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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quartel da Parede - parte dum texto do Pica Sinos, já anteriormente publicado


Corria o mês de Março de 1967, no Centro Cripto do Quartel-general (QG), em Lisboa, entre três cabos e dois sargentos, quis o destino, que fosse eu a decifrar a mensagem que ditava a minha mobilização para a Guiné, ficando incorporado no Batalhão de Artilharia 1914, composto por três Companhias Operacionais e uma de Comando e Serviços, já em trânsito no Regimento de Artilharia Costa (RAC), em Parede, Carcavelos.
Não me espantou! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade.

Dou a notícia em casa à minha mãe, à namorada, hoje minha mulher. Com o meu pai, na altura internado no Centro de Saúde do Telhal, despedi-me com um abraço e um beijo, sabendo que era incerto encontrá-lo de novo com vida, por mim, que parto para o incerto, ou por ele, tendo em conta a sua debilitada saúde.

Após o curto período de férias, a 7 de Abril de 1967, um dia antes do embarque, já no quartel em Parede, entre dezenas de militares, procuro o op. cripto Justo, companheiro das noites de Lisboa, também ele mobilizado, na Companhia de Comando no mesmo Batalhão. Conheço o furriel de transmissões de nome Cavaleiro.
Aqui, além uma outra cara já conhecida. É-me indicado o Sargento a quem tenho que me apresentar.
…Onde andou rapaz? ….Não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO), devia cá estar há um mês…!
Pergunte no QG….(Quartel General), foi a minha resposta.

Depois, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.Dia 8 de Abril de 1967, no cais de Alcântara, em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque. Segue-se a formatura. Um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista da praxe, o embarque das tropas sucede-lhe. Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água.
Pica Sinos
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Por coincidência, a SIC apresentou ontem, no seu programa do Jornal da Noite, ABANDONADOS, uma reportagem sobre a Artilharia de Costa, onde a Parede é referenciada.

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/abandonados

e procurar em "ABANDONADOS: REGIMENTO DE ARTILHARIA DE COSTA".
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Comentário a este programa da SIC:
"Antonio Guimaraes
Gostei imenso de ver o programa do jornalista Pedro Mourinho mas tambem alguma alguma tristeza ao ver ao estado em que chegou a Bateria da Parede do RAC.Era oficial miliciano e comandei interinamente o quartel da Parede desde 10de Março de 1974 ate 31 de Agosto de 1974.Ha 40 anos estive metido no quartel durante 15 dias sem sair. Tinha muito gosto pelo quartel da Parede.Gastei todo o dinheiro que havia a pintar a colocar telhas vidros etc.Fiz tiro com as mesmas peças em 1972 em S. Martinho ( Madeira ) Montei as granadas, espoletas e detonadores pelo livro de instruçoes.o que me valeu um louvor do grande oficial que era o Brigadeiro AIRES MARTINS( Governador Militar da Madeira )que tinha como ajudante de campo o Alferes Alberto Joao Jardim. Depois de ver o vosso programa pergunto-me a mim proprio a razao de ter arriscado a minha vida e aminha grande dedicaçao ao Quartel da Parede RAC.
Antonio Jose Eckenroth Sousa Guimaraes

Ex Alferes Miliciano"

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