.


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS.

Facebook

Para abrires o nosso FACEBOOK, clica aqui


______________________________________________________________

domingo, 31 de agosto de 2014

O inferno em FULACUNDA !

CAMARADAS "BOINAS NEGRAS"
HOMENAGEM ÀQUELES CAMARADAS QUE NÃO VOLTARAM.

O dia 30-8-1969 ficará para SEMPRE gravado na memória daqueles que (como EU) viveram aquela trágica manhã. Quero aqui recordar aqueles camaradas da 15ª Companhia de Comandos que connosco conviveram durante 1 mês e que não tiveram a nossa sorte... regressar. 
Vou aqui reproduzir aquilo que escrevi no meu diário.

 - DIA VERDADEIRAMENTE TRÁGICO. A COMPANHIA DE COMANDOS (15ª) REGRESSAVA HOJE A BISSAU E O TRANSPORTE ERA NUMA LDM. COMO DE FULACUNDA AO CAIS A DISTÂNCIA AINDA É GRANDE O TRANSPORTE É FEITO EM VIATURAS. UMA DAS TRÊS VIATURAS (UNIMOG) QUE SEGUIAM CARREGADAS DE PESSOAL E BAGAGENS, ACCIONOU UMA MINA A/C FICANDO COM A PARTE TRAZEIRA COMPLETAMENTE DESFEITA. OS CAMARADAS QUE NELA SEGUIAM FORAM PROJECTADOS PELOS ARES DEVIDO AO GRANDE IMPACTO DA MINA.


EM FULACUNDA FICARAM 5 MORTOS; FORAM EVACUADOS 9 CAMARADAS (dos quais vieram a falecer mais 2 em Bissau). FOI PRESTADA TODA A ASSISTÊNCIA POSSÍVEL AOS FERIDOS ATÉ À CHEGADA DOS HÉLIS PARA EVACUAÇÃO (UM CAMARADA DAS TRANSMISSÕES MORREU NAS MINHAS MÃOS). O CHOQUE FOI BRUTAL PARA TODOS NÓS E ESTÁ A SER MUITO DIFICIL ESTE MOMENTO.

Augusto Inácio Ferreira

In facebook
https://www.facebook.com/augustoinacio.ferreira/posts/994952287196906?comment_id=995345447157590ebook:



2 comentários:

João Godim disse...

Não sei como expressar a minha reacção ao ler este brutal testemunho vivido na Guiné (Falacunda", mas faço questão de saudar o seu autor. Na verdade, falar da guerra é uma coisa... viver a guerra é outra, bem mais cruel. Há muita gente a escrever sobre a guerra no ex-ultramar sem nunca lá ter estado. Lêem este seu escrito, em discurso directo, e vejam lá se têm alguma semelhança com o que outros publicam, inclusive em livros que ganham prémios!? Parabéns.

leandro guedes disse...

Amigo João põe aqui o dedo na ferida - viver é uma coisa, apenas descrever é outra muito diferente.
Mas como diz ganha prémios quem sabe escrever mas esquece-se quem foi capaz de aguentar e viver aquele inferno.
Muito obrigado pelo seu comentário.