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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Parabens ao José Narciso Costa


Parabens ao Narciso no dia de mais um aniversário.
Votos de boa saúde na companhia dos seus familiares.

sábado, 28 de setembro de 2013

Parabens ao Justo...




Parabens ao Justo neste dia de mais um aniversário.
É certo que cheguei tarde, mas com a ajuda do Hipólito ainda cheguei dentro do controlo.
Um abraço companheiro e que continues bem, assim como os que te rodeiam.

Bissássema - o importante contributo do Pica Sinos, para este tema... (continuação)


AS BATALHAS DE BISSÁSSEMA - 2/5
A MISSÃO TINHA COMO OBJECTIVO REPELIR O INIMIGO, OCUPAR BISSASSEMA, DEFENDER A POPULAÇÃO,
A região de Bissássema, a sul de Tite, separada em parte pelo Rio Feninque e fronteiriça a Bissau era, à data, um dos mais importantes aglomerados populacionais da região de Tite. Muito rica na produção do arroz, do amendoim, da mandioca, da castanha de caju e ainda em gado, sobretudo bovino, sendo conhecido que forças do PAIGC desenvolviam acções, na região, com grande mobilidade, visando o saque de parte da produção, para abastecimento e alimentação das suas tropas, o recrutamento de jovens e mulheres com vistas a intervir e apoiar a guerrilha e, ainda, o controlo social da população.
Refere o documento …No intuito de anular tais actividades, fixar elementos das NT na povoação e conservá-la afecta aos desígnios colonialistas, às 00,30 horas, do dia 31 de Janeiro de 1968, iniciou-se a operação “Velha Guarda”, conhecendo-se que o IN, estimado em número de 100 elementos bem armados e, sabendo, que neste período de tempo, era impossível atravessar o rio e as suas margens alagadas por extensas bolanhas, tinha armadilhado todos os trilhos e colocadas viárias sentinelas no terreno…
Os 3 destacamentos constituídos progrediram sobre o objectivo, por diferentes itinerários, em manobra envolvente:
- Um destacamento (Alfa), – em treino operacional –, formado por elementos da C.Caç. 2314;
- Um outro (Bravo), composto por 1 Grupo de Combate da Companhia, reforçado por alguns elementos do Pelotão de Sapadores da C.C.S do Bart. 1914 e 1 secção do Pelotão de Morteiros 1208 e, ainda
- Um outro (Charlie), constituído pela Companhia de milícia 7 (a 3 pelotões), enquadrados por 20 elementos da C.Caç 1743.
A este último destacamento, cabia a missão de ocupar e defender Bissássema, depois de capturado ou aniquilado ou, no mínimo, repelido o IN.
Neste período de tempo em progressão, o IN furtou-se ao contacto. As NT penetraram em Bissássema cerca das 12,00 horas, ficando a cargo do destacamento Charlie os trabalhos da instalação, enquanto os Destacamentos Alfa e Bravo montavam a segurança afastada através de patrulhamento e emboscadas.
Não me parece correcto, aqui, referir as divergências existentes no comando do Batalhão em Tite quanto à instalação das nossas tropas, sim ou não à construção de abrigos, assim como ao perímetro a defender. O ex. Alferes Júlio Rosa, comandante operacional no terreno, descreve de forma muito elucidativa, no seu livro “Memórias de um Prisioneiro de Guerra”, (edição Campo das Letras) todos os pormenores das citadas divergências, que convido a adquirir e a ler.
No dia 01 de Fevereiro de 1968, pelas 15,00 horas, os destacamentos Alfa e Bravo recebem ordens para regressar a Tite, ficando no terreno apenas o destacamento Charlie constituído pela Companhia de milícia 7 (a 3 pelotões armados com espingardas mausers), enquadrado por 20 elementos da Companhia Operacional 1743.

2.1/5 O IN IDENTIFICOU E DESENCADEOU O ATAQUE NO LADO SUPOSTAMENTE MAIS FRACO
Nesse mesmo dia, cerca das 23,45 horas, um numeroso grupo IN, armado, inclusive com canhão s/recuo, morteiros 82 e de 60 mm para além de outras armas automáticas, estimado em 250 elementos, sabendo antecipadamente, pela população da tabanca, assim como por elementos do PAIG disfarçados e infiltrados, da organização das NT implantada no perímetro, atacou fortemente a posição de Bissássema pelo lado defendido por um dos pelotões da milícia que, após meia hora de fogo intenso, esgotadas as munições e o lança granadas foguete encravado, abandona os seus postos e foge na direcção oposta ao fogo IN. Os restantes pelotões de milícias, em face deste abandono, dispersaram também.
Instantes depois, o Posto de Comando, que era defendido por meia dúzia de homens, é cercado e sem hipótese de defesa. Os abrigos onde estavam os restantes elementos da Companhia Operacional 1743, estão a algumas centenas de metros em reacção oposta à zona de penetração do IN. Na confusão crítica todos conseguiram escapar-se, com excepção de 3 elementos das NT que são capturados e feitos prisioneiros e é apreendido variado material de guerra.
Na manhã seguinte pelas 05,00 horas, chegaram a Tite os primeiros elementos das NT, dando conta do acontecido. Antes e ainda no terreno da batalha, 8 elementos da Comp. Caç. 1743 encontravam-se nas suas posições, sem saberem o êxito do IN, pois acreditavam que tinha sido repelido. Ao deslocarem-se para outros postos, deram conta do sucedido e resolveram deslocar-se para Tite, recuperando ainda um Morteiro de 81 mm e granadas respectivas. Toma-se conhecimento que na fuga morreram afogados, ao atravessarem o rio Feninque, o Furriel Cardoso (Pel.Mort.1208) e um Sargento, este, da milícia.
Continua
Pica Sinos

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Parabens ao Alberto Artur Camelo!


O Camelo foi dos últimos companheiros a serem "encontrados" há poucos anos atrás,  e logo a seguir fez o almoço anual do BART na sua terra, Macedo de Cavaleiros.
Para o Camelo um forte abraço de Parabens, com votos de boa saúde.

domingo, 22 de setembro de 2013

Bissássema... pelo Pica Sinos

TORMENTOS QUE AINDA HOJE A MUITOS MARCAM
Todos nós ao longo da vida e, após estes e outros acontecimentos que vamos relatando da guerra colonial, procurámos na viagem de regresso, “lançar ao mar” tudo o que nos ia na alma. Pura ilusão.
Comigo e certamente com muitos outros, por muito que o queiramos esquecer contando apenas as histórias de bom convívio e de respeito mútuo, de irreverência, que naquela juventude nos caracterizava, as feridas, dores, tristezas que por todos nós passaram, também são histórias. Mas por serem chagas, procuramos, ou melhor, evitamos contar, certamente para não chocar aos que de mais perto nos ligam, sobretudo familiares. Mas sobre “As Batalhas de Bissássema” é tempo de abrir a excepção e expor as memórias.
Sobre algumas situações militares ocorridas na Guiné, um homem deu-me a oportunidade, pelo livro que escreveu, de conhecer a versão dos primórdios dos acontecimentos, no terreno, daquilo a que eu chamo “As batalhas de Bissássema”. Esse homem é o ex. Alferes Júlio Rosa e o livro tem por título “Memórias de um Prisioneiro de Guerra”.
Pelas 05,00 horas do dia 2 de Fevereiro de 1968, aquando da chegada, dispersa, à porta d’armas do aquartelamento em Tite, de outros homens, carregados de dor e sofrimento, também tive a oportunidade de ouvir depoimentos dos acontecimentos, e de verificar quanto profunda, imensa e forte tristeza os assolava que, ainda hoje, não os consigo apagar da memória.
Aliás o Justo no seu diário (3), espelha muito bem os momentos de frustração vividos por todos nós, quando afirma…
…Rostos que tinha visto sorrir, estavam marcados pelos vincos profundos da dor, do desespero e desânimo. As lágrimas que lhes vi na face, os olhos vermelhos e inchados, cobertos de lama e na maioria descalços e rotos, parecendo figuras de filmes de terror, com forças apenas para agarrarem desesperadamente a G3, a sua própria e única salvação para manter a vida, quando em redor somente a morte…
Ao longo dos tempos, sobretudo a partir do 25 de Abril de 1974, na imprensa escrita, radiofónica, televisiva e a não menos rica narração oral, ou escrita, apresentada por variadíssimas formas, inclusive por via informática – em páginas pessoais ou colectivas (bloogs) de quem esteve nas frentes da guerra colonial – não tive a possibilidade de ler, com o rigor histórico necessário, outras narrações dos fundamentos de tal operação militar, que ocorreu no inicio do ano de 1968.
Assim sendo, para que fique em conhecimento mais vasto, passo a transcrever o fundamental de um documento a que tive acesso. Tal documento procura traduzir os motivos operacionais, o projecto, os acontecimentos e as consequências das batalhas, sendo de todo importante e desejável, que os que nela participaram, o comentassem, corrigissem, ou o complementassem (se for o caso), para que os jovens de hoje, sobretudo e em especial as mulheres, os filhos e os netos, daqueles que foram intervenientes em Bissássema, saibam e daí tirem conclusões de entendimento dos tormentos que ainda hoje a muitos marcam.
As batalhas de Bissássema, no período a que se faz referência, não foram só as que decorreram contra o IN. Também classifico como “batalhas” as resultantes das consequências de um projecto deficiente, quer para a implementação da ocupação e da manutenção das tropas no terreno, quer aquelas que foram derivadas da fome, sede e, por falta da assistência médica, as doenças. Os contactos com o IN foram em número de 5, com pesadas e dramáticas baixas para ambos os lados. As NT sofreram 2 mortos (afogados no Rio Feninque), 3 capturados e cerca de uma dezena de feridos, sem necessitarem contudo de evacuação hospitalar. O IN sofreu 55 mortos estimados e, para mais de uma centena de feridos, alguns muito graves, segundo noticias a posteriori.
Continua
Pica Sinos
______________
O Pica dispôs-se a escrever sobre Bissassema. Esperamos pelos próximos capítulos e que não demorem muito.

O Outono começa hoje.


Pois é verdade, o Outono, recomeça hoje, estação que mostra cores lindíssimas aos seus admiradores, nos quais eu me incluo.
E como o Outono é aquela idade da vida em que a maior parte de nós se encontra, aqui vai um abraço outonal com os sempre necessários votos de boa saúde.
Abraços.
LG.

sábado, 21 de setembro de 2013

Campanha eleitoral está em curso...

Mão amiga enviou-nos este cartaz eleitoral e que aqui publicamos.


A aldeia da Picha fica na freguesia de Pedrógão Grande, concelho de Pedrógão Grande e tem apenas 24 habitantes distribuídos por 18 fogos. Picha é um lugar bonito, de características rurais onde a maioria da população vive do trabalho no campo.
A população da aldeia está envelhecida. Existem poucas crianças e por isso o lugar já não tem escola. Nem sequer lojas. Só há um café na zona baixa da aldeia, junto à estrada principal, chamado Café da Picha. A Associação de Melhoramentos tem sede nova, mas o interior ainda está em bruto.
Em obras está a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, edifício secular construído pela população e que agora volta a sofrer melhoramentos. Se a empreitada ficar pronta, voltarão as festas anuais, que não se realizam há três anos.

Consta que o nome da terra teve origem numa fábrica de resina. Mas ninguém sabe explicar muito bem a razão exacta da denominação. Em tempos, já houve quem tivesse feito um abaixo assinado para mudar o nome da aldeia, só que a proposta de mudança para Pénis não vingou.
Os pichenses já se habituaram às perguntas dos forasteiros sobre tão invulgar toponímia. Trocadilhos e piadas são habituais quando a conversa é o nome da terra. Eles não se importam e gracejam.
Picha é apenas um dos muitos nomes de aldeias curiosas que ficam nas redondezas de Pedrógão Grande. Também existem Venda da Gaita, Derreada e Senhor dos Aflitos, por exemplo.


(in Memoria Portuguesa, a quem agradecemos.)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Isto é a sério...

O Pica Sinos enviou, da sua amiga Paula Correia:


“Queridos amigos , tenho varias toneladas de pêra Rocha ainda nas arvores , não posso entregar na FrutaOeste porque o calibre só ronda 50/55 e é muito pequena e não pagam nada tendo de pagar ainda 10 cêntimos pelo frio .
Por isso venham a Quinta do Infesto - Carvalhal - Torres Vedras e podem desfrutar de ar puro trazendo filhos e netos .
Durante esta semana podem colher a pêra , e acreditem que se me derem 0,25 cêntimos o Kilo ainda vos ofereço uns kilitos de borla .
 Como não gosto de ilegalidades passo factura . Amigos , se não for pedir demais solicitava a vossa partilha .
Muito obrigado a todos .
Paula Correia

Tm 962614686”

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Eleições...



Recebido do nosso amigo Leonel Mendonça, publicamos esta história acerca das eleições da Ratolandia...
Abraços

Parabéns ao Palma!


O Palma foi dos primeiros companheiros que reencontrei após o regresso da Guiné. E isso aconteceu no restaurante Regional, nos Casais Larana.
Andava o Palma a vender yogurts. 

E foi uma festa, já lá vão 25 ou 30 anos, talvez.
Ao Palma um forte abraço de parabéns de todos nós com votos de boa saúde.

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma peregrinação... poesia pelo Luis Dias

Uma peregrinação
  
     - Vagabundagens e Delírios
             


Sabes lá, deusa querida,
Como admiro os olhos teus!
Tão profundos e sagazes,
Que roubam a luz aos meus!

Perdoa minha insistência
[Aura plena, minha vida!]
Mas será essa influência
Que rima, versa, comigo?

Uma vez e outra tento
Repousar meu pensamento.
 - Peregrinação inquieta,
Vagabunda  e delirante! -

Promete, tais sentimentos,
Não mal vás interpretar!
São íntimos … pessoais …
Assim, só, sei revelar.

Nada dizer te ousaria!
Ai de mim!...esta loucura…
Do coração me perdoa …
Musa, razão desta sina !

Numa poesia sentida,
Espúria, mas profunda
Anelava descrevê-los,
Mas falta-me a teoria.

Te não ofendas (oh, não!)
E deixa ter-te na ideia
Pura imagem, minha deia,
- A mais bela inspiração -.



LMDias,15MAR2012

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Presidenta e os Carrascos...!!!

Foi publicado no Badaladas desta semana, um interessante artigo acerca do tema em título, e que tem feito correr muita tinta. Este é especial. 
Transcrevemo-lo com a devida vénia ao Badaladas e ao articulista Rui Santos

domingo, 8 de setembro de 2013

"Mê Monte..."


Conforme prometido, aqui vai o video das comemorações dos 20 anos do Centro Social dos Montes Altos, onde se encontra a morar o nosso companheiro Zé Pedro.
Aos Montes Altos os nossos parabens.

Apologia fantástica... pelo Luis Dias



- APOLOGIA FANTÁSTICA -

O Murmurar das Águas
1
Águas
que quebram
contra os rochedos;
águas
isocronamente batendo
no desconforme areal;
azulinos os céus,
dum azul-branco-esverdiado;
amarelo-palha-douradas
as areias do litoral
ameno,
suave,
sereno;
cambiantes meio-escuro claros,
a fugir para o verde;
amarelos,
a sorrir de contentamento
para o verde-azul-cinzento
das longínquas águas
marinhas;
arcos anelidificamentosos,
e íris
ensanguentadas-coloridas,
ornam
de matizes, ricos e agradáveis
à vista,
deslumbrada.

2
Águas
que passam velozes,
céleres;
o característico marulhar
natural,
monótono,
sempre igual;
águas que embatem
em velhos moínhos,
obstáculos irrelevantes,
para a mole líquida
que passa
pujante,…veloz.

3
Murmurantes
as águas,
sem cessar parece dizerem
baixinho:
paisagem maravilhosa,
coberta
de azul-verde-escuro-claro-amarelo-palha,
fugindo à côr vermelha
quebrada,
embelezada
com amarelo-torrado-azulado-escuro-esbranquiçado,
que simula
querer dar-nos
a plenitude
da dualidade
de sua beleza
estranha.

4
Os pensamentos,
em um cérebro
exíguo,
passam,
murmurando
também baixinho,
- como as águas, os ventos, o tempo… -
dispensando-os,
aos tempos e espaços …
Para quê, eles, afinal?
Uma mais-menos
bem urdida mensura:
- a determinação real
do a nós destinado
lugar-espaço
no tempo.
Horas, minutos, segundos,
correm por nós,
sobre tudo e todos,
sem fim:
imperturbável,
interminável,
incansavelmente …

5
Águas
que passam,
vertiginosamente …
- força, vigor, pertinácia
inauditas.
Marulhar constante,
homófono,
igual
Ondas
que quebram,
tenazes,
vezes e vezes
furiosamente,
em arfar contínuo,
à exaustão,
sem admitir espera…
sequer paragem.
+.+.+.+.+.+.+.+.+
Murmurando
- cantigas de embalar -
(as águas),
em suave melopeia,
deleitosa,
meditante
e, pois sim,
silenciosamente.
+.+.+.+.+.+.+.+.+
Serena,
compassadamente,
as águas
revolteiam,
em fluxos e refluxos,
ou directos
ou alternados,
num descomunal vaivém
- para trás-para diante,
para trás-para diante -,
indefinidamente …
+.+.+.+.+.+.+.+.+
Olhei!...
Vastidão imensa:
- de dia, dos olhos regalo,
- à noite, da selenítica luz,
esbranquiçada-leitosa-pálida,
espelho
dourado-prateado.
+.+.+.+.+.+.+.+.+
QUE BELEZA
APRESENTA,
AOS OLHOS
EXTASIADOS,
A NATUREZA!


[LM,1961] {rv19AGO2013}

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

As reformas na Suiça e em Portugal - comparando..



Companheiros
O Marinho enviou-nos este video, onde mostra como funcionam as reformas na Suiça, um país rico e que em plena crise, deu a volta ao problema da sustentabilidade da segurança social.
Em Portugal os que ganharam fortunas toda a vida continuam a ter reformas de luxo na reforma
Na Suiça, os que ganharam fortunas na vida activa, chegam à velhice e têm um limite máximo, para que assim haja dinheiro para pagar as reformas mais baixas.
Os politicos portugueses e gestores da seg. social, devem ir à Suiça aprender como se faz..


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Carta para todas as avós...

CARTA PARA JOSEFA, MINHA AVÓ (SARAMAGO)

“Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo - e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha.
Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, umas coisas que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos - e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti - e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!".
 É isto que eu não entendo - mas a culpa não é tua.
Zé”

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Presidenta ???...

Magistrado alega que as "actas não são uma forma do verbo atar"
e que "os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso"
O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo "Casa Pia" e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico.
O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril, onde se podia ler que esta "fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais".
A DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que "a Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços", diz o juiz, acrescentando que "nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário". 
Correio da Manhã.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Parabens ao Mestre


O nosso companheiro Mestre, faz hoje anos.
Para o Mestre o abraço fraterno de todos nós, e que tenha um bom dia de anos junto da sua familia.

domingo, 1 de setembro de 2013

Centro Social Montes Altos, está a festejar o seu 20º. aniversário



na impossibilidade de apresentar o video das comemorações deste ano, publicamos o video do almoço convivio dos 15 anos

Ontem dia 31 de agosto, o centro social dos Montes altos,fez 20 anos.
Celebramos com o Serafim, espigas do Alentejo com o nosso querido amigo Luis cimenta,o grupo terra bela, o Concertista Augusto Palma e as "Doces de Montes Altos"ou seja coral alentejanno dos Utentes do Lar de Montes Altos.
Em dado momento sem que nada tivesse sido combinado, todos os cantores e músicos se juntaram e com o povo presente cantaram até às lágrimas, de emoção claro.
Depois o Jantar para todos os presentes (150 pelo menos). Partimos o bolo e continuou o "Balho".
Queremos agradecer todos os que quiseram estar connosco. Mais uma vez uma palavra de gratidão para a melhor Junta de freguesia do Mundo(Santana de Cambas)e para a sua maravilhosa equipa, Luis Ruis, Rui Colaço e Célia.
Até p´ró ano.

Diogo Sotero
_______________
Ao Centro Social dos Montes Altos, enviamos os nossos parabens, extensivos à sua Direcção na pessoa do amigo Diogo Sotero, funcionários, especialmente ao amigo Mário e utentes, especialmente ao nosso companheiro Zé Pedro.
Parabens também à Junta de Freguesia de Santana de Cambas.
LG.
________________
Obrigado amigo.
Fazemos o que sabemos e podemos.
O Zé Pedro fartou-se de dançar, fumar, comer e... beber. Fomos deitá-lo, às 8 da manha ja tinha a porta do Centro aberta. Como vê o Zé Pedro está feito um homem.
Abraço 
Diogo Sotero

Poesia... pelo Luis Dias

AOS BRADOS
Oh, que bizarro sentir
Da poesia surda
Na doce penumbra
Dum vulgar qualquer! …
-------------…….------------
                No pensamento corrente,
                Algures assoberbado
                De fugaz espírito
                Em fúlgura luz,
                A monótona sombra,
                Dum porvir incerto,
                Dura e desdoura …
                Dôr, mar, deserto !
                ----------………----------
Tudo imaginação
Dum louco vigor …
       + + + +
Terna sensação
Dum hílare herói!
LMDias, 12SET69 (Tite,Guiné)


CONTRAPONTO IDEAL
Narcisismo?
TALVEZ …
Paixão?
COM CERTEZA …

Amor!
Amizade!
TUDO, oh Deus! … ,
QUE,
NA HUMANIDADE
INTRÍNSECA
EM MIM,
SE REVELA! …
LMDias, 9DEZ67 (Tite,Guiné)


Àquelaserrana bela        
                             poemeto
A doação
Da amizade, pura,
Louca,
Aceita
Amor meu
E, com saudade,
Recorda.
LMDias,01OUT93