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| Foto do alf. milº António Julio Rosa, tirada pelo Cor. Trabulo |
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| Livro escrito pelo alf. Rosa, após o cativeiro na Guiné Konakri |
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.
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| Foto do alf. milº António Julio Rosa, tirada pelo Cor. Trabulo |
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| Livro escrito pelo alf. Rosa, após o cativeiro na Guiné Konakri |
Foi há 51 anos que António Júlio Rosa, Alferes Miliciano,
natural da Abrunhosa, Mangualde, e mais dois seus militares, cabo cripto
Geraldino Marques Contino e soldado Victor Manuel Jesus Capitulo, da CArt.
1743, foram feitos prisioneiros, na madrugada de 3 de Fevereiro de 1968, por
forças do PAIGC. A tragédia ocorreu numa acção militar na região de Bissassema,
tabanca situada na península a sul do rio Geba, em frente de Bissau. Alferes
Rosa comandava uma força, cerca de 70 militares, composta por um pelotão de
europeus e dois africanos, ali instalada, no dia 31 de Janeiro, para subtrair o
apoio logístico, manter a segurança afastada e impedir qualquer flagelação
sobre Bissau pelo PAIGC. Num ataque violento de 250 guerrilheiros, penetraram
no dispositivo e obrigaram a
Passados que foram estes 51 anos, a visão dolorosa do estado
dos militares em fuga para Tite, as lágrimas que corriam nas suas faces, os
olhos cobertos de lama, a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de
terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única
salvação para manter a vida, em redor da morte, hoje, podemos questionar-nos:
"será que valeu a pena o sacrifício e a vida destes jovens de ambos
intervenientes na guerra…?"![]() |
| Foto tirada pelo Coronel João Trabulo |
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| Foto do Alf. Rosa, captada dois dias antes de ficar prisioneiro do PAIGC, em Bissassema. (captada em Tite, pelo então alf. Trabulo hoje Coronel) |
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| Foto tirada vinte e sete anos mais tarde, num almoço-convivio organizado pelo jornal Expresso, para assinalar a data da libertação. |
evereiro de 1968, o dispositivo começou a ser encurtado. Isso representou a destruição de moranças e de abrigos, construção de outros, desembaraçamento de campos de tiro. Mas o IN não desistia e, cerca das 23,00 horas, um grupo estimado em 100 elementos, flagela, de longe, as NT durante 30 minutos, sendo repelido com um elevado número de baixas.