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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

-

"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Toque a doentes...

Mais dois companheiros se encontram em convalescença, após internamentos hospitalares, são eles:

Victor Manuel Lopes Serafim
"CAMARADAS;Grande marrada do destino,passei a Pascoa no Amadora-Sintra estou a recuperar, mas vou ter de voltar não é facil.
Um abraço para todos,espero estar em forma para o almoço.Até breve. 
SERAFIM"



Carlos Costa Ramos.

Os dois prometem estar presentes no almoço anual.
Para ambos os nossos votos de pronto restabelecimento.
Um abraço de todos nós.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Parede - algumas fotos enviadas pelo Costa.

Publicamos as raras fotos que temos e que foram enviadas pelo nosso amigo José Costa.

a Porta d'Armas

O Costa com o Jock, o cão do falecido Heitor








O Costa com dois companheiros

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quartel da Parede - parte dum texto do Pica Sinos, já anteriormente publicado


Corria o mês de Março de 1967, no Centro Cripto do Quartel-general (QG), em Lisboa, entre três cabos e dois sargentos, quis o destino, que fosse eu a decifrar a mensagem que ditava a minha mobilização para a Guiné, ficando incorporado no Batalhão de Artilharia 1914, composto por três Companhias Operacionais e uma de Comando e Serviços, já em trânsito no Regimento de Artilharia Costa (RAC), em Parede, Carcavelos.
Não me espantou! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade.

Dou a notícia em casa à minha mãe, à namorada, hoje minha mulher. Com o meu pai, na altura internado no Centro de Saúde do Telhal, despedi-me com um abraço e um beijo, sabendo que era incerto encontrá-lo de novo com vida, por mim, que parto para o incerto, ou por ele, tendo em conta a sua debilitada saúde.

Após o curto período de férias, a 7 de Abril de 1967, um dia antes do embarque, já no quartel em Parede, entre dezenas de militares, procuro o op. cripto Justo, companheiro das noites de Lisboa, também ele mobilizado, na Companhia de Comando no mesmo Batalhão. Conheço o furriel de transmissões de nome Cavaleiro.
Aqui, além uma outra cara já conhecida. É-me indicado o Sargento a quem tenho que me apresentar.
…Onde andou rapaz? ….Não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO), devia cá estar há um mês…!
Pergunte no QG….(Quartel General), foi a minha resposta.

Depois, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.Dia 8 de Abril de 1967, no cais de Alcântara, em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque. Segue-se a formatura. Um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista da praxe, o embarque das tropas sucede-lhe. Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água.
Pica Sinos
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Por coincidência, a SIC apresentou ontem, no seu programa do Jornal da Noite, ABANDONADOS, uma reportagem sobre a Artilharia de Costa, onde a Parede é referenciada.

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/abandonados

e procurar em "ABANDONADOS: REGIMENTO DE ARTILHARIA DE COSTA".
___________________ 
Comentário a este programa da SIC:
"Antonio Guimaraes
Gostei imenso de ver o programa do jornalista Pedro Mourinho mas tambem alguma alguma tristeza ao ver ao estado em que chegou a Bateria da Parede do RAC.Era oficial miliciano e comandei interinamente o quartel da Parede desde 10de Março de 1974 ate 31 de Agosto de 1974.Ha 40 anos estive metido no quartel durante 15 dias sem sair. Tinha muito gosto pelo quartel da Parede.Gastei todo o dinheiro que havia a pintar a colocar telhas vidros etc.Fiz tiro com as mesmas peças em 1972 em S. Martinho ( Madeira ) Montei as granadas, espoletas e detonadores pelo livro de instruçoes.o que me valeu um louvor do grande oficial que era o Brigadeiro AIRES MARTINS( Governador Militar da Madeira )que tinha como ajudante de campo o Alferes Alberto Joao Jardim. Depois de ver o vosso programa pergunto-me a mim proprio a razao de ter arriscado a minha vida e aminha grande dedicaçao ao Quartel da Parede RAC.
Antonio Jose Eckenroth Sousa Guimaraes

Ex Alferes Miliciano"

domingo, 27 de abril de 2014

TOQUE A DOENTES...

Os nossos companheiros José Arrabaça e Fernando Santos, estão doentes.

O Arrabaça fez mais uma operação, cujo pós-operatório não tem corrido muito bem.
Espera no entanto ir ao almoço às Caldas


Já o Fernando Santos, a morar em França, tem também que fazer uma operação, que em principio está marcada para o dia 12 de Maio, pelo que não poderá estar presente no nosso almoço.

Para ambos os nossos votos de boas melhoras.

Quartel da Parede - Relembrando...

Fernando Limão
Ex-militar, não do RAC, mas de Infantaria como 1º Cabo Músico, no Regimento de Infantaria Nº 15 de Tomar, em 1986/87. O meu fascínio pelo RAC, tem origem no meu Pai, que foi Militar do RAC em 1961. A criação deste Blog, é uma forma, não só de representar, mas também, homenagear o meu Pai e todos os Camaradas que tiveram a Honra de servir o Regimento de Artilharia de Costa. Todas as fotos publicadas neste blog, são contribuições de todos os que serviram nesta Grande Família, que foi o RAC.

2ª Bataria da Parede
Esta Bataria, era o 2º reduto da defesa da costa marítima portuguesa, reforçando assim, o poder de fogo da 1ª e 3ª Batarias, respectivamente.
Cobria um área desde Cascais até Oeiras, e era equipada com 3 peças Vickers de 152mm de médio alcance.
   

   Peça em fogo real.


 Aparelho de telemetria.
 Neste aparelho, eram efectuados todos os cálculos,
 transmitidos ás peças, depois de obtidas as   informações necessárias, vindas do Posto de Observação.


 Boca-de-fogo em estado de abandono.


 Panorâmica da Bataria.


Ao lado, sempre alerta.




  Apesar do seu estado de corrosão, ela diz-nos que continua de sentinela.


 Porta de Armas da Bateria.
As histórias que ficam para sempre nestes portões.


   Apesar do seu estado de corrosão, ela diz-nos que vai continuar de sentinela.


 Brasão de Armas que se vai mantendo firme e
"Mostrando a ruda força que se estima".


 Peça em fogo real



Elevador municiador.
Por aqui vinham a munições do paiol subterrâneo.
 Portão de acesso ao paiol subterrâneo.



 Lá vão continuar de sentinela.

Sempre alerta.


 Sem a culatra, por questões de segurança.


 O pórtico junto à pista de obstáculos.



 Radiador de arrefecimento e entrada de ar do
grupo gerador de energia.


Ao lado, a vivenda dos graduados da Bateria.
   
Publicada por Fernando Limão

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Meu caro Fernando Limão
Foi com alguma emoção que deparei com este seu blog, simpatia dum camarada de armas, Raul Pica Sinos, que me indicou o endereço.
Fiquei deveras agradado com o que vi e com o seu relevante trabalho.
O nosso Batalhão de Artilharia, BART 1914, teve a sua concentração na Parede antes de seguir para a Guiné, em Abril de 1967.
Relembro aqui nas suas fotos todo aquele ambiente, na altura já bastante impróprio para que ali habitasse gente, como foi o nosso caso.
Mas mesmo assim foram tempos emocionantes para jovens mancebos que partiam para o desconhecido. Nós regressámos sãos e salvos, outros não, infelizmente, mas quase todos passaram por aquela Porta de Armas, do quartel da Parede.
Presentemente temos um blog dedicado ao pessoal do BART 1914, mas de acesso a toda a gente, onde, com a sua permissão iremos em breve publicar estas fotos, pois sabemos que elas vão ser do agrado geral.
O endereço é:
http://bart1914.blogspot.com
Muito obrigado pelo seu carinho para com este tema da Artilharia e pelo trabalho desenvolvido.
Muito obrigado.
Receba um abraço de todos nós, pessoal do BART 1914.
Leandro Guedes.
_______________________ 
7 comentários a este blog:

David Teixeira14 de agosto de 2013 10:48
Parabéns pelo blog.
Muito lamento ver em que condições se encontram as instalações e armas.
A falta de respeito pela história é uma prática infeliz dos nossos dias.
Penso que o exercito deveria de fazer mais alguma coisa neste caso em especial.
Esperemos de o vandalismo acabe.
Cumprimentos.

Filipe28 de novembro de 2013 08:46
Muitos parabéns por este excelente blog.
Tendo sido oficial miliciano no RAC é com tristeza, que vejo o estado em que está o que resta do património do regimento depois de ter sido desactivado.

Filipe Correia
  
helder alves29 de janeiro de 2014 05:54
http://www.cm-cascais.pt/noticia/assinatura-do-acordo-de-principios-para-criacao-do-museu-militar-de-artilharia-de-costa-2a
  
Nuno C22 de abril de 2014 08:46
boa tarde
Estive lá por duas vezes ao longo deste mês de Abril, a porta de ferro que dá acesso aos tuneis e paiois encontra-se completamente aberta, dos grupos geradores só resta o bloco e bomba injectora de um deles, foi ateado fogo em duas das divisões, o projector anti-aereo tem a base em uma das divisões e a parte do espelho está no tunel que dá acesso ao paiol da 3ª boca de fogo. Embora não tenha cumprido serviço militar fico triste ao ver o estado a que chegaram a maioria das Baterias de Costa.
Talvez me possa ajudar a perceber o que foi uma divisão desta Bateria de Costa. È uma divisão que tem talvez uns 30 mts de comprido e que parece um refeitorio ou cineteatro, o chão é de Tijoleira vermelha.
  
Nuno C22 de abril de 2014 08:51
Obrigado pelas excelentes fotos :)
  
Fernando Limão22 de abril de 2014 12:18
Essa divisão, é o Salão Nobre do Forte, era aí que se faziam os almoços e jantares de Gala dos Oficiais e onde foi assinado o Protocolo para o Museu de Artilharia de Costa com a Câmara de Cascais.
  
Nuno C23 de abril de 2014 04:45
Obrigado pelo esclarecimento :)
Esperemos que o Museu seja implementado pois é um crime deixar estas instalações a degradar-se.
Outra das Baterias de Defesa da Costa que gostaria de ver recuperada é a do Outão pela paisagem com que nos brinda :)
È pena que os deputados usem tanta vez os exemplos de outros paises para justificar certas coisas e não rentabilizem estes espaços como fazem os nossos vizinhos Espanhois.

sábado, 26 de abril de 2014

25 de Abril - ainda as comemorações, com o exemplo da Islandia

Ex-primeiro-ministro islandês é culpado, mas livra-se da prisão
JN

A Justiça islandesa considerou que o antigo primeiro-ministro Geir Haarde é culpado pelo crime de negligência que levou o país à bancarrota, mas optou por não puni-lo com pena de prisão, que poderia ir até dois anos.
Geir Haarde estava acusado de quatro crimes, incluindo o de ter conduzido a Islândia ao colapso financeiro, em 2008, algo que o réu sempre negou em tribunal, alegando que o Governo não tinha forma de saber que os bancos estavam descapitalizados.
Dos quatro crimes dos quais estava acusado, a Justiça islandesa apenas consideou Haarde culpado por não ter convocado reuniões com o Conselho de Ministros para analisar a grave situação financeira do país.
Assim, o tribunal especial de Landsdomur condenou Haarde por negligência, mas não decretou qualquer sentença. Além de ter evitado a prisão e até uma multa, o réu não terá que pagar os custos do processo, determinou o tribunal.
Haarde é o primeiro político levado à barra do tribunal por motivos relacionados com a crise económica mundial.
Político conservador de 61 anos, Haarde foi chefe do Governo islandês entre 2006 e 2009.

Recorde-se que a crise financeira de 2008, levou o Governo islandês a nacionalizar os principais bancos do país. A pressão popular acabaria por derrubar o Executivo em janeiro de 2009. Desde então que o país é governado por uma aliança entre social-democratas e verdes.

in: JN

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril - uma maneira diferente de o comemorar, com o exemplo dos Juízes na Suécia...

25 de Abril - do José Justo


25 de Abril - pelo Carlos Azevedo


25 de Abril, 40 anos depois!






40 ANOS DEPOIS...!


Cantar da Emigração - Adriano C.Oliveira

25 de Abril - pelo Pica Sinos

PARA OS AMIGOS A QUEM INTERESSA.


From: José Fontão < Date: 2014-04-17 18:48 GMT+01:00
Subject: O 25 de Abril e a História
No passado dei algumas entrevistas à Rádio  e à Televisão relativamente discretas, o que me agradou em função da minha filosofia de vida; mas não fui um observador desatento ou "pató".
 Tirei mesmo uma conclusão: de que a História se falsifica e de várias maneiras, neste caso do 25 de Abril, andou ao sabor de clãs, dos seus protagonistas e dos seus egos, de partidos políticos e dos seus gurus, de militares e civis, retornados, das velhas e novas famílias que mandaram e mandam, de interesses mesquinhos ou corruptos, de mediatismos ótimos para consumo,eu sei lá!.....
 Passei a ver a História no seu todo com muito mais reticências. 
 Inquietei-me, porém, sentindo alguma culpa em função dos mais de quinhentos homens que comandei.dois capitães, dezenas de sargentos e milicianos, centenas de praças que quase deixaram de existir, quando o seu papel nada deve ao dos outros participantes. Estivemos entre os primeiros a sair e a conquistar os seus Objetivos sem saber quem viria atrás. 
Pois, ainda agora vi reeditada numa livraria uma cronologia do 25 de Abril da responsabilidade de Boaventura Sousa Santos e alguns colaboradores que cita o BC5 no índice de unidades e depois o faz desaparecer por completo em muitas dezenas de páginas com os mais diversos protagonistas. Pensamos na intenção disto, mas se calhar é só incompetência de "maria vai com as outras."

Vem este tipo de histórias e historiadores acrescentar alguma coisa à aura do 25 de Abril?Creio que não. O papel deste ou daquele nunca foi e menos ainda agora, o cerne da questão mas, sim, o ponto de viragem em que nos encontramos, continuemos a abrir uma exceção para o Salgueiro Maia que é por assim dizer, o James Dean da nossa revolução, mas pensemos mais no da nossa pura intenção e manifesta isenção. Ela passou para a boca e o sentido do Povo Português que agora precisa de o renovar a bem de um futuro diferente daquele  para que nos querem empurrar.

Este ano, nem sei bem porquê, saí do meu sossego com várias entrevistas para vários orgãos de CS, Alguns amigos  souberam disso e  pediram-me o envio. Vou satisfazer e alargar esta reflexão a outros que gostaria de envolver.
Lembrei-me de um cavalheiro ( protagonista de terceira ou quarta ordem) que uma vez foi à televisão,falou quanto quanto quis e concluiu com um " enfim, fomos nós que fizemos tudo" e em pose final enfastiada corrigiu: " bem, quase tudo". Ter voz às vezes significa tirar tipos destes do caminho.
 Além dos dois artigos que vos envio do numero especial da "Visão-História e no IV Volume da coleção "Os Anos de Abril" coordenada por Pedro Lauret , dei uma entrevista à Maria de Flor Pedroso para a Antena 1 que está na Net , " 25 heróis do25" a de 11 de Abril.
Sairá outra na Euronews do dia 25 de Abril nos noticiários a partir das 7 ou 8 horas da tarde.
Está outra na calha com uma jornalista do Público. 

Um abraço fraternal josé fontão

https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&ik=0f1996576e&view=att&th=14579cafff55590b&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!! NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO...

Enviado pelo amigo Jacinto Borges:
"Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que  alguém anda à procura de uma solução, que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.
 Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.
É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
 Júlio Isidro"
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Selo alusivo ao 25 de Abril, enviado pelo Carlos Azevedo

quinta-feira, 24 de abril de 2014

o 25 de Abril - do Pica Sinos

"No sentido de promover a a acção que levamos a cabo no dia 25 de Abril no Largo do Carmo sugerimos que acedam ao Facebook da A25A - https://www.facebook.com/A25Abril – e no evento “Todos ao largo do Carmo no dia 25 de Abril às 11:00”, que também pode ser acedido directamente em - https://www.facebook.com/events/600030490088663

 – confirmem a vossa presença no respectivo botão e convidem os vossos amigos através da opção “Convidar”.

sábado, 19 de abril de 2014

A TODOS OS NOSSOS COMPANHEIROS, FAMILIARES, AMIGOS E VISITANTES, VOTOS DUMA PÁSCOA FELIZ



"Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera,
uma assunção de flores.
A vida Renascida
E celebrada

Num festival de pétalas e cores."

in: Miguel Torga, no dia de Páscoa

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Para o BART 1914, uma Páscoa Feliz - de Albertina Granja

"Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé.
A Páscoa ou a Pessach, é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais do que fé.
Páscoa é amor"
(Albert Einstein)

Para todos, os meus sinceros votos de uma Páscoa Feliz,com muita saúde e boa disposição...
A.Granja

Páscoa - do Santos Oliveira


Páscoa Feliz - do Justo


PÁSCOA FELIZ COM MUITAS AMÊNDOAS!
José Justo

Páscoa Feliz - do Joaquim Caldeira





FELIZ PASCOA
A todos os amigos desejo uma Feliz Páscoa!
Joaquim Caldeira.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O Livro sobre Tite e o Pelotão de Morteiros 912 - pelo Santos Oliveira

Tite em 1961/62


                                                 Tite em 1964

Meu Caro Camarada, Amigo, Companheiro…

Desejar-te (vos)  uma Páscoa Feliz (ou outras Datas marcantes), é a parte de mim que comunga com cada Companheiro/Veterano que trilhou, como eu, as agruras da Guerra do Ultramar; infelizmente o acesso é limitado a quantos  têm Net e os seus Endereços sejam do meu conhecimento.
No BArt 1914, felizmente para Vós, há uma maioria dos que acederam ás novas tecnologias; de quem consegui contactos, partilhei (e partilho) esta minha ideia tardia (desde 2008).
Irei prosseguir este modo de UNIR e manter acesa a chama da Vida que nos resta. Não podemos esperar que uma qualquer pseudoinstituição faça algo positivo pelos antigos Combatentes.
O Livro (faltam alguns capítulos) está em PDF porque não tive “capital” para o imprimir. Estava planeado (na altura)“colher” testemunhos do resto do Pelotão; não houve qualquer colaboração escrita de cada um dos elementos do PM912 (Oficial, Sargentos e Praças), embora todo o mundo quisesse que eu escrevesse “por eles”, o que me diziam por boca,  para o poder propor a Editoras  interessadas.
Por isso, meu Caro, este Livro fica muito aquém do seu valor real para a História da PU (Pequena Unidade) [PMort912], já que tem tão só a vivência duma Secção reduzida (11 elementos) e “alheada”, completamente, do resto da PU, salvaguardando-se o Relatório Final (se se pode apelidar de tal) e o que pude coligir sobre a sua Formação desde a Unidade de Mobilização.
………………………………………………………………………

Pronto, L Guedes. Paro aqui porque já resolveste (pela tua Mensagem) o que ia acabar por sugerir-te.
Não estou ligado a nenhuma rede (dita) Social.

Fico-te grato, não só por mim mas em nome de cada Militar que me assessorou. Honra e Louvor a cada um deles e Paz aos que já partiram.

Se vires necessidade, enviar-te-ei o Ficheiro como está no UTW.

Saudações aos descendentes (e conterrâneos) de Tite.

Para ti, o meu abraço especial
 
Santos Oliveira

nota - importa dizer que este livro, em versão reduzido do original, vai estar na coluna esquerda do nosso blog, para consulta geral, quando e como entenderem os nossos companheiros, familiares, amigos e visitantes. São os primórdios de Tite, do tempo em que nada havia feito, que vale a pena ler.
Muito obrigado ao Santos Oliveira e muitos parabens.
LG.

domingo, 13 de abril de 2014

Domingo de Ramos


Ainda me lembro de, na minha infância, ir com o meu Pai, no domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa, levar o ramo à minha madrinha, D. Gracinda, que morava lá para os lados da quinta de Serralves, que anos mais tarde haveria de dar lugar ao Museu do mesmo nome.
Era uma prática bonita, saudável, de respeito mas que com o passar dos tempos se foi perdendo.
No domingo de Ramos, os ramos eram benzidos e o cheiro de incenso nas Igrejas, dava ao ritual um ar de purificação para aquelas crianças, que andavam na catequese e aprendiam os primeiros passos da boa educação, civil e religiosa, em função dos critérios e alinhamentos dos seus pais, embora não praticantes.
É certo que havia aqui algum interesse infantil, não ingénuo, pelo retorno duma prendinha acompanhada dumas amêndoas coloridas, de chocolate ou de licor. Uma delicia que deixava a criançada de água na boca e sem dormir na noite anterior.

Tenho saudades desse tempo.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Almoço anual - confirmações


Informamos que já temos 15 guerreiros inscritos, 8 Senhoras e uma criança.
Para mais confirmações liguem 931620336 ou email lg.tvedras@gmail.com

Abraços.
LG.

nota - não se esqueçam de que há comboio para as Caldas da Rainha - linha do Oeste...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Comemora-se hoje o DIA DO COMBATENTE


Dia do Combatente - 78.ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido, no Mosteiro da Batalha e o 96.º Aniversário da Batalha de La Lys.

Decorreu hoje uma cerimónia na Batalha onde foi evocado a 78.ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido e o 96.º Aniversário da Batalha de La Lys, num dia em que se assinala também o Dia Nacional do Combatente numa tradição que dura há décadas mas para a qual não há conhecimento de ter sido convidado algum ex-combatente.

terça-feira, 8 de abril de 2014

8 de Abril de 1967 - a partida...pela pena do Pica Sinos

(estes textos já tinham sido publicados há 5 anos atrás)


"Tendo em conta o 46º aniversário, de alguns de nós, da viagem no Uige para a Guiné, não deixo de publicar um texto da minha autoria para aqueles, os mais novos, saibam como muito a passaram.
Um abraço XXL do Pica Sinos

A MINHA VIAGEM Á GUINÉ - A PARTIDA

Este parte,Aquele parte,
E todos,Todos se vão,
Oh terra ficas sem homens,
Que possam cortar o pão.

Corria o mês de Março de 1967, no Centro Cripto do Quartel-general (QG), em Lisboa, entre três cabos e dois sargentos, quis o destino, que fosse eu a decifrar a mensagem que ditava a minha mobilização para a Guiné, ficando incorporado no Batalhão de Artilharia 1914, composto por três Companhias Operacionais e uma de Comando e Serviços, já em trânsito no Regimento de Artilharia Costa (RAC), em Parede, Carcavelos.
Não me espantou! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade.

Dou a notícia em casa à minha mãe, à namorada, hoje minha mulher. Com o meu pai, na altura internado no Centro de Saúde do Telhal, despedi-me com um abraço e um beijo, sabendo que era incerto encontrá-lo de novo com vida, por mim, que parto para o incerto, ou por ele, tendo em conta a sua debilitada saúde.

Após o curto período de férias, a 7 de Abril de 1967, um dia antes do embarque, já no quartel em Parede, entre dezenas de militares, procuro o op. cripto Justo, companheiro das noites de Lisboa, também ele mobilizado, na Companhia de Comando no mesmo Batalhão. Conheço o furriel de transmissões de nome Cavaleiro.
Aqui, além uma outra cara já conhecida. É-me indicado o Sargento a quem tenho que me apresentar.
…Onde andou rapaz? ….Não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO), devia cá estar há um mês…!
Pergunte no QG….(Quartel General), foi a minha resposta.

Depois, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.Dia 8 de Abril de 1967, no cais de Alcântara, em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque. Segue-se a formatura. Um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista da praxe, o embarque das tropas sucede-lhe. Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água.
Tive a sorte de não ser colocado nos lugares do navio que outrora eram destinados às cargas. O meu camarote suportava oito beliches duplos. Não tive preferência da cama, uma qualquer me serviu para descansar e dormir.
As refeições foram tomadas em refeitórios, outrora salas de jantar para passageiros em 3ª classe.
Os lugares destinados às outras praças, os porões, eram degradantes. As mesas de madeira que tinham lotação para uma vintena de militares, estavam colocadas ao comprimento dos porões. Os beliches, também em madeira, acompanhava-os na altura. Os vomitados do enjoo eram constantes, a limpeza deveras precária, que, em conjunto com a falta do banho diário, o cheiro era nauseante, asfixiante. O barulho dos motores, etc., o ambiente naqueles locais era insuportável.

Durante os oito dias (mais três que o normal por avaria num dos motores) que a viagem durou, foi neste contexto que, os jovens militares, fizeram a sua vida no navio.
Inconformados com o destino, no convés, uns passeavam, outros conversavam e, ainda outros, jogavam ou viam jogar às cartas.
Uma ou duas vezes fizemos exercícios de salvamento em caso de naufrágio. Os peixes voadores, que, quase sempre acompanharam o barco, eram também motivo de entretenimento.

No dia 14 do mesmo mês, chegamos já noite alta e, amedrontados, ao destino para o qual fomos obrigatoriamente mobilizados. O pior estava para vir……a guerra.
Aqui o sofrimento a todos tocou!
Pica Sinos
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Natércia escreveu: 
"bem haja quem honra todos os que por lá andaram...é uma forma tambem de homenagear os que lá deixaram a vida ainda que regressassem sem ela, sem o tal camuflado, mas "empacotados em madeira"sabe-se la como....

a imagem da partida do barco,as lagrimas e os lenços a acenar, tenho-os bem presentes e ate em fotos que qualquer dia coloco aqui se o meu irmao Leandro nao se importar...é a imagem mais marcante daquela partida - mulheres e mulheres no cais, ora como maes, ora como esposas,companheiras,irmas,amigas...crianças ao colo, em abraços infindáveis de dor, de interrogaçoes ,de saudade....... e o barco desaparece, os lenços baixam e os olhos continuam humedecidos...os milhares de passos sao dados em silencio,com todos mas todos a viver a mesma dor...os homens naquela altura, diziam que nao choravam...mentira!!!!,choravam e bem...então os avôs, os Pais,os irmaos... mas regressar ao Porto e ter de responder as mil perguntas dos meus pais....talvez tivesse sido o pior, sobretudo às da minha Mae...como é que o teu irmao estava??estava triste??chorou??achas que foi preocupado??iria com medo??oxalá nao faça nenhuma loucura...achas ,,,tens a certeza que embarcou??ai que se ele foge é uma desgraça...e lá estive a relatar, a contornar, a fingir...a fazer de conta que nao percebia - e a minha avó ja com perto dos 80 anos, no silencio das lagrimas que escorriam para o seu colo,rezava e só dizia que nao morreria antes do regresso do neto...e assim foi realmente - creio que o regresso foi em Fevº de 69 e em Julho ela partiu para sempre...a seu lado estava o neto que durante aquele periodo de doença, comigo fez parceria para de noite partilharmos a vigia,de modo a que a minha mae descansasse e assegurasse durante o dia,uma vez que já ambos trabalhavamos...e assim foi com este e muitos mais episodios....um abraço a todos,em especial ao meu irmao claro - isto nao é saudosismo - mas a historia faz-se de factos,e factos só sabe que os vive por perto ou um pouco à distancia - os inventados são pura f i c ç ã o....
Natércia Leite."