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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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domingo, 29 de maio de 2016

Parabens ao Contige




Parabens ao Contige neste dia do seu aniversário.
Votos de muita saúde e que tenhas um excelente dia de anos.
Um abraço companheiro.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

GUINÉ BISSAU - Um retrato do País


UM RETRATO DA GUINÉ-BISSAU
GEOGRAFiA

a república da Guiné-Bissau situa-se na África ocidental, entre o senegal (a norte), a Guiné Conacri (a leste e sul) e o oceano atlântico (a oeste). É constituída por uma parte continental e outra insular, o arquipélago dos Bijagós, com cerca de noventa ilhas, das quais apenas dezassete são habitadas. ocupa uma extensão de aproximadamente 36.125 Km². Graças ao baixo nível médio face às águas do mar e à vasta rede de rias e vales, cerca de 1/3 do seu território fica inundado na época das chuvas, entre meados de maio e de outubro. o país possui oito rios principais: o rio Mansôa, o rio Cacheu, o rio tombali, o rio Cumbijã, o rio Buba, o rio Geba, o rio Corubal e o rio Cacine.  
CLIMA

a Guiné-Bissau tem um clima predominantemente tropical com características marítimas, sendo muito quente e húmido e com duas estações distintas: a estação seca, de novembro a abril e a estação das chuvas, de maio a outubro. a temperatura média anual no país é de 26,8 graus. na Guiné-Bissau, os meses mais frescos são os de dezembro e de janeiro e os mais quentes de março a maio. Já os meses mais pluviosos são os de julho e de agosto.
DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO TERRITÓRIO

em termos administrativos, a Guiné-Bissau divide-se em oito regiões: Bafatá, Biombo, Bolama/Bijagós, Cacheu, Gabú, oio, Quinara e tombali e um setor autónomo, o de Bissau. estas regiões dividem-se em 36 setores e estes, por sua vez, em várias secções, compostas por tabancas (aldeias), muitas marcadas pela distância da capital, Bissau, devido à ausência de acessibilidades ou à precariedade destas. tomando em consideração a geografia do país e a quantidade de rias e rios, muitas vezes o que em linha reta representa uma curta distância, demora horas a percorrer por estrada, considerando a necessidade de fazer grandes desvios para se chegar ao destino.
DEMOGRAFIA

segundo os últimos censos, a população da Guiné-Bissau é de 1.530.673 habitantes e caracteriza-se por ser maioritariamente jovem: cerca de 49,6% da população tem menos de 18 anos e a esperança média de vida ronda os 52,4 anos. a taxa de alfabetização é de cerca de 43,7%, sendo que o abandono escolar é elevado por motivos económicos, sociais e culturais.
ETNIAS

existem entre 27 e 40 grupos étnicos. as etnias com maior expressão na Guiné-Bissau, segundo os censos de 2009, são: a Fula (28,5%), que vive essencialmente no leste do país – Gabú e Bafatá, seguida da etnia Balanta (22,5% da população) que se encontra principalmente nas regiões sul (Catió) e norte (oio), a Mandinga com 14,7%, no norte do país, a Papel com 9,1% e a Manjaca com 8,3%. Com expressão mais reduzida encontramos ainda as etnias Beafada (3,5%), Mancanha (3,1%), Bijagó (como o próprio nome indica vive no arquipélago dos Bijagós e representa 2,15% da população total), Felupe com 1,7%, Mansoanca (1,4%) ou Balanta Mane com 1%. as etnias nalu, saracole e sosso representam menos de 1% da população guineense e 2,2% assume não pertencer a qualquer etnia. a sua distribuição geográfica tem razões históricas mas também se relaciona intimamente com as atividades tradicionalmente praticadas por cada uma delas. os Balantas, os Manjacos, os Mancanhas e os Papeis encontram-se predominantemente nas zonas costeiras e cultivam o arroz nas bolanhas. os Papeis são os grandes produtores de caju, por excelência, uma das maiores fontes da economia nacional. Por sua vez os Fulas dedicam-se essencialmente ao comércio e à criação de animais. os Bijagós são pescadores por excelência, já os Mandingas trabalham principalmente no comércio e na agricultura.

 (IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Fotos dos anos 90 - Narciso



Caros amigos
Conforme promessa aqui estão as fotos que o Narciso nos enviou, e que se referem a encontros efetuados nos anos 90.
Reparem nas roupas, nos carros, nos cabelos, nos bigodes... tudo era diferente. Pena que alguns daqueles que aqui aparecem, já tenham partido!
Um abraço ao Narciso.
Leandro Guedes.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

As fotos dos anos 90 - do Narciso.




AMIGOS E COMPANHEIROS
 O Narciso entregou-nos uma coleção de fotos a que eu chamei de FIM DE SÉCULO (a lembrar uma aguardente famosa).
Estas fotos são duma riqueza extraordinária, porque mostram bem como eram as fatiotas nos anos 90, do fim do século passado e o aprumo com que os guerreiros se apresentavam nos primeiros almoços (o primeiro foi em 1990) - muitos de nós estão de fato e gravata e o Hipólito até ia de gabardine comprida, como à época se usava.
De realçar também que estas fotos foram tiradas como se usava na altura, com uma máquina analógica, rolo de filme de 36 fotografias, que eram reveladas em laboratório. Nada que se compare com a rapidez das máquinas digitais atuais.
 Estou a organizar um pequeno video, mas para vos abrir o apetite, junto estas fotos que acho deliciosas, tiradas no almoço da Batalha, organizado pelo Monteiro e Guimarães e no almoço em Mira, organizado pelo Claro.
Leandro Guedes.

sábado, 21 de maio de 2016

O almoço anual do BART de 2017, já mexe.




Os nossos companheiros Joaquim Almeida e Fernando Clara foram empossados em Tábua, para a organização do almoço anual de 2017, o nosso maior evento.
O primeiro é de Pinhel e o segundo de Vilar Formoso e entre estas duas cidades irão encontrar o local ideal para o nosso almoço em Maio do ano próximo.
Desejamos-lhes boa sorte.
Um abraço.
Leandro Guedes

ARQUIVO RTP - VIDEO SOBRE A GUERRA COLONIAL

Companheiros
Conforme tinha sido prometido publicamos um video da autoria dos arquivos da RTP, sobre a Guerra Colonial.
Neste blog, mesmo aqui ao lado na coluna da direita, logo no incio está lá a indicação deste site.

PARA VER O VIDEO CLIQUE AQUI

sexta-feira, 20 de maio de 2016

GUINÉ/BISSAU - As origens do País

Os primeiros vestígios da presença humana na Guiné-Bissau datam de 200 mil anos a.C. mas os registos históricos mais evidentes iniciam-se no 3.° milénio a.C. com a chegada de povos do deserto do sahara, ascendentes dos atuais grupos étnicos do litoral e ilhas da Guiné-Bissau. no século IV a.C. funda-se o império do Gana que perdura até ao séc. XI, quando os almorávidas tomam Kumbi-saleh, a capital do Gana. É então que os povos naulus e Ladurnas chegam à Guiné-Bissau, onde dominavam os povos Mandingas, pertencentes ao reino de Gabú, instalados entre a região nordeste da Guiné-Bissau e a região de Casamansa. o reino de Gabú era por sua vez vassalo do império do Mali (1230 a 1546), estado rico e sumptuoso que se estendeu entre a região do rio senegal e do alto níger.

A chegada dos portugueses à Guiné-Bissau deu-se entre 1445 e 1447 e é atribuída a Nuno Tristão que terá morrido numa destas primeiras investidas num ataque perpetrado pelas tribos locais no rio Geba. outros historiadores atribuem-na a Álvaro Fernandes que, pela mesma altura, terá chegado à praia de Varela.

A presença portuguesa no território inicia-se em 1588 na vila de Cacheu, à altura sujeita administrativamente ao arquipélago de Cabo Verde. esta localidade ficou conhecida pelo seu porto de águas fundas, ideais para o transporte marítimo de ouro, marfim, especiarias e de escravos. Para além dos comerciantes portugueses e cabo-verdianos, Cacheu foi a casa dos portugueses “lançados” (aventureiros) e dos “degredados” (condenados ao exílio). as ocupações portuguesas seguintes, onde também se instalaram feitorias para fins comerciais, são posteriores a 1640 e foram  taRRaFEs DE cachEU, sempre feitas a partir dos rios: Casamansa, são Domingos, Farim, Bissau, e mais tarde, Bolama e Bafatá.

Em 1753 é estabelecida pelos portugueses a Capitania de Bissau. os ingleses conseguem, por sua vez, estabelecer-se em Bolama, ilha do arquipélago dos Bijagós mais perto do território continental da Guiné, em 1792.

Em 1879 procede-se à separação administrativa de Cabo Verde e constitui-se mais uma colónia de Portugal, a Guiné Portuguesa que teve como primeira capital Bolama.

Após a Conferência de Berlim (1884 - 1885), em que Portugal apresentou o falhado Mapa Cor-de-rosa, este país apressou-se a efetivar o povoamento da Guiné-Bissau e a dedicar-se à agricultura, não sem antes a população resistir e se travarem sanguinários combates. em 1936 dá-se a última grande revolta que ficou conhecida como a revolta dos Bijagós de Canhabaque. a população guineense foi então obrigada ao trabalho forçado, as infraestruturas pouco foram desenvolvidas e foi dada a preferência para a nomeação de cabo verdianos como funcionários.

Em 1951, face à pressão internacional, o estatuto de Colónia da Guiné Portuguesa é substituído pelo de Província Ultramarina, mas a resistência guineense e a luta pela autodeterminação sempre se fizeram sentir, tendo como marco histórico a fundação do PaiGC (Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde) em 19 de setembro de 1956 por Amílcar Cabral, Luís Cabral, Aristides Pereira e Júlio de Almeida. Durante três anos a resistência do PaiGC foi pacífica mas endureceu após o massacre do Pidgjiguiti, de 3 de agosto de 1959. neste dia, os trabalhadores do Porto de Bissau, estivadores e marinheiros, encontravam-se em greve, exigindo melhorias salariais mas as forças portuguesas da PiDe (Polícia internacional e de Defesa do estado) interromperam a manifestação e mataram cerca de 50 pessoas, ferindo ainda outros 100 manifestantes. o dia 3 de agosto foi transformado num dos marcos da luta de libertação da Guiné e é atualmente um dos feriados mais importantes do país.

Em 1963, o PaiGC inicia a luta armada de guerrilha de oposição ao regime colonial, que fica registada pelo assassinato do seu líder e doutrinário, Amílcar Cabral, a 20 de janeiro 1972, sem nunca se vir a determinar quem foi o responsável. a 24 de setembro de 1973 o PaiGC declara em Boé a independência unilateral da Guiné-Bissau — tornando-se a primeira das ex-colónias portuguesas a tornar-se independente. Portugal só reconhecerá oficialmente a independência da república da Guiné-Bissau, aquando da deliberação da assembleia Geral das nações Unidas, a 17 de setembro de 1974.

A Guiné-Bissau independente começa então o seu caminho, com alguns avanços e muitos recuos tendo como primeiro Presidente Luís Cabral, irmão do líder do PaiGC assassinado em 1973, Amílcar Cabral. os primeiros anos pós independência são muito agitados, registando-se até 1979 o fuzilamento de ex-Comandos africanos e de cidadãos conotados com o Partido FLinG, bem como uma tentativa do Presidente de implementar um governo de inspiração socialista, num projeto de Unidade da Guiné-Bissau e de Cabo Verde que termina abruptamente em 1980, com um golpe de estado perpetrado pelo Primeiro-Ministro Nino Vieira, que assim assume a liderança do país.

Em 1986 dá-se uma nova tentativa de golpe de estado, desta feita encabeçado pelo Vice-presidente do Conselho da revolução, pelo Procurador-Geral da república e vários oficiais superiores das Forças armadas que acabam detidos e parte deles fuzilados no que veio a ser conhecido por “caso 17 de outubro”. o regime de multipartidarismo chega em 1991 e, em 1994, realizam-se as primeiras eleições livres na Guiné-Bissau com a vitória do PaiGC e de Nino Vieira para a Presidência da república, com maioria absoluta.

Em 1997 a Guiné-Bissau integra a União económica e Monetária do oeste africano (UeMoa) e adopta o Franco CFa como moeda nacional, substituindo o Peso. o país é também membro da Comunidade económica dos estados da África ocidental desde 1975.

1998 dita o início de um período muito conturbado e de má memória para a Guiné-Bissau - uma guerra civil que opõe o governo eleito democraticamente e uma auto-intitulada “Junta Militar”, tendo como base rivalidades e lutas pelo controle de poder no PaiGC. esta guerra que durou cerca de 11 meses, devastou infraestruturas, a economia, a sociedade, famílias e ceifou muitas vidas. a destruição do tecido económico e social teve consequências catastróficas no país e que perduram até aos dias de hoje.

A guerra civil termina em 1999 com a renúncia de nino Vieira ao cargo e a assunção de funções interinamente pelo Presidente da assembleia nacional Popular, Malam Bacai sanhá. entre as eleições de 2000, em que Kumba ialá é eleito Presidente da república e 2015, o país viveu períodos políticos e militares de alguma tensão que se traduzem em dois golpes de estado (2003 e 2012), oito Presidentes da república (um deles assassinado em 2010) e doze Primeiros-Ministros. em agosto de 2015, depois de o Presidente da república demitir o Primeiro-Ministro Domingos simões Pereira, o PaiGC, partido mais votado nas eleições legislativas de 2014, formou novo governo encabeçado pelo histórico membro do PaiGC, eng˚ Carlos Correia.

Falar da história recente da Guiné-Bissau e nos seus 42 anos de independência, é na realidade falar de um estado com algumas dificuldades em se consolidar, fruto de sucessivos golpes e conflitos causadores de instabilidade política que se materializa numa economia débil e numa sociedade fragilizada por anos de falta de paz e de perspetivas de futuro. De salientar no entanto que estes conflitos político-militares não se replicam na sociedade guineense que é pacífica e extremamente hospitaleira, recebendo qualquer pessoa que ali chega com um sorriso e um brilho no olhar que nos marca para sempre. Por isso, falar da história da Guiné-Bissau é também falar das suas gentes e da sua generosidade, da sua riqueza étnica, da sua diversidade cultural, do seu enorme potencial turístico e das belezas naturais que encontramos de norte a sul do país e que justificam indubitavelmente uma visita.

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

FOTOS INÉDITAS DO CONTIGE

O Contige já em tempos nos tinha mandado algumas fotos que entretanto fomos publicando.
Agora, em Tábua, entregou-nos mais algumas, entre elas estas que consideramos inéditas, porque não faziam parte dos nossos álbuns.
Destacamos aquela em que o Contige olha a espingarda, sem saber o que fazer com ela - ou levá-la para a cama ou para a padaria.
A outra em que toca concertina. Esperamos que a leve para o ano ao almoço.
E uma outra em que o Esmoriz está sentado a fazer magia frente a um bidon.
Entretanto faremos uma coletânea destas ultimas fotos, que serão oportunamente publicadas.











terça-feira, 17 de maio de 2016

AS FOTOS INÉDITAS DO ALFREDO ALVES

O Alfredo e o Costa a pilarem arroz, na tabanca de Tite.


Nesta foto podemos ver da esquerda para a direita: Sargento ajudante Marvanejo, furriel Arrabaça, 1º. Sargento Ramos, Capitão Pereira Rodrigues, Cabo Alfredo Alves, ?, furriel Bagulho e cabo Joaquim Henriques.

Mais um aniversário do Vitor Barros




O Victor Barros passa hoje mais um aniversário.
Muitos Parabéns companheiro, que continues com saúde.
Não apareceste no almoço, mas espero que esteja tudo bem contigo.
O Victor foi operado aos olhos. As tuas melhoras companheiro.
Um grande abraço e que passes muito bem este teu dia.
Leandro Guedes.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Companheiros, perdidos mas achados

Caros companheiros
É sempre motivo de satisfação, diria até que é o objetivo máximo dos nossos encontros que ao longo do ano se vão realizando, o reencontro de companheiros nunca mais vistos após o regresso.
Desta vez tivemos o grato prazer de reencontrar mais dois:

- António Garcia da Costa, de alcunha o major
que era motorista do 2º. comandante
morador na Ponte das Três Entradas
Oliveira do Hospital

- Costa e Silva
do pelotão de morteiros
morador em Braga

Foi uma alegria reencontrar estes amigos que vieram pela primeira vez aos nossos almoços e que prometem não desistir.
Para eles o abraço fraterno, de boas vindas e que continuem com saúde, no seio das suas famílias.
Ficamos à espera das suas fotos do tempo de Tite, para serem publicadas.
Um abraço.
Leandro Guedes.



António Garcia da Costa, o major
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Costa e Silva, do pelotão de morteiros

O grupo de Concertinas no almoço da Venda da Serra


A atuação deste grupo foi uma oferta simpática do Alfredo Alves e esposa, a todos nós.
O Alfredo já em tempos atuou no grupo.
Muito obrigado.
Leandro Guedes.

O Carlos Leite, filho, fez anos no dia 14, Sábado, dia do nosso almoço


Afinal quem fez anos foi o filho do Carlos Leite. O pai faz anos em Novembro. Aqui ficam os parabens ao filho, atrasados.
Fez anos no Sábado dia 14.
Desculpa companheiro mas sabes que nestes momentos de confraternização, nos lembramos sempre de ti.
Que tenhas passado um bom dia de aniversário do teu filho e que continues com saúde.
Um abraço.
Leandro Guedes.

domingo, 15 de maio de 2016

O nosso muito obrigado ao Casal Alfredo Alves


O nosso agradecimento sincero ao Alfredo Alves e Esposa, pelo empenho que dedicaram a esta causa do nosso Batalhão, que é a organização do almoço anual.
Muito obrigado por tudo, pelo espaço, pela simpatia, pela refeição, pelo ambiente, pela organização e obrigado também pelo porta-chaves que a todos ofereceram e que fica como recordação deste belo almoço.
Obrigado também pelo momento de concertinas, que está devidamente gravado em video e que será publicado em breve.
A atuação deste grupo foi totalmente oferecida pelo casal a todos nós e paga por eles.
Muito obrigado, bem hajam.
Leandro Guedes.

O almoço anual em Maio de 2016 - algumas fotografias


sexta-feira, 13 de maio de 2016

250.000 visitas a este blog.



Companheiros, familiares, amigos e visitantes:
Concluíram-se hoje as 250.000 visitas a este nosso blog.

Embora seja um numero pouco significativo, ele manifesta uma avaliação,  ou seja, saber quantos se dão ao trabalho de nos visitar e de o fazer repetidamente, umas vezes apenas lendo e outras comentando.


Temos tido visitas dos quatro cantos do mundo, quem sabe de ex-combatentes ou talvez apenas de Portugueses espalhados pelo mundo, desde a Russia e Nova Zelândia à costa oeste dos Estados Unidos e Canadá, da Islândia à África do Sul, passando pelos países de expressão Portuguesa, principalmente o Brasil e os países onde houve conflito armado, destacando claro, a Guiné/Bissau.
Mas embora seja apenas um numero, ele é importante para nós, ex-combatentes do Batalhão de Artilharia 1914 e por isso queremos festeja-lo convosco, com este trabalho do José Justo a quem enviamos o nosso abraço agradecido. Bem hajas companheiro!
Para os nossos companheiros, familiares, amigos e visitantes o nosso muito obrigado pela companhia que nos têm feito ao longo deste oito anos e quatro meses.
Leandro Guedes


GUINÉ/BISSAU - Projectos da ONG "AFECTOS COM LETRAS", no País.


 

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Guerra Colonial - arquivo da RTP

 Caros companheiros
Hoje o Raul Soares enviou-me este interessante site sobre a Guerra Colonial.
É um site mais moderno, dum outro que há algum tempo temos publicado para visão imediata, na coluna da direita do nosso blog e que é da autoria da RTP, cujo arquivo é muito importante e valioso, como sabem..
Muito obrigado ao Raul Soares.


Interessa dizer que logo que possível vamos publicando no blog, ou transcrevendo, alguns dos artigos expostos no dito site, para informação dos interessados.
Entretanto, se quiserem ir consultando, basta acederem ao site indicado abaixo.
Abraços séniores.

Para aceder a este documento, basta clicar...


terça-feira, 10 de maio de 2016

Acabar com o Acordo Ortográfico

"As declarações do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa sobre o Acordo Ortográfico são uma das últimas janelas de oportunidade para que se feche em Portugal toda uma história de medíocre engenharia da língua, sem nenhuma vantagem nem mérito, cuja manutenção, por inércia e quase só por inércia, tornará Portugal e a cultura portuguesa mais débeis, menos influentes e mais isolados. Se há “reversão” que se exige do governo é a do Acordo Ortográfico, obra de políticas de facilidade, destinadas a resolver problemas complexos com um truque de engenharia política imposto por governantes cuja relação com a língua e a cultura portuguesa é, para não dizer outra coisa, de bastante indiferença. As divergências de ortografia com o Brasil, o grande argumento para o Acordo, têm a ver com coisas muito diferentes de uma norma. Têm a ver com a pujança do português do Brasil, empurrado por uma sociedade dinâmica e aberta a muitas outras línguas e influências, que nunca conseguiremos domar com um Acordo deste tipo. Bem pelo contrário, é bom para o português como língua que ele tenha como locomotiva o Brasil, que nos enriquece pela sua diferença, enquanto que o português de Portugal pode permanecer o cânone cultural da língua, fiel às suas origens latinas, e transportando uma história que vale muito mais para a cultura brasileira do que uma variante mortiça da ortografia abrasileirada, escrita a contragosto e sem chama. O português é o português e é uma enorme vantagem cultural, mesmo no mercado competitivo da cultura, que ele permaneça na sua ortografia fiel às suas origens latinas. O Acordo é mais um dos aspectos do desprezo pela cultura das humanidades que caracterizou estes últimos anos. De Santana Lopes e Sócrates a Passos Coelho e, se não fizer nada, a Costa.
O Acordo Ortográfico é um monumento de ambiguidade às relações entre Portugal e os países onde se fala a língua portuguesa, que ninguém desejou nem pediu e que acabou por servir para gerar enormes efeitos perversos, que se arriscam a cair apenas sobre Portugal, visto que no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor, o caminho seguido é deixar o Acordo apenas na sua condição de papel. Para fazer esta “reversão” basta apenas tornar a sua aplicação facultativa, e logo a seguir a força colectiva da recusa ao Acordo isolará a minoria que o defende. O Acordo só existe em Portugal pelo absurdo de termos governos que o têm querido impor isoladamente a nível nacional, o que é o melhor exemplo do seu falhanço como acordo internacional, que não obriga ninguém visto que vários signatários resolveram não o aplicar, o que o torna caduco.
Acabar com o Acordo já tem custos, custos que de há muito foram anunciados e previstos e que poderiam e deveriam ter sido evitados. Os custos são de duas ordens: uma, a mais grave, o facto de uma geração de crianças e jovens ter sido educada com as regras do novo acordo, processo que se agravou pelo facto de os seus defensores terem estado a criar à pressa um facto consumado, para tornar o Acordo inevitável e não se poder andar para trás. Como o Acordo nunca seria implementado pelo seu mérito nas escolas e no Estado, onde muito pouca gente o aceita como seu, forçou-se a sua aplicação manu militari, com ameaças e sanções mesmo que de legalidade muito contestável. Admito que isso signifique que para uma faixa etária de portugueses a sua maneira de escrever fique numa espécie de limbo, mas estão longe de ser a maioria dos portugueses, jovens adultos e mais velhos, que nunca seguiram as regras da nova ortografia. Por isso, limbo por limbo, mais vale corrigir o mais depressa possível aquele que é de centenas de milhares, em vez de forçar o de milhões. É o custo desta operação de engenharia da língua pago pelos mais novos? É. Mas iriam crescer num mundo em que a escrita de qualidade, os jornais de referência, o português de todos os países africanos de língua portuguesa, seria o da ortografia anterior ao Acordo. Já lá vamos ao Brasil.
O segundo custo, o de alterar de novo os manuais escolares e outros documentos em que se forçou a aplicação do Acordo, também existe, mas os prejuízos a médio e longo prazo do Acordo são muito maiores do que o custo dessas alterações a curto prazo. O Estado pode ir corrigindo os seus papéis pouco a pouco, e alguma forma de indemnização pode ser dada às editoras de livros escolares. Já penso que as editoras que se apressaram a correr a fazer livros com as regras do Acordo, enquanto outras mantinham a antiga ortografia, ou porque se opunham ao Acordo ou porque os seus autores não aceitavam as novas regras – o que foi a regra – não devem receber qualquer indemnização. Estavam prevenidas das muito sérias objecções que existiam quanto à legalidade do Acordo, e aceitaram o risco.
Mas se se acabar com o Acordo o mais depressa possível – e essa urgência é real para evitar mais estragos do que os que já foram feitos – não se pode ignorar os seus custos, não se pode deixar de dizer com clareza que os custos da sua manutenção são muito maiores e particularmente gravosos para um bem intangível, o da influência do português como língua nacional de cultura e história. O que acontecerá, sem nunca se resolver a divergência com o Brasil, será a divergência cada vez mais acentuada entre o português que se escreve em Portugal e o que se escreve nos PALOP. Com Angola, Moçambique, Cabo Verde sem aplicar o novo Acordo, com o Brasil a escrever como muito bem lhe apetece, ficará Portugal isolado numa variante ortográfica empobrecedora, cujos efeitos serão tornar cada vez mais bizarra a escrita do português.
Um dos argumentos dos defensores do Acordo é que se trata apenas de mudar a ortografia e isso não muda a língua. Foi o argumento com que se me respondeu quando falei do abastardamento do português que, no meu ponto de vista e no de muitos outros, resulta da aplicação das novas regras ortográficas. Considero o argumento absurdo, como se na língua que falamos e lemos – insisto, falamos e lemos – a imagem física das palavras não contasse, e fosse o mesmo escrever aspeto e aspecto. As palavras transportam uma dimensão cultural e na sua escrita não são mera ortografia, como melhor do que ninguém João Guimarães Rosa compreendeu, tratando a língua portuguesa como sentido, som, e imagem.
O Acordo Ortográfico não é ciência, nem lei, é política. Como política, é prejudicial à nossa cultura a nível nacional e como elemento de política externa é um acto político clamorosamente falhado e cujas consequências do seu falhanço caem essencialmente sobre Portugal. O Presidente teve a coragem de levantar o assunto, convinha agora dar ao seu acto a força da opinião pública. Há muitas maneiras de o fazer, e os juristas e constitucionalistas certamente que encontrarão forma de dar expressão legal a esta “reversão”. Pode considerar-se a sua caducidade visto que não está a ser aplicado pelos outros signatários, “reverter” a sua imposição administrativa, ou, levar os portugueses a pronunciarem-se em referendo, mesmo que de forma não vinculativa, sobre o Acordo. Não são os opositores do Acordo quem tem medo do referendo, bem pelo contrário. Mas o tempo urge, visto que os defensores do Acordo pouco mais têm a seu favor do que a inércia.

José Pacheco Pereira"

in blog a Terra e a Gente, de José Luis Patricio, com a devida vénia.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

GUINÉ BISSAU - Usos e Costumes sociais,

USOS E COSTUMES SOCIAIS
na sociedade guineense, apesar do poder central e local ter contornos clássicos, o regulado – forma de poder tradicional exercido pelos herdeiros dos reinos pré-coloniais, representa ainda com muita expressividade o poder por excelência nas diversas etnias.

O RÉGULO - é a entidade máxima numa determinada comunidade local que funciona independentemente do estado, tendo responsabilidade em matéria de administração territorial, de arbitragem em questões de ordem social ou divisão fundiária e agindo mesmo na veste judicial. Detém também um papel crucial na regulação social e cabe-lhe, por exemplo no contexto da etnia Manjaca, determinar o início e o fim das colheitas por parte de todos os cidadãos da região subordinados ao seu poder, seguindo-se uma série de rituais pré-estabelecidos. Já nas etnias islamizadas, o régulo foi de certa forma substituído pelas autoridades religiosas.
É transversal a todas as etnias o enorme respeito pelos mais velhos e o conceito de família e de solidariedade é bastante amplo, havendo sempre lugar para acolher mais um, dois ou três em casa em caso de morte do familiar que lhes assegurava sustento.
os principais momentos da vida social guineense, como nascimentos, casamentos, funerais, cerimónias de iniciação dos jovens ou o princípio da época das colheitas estão sujeitos a cerimónias cheias de significado e que diferem de etnia para etnia. 

O FANADO -  ritual de iniciação da vida adulta é praticado por rapazes (trata-se, entre outras coisas, da circuncisão) e raparigas (em alguns casos envolvendo a prática da excisão, criminalizada na Guiné-Bissau desde 2011) e é efetuado por várias etnias, variando a idade dos intervenientes, a periodicidade com que é praticado ou a sua duração. Com o Fanado, estes jovens tomam consciência da sua função social e da sua personalidade, passando em algumas etnias, um período na floresta ou no mato, no cumprimento de uma série de cerimónias envoltas em grande secretismo de que não devem falar quando regressam e assumem o seu novo papel na sociedade.

O CASAMENTO - é um momento de grande alegria, com tradições que variam entre etnias. na sociedade guineense a poligamia é praticada por alguns grupos étnicos e os casamentos por acordo entre famílias são também comuns. Por exemplo, entre os Balantas acorda-se o casamento e há lugar ao pagamento de um dote, normalmente traduzido na entrega de uma determinada quantidade de animais de criação. ainda se verifica, de certa maneira, a preferência por casamentos dentro da mesma etnia embora a fusão seja uma realidade cada vez mais presente, principalmente na capital, Bissau, onde se concentra a maior parte da população e a multiplicidade étnica que habita um mesmo espaço é enorme.

A MORTE - para os animistas, a morte representa um prolongamento da vida e o funeral é um momento de alegria e motivo de festa quando o morto teve uma vida longa. a vida é o resultado de um equilíbrio entre forças materiais e espirituais que, quando perturbadas, se manifestam com doenças, mortes prematuras e mesmo desgraças
 [Guia TurísTico]  À Descoberta da Guiné-Bissau  (17)
para as comunidades locais. se o morto foi uma pessoa de bem na vida terrena, encontra imediatamente a felicidade na nova dimensão, caso contrário, o seu espírito vagueia sem paz na floresta até, por fim, pagar as suas penas. o funeral, embora varie de etnia para etnia, tem uma matriz comum, o  “choro”.

O CHORO, trata-se de uma cerimónia em que se juntam os familiares e os amigos do morto. Durante uma semana comem e bebem, num momento de alegria pela partida do espírito que se liberta do corpo, muitas vezes ao som do bombolom em verdadeiros momentos de transe.

O TOCA-CHORO - uma cerimónia de evocação do espírito do morto, é realizado um ano ou mais após a morte e  familiares e amigos trazem alimentos e animais para serem sacrificados durante vários dias de festa e comunhão. Conforme a importância do falecido na sociedade, maior é a celebração e maior o número de animais sacrificados, daí que por vezes os familiares e amigos só realizem esta cerimónia alguns anos mais tarde, de forma a conseguir juntar o dinheiro necessário para realizar a cerimónia.

A LÍNGUA
a língua oficial da Guiné-Bissau é o português, embora seja falada apenas por cerca de 13% da população. os guineenses usam essencialmente o crioulo para a sua comunicação corrente (cerca de 60% da população) ou um dos cerca de 20 dialetos existentes na Guiné-Bissau, como o fula, o balanta, o manjaco, o mandinga, o felupe, o papel, o bijagó, o mancanha e o nalu, entre outros.

AS RELIGIÕES
Cerca de metade da população pratica a religião Muçulmana, essencialmente da corrente sunita. entre 10 a 15% são Cristãos e grande parte da população, professando uma ou outra religião ou mesmo nenhuma, tem um grande cariz animista e pratica de forma ativa as crenças tradicionais e ancestrais africanas.  Para os animistas, os espíritos são omnipresentes (vivem nas rochas, nas estátuas, nas árvores, na água, nas pessoas, nos mortos) e são eles que dão vida e protegem as coisas e podem combater as doenças, as secas, as inundações, as tragédias mas também podem castigar e provocar o mal. É comum entre os animistas o sacrifício de animais para agradar aos espíritos, nomeadamente galinhas para se alcançar uma graça, uma boa colheita ou até para que se possa tomar uma decisão e o recurso a amuletos diversos para proteção de quem os usa.

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

AS FOTOS DO HIPÓLITO


segunda-feira, 2 de maio de 2016

O nosso capitão Paraiso Pinto, passa hoje mais um aniversário


Um grande abraço de parabens de todos os companheiros de Tite, para o nosso capitão, no dia do seu aniversário. Votos de boa saúde e que continue em forma.
Um abraço.

O Caldeira faz hoje anos



O furriel Caldeira da 2314, passa hoje mais um aniversário.
Para ti companheiro um grande abraço de parabéns, com votos de boa saúde.

domingo, 1 de maio de 2016

As fotos que são a nossa memória e que queremos ver publicadas


As fotos de Tite e arredores, da Tabanca e das suas Gentes.

Caros companheiros-


Durante o almoço de ontem em casa do Pica, o Hipólito mostrou ao nosso capitão este nosso blog, através do seu tablet. Embora o nosso capitão não domine as técnicas informáticas, deu uma ótima sugestão - a de se mostrar no blog, as várias instalações do Quartel e também da Tabanca da população e tudo o resto que for de realçar e que ao tempo faziam parte da nossa vida por aquelas terras.
Foi uma ótima sugestão à qual já estamos a dar andamento.
É certo que isto dá muito trabalho e por isso vai durar algum tempo até estar concluído.
Apelamos por isso a quem quiser mandar fotos que possam ter interesse para o blog ou facebook, as leve para o almoço, as entregue a mim para eu as copiar com a certeza de que eu, posteriormente, as devolverei aos respetivos donos.
Acho que vai ser uma mais valia para este nosso meio de nos contactarmos.
Abraços.
Leandro Guedes.