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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Este blog fez 7 anos, no passado dia 25 de Janeiro

Este é um trabalho do José Justo

Há sete anos atrás, no dia 25 de Janeiro, teve inicio esta aventura. Com  resultados muitas vezes surpreendentes, tem-se vindo a alimentar da simpatia de muitos companheiros, familiares, amigos e visitantes.
Transcrevemos a seguir o primeiro artigo e os comentários a que deu origem.:

"Olá Amigos Boa tarde a todos.
Não podendo passar ao lado das novas tecnologias e, embora já no Outono da nossa vida, vamos criar este blog... Falar uns com os outros, inserir fotos daqueles tempos ou actuais, fazer comentários, cortar na casaca uns dos outros, vale tudo, ou quase...
Bons e maus momentos, saudades dos que connosco partiram para lá e que não chegaram a regressar . O nome deste blog nasceu da nossa condição de veteranos da guerra colonial, do ultramar ou de Africa, como lhe queiram chamar e do local onde estivemos aquartelados - TITE, na Guiné Bissau..
 Podem aceder também filhos, netos, até bisnetos, outros familiares e amigos. É mesmo um glob global. Um abraço para todos. 
Leandro Guedes
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 notyet (prof. Carlos Silva) disse... 
Vá Parabéns. Aqui está uma boa ideia para reunir amigos e ter noticias e evitar que a poeira dos anos apague as recordações. Há sempre temas giros. Força. 
Um abraço 26 de janeiro de 2008
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Alcinda Leal disse... 
Quero regozijar-me por ter aderido a estas aventuras, onde ainda espero ver o João, a Cristina,a Ilda,etc. O nosso PROF fica contente com os progressos dos alunos!E eu sei bem como isso é importante! Força. Um abraço!
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o Cifra disse... 
Boa Guedes Logo que tenha um bocado mais livre não deixarei de fazer os meus comentários. 
Uma Abraço o Cifra"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Viana faz hoje anos


O nosso companheiro Viana faz hoje anos.
Para ti companheiro um grande abraço de parabens com votos de boas e rápidas melhoras.
Até breve.
LG.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Carlos Pires, do Pelotão de Morteiros, faz hoje anos


Para o nosso companheiro Carlos Pires um grande abraço de parabens, com votos de boa saúde

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Almoço dos guerreiros, desta vez com o Botas.


Um grupo de companheiros foi almoçar hoje com o nosso Botas - Carlos Azevedo, Carlos Leite, Contige, Manuel Palma, Zé Manuel e Pica Sinos. Aqui vão as provas da mastigação em ambiente acolhedor e muito animado.
Parabens a quem teve a ideia de tão brilhante repasto com o Botas.

"Fomos almoçar com o Botas. Foi um almoço muito divertido na esperança que todos para o ano tenhamos a mesma oportunidade

Pica Sinos"

A palestra da Liga dos Combatentes, no Sobral de Monte Agraço

Conforme informação anterior, a Liga dos Combatentes realizou uma palestra no Sobral de Monte Agraço, para esclarecimentos dos ex-combatentes locais, sobre o stress de guerra pós-traumático.
Publicamos, com a devida vénia, a noticia que sobre o assunto veio publicada no jornal Badaladas.
LG.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

"Eu Estive lá..." - Jornal de Noticias



O José Sobral enviou-nos este email que ele recebeu do 

"Boa tarde,
“Eu estive lá” é uma rubrica do “Jornal de Notícias” voltada para o sensível universo dos nossos ex-combatentes. Pretendemos reunir, através de retratos de vida, um vasto repositório ilustrativo da experiência acumulada na guerra colonial por centenas de milhares de jovens portugueses que combateram na Guiné, Angola e Moçambique.
A rubrica acolhe histórias narradas na primeira pessoa por antigos militares – oficiais, sargentos e praças - dos três ramos das Forças Armadas.
Se também esteve mobilizado em África, não hesite: envie-nos o seu testemunho, acompanhado de uma foto, com a referência “eu estive lá” para leitor@jn.pt

Gratos pela colaboração, com os melhores cumprimentos,

José Lúcio Brandão"

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

furriel Francisco Magro



Finalmente consegui hoje falar com o Francisco Magro, furriel sapador.
Encontra-se um pouco doente, mas tem esperança de estar capaz de ir ao nosso almoço anual a Lamego.
Afinal mora em Beja na Av Fialho de Almeida.
Manda um abraço para todos os companheiros - lembrou especialmente o Ramos das transmissões, o Hipólito, o Monteiro, o Mestre, o furriel Ramos, O Pica Sinos, o Oliveira, o Pedro, o Capitão Paraíso Pinto, o alf,. Óscar e alf. Campos, o alf. Vaz Alves e o Cap. Vicente. De mim não se lembra!
Agradecemos ao Monteiro por o ter encontrado e agradeço também ao Hipólito que se esforçou por pesquisar a sua morada que afinal estava errada.
A ambos muito obrigado.
LG.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Nós somos contra a mutilação genital feminina na Guiné-Bissau ou noutro lado qualquer !!!...





Mais uma boa Notícia da Guiné-Bissau.
9 de Dezembro --Declaração Pública contra a mutilação genital feminina em 3 aldeias no sector de Ganadú/Bafatá: Faracunda Fula, Faracunda Mandinga e Sintchã Silaté.
Representantes de: jovens, mulheres, chefes de aldeia e Imames

Parabéns Djinopi e populações - sempre em frente e caminhando.

in facebook do Bart 1914, partilhado.
LG.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O alf. Fernando Teixeira da 2ª. Cart do Bart 6520/72

Após conversa com o Pica Sinos, fiquei a saber que por diversas razões, nunca foi possivel o encontro entre ele e o alf Fernando Teixeira, da 2ª. CART do BART 6520/72, apesar dum estar em Sacavém e outro em Corroios.
Posto isto fiz um apelo, aos combatentes daquele Bart, através do facebook, para que me dissessem onde mora o alferes Fernando Teixeira.
Recebi a seguinte mensagem:
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de Francisco Silva            14 de Janeiro de 2015 22:29

Camarada Leandro
A 2ª Com/ Bart 6520/72 esteve em Nova Sintra . Eu, estive em Jabadá.. O Valdemar Antunes também um dos administradores esteve em TITE. 
Tivemos um Alferes Teixeira em Jabadá natural de BRAGA - José Augusto Lopes Teixeira. Já não se encontra no nosso seio.
Logo que seja possível vou ver se descubro.
Um abraço de todo o Grupo.
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Obrigado amigo, ficamos a aguardar.
Um abraço.
Leandro Guedes

Afinal fui um dos últimos portugueses a deixar o aquartelamento de Tite, após o 25 de Abril...


Relembrámos aqui, a descrição do alferes FERNANDO TEIXEIRA, da 2ª. CART do BART 6520/72. Este artigo foi anteriormente publicado neste blog em 26 de Fevereiro de 2010, o qual pode ser lido integralmente, bem como os respectivos comentários.
___
Meu Caro Raul Pica Sinos, 
Como o prometido é devido, aqui vai um pequeno texto sobre como eu vivi os últimos dias em Tite. Afinal fui um dos últimos portugueses a deixar este aquartelamento que curiosamente, em 1963, no dia 23 de Janeiro, tinha sofrido o primeiro ataque realizado pelo PAIGC naquela que seria a malfadada guerra em que nos meteram. Falas em encontrarmo-nos pessoalmente. Eu vivo em Lisboa, mais propriamente na Portela de Sacavém. E tu onde vives? Um abração 
Fernando Teixeira
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TITE A ÚLTIMA POSIÇÃO PORTUGUESA NO QUÍNARA.

Como referi em crónica anterior, a 2ª C. Art do B. Art.6520/72 deixou Nova Sintra, rumo a Tite, no dia 17 de Julho de 1974, pernoitando a Companhia, em Tite, para, no dia seguinte, embarcar para Bissau, rumo ao “Puto”. E assim, foi. De manhã, para aproveitar a maré, chegou a LDG que iria levar os homens e material da Companhia. Acompanhei-os até ao Enxudé e despedi-me, um a um dos meus homens. Os homens do Segundo Grupo de Combate da unidade. Ao despedir-me fui confrontado com a minha frustração de comandante que tinha traçado como seu primeiro objectivo recambiar para Portugal todo o seu pessoal são e salvo. Infelizmente, falhei este meu objectivo e este falhanço tem-me perseguido a vida inteira. E naqueles momentos em que a síndroma pós-traumática ataca com mais força tento sempre convencer-me, infelizmente em vão, que quem vai à guerra dá e leva. E, assim, ainda hoje, choro os homens que estavam à minha responsabilidade e que eu não fui capaz de devolver aos seus entes queridos, vivos ou inteiros. Os dramas de um comandante. Apesar de saber que a guerra, final e definitivamente, tinha acabado para eles, foi com uma enorme emoção que os vi desaparecer rumo a Bissau. Nesse momento, tirei o meu lenço de seda azul – distintivo do grupo – que todos usávamos com o nosso fato de combate. Afinal já não comandava mais o 2º Grupo de Combate da 2ª C. Art. do B.Art. 6520/72. Restava-me mais uns meses de espera em Tite, antes de chegar a minha vez. Afinal, eu ainda estava a meio do período da minha comissão e, como tal, fui requisitado para ficar como adjunto do Comandante do COP 6 que, entretanto, tinha sido criado em Tite para assegurar a defesa Sul da capital. Passei, assim, a exercer as funções de amanuense de luxo, com direito a gabinete com paredes meias com o gabinete do “Maior”. E os dias foram passando cada vez mais lentamente na medida em que as saudades da família iam crescendo. Afinal tinha estado casado somente três meses antes de partir para a Guiné, vítima de uma inqualificável mobilização em que fui preterido em detrimento de outros oficiais mais modernos. Porque era amanuense de luxo tive oportunidade de viajar com o “Maior” pelas outras companhias ainda presentes no terreno, Jabadá, Gã-Pará (ou Ganjuará). Com muita pena minha não visitei Fulacunda. Para visitar Gã-Pará fomos de avião até Porto Gol, atravessando o rio Geba, de Sintex, até ao extremo do Quínara. Que impressão me fez ver as instalações onde esta Companhia viveu mais de dois anos. Simplesmente, abaixo de cão. Ao que me disseram fruto da teimosia de um cabo de guerra que pontuou na Guiné por alguns anos... Nesta altura já contactávamos assiduamente com os elementos do PAIGC que circulavam livremente por todo o Quínara. Uma coisa que me marcou nestas relações com o ex-IN foi o elevado nível de cortesia e aprumo militar que sempre pautaram todos os nossos contactos. Simplesmente exemplar. Porém, se as coisas corriam bem com a tropa portuguesa, as relações com os elementos da tropa africana que fez a guerra ao lado do Exército Português denotavam uma certa frieza, quando não agressividade. Uma situação que muito nos preocupava pois temíamos retaliações do PAIGC sobre os GEMIL. Lembro-me de ter ouvido, por mais de uma vez, o nosso “Maior” avisar os responsáveis do PAIGC para o perigo dessa atitude pois poderia significar iniciar um País – a Guiné Bissau – com uma guerra civil. 
CARTA MILITAR DE TITE

Diariamente lá me ia desembaraçando das minhas tarefas e aprontando a nossa saída eminente do Quínara. Um dia recebi ordens para começar a incinerar os nossos arquivos, livrando-nos de toda a papelada inútil. E ao passar os documentos um a um, a certa altura, cai-me nas mãos um documento que continha a explicação da minha mobilização abusiva e irregular para o CTIG. Era a confirmação daquilo que eu já suspeitava há muito. Não resisti a mostrar esse documento ao Comandante e a dizer-lhe que, na roda da vida, uma vez se estava em baixo, outra vez se estava em cima e, naquele momento, eu estava em cima. Poderia ter guardado o documento para me servir dele como arma de arremesso quando chegasse a Portugal. Mas, não. Resolvi pegar num fósforo e queimá-lo ali mesmo. Passados trinta e quatro anos ainda não me arrependi desse gesto. Afinal, nessa altura, Portugal já era um País livre... Em dado momento recebemos instruções para pagar o pré à tropa africana abonando, esta, até ao fim do ano. A nossa presença em Tite caminhava a passos largos para o fim. Restava-me ainda viver mais dois episódios complicados como resquício dessa guerra em que estivemos envolvidos. Porque a Companhia de Jabadá estava para evacuar a posição daí a alguns dias, fui com o “Maior” fazer a despedida àquele aquartelamento situado na curva do Geba. Fomos em dois barcos Sintex para aproveitarmos, no regresso, trazer alguns víveres que já começavam a escassear em Tite. O Comandante resolveu partir à frente tendo eu permanecido mais algum tempo em Jabadá para proceder ao carregamento dos víveres. Estávamos ao fim da tarde. Estando a Guiné numa zona com 11º de latitude Norte, a geometria terrestre provoca uns ocasos extremamente rápidos, caindo a noite num ápice. Assim, passado pouco tempo depois de deixarmos Jabadá rumo ao Enxudé, já estávamos a descer o Geba de noite. Corria tudo bem até que o motor fora de borda do Sintex calou-se. O barqueiro que de barcos nada percebia, tentava desesperadamente repor o motor em funcionamento. Como eu tinha alguma experiência na matéria fui verificar a quantidade de combustível disponível no depósito. E aí residia o problema. Este estava completamente seco. Pior foi quando eu conclui que não havia mais combustível a bordo do Sintex. Estávamos à deriva, descendo rapidamente com a corrente rumo ao Atlântico. As luzes de Bissau, na outra margem, iam aumentando e nós na escuridão da margem esquerda. Mandei desmontar umas grades de batatas que transportávamos para, com as tábuas de que estas eram feitas, improvisar uns remos de emergência. Porém, rapidamente percebi que com as tábuas dos caixotes nunca conseguiríamos vencer a forte corrente. Ainda pensei tentar dirigir-me para a margem mas um elemento do PAIGC que vinha connosco avisa-me: “ – Alfero, neste sítio manga de crocodilos!”. Assim pensei ser mais assisado prosseguir ao sabor da corrente. No meio da escuridão da noite, a um dado momento ouve-se um motor fora de borda. Percebi que deveriam andar à nossa procura. Bem gritámos a pedir socorro mas o barulho do motor abafava os nossos chamamentos. Lembrei-me a certa altura de que era portador de uma pasta contendo uns quaisquer documentos confidenciais e vi, nesses documentos, uma provável maneira de sairmos desta situação que começava a ser bastante complicada. E como eles eram “confidenciais” logo pensei que a melhor maneira de preservar essa “confidencialidade” seria utiliza-los com archote para localizar a nossa posição à embarcação que andava à nossa procura. Meio dito, meio feito. Chega-se-lhes um fósforo, lá se “foram” os documentos mas fomos localizados. Cabo de reboque passado, recolhemos à segurança do Enxudé. Os dias iam passando e a um dado momento recebemos instruções para desarmar a tropa africana. Aí percebemos que íamos ter complicações graves e percebe-se porquê. Eu, se pertencesse àquela tropa, não ficaria nada descansado tanto mais que já tinha havido um incidente grave entre um ex-combatente dos GEMIL e elementos do PAIGC. Exposta a situação a quem de direito em Bissau, fomos visitados por uma delegação de oficiais portugueses e oficiais dos Comando Africanos que vieram a Tite para tentar deitar água na fervura entre a tropa africana e os elementos do PAIGC. Desta visita ficou-me gravado na memória o facto do oficial português mais graduado da comitiva – um capitão-tenente da Marinha – ter acompanhado o almoço com uma garrafa de whisky só para ele, como se de vinho se tratasse. No fim nem uma gota ele deixou no fundo da garrafa. Nunca pensei que se pudesse emborcar tanto álcool de uma só vez! Acalmaram-se os ânimos. Pelo menos por algum tempo. Aproveitou-se para retirar o armamento à tropa africana e acondicioná-lo na respectiva arrecadação. Os nervos desta tropa ficaram à flor da pele. Para complicar tudo voltam a dar-se incidentes com elementos do PAIGC. OS ex-combatentes que tinham combatido ao lado do Exército Português entram em alvoroço e ameaçam arrombar a arrecadação de material de guerra para reaver as suas armas. Foi o diabo para os conter. Tivemos que os ameaçar que abriríamos fogo se tal fosse tentado. Para nós estava criada uma situação dificílima pois se pretendíamos evitar incidentes, entre ambas as facções guineenses, de um lado tínhamos um bando de desesperados. Prevendo que, aproveitando a noite, poderia haver uma tentativa de assalto às armas, tomámos uma medida engenhosa para evitar o pior no caso da tropa africana levar a cabo o citado assalto. Assim, o mais disfarçadamente possível, cada oficial foi à arrecadação, retirou umas dezenas de culatras das G3, metendo-as, seguidamente, nos seus sacos e malas de bagagem pessoal e dissimulando-os nos seus quartos. Assim, as armas de fogo tinham passado a meros varapaus. Foi uma noite de angústia para todos nós já que poderíamos ter de abrir fogo sobre os nossos antigos apoiantes. Mais umas acções diplomáticas junto de ambas as partes e lá se conseguiu apaziguar os ânimos. Contudo, foram dias muito difíceis para nós que ficámos a temer que, a qualquer momento, o “caldo se entornasse”. Finalmente recebemos ordens para evacuar Tite. Na última semana que lá passei, porque já não houvesse mais mantimentos, comemos a todas as refeições feijão guisado que cozia permanentemente nos caldeiros tal era o seu estado de dureza. E, assim, nos primeiros dias de Outubro, em data que já não consigo precisar – talvez no dia 2 ou no dia 3 – chegou o nosso último dia em Tite. De manhã bem cedo, formou a tropa portuguesa com a tropa do PAIGC ao lado e uma grande parte da população a envolver-nos. Içou-se a bandeira de Portugal pela última vez no mastro do quartel ao som dos toques de ordem. Seguidamente, o corneteiro perante o silêncio sepulcral de todos dá o toque para arriar a bandeira. Esta desce devagar, é dobrada e entregue ao Comandante. Vi neste momento, numa emoção verdadeiramente sentida com muitos elementos da população civil com as lágrimas a correr pela cara abaixo. O corneteiro toca novamente a içar a bandeira e sobe no mastro de Tite a bandeira da Guiné Bissau. Tinha acabado definitivamente a guerra no Quínara, no exacto local onde se deu a primeira acção militar das tropas de libertação. Corria, então, o dia 23 de Janeiro de 1963 quando o PAIGC faz um ataque ao quartel de Tite. Deste ataque resultou 1 morto e 1 ferido das NT e 8 mortos confirmados e vários feridos graves no IN. Agora, os portugueses partiam. Saíram todas as viaturas com o pessoal rumo ao Enxudé onde aguardava a LDG. Depois de todos partirem, o Comandante e eu subimos, então, para uma viatura e abandonámos Tite. Fomos os últimos portugueses a deixar a povoação. Os últimos não. Ficou um português, civil, muito idoso, que trabalhava para os Serviços de Agricultura havia dezenas de anos e que não quis abandonar Tite. Embarcámos na LDG e, quando ela meteu marcha à popa desatracando da rampa, vi o Quínara, onde tinha vivido momentos tão amargos, ficar cada vez mais pequenino. Virava-se mais uma página da história da minha vida igual a tantas outras vividas pelos meus camaradas de armas naquele País distante. 
Fernando Teixeira, alferes da 2ª. CART do BART 6520/72.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ainda sobre o tema da entrega das instalações militares de Tite e Nova Sintra


"Este bichinho é muito giro, mas o v/blog está de "mestre" - facil de se ler, transpira "sabedoria" de quem viveu entre a vida e a morte quase hora a hora, quem viveu aterrorizado, quem VENCEU ...venceram barreiras,criaram laços de amizade que com a tristeza de juventude "perdida" ,tão bem souberam "usar" para viver de cabeça erguida, cada um à sua maneira, como verdadeiros herois... bem hajam pelo trabalho, pelo empenho, pelo contributo que cada um dá conforme pode e sabe ...a HISTORIA existe porque há factos, há feitos, independentemente se a esta distancia, 50, 52 anos, pensarem hoje de forma ligeiramente diferente - estiveram onde estiveram, fizeram o que fizeram, perderam muito das v/vidas...tristemente, alguns dos próprios companheiros e até amigos, mesmo de infância - sobreviveram,.. há que VIVER a VIDA para, mesmo com alguma "raivinha", saudade, mas ainda com muita garra, expandirem o v/blog que merece lugar de destaque numa "Torre do Tombo" mesmo que virtual..... 
bjs a todos"
Natércia Leite.
in facebook do bart 1914

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobre o tema do fim das actividades militares em Tite, publicado ontem...


Reproduzimos a seguir, um artigo inserto neste blog,  com vários comentários, sobre o tema da Entrega de instalações e que foi aqui publicado em 5 de fevereiro de 2010, da autoria do alferes Fernando Teixeira da 2ª Cart. do B.Art. 6520.




Os ultimos dias em Nova Sintra
Meu Caro Raul Sinos
Devido a uma série de circunstâncias só agora me foi possível produzir uma pequena crónica sobre o dia 17 de Julho de 1974. - o dia em que deixámos definitivamente Nova Sintra. Tanto esforço da vossa parte para acabar da maneira como acabou. Gostava de ter os teus comentários aos factos que descrevo. Afinal eles são parte da história da desgraçada guerra em que nos meteram. Um abraço amigo do
 Fernando Teixeira 2ª C. Art. do B. Art 6520/72
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Para perceber os últimos dias de Nova Sintra como posição do exército português é preciso recuar alguns meses para perceber o contexto em que se deu a entrega do aquartelamento ao PAIGC. Nestas notas, todas as ideias que exporei representam, antes de mais, a maneira como eu vi e vivi os acontecimentos. Provavelmente outros companheiros terão outros pontos de vista. O que vos exporei é aquilo que eu penso volvidos trinta e seis anos após os acontecimentos. Um ponto que me parece crucial para a análise dos factos é o estado psicológico em que se encontrava a 2ª C.Art do B.Art 6520/72, a última companhia de Nova Sintra. Tudo será mais fácil de compreender quando se perceber que a Companhia que tinha sido mobilizada para uma comissão de 18 meses no CTIG, esteve no teatro de operações durante 26 meses. O resultado da incapacidade de recrutamento suficiente que se vivia já na altura. Eu próprio, um simples aspirante graduado em alferes, a meio da minha comissão em Nova Sintra fui “convidado” para ser graduado em capitão para poder ir comandar uma companhia algures no teatro operacional. A Metrópole já não tinha capacidade para fornecer os capitães necessários ao comando das companhias. Felizmente não me foi difícil evitar tão “benevolente” promoção a oficial de três riscos. Os vinte seis meses passados neste teatro operacional pela 2ª C.Art do B.Art 6520/72 fizeram mossa em quase todo o pessoal. Felizmente a Companhia era comandada por um capitão-miliciano, em regime de rendição individual, personalidade madura e fortemente compreensível para com o pessoal que tinha à sua responsabilidade. Não fosse a sua postura e os últimos meses em Nova Sintra poder-se-íam ter tornado muito mais complicados para a 2ª C.Art. O pessoal encontrava-se física e animicamente extremamente depauperado. As operações sucediam-se e muitos dos homens já tinham tal repugnância às rações de combate Mod. E20 que praticamente não lhes tocava. Os fatos de combate há muito tinham ultrapassado o prazo de duração. De tal maneira que quando fomos visitados pelo general governador e mandámos abrir fileiras para a tradicional revista às tropas em parada, o senhor não se coibiu de tecer fortes críticas pois aquilo com que se deparou era um bando de maltrapilhos. Refira-se que, dois dias depois, chegaram fatos de combate novos para toda a companhia. Afinal General é General. Nunca pretendi perceber nada de guerra pois esse nunca foi o meu objectivo de vida. Limitei-me a saber o mínimo indispensável para trazer sãos e salvos os homens que me estavam confiados, coisa que nem sempre consegui. Contudo, durante a citada visita de pompa e circunstância do senhor general, apercebi-me que havia quem percebesse muito menos de condução de tropas do que eu. O referido senhor, do alto da sua pesporrência, sai-se com este conselho-ordem do mais ridículo que eu já vi: “ – A tropa deve fazer todos os dias pelo menos meia hora de ordem unida para manter a disciplina!”. Sim, mandar fazer ordem unida a homens que dia sim, dia não, faziam uma operação de 24 horas. Pura e simplesmente inacreditável. Afinal não estava a tropa disciplinada? Disciplinadíssima, digo eu! Como é que uma tropa que já tinha ultrapassado largamente o seu período de mobilização ainda ia atrás de mim para o mato, para mais uma operação de combate, quando eu lhe dava a voz de comando “ – Está a andar” se não estivesse disciplinada? Outro aspecto da nossa tropa que me impressionou desde o dia em que aterrei em Nova Sintra foi o nível de escolaridade dos nossos homens. Dos 162 efectivos da Companhia, dos quais vinte eram quadros, cinquenta eram analfabetos. Sim, um terço da Companhia, não sabia ler, nem escrever, nem contar. Estávamos em 1973 e o pessoal tinha entre 21 e 22 anos de idade. Que me perdoem os mandantes da guerra ávidos de sangue e vitórias quixotescas mas, a partir dessa constatação, um dos meus principais objectivos nestas “férias” tropicais passou a ser o ensino dos mais elementares rudimentos escolares que o pessoal não tinha adquirido enquanto criança. Neste particular, a guerra saldou-se por uma vitória para eles. Os cinquenta fizeram o seu exame da quarta classe depois de muita luta. Como refiro acima, a permanência naquele teatro operacional causou forte mossa na maior parte do pessoal. Outra coisa não seria de esperar. Para que melhor se perceba este estado não resisto a citar alguns dos casos que mais me impressionaram por demonstrarem bem aonde o estado anímico tinha chegado. Meros exemplos tirados ao acaso. Um dos nossos companheiros porque queria telefonar à família, um dia resolve fardar-se, fazer a mala e sub-repticiamente sai sozinho do aquartelamento, pelo mato fora, rumo a S.João. Antes de chegar a este destacamento pisou uma mina ficando mutilado. Valeu-lhe um caçador que, pegando nele às costas, conseguiu fazê-lo chegar a S. João donde foi evacuado. Outro, depois duma quezília sem importância, resolve vingar-se defecando para dentro do poço que abastecia de água a Companhia. Depois de umas centenas de comprimidos de Halazone, esses comprimidos desinfectantes que tão bem conhecemos, deitados para o poço e largos dias a beber água da bolanha, lá se voltou a utilizar a água desta nossa fonte habitual. Um dos nossos cozinheiros, porque lhe passou uma coisa má pela cabeça, resolve confeccionar o café da manhã (já de si de péssima qualidade) com uma das suas botas dentro do caldeiro. Outra vez, no meio de uma operação de emboscada nocturna reparo que um grupo de combatentes não tinha mais nada para nos comprometer a todos do que fazer uma fogueira no meio da mata. Queixavam-se de frio no calor tórrido da Guiné. Por fim, já em Bissau, uns dias antes da Companhia regressar a Portugal, um dos homens do meu próprio grupo de combate, num acto absolutamente tresloucado resolve atirar com duas granadas para dentro de um recinto onde decorria um baile, matando, assim, várias pessoas. Era um homem absolutamente problemático que há muito tempo deveria ter sido evacuado. Meros relatos ao acaso que, em meu entendimento, dão uma pálida ideia do estado psicológico de muitos dos efectivos. Foi no meio deste ambiente, em que todos, de uma maneira ou de outra, se entreajudavam que um dia, estando eu na Enfermaria da unidade, a observar uma partida de xadrez entre dois camaradas, oiço qualquer coisa que me pôs todo arrepiado. Havia um rádio sintonizado na Rádio Conakry de onde falava a célebre “Maria Turra”. De repente percebo que a dita “Maria” dá a notícia que tinha ocorrido uma revolução em Portugal e que os principais objectivos dos vencedores era a deposição do governo do Estado Novo e o fim da guerra colonial. Eram oito da noite. Corria o dia 25 de Abril de 1974. Corro ao encontro do comandante da Companhia abraçando-o esfuziantemente. Para nós era o fim daquele inferno em que tantos dos nossos camaradas ficaram estropiados ou morreram. A seguir vem a angústia da espera pelo noticiário da BBC, essa fonte de verdade que nos ligava ao mundo civilizado. Rodeámos no mais sepulcral silêncio esse enorme receptor Philips preto, multibanda, propriedade do Comandante da Companhia. E, à hora do costume, lá vem a notícia com todos os pormenores do que se havia passado nesse dia em Portugal. As lágrimas correram-me pela cara abaixo tanta era a alegria. Depois o pânico pelo receio de poder ocorrer um contragolpe e tudo poder voltar ao mesmo ou ainda pior. Só quando percebemos a monstruosa demonstração cívica que tinham sido as comemorações do primeiro 1º de Maio, descansámos. Percebemos finalmente que o processo era irreversível. Agora era a angústia por conseguir adivinhar como iria decorrer todo o processo do fim da guerra no terreno. Todas as noites, qual ritual, rodeávamos o rádio preto para ouvir a BBC relatando a evolução dos acontecimentos no nosso País. Foi com especial atenção que ouvimos a notícia de que o avião do Presidente Léopold Senghor, logo a seguir à tomada de posse do primeiro Governo, tinha transportado Mário Soares, o então novel ministro dos Negócios Estrangeiros, para dar início às conversações de cessar-fogo com o PAIGC. O brilho da luz da Paz ia aumentando. As conversações andavam para trás e para diante. O pessoal tinha perdido aquela tensão que caracteriza o estado de guerra. Uma situação que poderia permitir uma abertura perigosa da defesa. Lembro-me das conversas que tive nessa altura com o nosso Capitão, conversas, estas em que trocávamos os nossos receios de que, para forçar um acordo de Paz, o PAIGC fizesse um último esforço ofensivo para forçar os acontecimentos. Nunca me senti tão preocupado no mato. Comandava, agora, um grupo de homens que já não eram soldados em combate mas, antes, um grupo de pessoas que, definitivamente, já só tinha o pensamento na Metrópole. O estado psicológico da tropa tinha feito uma rotação de 180 graus. As negociações, essas, evoluíam. A certa altura, eu que nunca tinha usado galões no meu fato de combate para não ser reconhecido, recebo instruções para que, sempre que fosse para o mato, passasse a usar os meus galões dourados de alferes. Uma maneira de ser facilmente reconhecido e poder dialogar com as tropas do PAIGC se, por acaso, nos encontrássemos. Afinal as desconfianças ainda eram mútuas o que fez com que nunca houvesse nenhum encontro. A certa altura vamos tomando conhecimento que se iam finalmente abandonando as posições do Exército Português, das fronteiras para o interior, rumo a Bissau. As notícias vão chegando mas nada em relação a Nova Sintra. Afinal quem olhasse para uma carta militar perceberia que nós constituíamos a defesa Sul imediata da capital e, fatidicamente, seriamos dos últimos. E assim veio a acontecer. Não fomos a última companhia do Batalhão. Por acaso, fomos a primeira. Depois Fulacunda. A seguir Gã Pará e, finalmente, Jabadá. Tite havia de permanecer mais três meses como sede do COP 6. Um dia chegaram as instruções do modo como deveriam decorrer as formalidades com o PAIGC para lhe fazermos a entrega daquele aquartelamento denominado Nova Sintra. No dia aprazado deveria um oficial dirigir-se à Primeira Bolanha para se encontrar com os Comissários Políticos que se faziam acompanhar pela respectiva tropa. Depois deste encontro protocolar deveriam dirigir-se ao aquartelamento entrando no arame junto ao 4º Grupo de Combate. Foi escolhido o alferes mais antigo que tinha a particularidade de falar crioulo o que poderia facilitar as coisas. Finalmente, íamos ficar frente a frente com o inimigo. Decorria o dia 16 de Julho de 1974. Percebemos que o PAIGC ainda desconfiava do Exército Português. Rodearam-se de todos os cuidados e mais algum neste encontro. Dentro do aquartelamento a ansiedade ia aumentando à medida que o tempo ia passando e ninguém aparecia na vereda que ligava a Primeira Bolanha ao arame. Finalmente, surgiram lá ao fundo o nosso oficial encarregue de receber as tropas do PAIGC acompanhado pelos Comissários e, finalmente, a tropa. Garanto que foi uma visão muito estranha. Afinal eram aqueles os nossos inimigos com quem nos guerreávamos até à uns meses atrás. À entrada do arame fazem-se as apresentações e as continências da praxe em tais ocasiões. Finalmente estava frente a frente com o IN. Nesse momento percebi que não havia ódio nos seus olhos. Percebi que afinal só tínhamos estado em lados opostos de uma mesma guerra. Depois, dentro do arame veio o convívio entre todos. Aqueles homens que todos pensávamos serem uns seres estranhíssimos eram homens iguais a nós. Nova Sintra na actualidade Nessa tarde ainda discuti com o oficial artilheiro do PAIGC o último ataque que ele nos tinha feito. Com uma precisão de se lhe tirar o chapéu, diga-se em abono da verdade. Afinal apanhámos 50 rabos de granadas de canhão sem recuo dentro de um quadrado de 30 x 30 metros. Para nossa sorte, a uns 70 metros do meu grupo de combate. Comparando as nossas cartas militares verificámos que elas tinham diferente precisão. Em matéria de topografia saímos a ganhar com bastante pena dele. Lastimou-se dizendo-me que se tivesse as nossas cartas enfiaria as granadas todas dentro do arame. Uma mera conversa técnica. Uma conversa entre oficiais do mesmo ofício sem qualquer ódio ou rancor. Depois do jantar acabámos a noite a jogar à sueca com o “inimigo”. Que partidas nos prega a vida. A meio do jogo, eu que detesto jogar às cartas, dei comigo a filosofar. Vista agora à distância, aquela guerra assemelhava-se muito à guerra do Solnado, não fossem os nossos companheiros mortos ou estropiados. De lado a lado, não nos esqueçamos. Sempre pensei no ódio figadal que deveria existir entre os combatentes de ambos os lados. Posto perante o “inimigo” percebi que não havia nenhum ódio ou rancor. Tudo tinha-se desvanecido. Acabei por ficar envergonhado pelos pensamentos que, durante muito tempo, me ocorreram sobre o modo como lidaria com o inimigo se algum dia fosse posto perante algum. Ainda hoje me envergonho, apesar de os compreender esses maus pensamentos. A confraternização das NT com o IN Depois da sueca dormi a última noite em Nova Sintra no meu buraco semi-subterrâneo. No dia seguinte, depois da cerimónia solene do arrear da bandeira perante a 2ª Cart. do B.Art. 6520 e a tropa do PAIGC formadas lado a lado, arrancámos para Tite. Assim terminava a saga de Nova Sintra. Corria o dia 17 de Julho de 1974. 
Fernando Teixeira, alferes da 2ª Cart. do B.Art. 6520
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Meu bom Amigo e Camarada Fernando Teixeira
Obrigado pelo teu artigo sobre Nova Sintra e não só. Nesta hora já o li por duas vezes e não deixei de me emocionar. Vou mandar o teu texto para o Guedes a fim de ser publicado no nosso Blog São depoimentos iguais aos teus que fazem história Obrigado Amigo
 Pica Sinos
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do Hipólito: .

Ficamos emocionados, certamente. São, efectivamente, relatos destes, pelo seu realismo e simplicidade, que calam bem fundo a quem conheceu e viveu toda a problemática da guerra no sector de Tite. Como diz, e muito bem, o Fernando Teixeira para quê tanto esforço, sangue, suor e lágrimas de todos nós para acabar assim a desgraçada guerra em que nos meteram. Faltará que alguém nos conte, igualmente, a transmissão de poderes em Tite, propriamente dito, para se escrever mais uma página da nossa história. Um abraço e um bem haja, pela sua disponibilidade, ao Fernando Teixeira. Hipólito .

domingo, 11 de janeiro de 2015

O Monteiro faz hoje anos

Para o nosso amigo Monteiro, um grande abraço de parabens, neste dia do seu aniversário.
Que tenhas saúde, são os nossos votos sinceros.
Um abraço.
o Monteiro na estrada para Nova Sintra, com o seu pelotão




O primeiro e o ultimo Batalhão, em Tite - 1961 e 1974

Caros amigos
Por uma questão de curiosidade histórica que ao fim e ao cabo só a nós interessa, publicamos a seguir informações prestadas pelo companheiro Francisco Silva, e que de algum modo nos esclarecem sobre quais os Batalhões que iniciaram a encerraram a passagem do exército Português por Tite -  o primeiro a chegar a Tite em 1961 e o último que fez a entrega ao PAIGC, após o 25 de Abril de 1974.
São factos que ficam para a história do quartel de Tite e que achamos interessante.
Um abraço.
Leandro Guedes
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CAMARADAS E AMIGOS 
NESTA BIBLIOGRAFIA COM 702 PAGINAS ESTÁ MENCIONADO TODOS OS BATALHÕES E COMPANHIAS QUE PASSARAM POR A GUINÉ. 
TENTEI FAZER UM APANHADO DE TODOS OS QUE PASSARAM POR TITE. 
COMO PASSARAM DEZENAS DE BATALHÕES E CENTENAS DE COMPANHIAS É UM POUCO DIFÍCIL MENCIONAR TODOS E TODAS.
INFORMO QUE O BATALHÃO DE CAÇADORES 237 SAIU DO R.I 6 PORTO EM 18 de JULHO de 1961 E REGRESSOU EM 19 OUTUBRO de 1963.


PENSO QUE FORAM OS PRIMEIROS A CHEGAR A TITE.
Francisco Silva
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Documento que assinala a entrega ao PAIGC dos
aquartelamentos de Tite e Nova Sintra
Francisco Silva
in facebook do agrupamento de Batalhões
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Camarada F. Silva
Nos meus apontamentos alem do Bart. que o camarada refere, tenho tambem os seguintes: COMP CAV 0353 COMP CAÇ 0423 BAT CAÇ0599 COMP CAV0677 COMP CAÇ 0797 BATCAÇ 1860 COMP CAÇ 1549 BAT ART 1914 COMP ART 1743 COMP CAÇ 2314, , COMPART 2414 COMP CAV 2443 BAT CAV 2867 COMP CAV 2482B COMP CAV 2483 COMP CAV 2765 BAT ART 2924 COMP CAÇ 3327 BAT ART 6520.72 COMP ART6252.72 COMP CAÇ 4743.72 15ª COMANDOS PELT DAIMLER 2044 PELT DAIMLER 2204 6º PELT DE ART PELT MORTEIROS 1208 PELT MORTEIROS 2114 COMP MELICIA 123.
Não os consegui referir todos mas penso que aqui está a maioria dos que como nós passaram por Tite, Guine-Bissau e assim contribuirmos para a história daquelas paragens.
Saudações fraternas.
José Bento
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sábado, 10 de janeiro de 2015

O dia do "assentar praça"

O magala Leandro Guedes,
no RI5, 3ª. Companhia, Caldas Rainha


Amigos
Nunca é demais assinalar o dia de "assentar praça", que no meu caso e de muitos outros foi neste dia 10 de Janeiro de 1966. 
Uns foram para o Regimento de Infantaria nº. 5, nas Caldas, como eu e o meu amigo de infância Daniel, e outros para Tavira, já lá vão 49 anos...
LG.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O Viana já regressou a casa

O Viana em casa, hoje à tarde.

Guedes
Fui, hoje, visitar o Viana, em sua casa, onde regressou há dois dias, após três semanas de internamento, no hospital de S. João.
Encontrei-o bem disposto, embora combalido.
Agradeceu o cuidado e interesse que lhe demonstram todo o pessoal do Bart. 1914.

Um abraço
Hipólito

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

CAPELINHA DE TITE - A IMAGEM DA SRA. DE FÁTIMA

A imagem da Sra. de Fátima, que agora anda 
em peregrinação pela casa de outros companheiros
A Capelinha de Tite com a imagem no altar

A Capela e um postal escrito pelo nosso 
companheiro furriel Luis Manuel Dias, em 1967
O nosso amigo Viana, que actualmente se encontra doente,
num momento de recolhimento junto à Imagem da
Sra de Fátima, em Tite

Companheiros
Recebemos do Francisco Silva esta mensagem, onde se conta a peregrinação da imagem da Sra. de Fátima, que estava na Capelinha de Tite:

"CAMARADAS
A C/CAV 2482 ESTEVE EM TITE E EM FULACUNDA. ANOS DE 1969/70.
TODOS OS ÚLTIMOS SÁBADO DO MÊS DE MAIO FAZEM O SEU CONVÍVIO.
A IMAGEM DA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA SEMPRE OS ACOMPANHOU E ACOMPANHA.
O ORGANIZADOR DO CONVÍVIO FICA COM A IMAGEM UM ANO EM SUA CASA.
NUM ATAQUE QUE TIVERAM AO QUARTEL DE TITE, CAÍU UMA MORTEIRADA QUE DESTRUIU A CAPELINHA.
A NOSSA SENHORA FICOU INTACTA.

HISTÓRIA REAL CONTADA PELO O NOSSO CAMARADA JOAQUIM FERNANDES (FURRIEL DE TRANSMISSÕES ) MEU AMIGO, CAMARADA E VIZINHO."
_________________ 
 

Amigos:
Não é demais lembrar aqui os homens que celebraram e zelaram por esta Capelinha, durante o tempo em que o BART 1914 e outras Unidades Operacionais, estiveram aquarteladas em Tite, de 1967 a 1969 - o Padre Luis Costa e Silva, já falecido e o nosso companheiro Hipólito. 
Para com eles teremos sempre uma divida de gratidão pelo seu companheirismo.
LG.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Abdulai Seidi, chefe da tabanca de Tite

Companheiros
O José Sobral, elemento duma companhia que esteve aquartelada em Tite entre 1970 e 1972, enviou-nos esta foto, onde está o Chefe da Tabanca de Tite, Abdulai Seidi com tres elementos da citada companhia.
Segundo o Zé Sobral, o Chefe Abdulai, que todos conheciamos, foi vitima mortal num acidente com uma mina anti-pessoal, no dia da inauguração da estrada Tite/Bissássema.

A todos os nossos companheiros, familiares, amigos e visitantes, desejamos um BOM DIA DE REIS!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O Viana está internado no Hospital de S.João, no Porto.

Caros companheiros
Através do Hipólito soubemos que o nosso amigo Viana, que foi o organizador em 2007 do 18º almoço anual do BART 1914, em Pedras Rubras, se encontra internado no Hospital de S.João, no Porto, há cerca de duas semanas, a fim de fazer exames de alguma complexidade.
Quem quiser pode telefonar-lhe - 933413627

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS NOSSOS COMPANHEIROS, FAMILIARES, AMIGOS E VISITANTES!