.


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O que eu penso do Natal - pelo Cavaleiro

NOITE DE NATAL
ONTEM, HOJE, AMANHÃ
ONTEM………
Fazia frio, às vezes chovia, era noite.
Horas perdidas no tempo, ao frio e à chuva.
Brinquedos de Natal.
Nariz esborrachado no vidro da montra.
Olhos de felicidade.
O combóiinho passava.
Carruagens atreladas umas às outras…..
Ora apareciam, ora desapareciam…..
Escondiam-se. Voltavam a aparecer.
Deslumbrante!
Aviões presos com fios. Parecia que voavam!
Bonecos, bonecas e palhaços.
As motas e os carrinhos em alumínio.
Vermelhos, pretos. Alguns brancos e amarelos.
O presépio com peças em movimento.
Era fascinante!
Em casa
Não havia computador nem televisão.
Nem aquecimento central.
Havia o rádio. Nalgumas casas.
O pinheirinho lá num canto. Em cima de uma mesa.
Pinheiro do monte.
Muito algodão, fios e figuras em papel prata coloridos.
Pendurados e adornando lá estavam
Os cigarrinhos, quatro motas, quatro violas,
Quatro relógios, quatro coelhinhos e
Um Pai Natal. Tudo em chocolate.
Intocáveis até aos Reis.
Na noite de Reis era desfeito o pinheirinho.
Era feita a repartição.
Espaço de tempo interminável. Aqueles chocolates……
Tocava neles. Que vontade de arrancar uma viola!
Não! Os rituais são para ser cumpridos.
Na base do pinheiro, simples figuras toscas
Sobre o musgo da encosta
Simbolizavam o nascimento.
O fumo e o cheiro abundavam
Era um fumo bom, agradável
Fumo e cheiro aquela noite
Cheiro e fumo de abundância.
O pinheirinho era feliz.
Nós éramos felizes.
À mesa
Uma noite igual a tantas outras
Diferente na azáfama e nas regras
A família estava mais presente
Era uma noite de sentimentos
Sentimentos de família
Sentimento de alegria de solidariedade e de partilha
As crianças eram o mundo
Era uma noite condescendente.
O bacalhau, as batatas, o nabo e a hortaliça ajudavam
Os bolos de bacalhau
O vinho igual ao de todos os dias
As rabanadas, os mexidos a aletria o leite creme o arroz doce.
Delicioso. Tudo era bom
Um cálice de”vinho fino”. Dava direito.
As nozes, os figos, as passas, os pinhões.
Às vezes, jogávamos as cartas
O rapa. Jogávamos aos pinhões
Com casca.
Vezes houve que fui  à missa do galo
A igreja era perto de casa
Era à meia noite. As doze badaladas.
O silêncio da noite era lindo
Ia  com a minha avó.
O fogão já não dava calor
Estava quase frio
Era bom que arrefecesse depressa
O sapato queria dormir em cima
À espera do Pai Natal.
Apagavam-se as luzes.
Cansados de alegria a cama chamava.
Felizes.
Foi a noite de Natal.
De manhã o espanto
O pai Natal passou por aqui!
O sapato irradiava a felicidade que não conseguíamos transmitir.
A curiosidade apoderava-se!
Não interessava o quê!
Fosse o que fosse era o selo do merecimento
O valor das coisas não se avaliavam pelo seu custo
Uns chocolates, umas nozes, uns pinhões. Às vezes uma camisola.
Às vezes uma nota que oferecíamos de imediato à mãe e ao pai
Portei-me bem durante o ano
Era a recompensa de uma ilusão
Ficávamos muito gratos ao Pai Natal!
Não se podia exigir mais
Eram muitas as crianças que se portavam bem
Quase todas.
O Pai Natal era pobre
Nós também.
Ricos de alegria e felicidade
Compreensivos e agradecidos
.
HOJE………..
.
Uma noite igual a tantas outras
Diferente da noite de ONTEM
As pessoas
A ausência
Os sentimentos que não somos capazes de transmitir
Os filhos
As desilusões, os desencontros
A impaciência e a desconfiança
A traição, a angústia a dor e o medo.
O medo da doença
O emprego e a falta dele
O medo do dia de amanhã
Os media e as notícias
A corrupção e a vergonhosa existência de gente podre de rica
Ninguém sabe como
Alguns sabem
Também eles miseráveis.
Desgraçados!
E desgraçados deixaram tanta gente boa
 Podres de ricos
Os bancos e os Administradores de mau carácter
Os empréstimos e o receio do despejo
A inveja, a competição a incompetência
A partidarite, os tachos e os boys
A bufaria e a bajulação
Ontem, também os  havia
Notavam-se menos.
Havia vergonha em ser notado.
Hoje são uns desavergonhados
Os da partidarite e seus lacaios
Hoje é angustiante ter de viver com  tantos “sem-vergonha”
A violência, o crime e os assassinos organizados e desorganizados
Os constantes flagelos naturais
As secas, as cheias e a poluição ambiental
Os tsunamis
O computador, a internet o facebook e tantos outros
O consumismo desenfreado
O pinheiro de plástico. Que já não é só verde.
Também é vermelho, branco……..
As lâmpadas led
Nada se faz, nada se cria, tudo se compra
Neste Natal  faz-se de conta. Nada de mal existe
Não há crise
As pessoas são todas inteligentes e honestas
Faz-se de conta
Vive-se stressado numa correria constante
Faz-se de conta
Correm. Atropelam-se
É a “magia” do comprar e dar presentes
Decididamente um absurdo
Como tudo é diferente!
Mas……………..
Ainda conseguimos, felizmente
Pôr na mesa os valores éticos, morais e sentimentais de ontem.
O conceito de família prevalece. Por enquanto.
O ontem e o hoje leva-me a concluir que o homem errou em muitas das experiências que foi fazendo ao longo dos tempos.
Brincou demasiado com a humanidade.
.

AMANHÃ…………….
.
Não sei.
Serão os nossos filhos e netos que irão gerir a herança que lhes deixamos.
Espero que a saibam aproveitar e não deixem morrer os valores que lhes ensinamos.
Até
Poderão vir a ser os donos do mundo.
Ter muitos carros, vivendas e muito dinheiro
Dar muita vida aos espaços comerciais. Com muita luz e cor
Pôr muitas pistas de gelo
Pôr as cidades vilas e aldeias ainda mais iluminadas e bonitas
Pôr as ruas ainda mais cheias de luz e cor.
Com mais árvores luminosas
Com muitas renas e kilómetros de tapetes vermelhos.
Poderão dar mais presentes
Encher a casa de prendas
Poderão até correr desenfreadamente à procura do nada
Do supérfluo
Poderão até comprar o poder
Sim o poder também se compra!
Poderão comprar benesses e favores
Até poderão........
Temo é que ELES não tenham a inteligência suficiente para parar e pensar
Pensar na família, nas crianças, nos amigos
Pensar num Mundo puro e sem maldades
Temo que aplaudam e sigam os maus exemplos da corja nojenta de corruptos
Que nos rodeia
Temo que não tenham força e poder para bani-los da nossa sociedade
Temo que desculpam o criminoso e punam a vítima
Temo que desculpam o bandido e culpabilizem o benfeitor.

Se não conseguirem, creio bem no fim do Natal.

Por favor corram desenfreadamente à procura de carinho, solidariedade e humildade.
Por favor não enganem o Natal.

Que Eles saibam ser dignos de NÓS.
Feliz Natal
António Cavaleiro

sábado, 11 de dezembro de 2010

Uma carta ao Pai Natal

Há muitos anos que não escrevo uma carta ao Pai Natal! Mas este, não resisti. Por isso aqui vai:
"Querido Pai Natal,
Este ano portei-me bem mais uma vez. Acho até que me portei melhor que noutros anos. Vivi de forma mais consciente e sincera - sem mentiras e omissões, usando de toda a minha frontalidade e presença de espírito e com mais sentido de humor. Até me tornei uma pessoa mais paciente (lembra-te que quando nasci, a paciência estava esgotada devido ao 25 de Abril - que tinha acontecido há meia dúzia de meses - e daí este meu handicap).
Por isso, este Natal vou querer, debaixo da minha árvora, vários embrulhos coloridos. Em cada um dos presentes gostaria que deixasses um dos "brinquedos" da minha lista de desejos:
- muita paz de espírito, uma caixa grande cheia de saúde, doses extra de paciência (ando a treinar, mas ainda preciso de uma ajuda mágica), capacidade para sorrir todos os dias, força para viver tudo ao máximo e ultrapassar os obstáculos que, diariamente, vou encontrando... Queria ainda que te lembrasses de mim quando estiveres a embrulhar "a capacidade de amar"... que entretanto ficou pelo caminho e que também não voltei a encontrar.
Não vou pedir dinheiro. Já sei que me vais dizer que isso todos querem e que não ias ter para tanta gente. Mas deixa ...nessa parte eu cá me arranjarei.
Ah! E não batas à porta quando chegares, nem faças muito barulho na chaminé. Sabes ... sempre gostei de surpresas. Podes deixar tudo debaixo da árvore iluminada. No dia 25, logo cedo, quando for buscar as Barbies, os Nenucos e os jogos para a Playstation, prometo que vou ter todo o cuidado do mundo com os outros presentes. Fica descansado. Sei que são frágeis e que podem partir outra vez e isso, eu não quero que aconteça.
Obrigada Pai Natal.”
________________________________________________
Este texto bem como a imagem, foram transcritos, com a devida vénia, do blog GICAS CABEÇA NO AR

O Natal da minha infância

O NATAL DA MINHA INFÂNCIA

Logo no primeiro dia das férias escolares, dava-se início à “construção” do presépio.
Munidos de sacholas, enxadas e outros utensílios íamos pelos campos apanhar: musgo, terra, esta de preferência de cor avermelhada (barro), arbustos e pedras, para que estivéssemos na posse de tudo o que era necessário para a nossa grande tarefa….
Depois era deitar mãos à obra e fazíamos de tudo……, bastava um pouco de imaginação e alguma arte…
Com papel-cenário de côr azul, conseguíamos obter um céu lindíssimo, as estrelas eram desenhadas e recortadas em cartão e depois forradas, umas com papel-prata e outras com papel-dourado; construíamos os montes, os vales, os caminhos, os riachos e ribeiras; com algodão fazíamos a neve que traduzia a existência do frio próprio da época…. enfim, tudo era feito com uma dedicação tal que, acabado o presépio, estávamos perante uma autêntica obra de arte e com a consciência do dever cumprido.
Depois ficava-nos a grande ansiedade pela chegada da noite de Natal. Era na verdade um grande momento…
Pôr o sapatinho na chaminé na noite do dia 24 de Dezembro, para que o Menino Jesus pudesse deixar presentes àqueles que, durante ano se tinham portado bem, que tinham sido obedientes, bons alunos, etc, etc…..era a tradição que todos nós (os actualmente sexagenários) conhecíamos, era aquilo que os nossos pais e avós nos transmitiam e que na verdade tinha tanta beleza, tanto encanto….
O Jantar de Natal era com toda a família reunida e, à meia-noite, todos ou quase todos, iam assistir à missa do galo.
Porém, ninguém se ía deitar sem primeiro depositar, junto à chaminé os seus sapatos, ou botas, sim porque se defendia  na altura que, nas botas, o Menino Jesus teria possibilidade de deixar mais e maiores presentes…...
No dia seguinte, bem cedo, era a corrida à chaminé e a grande alegria para os mais novos que se deliciavam a abrir cada um dos presentes que o Menino Jesus tinha escolhido para lhes oferecer….
Era assim o nosso Natal…….
E como era interessante, como era lindo, como era mágico……

Que saudades....
Albertina Granja
__________________________
Com a devida vénia transcrevemos este texto sobre o Natal, do blog DIVERSIDADES.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O GRUPO DE AMIGOS E OS JANTARES NO NATAL


Um grupo de amigos de 40 anos discutia e discutiam para escolher o restaurante onde iriam encontrar-se para o jantar de Natal.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam mini-saias e blusas muito decotadas.

10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era
muito boa a havia uma óptima selecção de vinhos.

10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam
comer em paz e sossego e havia sala de fumadores.

10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para
cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.

10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical.
Todos acharam que era uma grande ideia porque nunca lá tinham estado antes.

PICA SINOS

Procura-se um amigo!

Meus amigos, companheiros e familiares.
A todos agradeço a vossa simpatia, em mais este dia de aniversário.
Uns deram-me 64, outros 65, e outros, enfim, 66 anos.
Todos acertaram...
Foram muitos os telefonemas, os emails, as mensagens.
Agradeço do coração as atenções que tiveram para comigo neste dia e as palavras que me dirigiram.
Em homenagem a todos vós e porque me faltam as palavras para vos agradecer em pleno, transcrevo a seguir um texto de Vinicius de Moraes, acerca da amizade.
Este texto foi-me enviado há tempos pelo Cavaleiro e mais recentemente pelo Marinho:
.
"Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência de que ainda se vive.


Vinicius de Moraes".

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Natal do Zé Justo

Natal
Desde sempre, tive a feliz dita de uns Natais que sempre recordarei.
Fui abençoado por tudo o que em criança e mais tarde como adulto, ansiei nesta quadra.
A árvore de Natal enfeitada com lindos adornos de purpurinas multi coloridas feitas por meu pai., com pinhas e bogalhos.
O presépio completíssimo, de menino Jesus abençoado pelo padre Carvalho a pedido de minha avó, rodeado por musgo verdadeiro, que minha mãe comprava no Mercado da Ribeira (o tal da novela Laços de Sangue).
No dia 24 antes de deitar, eu e meu irmão ir-mos muito respeitosamente por os sapatinhos na chaminé enfeitada com papel prata, para o Menino Jesus colocar no dia seguinte os seus presentes, sempre com a nossa promessa, ajoelhados, qual altar, de nos portar-mos melhor, comer tudo e não atentar a avó São, no novo ano esperado.
Já na minha própria casa, fiz por manter tudo como na meninice, e há mais de trinta anos, a família reúne-se e vive a época da melhor maneira.
À grande obreira Alda, que se “esfalfa” em trabalhos e pormenores para que todos os muito convivas, sintam a alegria da quadra.
O meu apreço e admiração, pelo seu génio decorativo, culinário e logístico.
Na mesa as cadeiras tem vindo a reduzir-se. Pela ordem natural da vida os que partiram, são já mais do que os que nasceram, mas a vida continua, e todos são lembrados.
“Só se morre quando já não se é recordada”
Não sei nem posso realçar um único dos meus Natais, por de todos ter muito gratas recordações.
Substituindo-me, e de forma superior, deixo-vos um dos mais belos poemas de um homem que enriqueceu como muito poucos, a nossa língua com magistrais palavras, Ary dos Santos  
Quando um Homem quiser
Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas
em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nama vida a amanhecer
que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas
em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
música: Fernando Tordo
 letra: Ary dos Santos
 intérprete: Paulo de Carvalho

O EX-FURRIEL LARANJINA FAZ ANOS

9 de Dezembro de 2010 

Este candidato a gastador de anos, faz hoje 66 anos de idade.

O Laranjina aos 24 anos idade quando habitava numa “aldeia” situada num país da costa ocidental de África, também banhado a oeste pelo nosso Oceano Atlântico, poucos, muito poucos hoje, sabem da sua forma de estar á época.

Este candidato a gastador de muitos anos, na citada “aldeia”, não se deslocava a pé, andava sempre “montado no cavalo a galope” a quem lhe dava o nome ou chamava – jeep.

Era simpático, (qualidade que não perdeu), com o corpo pró esbelto, não sabendo nós como o obtinha. Talvez nalgum spa escondido nalguma palhota da tabanca, ou então por via daquilo que não lhe passava pelo “estreito gargantal”. Aliás que me lembre, gordos só os habitantes mais velhos - os oficiais - e prova disso são as fotografias existentes neste blog.

Mas andando. Era um puto loiro e frenético, altura idêntica aos jogadores do Benfica nos dias de hoje. Um puto giro, mas também rebelde, granjeando a simpatia e o agrado de todos.

Uma vez este puto, deu-lhe para fazer uma “corrida” com o “Presidente da Junta da Freguesia” – o Comandante -.

Ou seja: Ao detectar uma avioneta (que transportava a personagem atrás citada) a sobrevoa-lo na estrada de ligação Enxudé/Tite, naturalmente pensando que se tratava de uma aeronave inimiga, não vai de modas, prego a fundo procurando chegar à aldeia de Tite num ápice. O que foi conseguido. O que ele não contava, logo a seguir, foi com a sua chamada à “Junta” para esclarecimentos. Não sei o que se passou a seguir, mas que ele ganhou a corrida ganhou! E há várias testemunhas disso.

O grande Amigo Guedes e avô babado, faz hoje 66 primaveras. Amigo não te importes de ser gastador na idade. Continua por muitos e melhores anos. Tudo de bom para ti e para toda a família que te rodeia é o nosso sincero desejo. Parabéns

Pica Sinos

Nota:
1 - Também mandamos fazer uma placa comemorativa que te será entregue com o respectivo postal no almoço que ficaste de organizar.
2- Na última foto o Guedes é o personagem que está no meio.
____________________
Amigo Guedes

Mais um Outono na tua vida, mas também muitas Primaveras ficaram para trás e muitas outras se seguirão.
Expressar a admiração pelo teu trabalho e dedicação ao Blog, já se torna repetitivo.
Todos temos apreciado a tua dedicação “à causa” e a permanente persistência com puxas pelo pessoal.
Que muitos mais bonecos eu te vá fazendo para recordar dias como o de hoje.
Muita saúde e tudo de bom para ti e família.
Justo
_________________________
 Grande Guedes, já te mudaram as fraldas?

                        Espero que este dia se repita por muitos e muitos anos sempre bem acompanhado da tua excmª  familia e toda a boa sorte e saúde para vós
Não te esquecas de beber um caneco por mim vê lá

Quando organizas mais um encontro com a malta?
Goza bem este dia e tudo de bom

Um abração         
MARINHO
_________________________
Amigo Leandro

Desejo que este dia de aniversário seja passado com alegria e com saude.

Mesmo velhos e reformados como dizem os tais (os dos comentários do meu blogue) ainda mandamos umas bocas sérias e tomara muitos que fossem um pouco daquilo que o meu amigo é ou (desculpe-me a imodéstia) eu próprio, enfim a nossa geração.

um grande dia de aniversário e muita actividade....

Grande abraço
Francisco Germano Vieira
--
http://pinturasempeniche.blogspot.com/
_________________________
Companheiro Guedes.
Espero que passes um dia,espetacular neste teu aniversario,que tenhas tudo de bom neste e em todos os dias que se seguem.
Tu mereces.
Um forte e sincero abraço.
zé manuel.
_______________________
...Pr’ó menino Guedes, uma salva de palmas . . .
Não só por estar, hoje, de parabéns, pelo seu aniversário, como também por ter sido o fundador e gestor do nosso imparável blogue e dinamizador dos almoços anuais, que iniciou, tornando-o credor da minha (como, creio, de todos) admiração e reconhecimento.
Para ele, um caloroso abraço de parabéns e um agradecimento sincero por tudo o que vem fazendo em prole da salutar vivência que hoje se verifica entre muitos dos nossos companheiros do B’Art 1914.
Muita saúde, para ti e família, e que esta data se repita por muitos e longos anos.
Hipólito
9 de Dezembro de 2010 08:31
___________________
Eliminar 
 Então parabéns ao "ex-furriel laranjina" pelo seu aniversário.
Desejo-lhe muitas felicidades e que este dia se repita por muitos e bons anos, com muita saúde, com muita paz, com muita alegria.
Albertina Granja
9/12/2010
___________________
   COMPANHEIRO
   O dia 9 é assim.Eu no mês passado….
   Um abraço do tamanho do mundo
   Do
       Jorge Claro
_______________________


Amigo Guedes
Não conhecia esta tua foto de boné...talqualmente um general, sim senhor!!
Renovo os meus votos de toda a felicidade do mundo, e já agora, bebe lá um copo à saúde dos artilheiros que eu vou fazer o mesmo.
BRAÇÕES
José Justo
_________________________
Com atraso de um mês, aí vão os parabéns, meus e do Guedes, por mais um aniversário, para o Jorge Claro.
Esperamos ver repetida essa data e, nos 11 meses que faltam para o próximo, ver, no blog, crónicas ou histórias por si subscritas.
Parabéns e um abraço
Hip.
_________________________

Jójó
Aquele abraço.
É uma pena a malta não ter registo da data do nascimento do pessoal.
Já tenho pedido várias vezes e as respostas não são muitas.
Uns não respondem porque não querem. Outros não têm e-mail e não têm acesso às mensagens.
Enfim. Com atraso mas vale tarde que nunca.

Manda-me a tua morada, pois tenho um porta chaves para te mandar. É uma pequena lembrança para colocares na vitrina.

Aquele Abraço Amigo e que contes muitos junto daqueles que te são queridos e continua a mandar e-mails
Divertidos.

Pica Sinos
_______________________
... e há outros malandrecos que fazem anos em Dezembro e dizem que é em Março...
Para o ano, no almoço anual, vamos pedir a cada um que indiquem a sua data de nascimento.
Além disso que tragam fotos para publicar, pois ainda falta muitos na Passadeira dos Famosos.
JOrge Claro, não te esqueças do desafio do Hipólito...
Abraços.
LG:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O meu Natal - pelo José Costa

Natal 2010

Conheço pessoas que ficam felizes no Natal por várias razões: ganham presentes, dão presentes, compram presentes, trocam presentes, e por ai vai...

Conheço também algumas pessoas que ficam tristes no Natal, por várias razões, não têm dinheiro para comprar presentes, não dão presentes, e ás vezes não tem ninguém para dar presentes, e também não recebe presente de ninguém e por ai vai...

O Natal transformou-se num  período de festa para dar presentes e virou consumismo. A grande maioria das famílias inclusive eu, fazemos uma festa pra celebrar esta quadra em família, onde não pode faltar o bacalhau, o “couvão” com batatas e o molho fervido, azeite cebola picada e alho. Á volta da mesa a troca de simpatia, de lembrancinhas, de afecto e de confirmação de amor entre os presentes e a lembrança sempre permanente dos que se passaram para o outro mundo também “estão” connosco á mesa.

E… depois temos o dia 25. Para mim é sempre um dia muito especial porque recebo sempre prendas a dobrar! Porquê? Porque é o dia do meu aniversário e com este já vou contar 65 natais e espero bem não ficar por aqui!
Um bom Natal para todos nós!

José Costa

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Natal da minha infância - pelo Joaquim Caldeira

O Natal da minha infância
Recordo que havia sempre muito frio, por vezes muita neve e, invariavelmente, gelo que se acumulava nos beirais das casas e nos caminhos e riachos.
A igreja matriz era devidamente enfeitada para poder transmitir aos fiéis uma onda de misticismo condicente com a época.
Passava-se isto na aldeia de Louriçal do Campo. Para quem não souber onde fica, eu ajudo. É na base da serra da Gardunha, na vertente sul.
Durante cerca de uma semana que antecedia o dia de Natal, havia um grupo de rapazes mais velhos do que eu, juntamente com homens que se voluntariavam para arrancar o cepo da maior árvore que houvesse nas redondezes e carregá-lo para o adro da igreja a fim de, na véspera, se poder fazer o braseiro que arderia durante vários dias até se extinguir ou a chuva o apagar. Durante a fase em que ardia, era frequente ver rapazes, - raparigas não, - a atiçar o lume ou aquecer pés e mãos, enquanto se divertiam.
Em casa, as mães já tinham feito as filhoses em quantidades muito grandes para poder satisfazer a gula dos mais novos, competindo para fazer a maior quantidade. Era tradição.
Chegado o dia era a entrada solene na Igreja onde o padre muito bem paramentado aguardava os fiéis enquanto se ouviam cânticos próprios da época. Seguia-se o sermão onde se explicava a origem da tradição e o seu valor religioso. Ao lado via-se o presépio sempre muito bem construído e enfeitado. Ainda hoje dá gosto lembrar. No final era tradição beijar o pé do Menino. Filas para esse acto.
Finda a cerimónia era caminhar para casa para um almoço diferente. Mas pouco, porque não se vivia com a fartura que há hoje. Após a refeição, os mais novos brincavam com os presentes, quando os havia. Nesse tempo, quem queria brinquedos tinha de fazê-los.
Eu nunca chegava a entender como o Menino Jesus nascia em família tão pobre e em dia tão frio para salvar os homens e vinha a morrer três meses depois já com trinta e três anos. Era muito pouco tempo para tanto mistério. Por vergonha nunca pedi que mo explicassem. Talvez ainda hoje não entenda muito bem.
Durante esta quadra, por não haver escola, tinha mais tempo para brincar com os meus irmãos e fazíamos grandes bonecos de neve que se mantinham por vários dias, até que a chuva ou o sol os derretesse. As árvores estavam lindas, cobertas de neve, e algumas partiam com o peso enquanto os ribeiros congelavam e o gelo se formava sob a terra dos caminhos fazendo um ruído próprio quando pisado.
Tudo tão diferente do natal que comemorei no ano de 1968 em que, em Fulacunda, após uma ceia tão agradável quanto possível, nos foi servido o filme “O Homem das Pistolas de Ouro” e, cinco minutos após fomos servidos de um ataque que provocou um rasto de morte, feridos e destruição.
O filme continuou a correr em sala vazia até que cortaram a energia e tudo parou.
Mais tarde tentei recriar o Natal da minha meninice para o servir aos meus filhos. Já não era possível. Tudo tinha mudado. Hoje, resta a saudade.
Tenham um bom NATAL.
Joaquim Caldeira

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um conto, pelo Marinho

Num daqueles dias muito quentes, um chinês gordo muito gordo, e não menos rico, não parava de transpirar; por isso decidiu chamar um dos seus criados para o refrescar com um enorme leque que jazia na
varanda aos pés duma cadeira de descanso.

O empregado obedeceu e o homem, que nadava em banhas e em dinheiro, recostou-se na cadeira de baloiço e deixou os pensamentos voar para bem longe. Não muito depois, o senhor verificou, com grande
espanto, que toda a sua transpiração desaparecera; por isso apressou-se a perguntar:

- Onde está o meu suor?

O criado, enxugando as grossas gotas que lhe escorriam pela testa, respondeu muito calmo:

- Senhor, o seu suor está todo comigo!

Carlos Marinho

Texto para o Natal

Este "arturinho" está-me cá a sair um cota, como os que estão prestes a atingir a andropausa dos 65 aninhos.
Não vos ficaria mal, crentes arremelados e de última geração, dedicar uns minutinhos a um assunto que, em pequeninos ladinos, como recebiam  as prendinhas, acreditavam piamente.
Agora, como é para dar, está quieta Rosa, o avozinho já não acredita . . nem tem a vida a jeito.
Da parte que me toca, estou, como posso provar com um cartão que me deram, isento, já que nunca, mas nunca, e até agora, me deram ou dão prendinhas ou outros aconchegos estomacais.

Era, de facto, boa ideia, essa de passar a pasta ao capelão. Só que o homem, como je,  não pesca nada destas tecnologias e o sacristão, de tão fraquinho e também ignaro nessa matéria, não o deve substiuir, 
conforme rege o código canónico.

Um abraço
Hip.
_________________________________
Espero que tu esperes, que eu espero pelas cartas de ambos. Seja informática, seja à mão, seja de muletas...
Fico à espera, mesmo...
LG

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tabanca de Tite na actualidade

clica na foto para a veres em ponto grande

Companheiros
Pesquisando no Google, encontrei esta foto actual de Tite, tirada por satélite.
O quadrado maior assinala o local onde estava o aquartelamento.
O quadrado menor assinala a Capela, onde o Hipólito já naquele tempo, pedia perdão pelos pecados futuros (tão caladinho anda o Hipólito, será que voltou a ter aquele desarranjo, que tão eloquentemente descreveu há uns tempos atrás? E caladinhos andam também o Pica e o Justo...)
O oval assinala o local onde, no nosso tempo, estava a pista e que agora parece ser parcialmente ocupado por um campo de futebol.
Para matar saudades ou a curiosidade.
Abraços.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Viagem a Punta Cana - pelo José Costa

tendas na praia

aspecto dos quartos

um momento bom

diversão na piscina

o guerreiro descansa

Mamajuana - bebida afrodisiaca...

paella

hora do check-out

aspecto da praia

tratando da barriguinha...

Férias em Punta-Cana República Dominicana – Nov 2010

Não sendo minha intenção  retirar dotes de bons textos ao Pica e ao Hipólito, eis-me a enviar “qualquer-coisinha” pró Blog já que o “nosso” Furriel Guedes assim sugeriu.

Desta vez resolvi ir d’abalada até à República Dominicana. Já tinha estado mais de uma vez por aquelas áreas, mas desta foi de vez.
Dista umas sete horas de Lisboa a Punta-Cana por via aérea. Nunca tinha viajado na SATA e alguma vez tinha de ser a primeira. Pessoal de cabine excepcional sempre atencioso. Pena foi que o aparelho mais parecesse um congelador… tal foi o frio que apanhamos dentro do aparelho de Lisboa até ao destino.
O aeroporto é um encanto. Todo a gente já viu e imagina um aeroporto bonitinho em qualquer ponto do mundo não é? Que tem um parque para táxis, autocarros, carros particulares etc e tudo pintadinho no chão. Bem assim como portas automáticas, escadas rolantes, seguranças por todo o lado, assim como lojas, bares etc etc… pois ali não é assim. Os aviões estão estacionados a poucos metros dos passageiros. No parking é o caos. O edifício, falei edifício? Não tem… mais parece uma tabanca coberta de colmo e aberto pelos 4 lados e em banda baixa, apenas um pequeno desnível para os bares. Os passageiros e os tripulantes dos aviões, bem como todo o pessoal de assistência aos voos convivem todos na mesma área… um encanto. Há...! Mas atenção, todos os passageiros são “cheirados” á porta do avião na hora de saída por um cão, não vá alguém trazer pó em vez de um pouco de areia pra mostrar aos de casa que não puderam viajar.
Acessos até ao hotel, faz-me lembrar o caminho de Tite ao Enxudé… dizem que estão a construir uma AE mas pelo que vi á distância… tem rotundas, e entradas e saídas pelas matas, pode?
Felizmente chegado ao hotel, tudo é maravilha. Instalações modernas bem asseadas e não seria para menos é um Resort de 5 estrelas do grupo IBEROSTAR. No meu caso fiquei no “DOMINICANA”
Comida e bebida á descrição a qualquer hora do dia sem mais custos, tenham estômago e bexiga para suportar.
Quanto a água do mar, como seria de esperar é quente a qualquer hora do dia ou noite, sim porque tomei banho no mar antes de me deitar num dia desses.
O dia a dia é feito assim: Pequeno almoço seguido de piscina ou mar, caminhadas á beira-mar vale a pena fazer, pois tem muito boas “vistas”…. Almoço em um dos 3 restaurantes á escolha…. Seguido de uma boa sesta na espreguiçadeira da praia ou piscina. Á noite, convém mudar de roupa pra não desmazelarmos rrsss, janta-se nos mesmo restaurantes, ou podemos ir ao Hotel vizinho “PUNTA-CANA” que pertence ao grupo e não se passa nada, porque á chegada aos hotéis é-nos dada uma pulseira que nos identifica o hotel onde “moramos” e assim podemos alternar conforme nos apetecer… depois assiste-se a um espectáculo feito pelo pessoal de lá, com alguma qualidade de som, luz e vozes e pronto. Os velhos bem como os casalinhos em lua de mel vão pra cama e os solteiros e solteiras, ficam pelo bar a “combinarem” um programa  e ou vão pra discoteca que é decorada com  peças de um DC6 desmontado e espalhado pelo espaço desta discoteca.
E pronto. De regresso a Lisboa na SATA, com o mesmo pessoal de cabine mas, desta feita em outro avião de fabrico mais recente.

Para o ano que vem se Deus quiser e o nosso 1º. Ministro “deixar”  haverá outro destino, de preferência sempre com mais de 7 horas de voo.

Abraço
José Costa