedor com 63% dos votos.
---------------------------------------------
Guiné Portuguesa
A Guiné Portuguesa era o nome da actual Guiné-Bissau enquanto colónia portuguesa entre 1446 e 10 de Setembro de 1974.
Embora Portugal tivesse reclamado o território quatro anos antes, foi o explorador Nuno Tristão pela costa da África Ocidental em busca das fontes do ouro, escravos e outros bens de valor, que chegavam à Europa muito lentamente, via terrestre. Chegou à Guiné em 1450.
A Guiné-Bissau fazia parte do Império Sahel, e as tribos locais comercializavam sal e cultivavam o arroz. Com a ajuda de tribos locais cerca de 1600, os Portugueses, bem como outras potências europeias, como os Franceses, Britânicos e Suecos, montaram os alicerces para o tráfico negreiro. A feitoria de Cacheu, junto ao rio do mesmo nome, foi um dos maiores mercados africanos durante vários anos.
Com a abolição da escravatura, no final do século XIX, o comércio de escravos caiu em forte declínio, embora restassem alguns focos clandestinos. Bissau, fundada em 1700, tornou-se a capital da Guiné Portuguesa.
Com o evoluir das conquistas em África, Portugal perdeu uma grande parte do território para a França (que se tornaria, mais tarde, no actual país da Guiné), incluindo a próspera área do rio Casamansa, que era um grande centro comercial para a colónia. O Reino Unido tentou apoderar-se de Bolama, o que resultaria numa grande disputa entre os dois seculares aliados, quase tornando-se em guerra, cuja resolução muito se deveu a António José de Ávila (recompensado pelo feito com o título de Duque de Ávila e Bolama), o qual, recorrendo à intervenção do presidente norte-americano Ulysses S. Grant, que intercedeu a favor de Portugal, conseguiu assegurar para a Coroa Portuguesa a posse de Bolama.
Bandeira da Companhia da Guiné, que recolhia escravos pela costa da Guiné durante o século XVI.
A Guiné era administrada como uma colónia das ilhas de Cabo Verde até 1879, altura em que foi separada das ilhas, para passar a ser governada autonomamente.
Na viragem para o século XX, Portugal iniciou uma campanha contra as tribos animistas, com o auxílio das populações islâmicas costeiras. Isto iria desencadear uma luta constante pelo controlo do interior e arquipélagos mais distantes. Não seria antes de 1936 que o controlo das ilhas Bijagós estaria assegurado na totalidade para Portugal.
Em 1951, quando Portugal reformou o sistema colonial, todas as colónias portuguesas se passaram a designar províncias ultramarinas.
A luta pela independência iniciou-se em 1956, quando Amílcar Cabral formou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que se manteve relativamente pacífico até 1961, altura em que estalava a Guerra do Ultramar, declarando a província ultramarina como independente e alterando o seu nome para Guiné-Bissau (para a distinguir da vizinha República da Guiné).
A Guiné foi, talvez, o conflito mais complicado para Portugal em termos bélicos e, com o decorrer da guerra, a derrota portuguesa avizinhava-se. Porém, com o golpe de estado do 25 de Abril de 1974, Portugal iniciou as negociações com o PAIGC para a descolonização. Com o assassínio do seu irmão em 1973, Luís Cabral tornou-se no primeiro presidente da Guiné-Bissau imediatamente a declaração da independência a 10 de Setembro de 1974.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Ir de autocarro para Penafiel ???
- Um autocarro de 16 lugares da INALVA, custa 600 €uros,
- A dividir por 16 pessoas dá 37,50 €uros a cada um.
- A partida será às 6:30 da manhã, da gare do Oriente em Lisboa, para poder receber a malta que venha do lado de lá do rio.
- Vem depois pela A 8, recolhendo alguns possiveis interessados. E segue para Penafiel. O motorista come connosco
- O regresso será às 17 horas, fazendo o trajecto inverso.
- Se por acaso houvesse mais gente interessada então eles têm autocarros com 24 ou 31 lugares.
- Temos que confirmar com a INALVA até 15 de Abril
- E temos que pagar até 30 de Abril.
- Há esta hipótese. Isto é apenas um orçamento da INALVA. E só o confirmo com o pagamento antecipado no caso de estarem interessados.
Devem fazê-lo por email para
ou pelo telemovel
931 620 336.
No caso de quererem ir de comboio:
- como sabem se forem no Alfa ou intercidades, para aqueles que têm mais de 65 anos, com apresentação do bilhete de identidade, pagam apenas 50% do valor do bilhete, seja em 1ª. ou 2ª., ficando mais barato que ir de autocarro
- O comboio sai às 7 horas do Oriente, chega ao Porto às 10 horas, apanham depois comboio em Campanhã para Penafiel onde chega por voltas das 11 horas e pouco.
Fico a aguardar noticias dos interessados.
Abraços.
.
domingo, 28 de março de 2010
Uma noticia triste
Cartilha de Higiene Militar - de 1912
sábado, 27 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
A ÚLTIMA JANGADA NO RIO CORUBAL
terça-feira, 23 de março de 2010
Exercicio fisico, não se esqueçam companheiros
sábado, 20 de março de 2010
Chegou a Primavera
Meus amigos
Chegou a Primavera e com ela o sol e o bom tempo assim esperamos.
E chega também o tempo de nos encontrarmos num agradável almoço lá para os lados de Penafiel.
Votos de boa saúde para todos.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia do Pai
"hoje senti saudades de ti ... pai ...
saudades de te ter , de te abraçar,
hoje senti saudades de ti ...
saudades de te ver sorrir ...
saudades da tua face e teus olhos...
hoje senti saudade de te olhar...
saudades da tua voz...
mas senti saudades de te ouvir falar,
(de te ouvir tocar guitarra portuguesa...)
hoje senti saudades de ti ...
de te ver a trabalhar,
de te ouvir rir, pena não te ver envelhecer ...
ver-te chegar a casa, era uma casa cheia...
hoje olhei-me ao espelho, pensei em ti...
no verde de meus olhos vi saudade,
vi-te dentro do meu olhar, fiquei ali...
e fiquei nos meus olhos à vontade ...
pedi então a Deus p'ra adormecer
que pudesse ver-te, ainda que a sonhar
não pude dormir, pai ,
não pude... que a saudade
foi mais forte do que eu, pôs-me chorar..."
poema de TiBéu
------------------------------------------
PARABÉNS A TODOS OS PAIS DO MUNDO.
FAÇO-LHES UM PEDIDO:
APROVEITEM A OPORTUNIDADE E DIGAM AOS VOSSOS FILHOS
QUE APRENDAM A SER PAIS, COMO NÓS LHES ENSINAMOS.
QUE ASSUMAM A RESPONSABILIDADE DE SER PAI
DIGAM-LHES TAMBÉM QUE OS AVÓS SÃO IMPORTANTES MAS QUE NÃO SUBSTITUEM OS PAIS
UM FELIZ DIA,
Cavaleiro
quinta-feira, 18 de março de 2010
O canta cucos
Estou, progressivamente, rendido às virtualidades da internet . . .
E, sobretudo, agradecido pelos conselhos que, por essa via, recebo e que, sem pestanejar, procuro seguir à risca.
Um deles, o conselho para manter a forma física e elevar a auto-estima, difundido pelo Guedes no blog, veio a calhar.
Para atingir esse desiderato, há 15 dias, aventurei-me na ciclópica tarefa de podar as únicas três pequenas árvores de “kiwis” do m/quintal.
Arte em que, não é para me “gabar”, até porque um homem nunca-gaba outro, sou, sem réstea de dúvida, um exímio e afiançado intérprete.
Mas, tarefa árdua e desgastante, a ponto de, por este andar, precisar de outros 15 dias, ou mais, para terminar tal tarefa, apesar da minha inata propensão para o trabalho.
Paralelamente, culturalmente falando, usufruo das dicas do Pica, Justo e Guedes, e aproveito, no WC, todas as manhãs, para me deliciar com a melíflua leitura da cartilha de higiene militar de 1912 (este 1912, não confundir com a celebérrima obra musical).
Por falar em música, antes que me “alembre” da malograda caldeirada, me abespinhe e me dê o badagaio - o falacioso contador do blog indica já 60 000 e muitas visitas -, mudemos de assunto. Inês é morta, ao que tudo leva a crer.
Porém,
Se dúvidas subsistiam, dissiparam-se.
Confirma-se, na íntegra, o que aventei no último comentário, sobre o ataque à tabanca do Monte Fialho.
Qual agente infiltrado, apanhei, aquela maltosa de Lisboa e arredores, com a boca na botija, num ensaio sectorial do coro do n/blog, enquanto saboreavam um peixinho do rio Sorraia (meia dieta), numa tasca do Pragal.
E lá estavam os barítonos, os tenores, vulgo kanta-kucos (Pica, Botas, Carlos Azevedo, Justo, Palma, ora reforçados pelo voz do Contino), e os sopranos, ditos peso-pesados (Zé Manel e Contige), estes ainda desfalcados do Mestre e Ramos, por mor do que, a melodia do pum . . . pum . . . pum/pum, estava, nesse dia, a sair um tanto cacofoneira.
Estou para ver e ouvir (talvez, só em gravação), a 27 próximo, o ensaio geral agendado para o Monte Fialho, aí, já, com a orquestra completa e afinada.
E, a talho de foice, informaram-me de que vão ensaiar também para cantar na missa, se a houver, do nosso convívio.
Abraço do
Hipólito
quarta-feira, 17 de março de 2010
Encontro de alguns dos ex-alferes das companhias do BART1914
Monumento aos mortos em combate na Guiné que foram mobilizados pelo Regimento de Artilharia Ligeira N.º 1
(clicar na imagem para ver em ponto grande)
No sábado, 13 de Março, alguns ex-alferes do BART1914 encontraram-se
Depois foi uma almoçarada, é claro, no restaurante Cova Funda. Lá estamos na fotografia: à esquerda da frente para trás, o Alexandre da CART1692 (Sangonhá, Cacoca, Cacine), o Moreira e o M. Lopes da CART1690 (Geba, Cantacunda, Banjara, Camamudo, Sare Banda); à direita da frente para trás, o Sousa da CART1692 (já esteve na nossa tabanca), o Martins da CART1691 (Saliquinhedim-K3), o Pereira da Costa da CART1692 (é agora coronel e director da Biblioteca do Exército) e o Reis da CART1690.
.
Gentileza de A. Marques Lopes em
Blog Tabanca de Matosinhos & Camaradas da Guiné
terça-feira, 16 de março de 2010
Irena Sendler
Uma senhora de 98 anos chamada Irena acabou de falecer. Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!) Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruido que os meninos pudessem fazer. Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças. Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente. Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim. Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para aa camaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos. No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global... Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Para manter a forma fisica, na nossa idade.
Como nem só de tropa vive o homem, aqui está um conselho para manter o físico em forma.
Lembramos que para verem esta noticia, basta clicar na mesma para que ela aumente para poder ser lida.
Isto acontece em todas as noticias neste formato bem como nas fotos.
.
Desejo-te Tempo!
Para manter a boa forma intelectual, o Justo enviou-nos este texto:
Desejo-te Tempo!
|
Cartilha de Higiene Militar - de 1912
Meus amigos
Pela mão do nosso companheiro Pica Sinos, chegou-nos esta interessante norma militar, chamada de Cartilha de Higiene, elaborada pelo Ministério da Guerra de então.
É bom lembrar que esta norma tem cerca de cem anos e foi elaborada antes da 1ª. Guerra Mundial, que como sabemos foi bastante severa para as tropas portuguesas, e cujo tema foi há tempos abordado no nosso blog.
Para a nossa época tem o valor que tem.
Mas para aquele tempo deve ter sido um importante instrumento para a disciplina e orientação higiénica das tropas de então.
Queremos ainda lembrar que os termos empregues são bastante duros e crus.
Este trabalho tem 36 páginas e irá sendo publicado periodicamente.
Esperamos que apreciem o seu teor e se assim entenderem, façam os vossos comentários.
.
Obrigado Pica.
Um abraço para todos.
terça-feira, 9 de março de 2010
Faz hoje 41 anos que regressámos a Lisboa
Meus amigos
Relembrando o dia em que muitos de nós chegámos a Lisboa, no regresso da Guiné, fui confirmar na minha caderneta militar esse acontecimento.
Foi na verdade o dia mais feliz das nossas vidas até àquele momento.
Tanta alegria sentida naquele dia, tanta saudade saciada, tanta gente à nossa espera. Alguns de nós eram de Lisboa e logo ali encontraram os seus familiares e amigos, as suas namoradas, as suas esposas e alguns até os seus filhos. Mas muitos outros, a maior parte, eram de vilas e aldeias afastadas, no interior do Algarve, Alentejo, das Beiras, do Norte e tiveram que calcorrear horas de estrada até chegarem aos seus lares, à sua família, aos seus amigos, ao seu ambiente.
Foi um dia luminoso nas nossas mentes.
É com emoção que recordo este dia e esse momento, revendo a folha da minha caderneta que assinala o facto e o navio que nos trouxe, o Uige.
E recordo aqueles que entretanto partiram - tanto aqueles que infelizmente vieram antes de nós e não viram a Luz daquele dia; e também aqueles que faleceram posteriormente e que tal como nós chegaram a experimentar a alegria desse dia.
A foto do Uíge foi legendada em tempos pelo Pica, e muito bem, dizendo o seguinte:
"Regresso a Lisboa depois de dois anos de tormento. Que sensação ver nascer a ponte sobre o Tejo, muitas vezes pensei não mais a ver. Foi o dia mais feliz da minha vida".
E mais adiante diz: " Debruçam-se do convés, põem as mãos em pala por cima dos olhos e tentam identificar quem possa esperá-los naquela multidão anónima e desconhecida..."
Abraços para todos.
.
Ataque à tabanca de Monte Fialho
Meus amigos
Segundo informações através de escutas, mas que não tem nada haver com a face oculta, uns determinados mouros estão a preparar um ataque a monte Fialho onde por acaso mora o nosso amigo Mestre.
Eu pedia apoio ao nosso mentor religioso para movendo as suas influencias arranjar quem meta umas minas nas Viúvas (passagem obrigatória para monte Fialho) ou fazer abrigos subterrâneos para o Mestre meter as cabritas e não só, porque com aqueles lateiros tudo é possível.
Um abraço a todos
Vítor Barros.
------------------------
- Hipólito disse...
-
Aí vai a minha bênção . . . Por sorte, no meu scanner, passaram essas escutas e delas concluo: O pretexto para o ataque, prende-se, não com a lateirice que lhes é congénita, mas, tão-só, com o facto de estarem a preparar a próxima visita do Papa. Assim, o Pica, o Zé Manel, o Contige, o Palma, o Carlos Azevedo, parece-me, também o Justo, e, porventura, ainda outros que tais, reconhecidos na praça como fervorosos beatos, vão, em conjunto com o Mestre e aproveitando o silêncio do local, ensaiar aquela do “totus tuus”, que fica de uma esmerada estereofonia com as afinadas e copofónicas goelas daqueles fidalgos. E, também, por influência e conhecimentos do Pica, junto do patriarcado, vão provar os bonés e as t-shirt's, aí conseguidas, tudo a condizer com as bandeirinhas de símbolo pontifício que irão levar na mão, tão do agrado de todos. Desta vez, como é por uma causa nobre, estão absolvidos. Não será necessário meter as “bombas” nas Viúvas. Nem os buracos, porque, se algum cai neles, nem com as máquinas do Mestre se desencarceram de lá os aprumados guerreiros. Mas que vai ser de morrinhanha, vê-los, na TV, a desfilar, felizes e contentes, isso vai. Olhem para o que vos digo! . . .
- Hipólito.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia internacional da mulher
Viva o dia da mulher.
Viva a todas as mulheres.
--------------------------------
""A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta no virar do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorreu a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras. No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária de trabalho de dezasseis para dez horas, equiparação de salários com os homens e não aproximadamente um terço do salário pelo exercício da mesma função e tratamento digno no ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. 129 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano. Somente em 1910, numa conferência na Dinamarca em homenagem a este facto, foi oficialmente instituído o Dia Internacional das Mulheres e em 1975 esta data foi oficializada por decreto pela ONU.
Este facto tem extrema relevância na vida das mulheres que pouco a pouco foram ganhando suas conquista e direitos. Não devemos falar em mulheres ocupando espaço masculino e sim em mulheres ocupando seus espaços por competência, dedicação e comprometimento com suas actividades laborais.
Alguns marcos históricos importantes devem ser lembrados. Em 1788 o filósofo francês Condocet reivindica direitos de participação política, de emprego e educação para as mulheres. Em 1940, Lucrecia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos. Em 1859, na Rússia, ocorre luta pelos direitos das mulheres. Em 1862, as mulheres puderam votar pela primeira vez em eleições municipais na Suécia. Em, 1865 foi criada a Associação Geral das Mulheres Alemãs. Em
Em Portugal há cerca de 40 anos as mulheres tinham que pedir autorização aos maridos para saírem do país e não podiam sequer ter passaporte individual, só o chamado passaporte familiar. Enfermeiras não podiam casar. Professoras só podiam casar com quem ganhasse tanto ou mais que elas.
Ainda hoje em vários países do mundo as mulheres são fortemente descriminadas, não podendo sequer estudar, sendo sujeitas a vários condicionalismos, submissões, vexames e proibições absolutamente desumanos.
São pouco mais que coisas.
.
Fonte: JCnet
Por Telma Gobbi"
domingo, 7 de março de 2010
Desapareceu em Torres Vedras
Por solicitação do meu amigo Francisco Vieira, aqui vai um pedido de ajuda:
Olá colegas, amigos, conhecidos entre outros... Venho por este meio solicitar a vossa ajuda para encontrar um familiar meu que desapareceu no passado dia 03-03-2010 pelas 19:30 na zona de Sobreiro Curvo,A-dos-Cunhados,Torres Vedras. Chama-se Joana Correia, tem 16 anos e o seu cabelo é comprido e preto, olhos castanhos, 1,64 de altura, estatura magra. Piercing no lábio inferior do lado direito, com maquilhagem escura na zona ocular, vestia camisola preta, lenço aos quadrados pretos e brancos, calças aos quadrados pretas e vermelhas, botas de salto alto pretas. Saiu sem qualquer documento de identificação e sem objectos pessoais o que indica que talvez possa ter desaparecido sem ser de livre vontade. Agradeciamos que reencaminhassem para todos os vossos contactos e que se soubessem qualquer informação nos contactassem porque estamos muito preocupados!
Fátima Silva-91 273 97 82 Cátia Correia-91 233 65 56 Mário Correia-96 836 24 38 Daniela Matias-96 315 84 45;91 282 95 69 Doroteia Matias-96 568 92 35;261 315 741
terça-feira, 2 de março de 2010
Almoço de 2010 - será a 8 de Maio - em Penafiel.
.
ESTAVA A VER QUE NÃO...!!!
.
Puxa, meu!
Acordei, hoje, “assarapantado”, sequela, presumo, de um pesadelo ocorrido durante o sono.
E, de ciência certa, fruto da embrulhada em que me meteram uns “bicos” do n/batalhão, ao empurrarem-me a organização do próximo convívio.
Mas, esses, lá “irão para onde o paguem” . . ., está garantido lá no livro do “deve e haver” do S. Pedro, meu amigo e a quem já passei a informação.
Sonhei que me apareceu, aqui na minha tabanca, uma caterva de manjacos, futa-fulas, bijagós e outros que tais lá da nossa tropa, para o almoço/convívio, que já havia esquecido por completo.
* Bonito serviço! . . ., dizia a minha consorte. És sempre o mesmo despassarado! E, agora, que se há-de fazer aos donos desta prenda? . . .
* Oh mulher, não te amofines. Transmite-lhes que eu mando dizer que não estou em casa e despacha-os para a “sopa dos pobres” ali da misericórdia. E até já passa a vez . . .
* Boa malha! . . . Cabecinha pensadora ! . . . E ficas safo destes marmelos, sossega ela, já mais tranquila.
* Pois claro! . . . É como quem limpa o “furo” a meninos . . .
Bom, pesadelo atrás de pesadelo, vamos ao verbo.
Para aliviar o stress, adianto que o n/convívio ocorrerá no dia 8 de Maio próximo futuro.
Apontaram, já, nas vossas ocupadas agendas?
Local de concentração: jardim contíguo à igreja do Sameiro, em Penafiel, local muito aprazível, sinalizado e de fácil acesso à A4 (auto-estrada que liga ao Porto e a Vila Real), a partir das 10 horas.
O convívio comestível será no hotel PENAFIEL PARK (distante do local de concentração uns 200 metros), com 54 quartos para quem pretender nanar.
Quanto a ementa, de momento, não tenho presente. Sei, apenas, que o cabito e a minha consorte estão a tratar do assunto, tendo-lhe dado a sugestão de que, para cotas de 60 e muitos anos, deveria ser levezinha (talvez, umas migas à la mestre e uma lapardana digestiva).
Oportunamente (lá mais para diante, seguindo o conselho do Costa), irei expedir as convocatórias (mais uma trabalheira).
Um xi do exmº e revmº organizador
Hipólito
(P. S. aviso de que estou isento de livro de reclamações)
-------------------------------
- Meu caro Justo:
-
E “num” é que o hotel “num” tem mesmo luz “inléctrica”, Zé?!!! O que tu, muito bem, observaste são milhões de “belinhas”, colocadas por ocasião da procissão das endoenças, quinta-feira santa, tradição ancestral nestas terrinhas do demo, como, v. g., em Entre-os-Rios. Também se nota um ou outro “lampião”, raça em vias de extinção por estas bandas. Por isso, é que, à míngua de tais medievos artefactos, já, um “lampião” daí, se apronta para aparecer de véspera, na expectativa, vã, diga-se, de brilhar em território do “dragão”. Do programa das festas consta uma “missinha com todos”. Não me digas que, após isso, a artilharia ainda pretende almoçar?!!! Por falar nisso. Será que desta vamos ter o prazer de “acamaradares” connosco? E não te preocupes. Para ti e para o Guedes, comemorando o (seu, só dele, Guedes) “looking”, aparecem sempre umas papinhas de sarrabulho e umas iscas de cebolada, sem contra-indicações para o hemorroidal.



























A 4ª e 5ª fotos, a contar de cima, são, precisamente, do local de concentração. O look do blog está, cada vez, mais atractivo.
Hipólito.