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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poemas , enviados pelo José Costa

Ora bem.
O que eu tenho são estes dois “poemas”. Eu mesmo os datilografei em Tite, numa velhinha máquina abandonada por ter a mola que puxava o carreto partida, e também os “tipos” de escrever muito desalinhados… mas como havia muuuuuuuiiiiiiito tempo, consegui deixá-la a trabalhar para os outros vindouros!
Bom, vamos ao que interessa.
Eu tenho o papel original do primeiro ataque. Não quero jurar, mas penso que foi o Amador ou o Correia, ou talvez mesmo o Alberto Camelo, que me entregou para passar á máquina. Uma coisa é certa. A letra é de um membro das TMS, sem dúvida. Agora quem foi o autor…..!!!

O Outro poema, (A vida de um soldado) que não tenho o original, também fui eu que o datilografei, mas não me recordo quem mo deu. Mas penso que foi alguém da Companhia que embarcou com a gente!
Vejam se tem mais memória que eu!
Abraço

Costa


E ESTES DOIS ALUSIVOS AO PRIMEIRO ATAQUE DO IN, QUE SOFREMOS NO DIA 19 DE JULHO DE 1967

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Pica à conversa com as netas...

HITÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS
CONTADAS ÀS MINHAS NETAS

Num recente dia passado, eu e as netas avistamos, na vila onde moramos, equídeos no pastoreio.
…Já andaste de cavalo…? Pergunta-me uma delas.
A outra sem esperar pela minha resposta refere:
…Eu já, por duas ocasiões com o meu pai…!
Concluindo a autora da pergunta:
…Eu montei um pónei, numa exposição agrícola na Praça do Comércio em Lisboa...!
E em uníssono referem as duas;
…E tu? Já andaste…?
E seguidamente perguntam:
…Quando no levas a andar de cavalo…?

Podemos, logo, pela tarde, andar de “cavalo”, como na vossa idade eu andava retorqui!
Interrogadas perguntam:
…Então como…?


Foi uma tarde bem engraçada não só por ouvirem a história, mas sobretudo por “cavalgarem” como o avô “cavalgara” quando na idade delas.
No velho Bairro das Furnas, lá em casa, havia um modelo de cavalo de baloiço, feito de madeira, bem bonito, mas longe de satisfazer a minha imaginação de bem cavalgar.
Os pés chegavam ao chão, quando pousados no “estribo”, tendo em conta o meu tamanho, ocasionava, os joelhos ficarem em posição incómoda, dificultando o acesso para agarrar o pau no pescoço do cavalo, a servir de “rédeas”.
A minha preferência ia para os “cavalos” feitos de cana, se bem que não fosse fácil adquiri-los. Quando aventurados e conseguido, com os demais parceiros das brincadeiras, ninguém segurava a rapaziada nas correrias, nas chilreadas e nas batalhas desenvolvidas nas ruas do velho bairro.
A pequenada sentia-se feliz, realizada, não só por ultrapassado o ingénuo risco de “roubar” a cana, mas também pelas brincadeiras originadas.
No velho bairro e em seu redor, que me lembre, havia 2 caniçais:
Um deles estava situado ao fundo do terreno dos jardineiros, mesmo na entrada da Rua dos Choupos, paredes meias com o quintal da Amélia-alta.
O outro caniçal estava situado por detrás dos tanques, nos terrenos afectos à oficina do caminho-de-ferro, um pouco antes da serração do mármore.
As canas destes 2 caniçais serviam de suporte às plantações, no caso do terreno dos jardineiros, para apoio das flores e sebes espalhadas no bairro.
Nos terrenos situadas entre o muro do bairro e a linha do caminho-de-ferro, à beira do caneiro, geralmente as canas serviam para suporte dos produtos agrícolas (feijão,etc) que os operários ferroviários cultivavam.
No terreno do bairro, geralmente já noite, para cortar as canas, tinha que ser em momentos livres dos olhares da vizinhança. Cortávamos a cana bem no meio do canavial, para que não se detectasse a falta pelos jardineiros.
No terreno da companhia dos caminhos-de-ferro; um ou dois saltava o muro do caneiro, um outro ficava do lado de dentro para receber o produto “roubado”, mas antes era verificado se nenhum dos operários estava por perto.
A cana era escamada, ficando uma pequena ramagem na ponta a fazer de rabo. Um cordel era atado na parte mais grossa da cana a fazer de rédea. O “cavalo” estava pronto.
O “cavaleiro” ficava equipado quando ostentava, na cabeça, um chapéu de 3 bicos feito de papel de jornal, ou outro papel a jeito. Enfiada na cintura dos calções, ou suportada por um cinto feito de trapo, era visível a espada de pau. A “guerra” vinha a seguir.
Fevereiro 2014

Raul Pica Sinos
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O Justo disse:

Gostei, como sempre!!
Aprecio a narrativa "ao corrido" típica dos teus textos.
Tiveste a sorte de na meninice viver simultaneamente na cidade e no campo, daí esta e outras vivências anteriores, ligadas a esses cenários.
Lembro-me de pelo Natal ver numa drogaria na Rua da Condessa um cavalo do género destes mas em madeira, com uma rodinha e uma cabeça de cavalo pintada, com duas pegas laterais.
Ainda recordo os brinquedos de lata e até do cheiro das tintas com que eram pintados.
Mais uma vez...palminhas ao amigo Raulão.
Abraços

José Justo

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Mais uma etapa na vida deste blog!

170.000

Mais uma etapa na vida deste blog. 
É certo que de passo em passo, mas cá vamos andando nesta nossa vontade de ir contribuindo para a aproximação entre amigos e a descoberta de muitos outros, jovens que passaram dois anos na guerra colonial, em tite, na guiné/bissau - amigos na guerra, amigos para sempre!
e esta tem sido a nossa grande alegria - a descoberta de companheiros entretanto "ausentes" do nosso contacto.
esperamos que no próximo almoço em maio, apareçam mais alguns.
para todos um grande abraço.
lg.

O Marinho faz hoje anos





Para o Marinho um grande abraço de parabens neste dia do seu aniversário, com votos de boa saude, junto dos seus.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

S. Valentim, Dia dos Afectos e dos Namorados


Dia dos Namorados
Hoje é dia de São Valentim! Simboliza do dia dos namorados, e porquê? 
Diz a lenda…..

São Valentim é o símbolo do amor pela trágica história que protagonizou no ano 270 d.C. O governo da época, do imperador Caldeus II, proibiu os casamentos durante o seu mandato, alegando que assim, os jovens se alistariam mais cedo e ele poderia ter um exército poderoso. Mas o bispo romano São Valentim continuou a celebrar as uniões em segredo, até ser descoberto e preso.

Enquanto estava na prisão, jovens casais lançavam mensagens e flores pelas janelas das suas celas, afirmando que continuavam a acreditar no amor. Entre esses eternos apaixonados, encontrava-se a filha do carcereiro, que era cega e pediu para visitá-lo. Os dois se apaixonaram e ela acabou recuperando a visão. Mas o amor não durou muito porque Valentim foi assassinado no dia 14 de fevereiro. E assim, transformou-se em símbolo do romantismo.

O dia dos namorados é só mais um dia criado pelo comércio para todo mundo ter que gastar dinheiro. Pra mim, quando a gente ama alguém todo dia é dia dos namorados. Mais importante do que presente são as ações, o companheirismo, a fidelidade, a cumplicidade, o amor, a amizade. Isso sim é que conta! Presente pode dar qualquer dia, de surpresa, presente inesperado é o melhor e não ganhar no dia que sabe que é o dia de dar porque o comércio mandou!

Agora que a maioria de nós já estamos velhotes, vamos aproveitar para fazer uma surpresa á nossa “velhinha” (não é o meu caso, mas tratarei de arranjar uma para este dia) e levá-la-ei a jantar fora!

Beijem-se e abraçam-se… e façam amor de qualquer jeito!

Abraço 

José Costa

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Os editores deste blog - lista revista e actualizada, para que conste...

Companheiros, a propósito da interrogação feita por um camarada nosso, sobre quem são os editores do blog, relembro aqui os amigos tropeiros, que comigo têm a preocupação da edição e gestão do blog e do Facebook. 
Aqui fica o registo, por ordem alfabética, acompanhado da respectiva foto actual:


Hipólito Sousa

José da Costa

José Justo

Leandro Guedes

Raul Pica Sinos

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Seus calaceirotes!
Leram?
Cá para mim, o big puxou-nos as orelhas.
E, com muita razão!
Andam na galfarrice e blog nicles . . .
Eu já os tinha irradiado e entregue ao governo.

Hipólito

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Uma vergonha nacional - o abandono dos ex-combatentes


Caríssimo LG. 
 Reenvio, ao teu cuidado, para que, se por bem o entenderes, dares a divulgação - que julgo merecer - deste texto, no 'Blog' do BART1914. Abraço do camarada e amigo Luís.
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À particular atenção dos meus camaradas e amigos ex-combatentes... nomeadamente os mais próximos - que comigo conviveram ou deram o corpo ao manifesto - na Guiné-Bissau (com ênfase aos da área do Comando do BART1914, Tite, ... mas não só!...) 
 Com a devida vénia, tomei a liberdade de transcrever, do "Movimento Cívico de Antigos Combatentes", o texto abaixo. Absolutamente pertinente e concorde, com o meu pensamento, tanto que até já escrevi algo parecido ao que nele se pode ler... -------- "Movimento Cívico de Antigos Combatentes" 21 de Março de 2013 Para que conste... ...
 "UMA VERGONHA Nacional – (abandono dos Combatentes)
Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos. Assim, chegaram à conclusão que em todo a Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo: 
1 - a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9.300 km, de 1948 a 1960), no Quénia (a 5.700 km, de 1952 a 1956) e em Chipre (a 3.000 km, de 1954 a 1959) - 
2 - e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3.400 km), Angola (a 7.300 km ) e Moçambique (a 10.300 km), de 1961 a 1974 - 13 anos seguidos. 
 Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi o que melhores resultados obteve. Consideraram, por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo á capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga exigida a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Armadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica. Isto, são observadores internacionais a afirmá-lo. 
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietname. Só que ambos com 3 meses em cada comissão, intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Havai. Todos os que serviram a Pátria Portuguesa e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este esforço sobre-humano que se reflectiu necessariamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado." 
Reforço e sublinho, por ser de extrema IMPORTÂNCIA, e uma verdadeira BOFETADA SEM MÃO aos poderes constituídos deste país... a parte final do citado texto: - 
"Todos os que serviram a Pátria (...) MERECEM o RECONHECIMENTO da Nação, que JAMAIS lhes foi DADO."
Luis Manuel Dias.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ex-combatentes sem abrigo - um trabalho AVI/SIC

…um cidadão que uma vez na sua vida,  deu aquilo que tinha para defender o País, merece alguma probidade do Estado…

General Chito Rodrigues, presidente da Liga dos Combatentes
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…ninguém sabe ao certo quantos são.
As várias associações de ex-Combatentes dizem que, em miséria extrema, serão entre 200 a 400.
Foram Homens obrigados a lutar em nome da Pátria, que regressaram para um Portugal que já não os recebia de braços abertos.  
Jovens traumatizados pelo que viram e viveram, nos piores cenários da Guiné, Angola e Moçambique.  
Mais de 30 anos depois, o Estado assume que muitos Veteranos, ex-Combatentes, estão a viver na rua…

Rodrigo Guedes de Carvalho – SIC.
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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma...
Manuel Patoleia Mendes


clica na seta para veres o video

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ex-combatentes sem abrigo - VIAGEM AO FUNDO DA NOITE EM LISBOA - os locais de pernoita e os voluntários - um trabalho de ESDC2009

Os principais locais de pernoita, em Lisboa:
  • Marquês de Pombal (Parque Eduardo VII)
  • Saldanha
  • Santa Apolónia
  • Ribeira
  • Martim Moniz
clica na seta para veres o video

domingo, 2 de fevereiro de 2014

o almoço de aniversário do Carlos Reguila em 30 01 2014

Mais uma bela foto do Porto...

Esta bela foto, vai direitinha para todos aqueles que amam deveras a sua cidade...



Segundo a imprensa da especialidade, hoje difundida,  o Porto foi considerado um dos melhores destinos gastronómicos da Europa...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ex-combatentes sem abrigo - Movimento Civico dos ex-combatentes - Jornal das Caldas

"… temos um grupo de amigos, que voluntariamente, sem pertencerem a qualquer associação, andam a tratar de, durante a noite, procurarem sem-abrigo, que sejam antigos ex-combatentes.
Encontraram na zona do Porto umas centenas deles,  e em Lisboa bastantes mais, que já ultrapassam os 600 ex-combatentes sem abrigo..."
Joaquim Coelho, Presidente do Movimento Civico dos ex-combatentes

clica na seta para veres o video
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Para Leandro Guedes
"Boa noite. Venho ao seu encontro não por acaso....mas sim pela curiosidade de ter postado um Vídeo numa página de um Amigo comum: José Sousa Pereira. 
Acontece que esse vídeo, foi filmado no dia em que o Movimento Civico dos Combatentes, elegeu os seus Corpos Sociais nas Caldas da Rainha em maio do ano passado. Também estive lá, por pertencer à Direcção do mesmo. 
Com isto, levou a que o Vídeo já corresse Portugal de lés a lés....e eu vir pedir-lhe a Amizade no Facebook....para podermos conversar sobre a Guerra de África e trocar conhecimentos. Que me diz?
José Morgado Silva Vieira"

(foi respondido afirmativamente).