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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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domingo, 12 de março de 2017

Visita ao Museu Militar de Lisboa (Exército)


Companheiros
Tive a oportunidade de poder visitar o Museu Militar (Exército), no passado dia 10 de Março, junto a Santa Apolónia, cujo lema é "Expomos as Armas dos Antepassados".
Foi uma visita muito interessante, organizada pela Universidade Sénior de Torres Vedras, a qual frequento.
Foram-nos facultadas visitas a várias salas identificadas segundo os temas da nossa História, nomeadamente Sala Vasco da Gama, Sala das Guerras Peninsulares, Sala da 1ª Grande Guerra, Sala de Camões, Sala dos Restauradores, Sala de D. Maria II, Sala Mouzinho de Albuquerque, Sala com peças miniatura, Carroças e Coches e o Pátio dos Canhões.
Está patente uma enorme exposição de armas, uniformes e documentos militares históricos", com grande enfase para a 1ª. guerra mundial, além duma grande coleção de pinturas de famosos autores Portugueses.
De realçar a enorme mostra de vários pintores que colaboraram na melhoria deste belo Museu, nomeadamente Columbano, Condeixa, Veloso Salgado, Carlos Reis e Adriano Sousa Lopes, entre outros. São obras duma grande beleza.
Adriano Sousa Lopes, voluntariou-se para pintar os vários momentos da 1ª. Guerra Mundial, e lá no teatro de guerra, produziu gravuras em água forte que descrevem uma narrativa intensa, humanista e muito violenta do conflito."

O meu objetivo em participar nesta visita era, principalmente, verificar o que era mostrado, sobre a Guerra colonial.
E foi uma desilusão quase completa.
Segundo me foi dito, ainda não há nada sobre o conflito, porque , disseram-me, será preciso a poeira assentar, acalmar as emoções, que é como quem diz, esperar que morram todos os ex-combatentes e assim se relatarem as coisas ao belo prazer dos relatores.
Naquele momento veio-me à memória a frase do nosso companheiro Patoleia Mendes, que diz "Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma!" Ao longo dos tempos, é sempre este o tema.

Mas à laia de rebuçado, existe uma pequena sala, talvez com 10 m2 ou pouco mais, onde estão expostos alguns dos emblemas, em formato pequeno, das Unidades que serviram nas três frentes operacionais.
Numa das vitrinas lá encontrei o nosso Estandarte e outro da CART 1692 que fazia parte do nosso Batalhão. Não sei se estão lá as restantes Unidades que connosco estiveram em Tite, principalmente a CART 1743 e CCAÇ 2314, bem como os pelotões de morteiros, pelotões daimler e secção de Obuses.

Tirando esta falta de respeito e revelador da ingratidão da Pátria, gostei de visitar este Museu e recomendo a sua visita.

Abraços para todos.
Leandro Guedes

FOTOGRAFIAS:

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