.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Mortos da Guerra Colonial, no Entroncamento.
RECONHECIMENTO
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
As prisões do antigo regime - Tite
Caros amigos
No Expresso desta semana, vinha um artigo acerca das prisões
do antigo regime, onde é referido Tite. Publicamos esse pequeno artigo, com a
devida vénia ao Expresso e seu jornalista José Pedro Castanheira. LG.
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Tite Quartel e suas Gentes
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Monumento ao Esforço da Raça - Bissau, pelo Coronel João Trabulo

MONUMENTO AO ESFORÇO DA RAÇA - BISSAU
Com a independência, as estátuas na capital guineense foram
retiradas, permanecendo apesar de várias tentativas para o derrubar, somente o
"Monumento ao Esforço da Raça", depois renomeado para "Monumento
aos Heróis Nacionais", na antiga Praça do Império, atual Praça dos Heróis
Nacionais.
Foi começado a construir em 1934 com granito vindo da cidade
de Porto, onde foi feito o projecto de autoria do arquitecto Ponce de Castro,
sendo Óscar Ruas, presidente da comissão para a construção do monumento. Fazia
parte dos projectos de "monumentalização" da cidade de Bissau,
anunciados em 1945, pelo governador Sarmento Rodrigues.
Este monumento terá sido inaugurado em 19 de Maio de 1945,
pelo Governador da Guiné, Manuel Sarmento Rodrigues, conforme manuscrito a
tinta azul do verso do monumento: «Bissau, Manifestação de 19-5-45». Implantado
na antiga Praça do Império, a eixo e fronteiro ao Palácio do Governo, é obra de
inspiração “art déco”, com desenho invulgar e dimensão monumental, de grande
escala, numa expressão geral densa e algo neobarroca. Uma série de elementos
curvilíneos, em pedra, desenvolve‐se na sua base, em crescendo, suportando
frontalmente um elemento vertical, espécie de pilar celebrativo.
O Monumento pretendeu mostrar a “portugalidade" da
época, com as velas da Cruz de Cristo de uma caravela sobre as ondas, a meio
uma mulher segurando uma “coroa de glória”, tendo no peito o escudo com as
cinco quinas e a Cruz de Cristo e, no pedestal da base, o escudo gótico de
Portugal com a legenda: “AO ESFORÇO DA RAÇA”.
João Trabulo, Coronel"
João Trabulo, Coronel"
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
O Daniel Pinto está doente
O Daniel Pinto teve um acidente vascular, que se reflectiu no esófago.
Foi assistido prontamente pelo INEM e no hospital de Braga, onde esteve internado.
Nesta altura já está em casa e encontra-se em boa recuperação.
Manda um abraço a todos os companheiros.
Um abraço Pinto e as tuas melhoras.
Leandro Guedes.
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domingo, 18 de fevereiro de 2018
A HISTORIA DE BISSASSEMA APÓS 50 ANOS
A HISTÓRIA DE BISSASSEMA APÓS 50 ANOS...
"Uma vez que são decorridos 50 anos sobre a data destas
actividades e se perde a sua 'confidencialidade', passo a revelar, pela
primeira vez, o que relata a HISTÓRIA DA UNIDADE DA CCAÇ 2314, sobre
BISSASSEMA:
"Depois do ataque de 03FEV68 a Bissassema, as posições
das NT que se encontravam naquela tabanca ficaram desguarnecidas. A CCac 2314
que se encontrava em Tite, bem como outras Unidades, CArt 1743, PelMort 1802 e
o PelNat 'Boinas Verdes', recebeu ordem para se deslocar para Bissassema a fim
de socorrer as NT que se encontravam nessa tabanca. À chegada, verificou-se que
BISSASSEMA estava deserta, IN já tinha retirado, apenas se encontrava um
pequeno número de elementos da população. Foi dada ordem para que a companhia
guarnecer Bissassema a fim de proteger a população. De imediato se procedeu a
um intenso trabalho de organização do terreno, estabelecendo-se um perímetro de
defesa.
Em 042200FEV68, um gruo com cerca de 50 elementos, flagelou
durante 20 minutos, sem consequências.
Em 050200 FEV68, nova flagelação durante cerca de 20
minutos.
Em 052350FEV68, um grupo estimado em cerca de 100 elementos
durante 25 minutos flagraram as nossas posições na tentativa de efeturem um
assalto ao dispositivo, mas prontamente repelitos tendo abandonado no terreno 6
corpos e um ferido, feito prisioneiro, diverso material de guerra. Na batida
efectuada verificou-se a existência de vários rastos de sangue, presumindo-se
que tenha sofrido mais baixas (confirmado pelo autor).
Em 090100FEV68, um grupo estimado em cerca de 250 elementos
desencadeou, em força, um ataque com um volume apreciável de fogo. Conseguiu
abrir uma brecha no dispositivo de defesa em consequência de terem sido feridos
4 elementos de um abrigo, tendo penetrado no interior do dispositivo, mas
pronta e eficazmente repelido, obrigando-o retirar com pesadas baixas e
abandono de grande quantidade de materiar de guerra. No terreno deixou 15
corpos e na batida (pelo autor) foram encontrados rastos de sangue bem como de
transporte de feridos. Notícias posteriores confirmaram que sofreu um número de
baixas superiores a 50 mortos.
Em 252300FEV68, um grupo estimado em cerca de 100 elementos
desencadeou violenta flagelação, que teve como consequência o ferimento de 3
furrieis do 4°. Pelotão e o IN sofreu baixas prováveis.
Em 07MAR68, realizada Op para recolha da população em Nhala
e Intente.
Em 10MAR68, realizado Op com destruição dos próprios abrigos
do perímetro de defesa de Bissassema e queimada das moranças e abandono de
Bissassema, bem como das tabancas que in aliciou de Flaque Intela, Banaussa,
Flaque Nhabal e regresso a Tite. Foi capturado material de Guerra.
Foi esta a acção em BISSASSEMA, após o desastre de 3 de
Fevereiro, tendo ocorrido grandes privações e sacrificios nesta breve estadia
em BISSASSEMA com grande 'reparos' no seu planeamento inicial e cujos
resultados foram eficazes, posteriormente, pela elevado espirito de entrega e
sacrifício de todos que ali intervieram.
Por informações recentes o PAICG, em consequência dos
acontecimentos ocorridos, sempre escondeu os resultados sofridos da sua acção
em Bissassema para além dos 3 presioneiros que efetuou.
Joao Trabulo, Coronel"
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Guerra Colonial,
Tite Quartel e suas Gentes
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
O Marinho passa hoje mais um aniversário
O Marinho está hoje um ano mais velhote.
Muitos parabéns companheiro, e que vás continuando a melhorar.
Um abraço.
Leandro Guedes.
________________________
Do Carlos Marinho:
Muitos parabéns companheiro, e que vás continuando a melhorar.
Um abraço.
Leandro Guedes.
________________________
Do Carlos Marinho:
“ Grande companheiro Guedes, espero que
tudo esteja bem com os teus que eu e os meus ca vamos andando.
Obrigado por te teres lembrado do meu aniversario o que muito agradeço,
espero que para o ano consigas fazer o mesmo.
Em relação a minha saúde nada sei, só sei
que terminei ontem dia 15 os tratamentos de radio terapia e quimio, tenho
consulta no dia 21 vamos ver o que se passara, se terei de ser operado ou não,
tem sido muito doloroso estes tratamentos mas temos que suportar.
Espero estar bem para ir ao almoço em Maio, mas vou dizendo alguma
coisa.
Um grande abração para ti e para todos os nossos companheiros que por
mim se têm interessado
Carlos Marinho”
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Marinho
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Stress pós-traumático - enviado por Francisco Silva do BAT 6520/72
“15 de Fevereiro de 2018
Aos membros da nossa página, faço esta publicação por
algumas horas.
Já Lutei pelos Combatentes, já perdi muito tempo e também já
gastei algum dinheiro do meu bolso.
Nesta foto que foi tirada numa reunião de diversos grupos
representantes de Combatentes, nas Caldas da Rainha, tudo ficou no ar. Todos
lutam pelos mesmos objectivos que são os direitos dos Combatentes.
O tempo passa, passou e tudo está na mesma.
Eu e mais pessoas continuamos a lutar sem armas.
Não percam o vosso tempo porque os Combatentes estão todos
bem na vida. Só nos lembramos da Santa Bárbara quando há trovoada.
Francisco SILVA.- BART 6520/72”
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
O almoço anual já mexe - é no dia 12 de Maio em Aveiro.
BART 1914 – RESTANTES UNIDADES
MILITARES ESTACIONADAS EM TITE
29º. ALMOÇO ANUAL - AVEIRO
RESTAURANTE – JOÃO
CAPELA
QUINTA DO PICADO, RUA DO SOL
ARADAS / AVEIRO
DIA
12 DE MAIO DE 2018
Caros Companheiros:
É chegado o momento de mais um
almoço anual, e de confraternizarmos uns com os outros.
Será em Aveiro, Aradas, na Quinta
do Picado, no Restaurante João Capela
PROGRAMA:
11:30 –
CONCENTRAÇÃO JUNTO AO RESTAURANTE JOÃO CAPELA, QUINTA DO PICADO, AVEIRO.
13:00
– INICIO DO ALMOÇO
CONTACTOS:
JORGE CLARO – 964 845 802
LEANDRO GUEDES – 931 620 336
PREÇOS – ADULTOS
– 28 €
CRIANÇAS
ATÉ 3 ANOS – GRÁTIS
CRIANÇAS
DOS 3 AOS 10 ANOS – 14 €
CONFIRMAÇÃO
– Solicita-se o favor de confirmarem até dia 30 de Abril, para um dos
telemóveis ou emails acima mencionados. A confirmação é muito importante para
que o Restaurante possa organizar o almoço.
Menú
Couvert
e entradas várias, postas nas mesas na sala de almoço
(PÃO,
MANTEIGA, PATÉS, AZEITONAS, BOLINHOS DE BACALHAU, RISSÓIS)
SOPA
Creme
de legumes
…
Peixe
Bacalhau
à Lagareiro com migas e batatas a murro
Carne
Leitão
à Bairrada, com salada, batatas fritas e laranja
Sobremesas
Será
servidO bufet de sobremesas, uma por pessoa, as seguintes à escolha:
Mousse
de chocolate, pudin flan, salada de frutas e leite creme.
Bebidas
Vinhos
da casa tintos e brancos, verdes e maduros, refrigerantes, águas minerais e
sumos
Café
e digestivos
Café
E aguardente bagaceira
Bolo
do Batalhão
Bolo
comemorativo Espumante
INFORMAÇÕES
VÁRIAS
Quem vier do norte pela
A-1
Sai em
Albergaria para a A-25 em direcção a Aveiro.
A estrada A-25
entronca na A-17. Segue em frente na direcção de Ilhavo e Figueira da Foz
Sai na saída 15
para ILHAVO /N335
1-Encontra uma pequena
rotunda e segue em frente
2-Na rotunda a seguir
sai na 1ª saída em direcção a QUINTÃS/N335
3-Continua em frente
até aos semáforos
4-A seguir aos
´semáforos segue pela esquerda
5-Segue em frente
6-Virar à direita
quando aparecer a placa João Capela
Quem vier do sul pela
A-1
Sai na saída 15 em
direcção a AVEIRO SUL/N235
Vira à direita em
direcção a Aveiro
Chega à rotunda e sai
na 3ª saída para a A-17
Segue em frente na
direcção de Ilhavo / Figueira da Foz
Sai na saída 15 para
ILHAVO / N 335
Seguir os
procedimentos indicados em 1, 2, 3, 4, 5 e 6
Quem vier pela A-17
Sai na saída 15 para
ILHAVO / N335 e segue as indicações dadas em 1, 2, 3, 4, 5 e 6
PARA
QUEM VIER DE COMBOIO: SEJA DO
NORTE OU DO SUL, SAI NA ESTAÇÃO DE AVEIRO E DEPOIS APANHA UM TAXI OU TRANSPORTE
PUBLICO, QUE PASSA NA QUINTA DO PICADO – RSETAURANTE JOÃO CAPELA.
BOA VIAGEM
Referencias do Restaurante:
Rua do Sol - Quinta do Picado
3810-832 Aradas
Aveiro, Portugal
HOTEIS
O RESTAURANTE JOÃO CAPELA TEM HOTEL,
MAS SE QUISEREM FICAR NOUTRO LADO, TÊM APENAS QUE PESQUISAR NO GOOGLE, ONDE A
OFERTA É IMENSA.
NOTA – DIVULGA POR FAVOR ESTE ALMOÇO,
JUNTO DE COMPANHEIROS NOSSOS E FAMILIARES, QUE POR QUALQUER MOTIVO NÃO TENHAM
TIDO CONHECIMENTO DO MESMO.
Cá vos
esperamos!
Um abraço.
Jorge Claro
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29º almoço Aveiro 2018,
Jorge Claro
domingo, 4 de fevereiro de 2018
BISSASSEMA, 50 ANOS DEPOIS. - PELO CORONEL JOÃO TRABULO
BISSASSEMA 50 ANOS DEPOIS...
"Foi há 50 anos que António Júlio Rosa, Alferes Miliciano,
natural da Abrunhosa, Mangualde, e mais dois seus militares, cabo cripto
Geraldino Marques Contino e soldado Victor Manuel Jesus Capitulo, da CArt.
1743, foram feitos prisioneiros, na madrugada de 3 de Fevereiro de 1968, por
forças do PAIGC. A tragédia ocorreu numa acção militar na região de Bissassema,
tabanca situada na península a sul do rio Geba, em frente de Bissau. Alferes
Rosa comandava uma força, composta por um pelotão de europeus e três africanos,
ali instalada, no dia 31 de Janeiro, para subtrair o apoio logístico, manter a
segurança afastada e impedir qualquer flagelação sobre Bissau pelo PAIGC. Num
ataque violento de 250 guerrilheiros, penetraram no dispositivo e obrigaram a
força portuguesa a abandorar em pânico, apressada e desornamente a tabanca para
salvar a vida. A fuga foi trágica, com consequências imprevistas, a que assisti
e que, ainda hoje, está no meu subconsciente. Fazia parte da força que, saída
de Tite, nessa madrugada, foi impotentemente em seu auxílio. Após uma tentativa
fracassada de fuga do cativeiro, Alferes António Rosa e mais 25 prisioneiros
portugueses, seriam libertados da prisão 'Montanha' na República da
Guiné-Conakry, numa acção militar "Operação Mar Verde" pelas Forças
Armadas Portuguesas, realizada em 22 de Novembro de 1970, concebida e executada
pelo fuzileiro capitão-tenente Alpoim Calvão, com o apoio do Comandante Chefe e
Governador da Província Portuguesa da Guiné, brigadeiro António de Spínola.
Entretanto, após a chegada a BISSÁSSEMA, verificou-se que o
PAICG já havia retirado, apenas se encontravam na tabanca um pequeno número de
elementos da população. Foi dada ordem para guarnecer BISSÁSSEMA a fim de
proteger a população.
Mas isto não acabou por aqui, o PAICG não queria perder
aquela posição estratégica e a todo custo desenvolveu ações no sentido de
recuperar a tabanca. Assim, na noite do dia 4 e na madrugada do dia 5,
desencadeou ações com a finalidade de experimentar e recolher informação sob o
posicionamento dos militares ali instalados. E 10 minutos antes da meia-noite
do mesmo dia 5 de fevereiro, uma forte flagelação, que apenas durou cerca de 25
minutos por, ao pretenderem tomar de assalto o dispositivo, sofreram baixas o
que os levou a retirar. Mas no dia 9 de fevereiro, pela uma da manhã,
regressaram com maior efetivo e melhor armamento, talvez comandado por Nino
Vieira, com a vontade de tomar de assalto, capturar e desalojar os militares
portugueses. Conseguiram abrir uma brecha no dispositivo de defesa em
consequência de terem sido feridos 4 elementos de um abrigo, tendo penetrado no
interior do dispositivo de defesa. Mas a forte reação das NT obrigou as forças
do PAIGC a retirar com pesadas baixas, deixadas no local, abandonando grande
quantidade de material de guerra e, apressadamente, transportar elevada
quantidade de feridos que sofreram no ataque. Finalmente, passados cerca de 15
dias, no dia 25 de fevereiro, o PAIGC voltou a desencadear mais uma ação
violenta de flagelação, agora com menor efetivo e armamento, tendo retirado,
novamente, com várias baixas.
Em face do falhanço tido na efetivação da instalação de um
aquartelamento e também aos resultados que se registaram no início, foi
decidido abandonar a tabanca de Bissassema no dia 10 de março, procedendo-se à
recolha de arroz, e ao reordenamento das populações na região a norte de Tite.
Por isso, foram destruídas todas as moranças das tabancas que o PAIGC tinha
aliciado na região, bem como os próprios abrigos que tínhamos construído para a
defesa de Bissassema. Nunca mais lá voltámos.
Sabesse que esta intervenção, em Bissassema, foi um fracasso
para ambos os lados. Se pelo lado português, para além dos prisioneiros e dois
desaparecidos e feridos não se conseguiu contretizar os objetivos propostos;
para o lado do PAICG, o elevado números de baixas, levou a que o PAIGC sempre
escondesse as suas consequencias tendo, inclusivamente, ter sido considerado
por alguns, como um dos maior desaires que sofreu no seu movimento de
libertação da Guiné.
Passados que foram estes 50 anos, a visão dolorosa do estado
dos militares em fuga para Tite, as lágrimas que corriam nas suas faces, os
olhos cobertos de lama, a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de
terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única
salvação para manter a vida, em redor da morte, hoje, podemos questionar-nos:
"será que valeu a pena o sacrifício e a vida destes jovens de ambos
intervenientes na guerra…?
João Trabulo, Coronel"
João Trabulo, Coronel"
NOTA - Nesta tragédia desapareceram ao atravessar o rio, o Furriel Cardoso e o sargento das Milicias, tendo o corpo deste ultimo aparecido mais tarde.
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