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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

19 de Julho de 1967, o primeiro ataque IN após a nossa chegada - Os famosos versos do Costa!


JÁ NINGUÉM SE LEMBRA DISTO... FOI HÀ CINQUENTA ANOS...
VERSOS E DEPOIMENTOS, ALUSIVOS À DATA DE 19 DE JULHO DE 1967 AQUANDO DO 1º ATAQUE TERRORISTA AO AQUARTELAMENTO DE TITE GUINÉ, DEPOIS DA NOSSA CHEGADA, DA AUTORIA DE VÁRIOS COMPANHEIROS. OS VERSOS DO COSTA FORAM FEITOS AINDA NA GUINÉ.

Versos1ª versão)
I

No dia 19 de Julho,
O ataque do inimigo
Eu nem me posso lembrar
O susto que trago comigo
II
Tive medo, tive medo
Não o posso negar
Mas que ideia foi a deles
De nos virem atacar
III
Comecei a rastejar
Todo feito num embrulho
Eram dez menos um quarto
No dia 19 de Julho
IV
Quarta-Feira fatal dia
Que grande barbaridade
Estavam bem instalados
Atacaram à vontade
V
Ninguém os viu essa tarde
A montar o seu abrigo
Apanhou-nos de surpresa
O ataque do inimigo
VI
Começou a manelica
A dar fogo de rajada
E a traz para disfarçar
Vinham tiros da pesada
VII
Caiu uma bazucada
Que ao forno foi parar
Deu-nos cabo do pãozinho
Eu nem me posso lembrar
VIII
Durou quarenta minutos
Elas caíam cá dentro
Eu gostava de saber
Quem é que contou o tempo
IX
Eu não tive alento
Acreditem no que digo
Que nem sou capaz de dormir
Do susto que trago comigo.

Tite, Guiné-Julho 1967
José da Costa.
-
(Versos 2ª Versão)
I
No dia 19 de Julho,
Os turras fizeram tanto barulho
Que nem se podia ouvir.
Houve tanta morteirada e roquetada
Dentro do Quartel de Tite foi cair!
II
Estava eu tão descansado
E à porta d’armas estava sentado,
A falar com o nosso “Furriel Heitor..
Onde desviado de nós caiu uma granada
Julgando que era pesada
Que até fez calor!
III
Os nossos morteiros trabalharam
E granadas pelo ar lançaram.
Nos abrigos deles foram cair
Onde os turras estavam instalados
Alguns deles foram estilhaçados
Mas conseguiram fugir!
IV
Tanto sangue se lá viu!
Perto dos abrigos, onde nossa granada caiu,
Que nem se podia ver.
Alguns deles foram levados
Para não serem apanhados
Ali, deviam morrer.
V
Alguns dos nossos soldados
Ali foram instalados no posto da enfermaria
E agora vou-lhes falar
Tenho muito que contarDo que foi este dia…
VI
Alguns foram para os abrigos
À espera do inimigo
E outros andaram em cima da lama
Eu próprio fui dar com o “cabo”Do S.P.M.
deitado debaixo da cama!
VII
Agora vou-me despedir
Com amor sincero e paixão
Adeus malta da minha companhia
E também do Batalhão

José CostaTite, Guiné-Julho 1967.

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