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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Publicamos a seguir a carta duma Mãe que perdeu um filho. A lei da vida altera-se trágicamente, quando um filho parte antes dos seus pais, dos seus avós! Ao publicarmos esta carta, queremos lembrar e homenagear mais de nove mil Mães, que igualmente perderam os seus filhos, durante a guerra colonial, com sequelas para elas, que ainda hoje perduram, passados 40 anos. Muitas delas sem saberem escrever nem ler, e todas em geral, sentiram a mesma dor que esta Mãe sente - MAIS DE NOVE MIL MÃES... Para elas e para a Mãe que aqui manifesta a sua lancinante dor, a nossa mais sincera homenagem, admiração e respeito por tão trágicas perdas!


Piétat de Michaelangelo

Carta de Judite de Sousa...

Meu Deus e meu Pai
“Desfeito em átomos de água, partiu hoje para o teu infinito o filho que me deste.
Gerei-o com amor, criei-o com carinho e eduquei-o o melhor que soube. Foi meu companheiro e meu ânimo nas muitas tempestades que tenho atravessado.
Hoje não tenho nada.
O muito que tinha foi para junto de ti.
A sua alma de menino e o que restou do seu corpo de anjo também já foi desfeito em fumo.
Estou só.
Terrivelmente só.
Só como há séculos, quando a tua mãe, nossa Senhora, te acolheu no regaço depois de te despregarem da cruz no calvário.
Eu agora nada tenho.
Nas distorcidas imagens que os meus olhos rasos de lágrimas salgadas e já secas, vejo nitidamente, o teu rosto misericordioso.
No plano infinito da eternidade já está o meu menino. Tapa-o com o teu manto divino que as noites são frias para lá do Universo, ele é um bom menino.
O meu menino!
E se vires que pode merecer alguma coisa da dor desta perda sem remédio, rogo-te, meu Pai, que pronto me leves a vê-lo, que nestes dias as saudades apertam mais este meu coração trespassado pela dor.
Eu só fui mãe deste filho.
Hoje, já não sou mais mãe de ninguém.”

(Judite de Sousa)

2 comentários:

Joaquim Cosme disse...

A dor da Judite de Sousa e de outras mães que perderam os filhos será tão grande que só elas sabem sentir. Nós também sentimos mas não com a mesma intensidade.
Joaquim Cosme

leandro guedes disse...

A perda dum filho deve ser a dor maior no coração e na vida duma mãe e dum pai também.
Tal como ela, mais de nove mil mães sofreram a perda dos filhos, durante a guerra colonial e algumas, tragicamente, nem sabem onde eles estão...
Obrigado amigo pelo seu comentário