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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Uma vergonha nacional - o abandono dos ex-combatentes


Caríssimo LG. 
 Reenvio, ao teu cuidado, para que, se por bem o entenderes, dares a divulgação - que julgo merecer - deste texto, no 'Blog' do BART1914. Abraço do camarada e amigo Luís.
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À particular atenção dos meus camaradas e amigos ex-combatentes... nomeadamente os mais próximos - que comigo conviveram ou deram o corpo ao manifesto - na Guiné-Bissau (com ênfase aos da área do Comando do BART1914, Tite, ... mas não só!...) 
 Com a devida vénia, tomei a liberdade de transcrever, do "Movimento Cívico de Antigos Combatentes", o texto abaixo. Absolutamente pertinente e concorde, com o meu pensamento, tanto que até já escrevi algo parecido ao que nele se pode ler... -------- "Movimento Cívico de Antigos Combatentes" 21 de Março de 2013 Para que conste... ...
 "UMA VERGONHA Nacional – (abandono dos Combatentes)
Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos. Assim, chegaram à conclusão que em todo a Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo: 
1 - a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9.300 km, de 1948 a 1960), no Quénia (a 5.700 km, de 1952 a 1956) e em Chipre (a 3.000 km, de 1954 a 1959) - 
2 - e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3.400 km), Angola (a 7.300 km ) e Moçambique (a 10.300 km), de 1961 a 1974 - 13 anos seguidos. 
 Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi o que melhores resultados obteve. Consideraram, por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo á capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga exigida a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Armadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica. Isto, são observadores internacionais a afirmá-lo. 
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietname. Só que ambos com 3 meses em cada comissão, intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Havai. Todos os que serviram a Pátria Portuguesa e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este esforço sobre-humano que se reflectiu necessariamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado." 
Reforço e sublinho, por ser de extrema IMPORTÂNCIA, e uma verdadeira BOFETADA SEM MÃO aos poderes constituídos deste país... a parte final do citado texto: - 
"Todos os que serviram a Pátria (...) MERECEM o RECONHECIMENTO da Nação, que JAMAIS lhes foi DADO."
Luis Manuel Dias.

2 comentários:

José Justo disse...

...é afirmado por estrangeiros!!
Amigos, o povo Português teve, tem e terá muita força, coragem e poder de sobrevivência.
Pena que permanentemente seja oprimido nas várias formas de opressão. Hoje a da indiferença e desprezo pela pessoa humana.
"O Povo Português sempre foi melhor que os seus dirigentes"
Abraços

Costa disse...

Muito bem observado, Luis Manuel! Excelente texto!