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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS.

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Foi promovido a MAJOR pelos modestos mas bravos soldados da CCAÇ 2314....




Joaquim Caldeira
Uma história, verdadeira, sabiamente contada pelo companheiro Fernando Almeida, "O Máquinas". Publico sem sua autorização. Desculpa, amigo, mas não resisto:

"Ha' momentos cruzei-me com um Major... O dito, é mesmo ,e, frequentou a Academia Militar. Mas ha' os outros e que não são de avi'ario, isto é, não ascenderam ao posto pela Abrilada. Refiro-me a um, promovido pelos soldados. Grande honra.
Quando a 2314, companhia a que tive a honra de pertencer, foi deslocada para Fulacunda (Guiné) recebeu à carga para além dos pratos, copos, colchões, viaturas , munições etc, etc , também, duas ou tres mulheres e um homem prisioneiros. Eram pessoas. O nosso Comandante tratou de indagar o motivo pelo qual essas pessoas se encontravam em tal circunstancia.
A burocracia, qual velha senhora, também estava instalada nas nossas Forças Armadas.Alia's ainda esta'.Relato'rio para o Comando em Bissau resposta para Fulacunda "ca' tem " como dizia o africano.Entretanto um ou dois ataques ao quartelamento. O Reis, na altura um jovem, do Ofir em serviço à Messe, nos intervalos da guerra, chegou a arriscar a vida para retirar para lugar mais seguro as pessoas que se encontravam presas. Por fim chegou de Bissau ordem para os soltar.
O prisioneiro manifestou dois pedidos ao Comandante: Primeiro a vontade de fazer vida comum com uma das mulheres que se encontravam na prisão. Segundo ficar ao serviço da Companhia. Obteve permissão.
Andava feliz. Sempre que cruzava com um elemento da Companhia perfilava-se e fazia a continencia com um garbo e aprumo de fazer inveja ao mais militarão da Academia Militar.Por isso foi promovido a MAJOR pelos modestos mas bravos soldados da 2314."


Joaquim Caldeira (Fernando Almeida)

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