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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

10000 singing Beethoven - Ode an die Freude / Ode to Joy / 歓喜に寄せて


Meus amigos
Como nem só de tropa vive o homem e o 25 de Abril já lá vai... partilho convosco este excelente video de musica classica, uma maravilha, cantado por 10.000 participantes, que me foi enviado pelo meu amigo Zé António, que por sua vez o recebeu de outro amigo, Fernando Fonseca.
É uma obra notavel de Beethoven - Hino da alegria.
São 18 mnutos que vale a pena ouvir.
Mas se vos faltar a paciencia, ouçam pelo menos os ultimos 5 minutos, enquanto mudam as fraldas aos netos...
Abreijos como diz o
Zé António

terça-feira, 24 de abril de 2012

O 25 de Abril pelo Justo - parte II

Amigos Guedes e companheiros editores.
Aqui vai a minha modesta colaboração para o 25 Abril no Blog.
Claro que a publicação ou não ficará ao vosso critério.
Tudo de bom
Justo
.
Amigos
Tentei juntar umas letras alusivas a mais um dia 25 de Abril, mas a tristeza e desilusão é tanta, que mesmo com esforço não consegui transpor ao papel o que me vai na alma.
Relembrando o que foi este dia há trinta e oito anos, e no que melhor ainda sei fazer, “escrevo” nesta imagem o que sinto hoje.
Esperança para todos, e se possível acreditem em melhores dias...
Justo
.
Ó trevas, que enlutais a Natureza,
Longos ciprestes desta selva anosa,
Mochos de voz sinistra e lamentosa,
Que dissolveis dos fados a incerteza;
.
Manes, surgidos da morada acesa
Onde de horror sem fim Plutão se goza,
Não aterreis esta alma dolorosa,
Que é mais triste que voz minha tristeza.
.
Perdi o galardão da fé mais pura,
Esperanças frustrei do amor mais terno,
A posse de celeste formosura.
Volvei, pois, sombras vãs, ao fogo eterno;
.
E, lamentando a minha desventura,
Movereis à piedade o mesmo Inferno.
Manuel Maria Barbosa du Bocage
.
Foto - montagem com edição de imagens Google e frases adaptadas de canção de Zeca Afonso e poema de Vinicius de Moraes

segunda-feira, 23 de abril de 2012

25 de Abril - pelo Justo

Amigos Guedes e sus muchachos....
Companheiros "saiu-se-me mais esta" !!!...
Guedes, é um pequeno texto com endereços de dois filmes que reputo de interessantes e uma montagem.
Já sabes a receita.....se não gostarem...tulha !!!
BRAÇÕES e boa semana sem telejornais nem debates......
Justo

As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos
.
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
.
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza........
.

Capitães de Abril - filme de Maria de Medeiros
...uma das cenas que não me canso de ver!!
Que coragem a do capitão Salgueiro Maia...tão injustamente esquecido !!
http://youtu.be/kHmd2avz2iU

25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos, com a devida vénia

TALVEZ NÃO SAIBAM (?) QUE A REVOLUÇÃO DE ABRIL DE 1974...


Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário e fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo. Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros, até então Ministro das Finanças, passou a controlar o país não mais abandonando o poder até 1968.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a comunidade internacional e a ONU, vinham a defender a implementação de uma política de descolonização em todo o mundo. O Estado português recusa-se a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. Salazar, praticando uma política de isolamento internacional sob o lema Orgulhosamente só, levou Portugal a sofrer consequências extremamente negativas a nível cultural, económico.

Em Março de 1961, no norte de Angola acaba por estalar uma sangrenta revolta. A chacina merece de Salazar a resposta …Para Angola rapidamente e em força….

O regime fascista, defensor de uma política colonialista, alimenta as fileiras da guerra colonial, já então espalhadas pela Guiné e por Moçambique, com o propósito de manter as chamadas províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa com o resultado de milhares de mortos entre os povos.

O ditador Salazar, doente e senil, foi afastado do Governo em 1968. Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro deste mesmo ano, para o substituir, Marcelo Caetano. Este, em tempo afastado do Governo por Salazar, veio a seguir a mesma política, no que diz respeito às províncias ultramarinas.

Os militares portugueses começaram a revelar grande desgaste e mesmo desprestígio com a continuação da guerra colonial que, se mantinha há mais de dez anos, concluindo que não era militarmente que a questão do ultramar se resolveria.
As eleições legislativas, em Portugal, ocorridas em 1973, não trazem alterações nem melhorias visíveis.

Começam a organizar-se grupos conspiratórios entre os capitães do exército, motivados também por reivindicações de carácter corporativo por parte dos oficiais do quadro permanente, contra o regime e contra a manutenção da guerra.

Paralelamente alguns sectores das finanças e da economia, classes médias e movimentos operários, constituem um importante factor na contestação à política do regime e, apresentavam-se, então, concordantes quanto à independência das colónias que, acabaria por acontecer, pondo assim termo a uma guerra que se prolongou por 13 anos.

Aconstituição do MFA resulta de uma reunião clandestina no Monte Sobral, em Alcáçovas, sendo que a primeira reunião clandestina de capitães foi realizada na Guiné-Bissau a 21 de Agosto de 1973. A guerra colonial constituiu a motivação dominante deste movimento criado por militares dos três ramos das forças armadas; exercito, aviação e a marinha.

O Movimento estuda e planeia a execução do golpe de Estado. A 24 de Abril de 1974, desencadeia tomada de posições, a partir comando no quartel da Pontinha em Lisboa. Desenvolve acções após a canção “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho (23horas) emitida via rádio pelos Emissores Associados de Lisboa. E dá início a ocupações no terreno, a partir do segundo sinal com a transmissão da canção “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso (00,20horas do dia 25 Abril).

Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; uma florista, do seu molho de cravos que transportava, colocou um na espingarda de um soldado, de seguida todos o fizeram ficando os cravos símbolo da revolução.

As forças da Escola Prática de Cavalaria, comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, fazem a ocupação do Terreiro do Paço em Lisboa. Mais tarde a do Quartel da GNR no Largo do Carmo, onde se encontra refugiado o chefe do Governo, Marcelo Caetano, rendendo-se final do dia.

N dia seguinte forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares que, procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA tem como pontos fundamentais. Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

Entre as medidas imediatas da revolução dos cravos, contam-se a extinção da PIDE/DGS e da censura. Os Sindicatos passam, na sua grande maioria, a ser livres, os partidos são legalizados e, os presos políticos libertados.

Desenvolvem-se medidas atinentes para acabar com a guerra e, de preparação da independência das colónias ultramarinas. Facto que ocorre entre Outubro de 1974 e Novembro de 1975.
Da Guiné-Bissau, o último contingente militar regressou a Lisboa em 15 de Outubro.

Hoje, Abril de 2012, Os sucessivos governos, por força de politicas de direita, muitos dos direitos conquistados com a revolução de Abril de 1974 e, amplamente consagrados na Constituição da Republica Portuguesa, foram retirados. Torna-se necessário mudar de governo, mudar de políticas, defender Abril.

25 Abril Sempre!
Raul Pica Sinos
Bibliografia: Centro Documentação 25 Abril da Universidade de Coimbra,
Dicionário Enciclopédia Wikipedia. Foto de Carlos Granja

domingo, 22 de abril de 2012

Fernando Lopes Graça - Acordai! (Lisboa Cantat)



Caros amigos

Para inicio das comemorações do 25 de Abril, o Teatro cine de Torres Vedras, apresentou hoje um belo espectáculo, centrado na figura de Fernando Lopes Graça e no seu imenso trabalho.
Estiveram presentes:
  • Coro infantil e juvenil de T.Vedras
  • Coro da Associação de reformados de Torres Vedras
  • Camerata Vocal de Torres Vedras.
  • Coro CantÁrte de T.Vedras
Todos fizeram uma excelente actuação, mas eu realço a Camerata de Torres, que cantou uma obra de Lopes Graça, "ACORDAI", com letra de José Gomes Ferreira, da qual eu gosto particularmente.
Foram interpretadas canções regionais, com harmonizações de Lopes Graça e também canções sobre poemas de poetas Portugueses ou Textos tradicionais, com música de Lopes Graça.
E como não tenho nenhuma gravação da Camerata com aquela canção, publico aqui um video desse mesma canção, mas interpretado pelo coro LISBOA CANTAT.
.
Falta só dizer que a "Associação Lopes Graça, foi fundada em Maio de 1985 por vontade expressa e testamentária de Lopes Graça, está particularmente vocacionada a divulgar musica coral daquele Compositor, embora não esquecendo o importante acervo musical que o tornou uma figura internacional muito importante na música erudita. Lopes Graça foi um dos mais importantes compositores portugueses do século passado.
Esta associação, desde a sua fundação, tem vindo a promover concertos de musica coral, muitas vezes abrangendo a música instrumental, e esta versão de hoje dos ENCONTROS CORAIS LOPES GRAÇA" é o seguimento das que em Novembro de 2010 realizou, nas cidades de Lisboa, Almada, Cascais e Tomar, com a participação de 16 Grupos Corais".
Espero que gostem!
LG.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desta vez é o Contige.


É o organizador incansavel do próximo almoço anual, na Caparica, Almada.
Abraços companheiro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre os ex-combatentes


Com a devida vénia ao Jornal Badaladas e ao Sr. Carlos Carvalho, publicamos este artigo sobre os ex-combatentes..

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Justo e o almoço anual

Amigo Contige
Para já aceita os meus cumprimentos pois é a primeira vez que te contacto.
Nunca tinha reparado não estares na minha "lista negra" de endereços e-mails. Já lá estás para memória futura.
Claro, se vires incoveninte, por ser e-mail de trabalho ou coisa do género diz que eu "desarisco", tudo bem, sem problemas.

Amigo sobre o almoço, ainda não será desta vez que vos abraço.
Sou um lambão de primeira, e agora até faço as análises ao colesterol e glicémia às escondidas da minha mulher para não me chater a cabeça com os receios dela,  que diga-se, são mais que justificados.
Adoro cozinhar, e perco-me com petiscos.
Ontem voltei à sucapa a fazer os testes, e a médica da farmácia até se espantou com os valores ???!!!...deu-me uma reprimenta dos diabos (já nos conhecemos desde tempos)...bem até eu fiquei azulinho.
Já sei que para resistir tenho que estar longe das tentações, senão lá vai argolada, e tenho que me agarrar.
Grande Contige, sei que tudo irá correr pelo melhor no almoço que superiormente estás a organizar, e que todos se divirtam e bebam uns canecos à minha OK.
Tudo de bom pra ti, um abração e cumprimentos à família

Justo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Chaparro está internado!

O Contige mais a filha Sandra foram levar um abraço ao Chaparro.

Tomamos conhecimento através do Ramos de Moura que, o nosso camarada Chaparro, tinha sido internado de urgência no Hospital de S. José, em Lisboa.
Ficamos inquietos com a noticia e, de imediato um de nós foi mobilizado, para ir ao encontro do Chaparro e, saber do estado de saúde do nosso querido amigo.

De facto o Chaparro, vai ser operado à coluna vertebral por “avaria” de 2 vertebras, mas antes tem que “debandar” a pneumonia que “transporta” e, só então é possível a operação.
No dia em que o Contige e a filha Sandra o foram visitar (domingo), o nosso amigo estava bem e, ficou muito sensibilizado pelo carinho que lhe foi dispensado.

Todos os dias uma irmã que, mora na Amadora o visita. Quem o quiser fazer pode encontra-lo em Medicina 2 – Cama 57 – Joaquim José Chaparro.
Rápidas melhoras amigo.
Pica Sinos

As fotos de cada um de nós!

Cap. Paraiso Pinto, comandante da CCS do BART 1914

Caros companheiros
Como sabeis é já no próximo dia 5 de Maio que se vai realizar o nosso almoço anual, lá para os lados de Almada, conforme tem sido anunciado, tendo já sido enviada carta/convite pelos organizadores.
Queria fazer um pedido a todos aqueles que ainda não enviaram fotos para o blog para que tragam no dia de almoço, uma foto do tempo de Tite e outra actual.
Depois de serem digitalizadas, serão devolvidas aos próprios.
Entretanto vamos recomeçar a publicar no blog, fotos de cada um de nós, começando pelo Capitão Paraiso Pinto.
Obrigado e um abraço.

sábado, 14 de abril de 2012

HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS - pelo Pica Sinos

HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS


…Eu direi que, embora qualquer local servisse, o sítio privilegiado, para os rapazes da minha geração, era o terreno de terra batida, por detrás da praça, a caminho do campo da bola. Aqui não havia “velhas” a chatear e, a mandar-nos calar, dos barulhos resultantes da algazarra motivada pela paixão da competição...

…Referir que para a construção das covas em terra batida, muitas vezes utilizavam-se os calcanhares. Quando o terreno era rijo, para o amolecer, uma mijadela (q.b.) auxiliaria...

Num destes dias, ao atravessar uma rua, deparo com um berlinde perdido no asfalto. Era um berlinde de dimensão e diâmetro acima dos normais. Bem bonito. Incorporava várias meias luas de cores diversas. Pelo respeito e pelo divertimento que, os bilas me ocasionaram no passado, enquanto menino, não resisti. Curvei-me e apanhei-o. Tenho-o guardado.

Creio não ser difícil encontrar berlindes nas ruas, sobretudo quando há colégios/escolas para miúdos por perto. Como eu me lembro, a caminho da minha escola primária, ou na volta para casa, da doidice por “jogatanas” com os bilas, sobretudo no jogo das 3 covinhas, que me “obrigou” várias vezes a chegar atrasado às aulas, tal não era a paixão.

Na verdade, o calor dado às brincadeiras, não ficava só pelos jogos dos berlindes nas diversas modalidades. Muitas outras brincadeiras ocupavam o tempo do recreio e, não menos apaixonantes, nomeadamente do peão. Também gostava muito de “andar/correr” com o arco, este, quando acionado com o auxílio de uma gancheta. E o gozo que dava corridas com os carros de lata, feitos com as caixas da graxa e das sardinhas que, construía. Rememoro os jogos; do lenço, da cabra-cega e da macaca, sem bem que, para com estes, a minha atração era menor.

Sobressalta-me, no momento que escrevo estas memórias, um misto de alegria e de nostalgia. Alegria; por relembrar as reinações, as arrelias, as quezilas, resultantes das competições com os “putos” do meu bairro. Nostalgia; por razões sentidas pelo brilho, ao “regressar”, no pensamento e na escrita, às brincadeiras do passado.
Voltando ao jogo das 3 covinhas (bilas), que, privilegiava, nunca é demais recordar que, algumas vezes, quem perdia e, não queria pagar o justo “tributo”, ganhava, por via disso, umas chapadas. Seguia-se; “um agarra aqui, um agarra acolá”, ou “um puxa camisola”, dando origem, não raras vezes, a estatelamentos, pelo chão, dos “beligerantes”.

O sururu era ainda pior, quando sujo e roto chegava a casa. No entanto, os desentendimentos com a rapaziada, (quando “aceites” as explicações), eram “sol” de pouca duração, mas… a diversão quase sempre era dada como acabada.

Para se jogar, raras eram as ruas, no velho Bairro das Furnas, que não tinham buracos construídos por rapazes e raparigas. Eu direi que, embora qualquer local servisse, o sítio privilegiado, para os rapazes da minha geração, era o terreno de terra batida, por detrás da praça, a caminho do campo da bola. Aqui não haviam “velhas” a chatear e, a mandar-nos calar, dos barulhos resultantes da algazarra, motivada pela paixão da competição. Quem se lembra, sabe que naquele sítio, no lado esquerdo desta larga vereda, acompanhavam algumas oliveiras e outras árvores de média dimensão. No clivo, estavam em construção alguns prédios na Rua das Furnas.

Quase todos os miúdos levavam os berlindes num pequeno saco de pano. Também possuía um. Tinha um atilho em cima, onde ao puxar, o saco ficava fechado. Dentro, transportava berlindes de todos os tamanhos e feitios. As cores e os nomes variavam; na generalidade e, em maior quantidade, chamavam-se guelas, mas ainda havia; os carolos que, eram mais “fortes”, com vistas a aguentarem melhor as piladas. Com o mesmo objetivo, as esferas de metal. Em menos quantidade e, bem guardados; os abafadores, as leiteiras, os olho-de-bois, etc..
As regras do jogo, das 3 covinhas, eram bem simples: Obviamente, em primeiro lugar, construíam-se as 3 covinhas que, distavam entre si um passo bem largo. Referir que, para a construção das covas em terra batida, muitas vezes utilizavam-se os calcanhares. Quando o terreno era rijo, para o amolecer, uma mijadela (q.b.) auxiliaria.

Prontas as covas, decidia-se quem seria o primeiro na competição. Como? Um de cada vez começava o jogo com o arremesso do bilas, tentando acertar na terceira cova na sua frente. No arremesso, os jogadores posicionavam-se, se quisessem, inquinados para a frente, mas nenhum dos pés, podia pisar a primeira cova. De todos os jogadores, aquele que conseguia colocar o bilas, mais perto do buraco, ou acertar dentro dele, jogava em primeiro lugar. O objetivo consistia em fazer um percurso de ida e volta e, terminar na cova onde se começara. Mas…

Se falhasse deixava o bilas onde parasse. Seguia outro jogador. Assim sucessivamente. Se se chegasse a “fazer” todos os buracos, ganhava-se. Era então pago ao ganhador o “tributo” combinado (geralmente 2 ou 3 bilas).

Como se “matava” ou ganhavam os bilas?

Imaginemos que no desenrolar do jogo, e depois de se fazer as 3 primeiras covas, eu acertava no buraco seguinte. Tinha o direito, com as piladas “matar” os berlindes que estivesse (ou não) mais próximos desse buraco. Para isso, era-me permitido utilizar um palmo da mão que, não raras vezes fazia “aumentar” o seu tamanho (o espaço passava de 15 para 20 cm). Seguia para o próximo buraco e, a cena repetia-se com os bilas mais próximos, se conseguisse conquistar o 6º buraco, o jogo acabava, ganhando a todos os bilas em competição.

Porque não um dia destes um grupo de “cotas” fazer uma partidinha com os bilas dos seus netos? Com uma condição: Quem derrotado, aceitar com fair play a derrota!

Raul Pica Sinos
Notas:
Texto com a participação de Teresa Carvalho (no relembrar nomes dos bilas e modalidades)
Foto do topónimo da criação do autor
Fotos Google, dos meninos a jogar (com montagem do autor) e berlindes

E o que já disseram as “maria-rapaz”!

Eu aceito essa jogatana, tenho "guelas" cá em casa, sempre fui uma Maria Rapaz e as melhores covas para se jogar ao “guelas” na minha zona, ficava praticamente em frente à minha casa, na rua das Tílias, onde existia uma Geradora de electricidade e à frente um espaço relativamente razoável onde existiam as 3 covas de jogo.
Tive sempre a sorte de conter um "abafador", lembraste como eram? Normais com as particularidades de ter uma risca preta que ia de um lado ao outro do guelas, ao trocarmos 3 vezes com o nosso abafador num dos berlindes de alguém, esse alguém ficava sem esse mesmo berlinde e automaticamente era nosso.
Eu não os guardava em nenhum saco, na minha geração, muito depois da tua, usávamos garrafas e ficávamos orgulhosos quando a conseguíamos encher até cá acima de “guelas”, sempre tive uma grande variedade tanto de cores como de tamanhos, os grandes lembro me de exibi-los com o maior orgulho como de um tufo se tratasse, comprei alguns na D. Olívia, outros e a grande maioria eram "abafados"....reguila eu!!!!
Mónica Carvalho
...................................................
Olá Raul
Tudo bem contigo e família.
Nós estamos bem graças a Deus. Sabes com quem eu jogava o bilas....com a Fátima Alves, irmã do Aníbal, (o Tripa ) na rua das Nogueiras, quando eu morava na rua dos salgueiros...dava-lhe cada puxão de cabelos que nem imaginas....era só a brincadeira não correr bem e pumba....ás vezes levava eu para não me armar em espertalhona.....
Belos tempos.
Uma bjoca
Fernanda Arsénio
...........................................................
Meu Querido
De facto, o texto está absolutamente delicioso, e lembro-me agora que o outro jogo não era o círculo mas sim o "roda". Voltando ao teu texto; como seria de esperar, está um texto bestialmente bem escrito e como a exemplo de outros, transporta os seus leitores para o cenário da história.
Parabéns meu amigo
Jinho gd
Té (Teresa Carvalho)

Instabilidade na Guiné, de novo...

do Blog “ditadura do consenso”


Do blog “novas da guiné bissau”
Na Guiné-Bissau, está decretado o recolher obrigatório. Os militares revoltosos querem que se forme um novo Governo de transição e que sejam realizadas novas eleições presidenciais. A pretensão dos militares foi transmitida à classe política guineense numa reunião de cerca de uma hora.

A nível internacional, o Conselho de Segurança da ONU exigiu que os militares golpistas libertem imediatamente Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira.
Também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já condenou "nos mais fortes termos possíveis", o golpe militar.

Este sábado em Lisboa, reúnem-se os ministros da CPLP, num encontro extraordinário provocado por esta situação na Guiné-Bissau.

Do sitio “Noticias” do Google.
A capital da Guiné-Bissau vive hoje uma manhã quase normal, dois dias depois do levantamento militar que prendeu o Presidente da República interino e o primeiro-ministro.

Depois de uma noite de recolher obrigatório tranquila, a presença de militares na rua é pouco visível e a cidade voltou a um ritmo quase normal, com a maior parte dos estabelecimentos comerciais já abertos.
A rua em frente da casa do primeiro-ministro é a única encerrada ao trânsito e à passagem de pessoas. Há pedras na rua a impedir a passagem de veículos, mas apenas nuns escassos 200 metros, mesmo em frente da casa de Carlos Gomes Júnior, com alguns militares no local a impedirem que civis se aproximem.

Na zona da Presidência da República vê-se algum movimento militar, mas apenas nas instalações, e a rua está aberta ao trânsito.
Também na rua da embaixada de Portugal se pode circular livremente e não são visíveis militares.
Nas ruas há um movimento reduzido de viaturas, mas muita gente a pé e os táxis voltaram a circular, bem como os toca-toca, as carrinhas de transporte de passageiros.

De todos os estabelecimentos os únicos que estão por abrir são as bombas de combustível, mas, como habitualmente, já se vende pão fresco e há jovens engraxadores e vendedores de café a circular.
Diário Digital /Lusa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Madrinhas de Guerra - pelo José Costa




19/3/2011
Madrinhas de Guerra

Esta é a estória de um ex combatente que foi mobilizado em 1967/1969 para combater na Guiné Bart Tite Guine Bissau e passados 40 anos resolveu procurar a Madrinha de Guerra, que tantas horas boas de escrita me proporcionou dando-me fé e esperança no sucesso do meu regresso. Esta gratidão nunca a pagarei!

— em RTP1 Programa Geração Anos 60 - Out2008.


Parte inferior do formulário
Vamos reviver este interessante momento, que nos foi proporcionado pelo Costa e sua Madrinha de Guerra. 

http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=404056829604389&id=100000002258452&comment_id=89630511#!/photo.php?v=393517383991667&set=vb.100000002258452&type=2&theater

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Hotel Portugal - Bissau


Amigo Guedes
Descobri esta preciosidade...rótulo do Hotel Portugal em Bissau.
Creio que muitos de nós por lá passamos, e esta esplanada deixou-me muitas recordações...a mancarra já descascada vendida pelos miudos nas alcofas, um "peso",uma carrada...as sandes com carcaça de farinha de arroz, que a gente apertava um bocadinho e desfazia-se a bucha nas mãos...as conservas de enguia, que eram caras para burro, mas que eu não resistia...enfim...aqui vai uma foto do "Je" na dita...eramos uns borrachos (no bom sentido hem).
Espero que gostes
Justo

quarta-feira, 11 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

Páscoa Feliz

DESEJOS DE UMA FELIZ PASCOA PARA TODOS

CARLOS JUSTO E FAMILIA

Cleo e Carlos Rodrigues Justo cleo_carlos@live.com.pt

Ói Guedes
Amigo julguei que não gostavas muito de cor, mas pelos vistos enganei-me !!!
O Blog está muito mais giro...na minha modesta opinião, claro.
Continua que vais bem capitão....
BRAÇÕES
Justo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

When a Man Loves a Woman - Percy Sledge (pelo José Costa)


Hoje, no program da da rtp1 o João Paulo Rodrigues escolheu a canção: When a Man Loves A Woman. Ao escutar esta melodia as minhas memórias vão para Tite nos anos 67/68 quando o Alferes Carvalho e/ou o Pica Sinos colocavam um gravador  na porta dos "Criptos" aos Domingos de manhã e daqueles altifalantes soa a voz do Percy Sledge.... vejam e recordem....
José Costa
_______________________
Na verdade quando a malta se dipõe a escrever, as memórias daquele tempo surgem umas atrás das outras.
E recordo neste artigo do Costa, outros cantores americanos que também faziam as nossas delicias - Otis Redding com o dock of the bay e Aretha Franklim que cantava Respect, aliás canção imterpretada pelos dois. E é essa canção que aqui trago também, agradecendo ao Costa a sua bela ideia, que fui buscar ao facebook, já que ele se esqueceu do blog...
 

Relembro aqui também os responsaveis pela cantina das praças (Noné e...), que também eles ao domingo, se dispunham a dar um pouco mais de volume aos seus gravadores para que a malta ouvisse estas e outras canções.
Lembro ainda de alguém, não me lembro quem, que de vez em quando levava alguns discos proibidos e um deles era a Pedra Filosofal. Esta e outras canções eram ouvidas lá dentro da cantina, na arrecadação. Eu tenho receio de me enganar mas acho que estes discos eram do Alf. Carvalho.  Quem se lembra disto?
Parabens ao Costa por este recordação.
LG.

domingo, 8 de abril de 2012

Faz hoje 45 anos que partimos para a Guiné!

Companheiros
Neste domingo de Páscoa, passa mais um ano sobre a nossa partida para a Guiné - 8 de Abril de 1967. Já são 45 anos.
Vou a seguir publicar um texto, que foi o primeiro alusivo ao facto, depois que foi criado o blog. E publico também os comentários que à época foram feitos.
Espero que gostem.

navio UIGE
"Meus amigos
Foi no longinquo dia 8 de Abril de 1967, que partimos rumo à Guiné, onde permanecemos vinte e três meses, durante os quais se criaram laços de amizade que perduram entre nós. Completam-se portanto, 41 anos.
Ainda hoje é um dia de emoções...
Recordando esse dia envio um grande abraço para todos.
Lembremos aqui e agora aqueles que não regressaram e também aqueles que tendo regressado, entretanto também já partiram..
Leandro Guedes.
.
Renasceram dois de nós. Só por vos termos encontrado, o Sopinha e o Costa, valeu a pena iniciarmos este blog.
Outros serão encontrados também.
José Costa disse...
Meus Deus!! Quis o destino que precisamente hoje, 41 anos depois, e de tanto procurar os meus companheiros da CCS Bart 1914, nos jornais,nas revsitas e anúncios vários, nunca encontrei ninguém!E hoje por um acaso encontro este blog!!! Então eu sou o Costa Op.Msgs!! Alguém se lembra de mim? Dêm-me notícias vossas... porra!
8 de Abril de 2008 23:42
alcinda leal disse...
As maravilhas da blogosfera! Leandro, razão tinha o nosso professor em insistir que criássemos os nossos blogues! Estou completamente rendida! Já viu as possibilidades de Comunicação? O vosso camarada Zé Costa encontrou-vos através do blogue! Também na minha família criámos um blogue de forma a comunicarmos os cerca de 40 elementos que a constituem! O meu blogue fica assim para a comunicação entre amigos !Eis a razão por que estou rendida à Blogosfera!
Cumprimentos
9 de Abril de 2008 15:42
Raul Pica Sinos disse...
És o Costa de Ovar? Onde andas? O Blog já falou de ti várias vezes. O Cavaleiro também já perguntou por ti. O Justo já mostrou várias fotos tuas.Vai ler a história do Padeiro Contige e lá vens mencionado. Diz coisas rapaz. Deixa a tua morada electrónica.
Pica Sinos
9 de Abril de 2008 18:16
Justo disse...
Grande Costa, sejas ben aparecido rapaz, sou o Justo op. Cripto lembras-te? Tenho perguntado por ti pois eras do nosso grupo de convivio diário. Vou falar com o pessoal de forma a contactar-mos mas sem deixar mails nos Blogs.Um abração e até breve.
9 de Abril de 2008 20:17
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Amigo Costa
Folgo em saber que ainda "mexes"A malta ( Justo e Cavaleiro entre outros) têm perguntado por ti e não tinha respostas. Disse que te encontrei várias vezes (há muitos anos) no Porto na estação deS.Bento. Mas que perdi o teu rasto. Felizmente apareceste. Tenho escrito umas coisas para o blog onde mencionei o teu nome uma ou duas vezes.Seria muito bom que dissesses algo aos amigos que te procuraram e já agora, no Blog.
Um Abraço
Pica Sinos
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Nota: Para todos
Um dia destes vou encontrar-me (para a semana que vem) com o Dr. Paraíso Pinto para me fornecer uns elementos Da nossa vida em Tite, já está tudo combinado.Como ele não "mexe" nestas coisas da Internet vou fazer copia de todos os textos do blog entregar ao amigo.Aliás fiz ao Contino que mandei por correio.Também para a semana (talvez no mesmo dia) vou almoçar com O Sopinha e vou dar os vossos endereços electrónicos. Se não se importarem.
(ainda perguntas?. Segue em frente Amigo). "
Pica Sinos.
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"Menina dos Olhos Tristes", de Adriano Correa de Oliveira e letra de Reinaldo Ferreira, é uma canção que experime os sentimentos, as ansiedades, as angustias e as incertezas que então nos acodiam...

sábado, 7 de abril de 2012

Compasso Pascal - na minha infancia!

foto retirada da net

O anterior artigo do Pica, trouxe-me à memória, a minha infância e a alegria que a minha geração de jovens crianças, sentia na altura do Compasso Pascal.
Como ele diz, os preparativos começavam uma semana antes, com a limpeza das casas, arranjo dos jardins, públicos e privados, desbaste de árvores, ir ao campo cortar verduras, rosmaninho e alecrim,  para atapetar o chão, para o Compasso passar. E também os afilhados visitavam os padrinhos no Domingo de Ramos, como que a lembrar-lhes que uma semana depois esperavam umas amêndoas e alguma moeda se fosse possível.
Também no meu bairro, o da Azenha,  as mães colocavam nas janelas, as melhores colchas que tinham para alindar a casa, e fazer dela um pouco mais digna “da visita do Senhor”.

No fim da missa matinal no Domingo de Páscoa, os sinos da Igreja de Paranhos tocavam alegremente, eram distribuídos pelos mordomos e pelos rapazes as opas encarnadas e era designado o sineiro, que iria fazer a publicidade; a cruz era entregue a um mordomo que a conseguisse aguentar; outro homem era portador do saco com uma ranhura que havia de recolher as esmolas em dinheiro; outro ainda trazia um saco aberto onde seriam depositadas as amêndoas, as prendas que eram dadas ao senhor padre; havia ainda um outro elemento que era portador da caldeira de água benta; e ainda outro encarregue de acompanhar o padre para lhe segurar na batina quando era preciso. Era um cortejo que punha as crianças em alvoroço e numa correria muito grande.
Esquecia-me de dizer que, salvo erro no Sábado anterior, a Junta de freguesia mandava distribuir folares aos miúdos da escola, onde vinham amêndoas, bolos, rebuçados e algumas vezes um pequeno pão-de-ló. Esta distribuição era feita no jardim infantil, pegado com a escola, onde o Sr. Nogueira zelava para que tudo corresse a contento.

A Páscoa era um acontecimento importante para toda a gente, crente ou não, praticante ou não. Aliás as coisas ligadas à Igreja, no nosso tempo, tinham muita importância – a Páscoa, o Natal, o Crisma, a Comunhão (primeira e a solene), a Catequese, etc. Pelo menos para a pequenada. Hoje a maior parte desses pequenos seguiram caminhos diferentes.
Quando era possível as mães iam à Feira de Sant’Ana comprar algo novo, a preços mais em conta, para a miudagem – calças, camisas ou botas. Assim era mais bonito passar a Páscoa.

Chegado o Domingo de Páscoa, a inquietação da pequenada era imensa – ouviam-se os foguetes e ao longe as campainhas que avisavam da passagem do Compasso a caminho das nossas casas, onde na maior parte das vezes ele só chegava pela tarde fora. O percurso Pascal era muito grande e os Compassos eram vários – só nunca compreendi porque os Padres Capuchinhos, ordem Franciscana do Ameal (vestidos de castanho com uma corda à cintura e sandálias), não podiam fazer o passeio Pascal, que só era “permitido” à Igreja paroquial de Paranhos (padres vestidos de preto), onde também era feita a Primeira Comunhão, a Solene e o Crisma. Mas enfim, coisas passadas, mas que foram regularizadas, sendo hoje estas actividades repartidas “irmãmente”.
Mas como dizia chega o domingo e logo pela manhã, as Mães colocam no chão frente às suas casa, verduras várias que irão servir de tapete ao Senhor quando entrar na nossa casa, para a abençoar. Tudo é pouco para receber tão digna visita.

Lá dentro a mesa está posta com aquilo que cada um tem e pode – amêndoas, vinho do Porto, um bolo e alguma moeda para tilintar dentro das outras que já estão dentro do saco. A casa e as pessoas que nela habitam são benzidas e o compasso segue o seu caminho. Noutras casas há salpicão, presunto e até leitão não esquecendo um envelope simpático para o senhor Padre.
Há casas onde o compasso entra e nunca mais sai. Nessas a fartura é maior ou a Fé mais explícita e isso por vezes prende o senhor Padre mais um pouco.

O Padre entra na nossa casa, logo a seguir a Cruz, a água benta, o mordomo das esmolas e o das prendas. São recebidos na sala de jantar, na entrada, e a casa modesta é pequena para tanta gente importante. Toda a gente beija a Cruz onde está Jesus crucificado. Diz algumas palavras de consolo ou de paz à família, faz um carinho às crianças e vai embora. Come apenas uma amêndoa e um golo de vinho do Porto, porque o petisco numa das casas mais próximas será mais apelativo. Mas nada se perde, porque depois do senhor Padre sair, a pequenada faz um assalto à mesa, debaixo do olhar repreensivo e ao mesmo tempo compreensivo da Mãe.
O Compasso segue o seu caminho, a campainha tocando o seu badalar característico (ainda hoje identifico facilmente o tocar dum sino de Compasso), toda aquela agitação da pequenada que continua a seguir o esvoaçar das capas encarnadas que os mordomos envergam.

E assim se passou mais um Domingo de Páscoa à moda antiga – hoje nem os exemplos, nem os valores, nem a Fé, nem as preces,  nem os costumes, nem os trajectos, são os mesmos…
Feliz Páscoa para todos, com um abraço amigo.

LG.

Páscoa Feliz

Páscoa Feliz
COM TUDO O QUE HÁ DE MELHOR…

Eu sei que ainda falta alguns dias, mas antes que me esqueça, para os meus amigos  uma Páscoa Feliz.
 Boas amêndoas......
Victor Barros

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ainda estás aí???

É que não queriamos terminar o dia...
Sem te desejar uma EXCELENTE PÁSCOA!
Manuela e António Cavaleiro!!!

Páscoa - pelo Justo

 Amigo Guedes
Acabei de ler e reler o texto Pascal do nosso Pica Sinos, no Blog.
Claro que comentar já não vale a pena, pois tudo que sai daquelas mãozinhas por tão bem narrado, é certo e sabido que nos leva para tempos passados e recordar faz bem à alma...
O tema lembrou-me uma prosa que fiz em tempos, sobre a Páscoa e que rebuscando lá o fui encontrar.
Não terá uma visão muito religiosa do tema, mas no entanto passou-se nos tenros anos da minha meninice.
É uma mera curiosidade!!
Justo
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Incidente na Via Sacra
A Igreja do Sacramento, sita na Calçada do mesmo nome, que vai do Largo do Carmo à Rua Garrett, esteve bastante ligada à minha família, e bastante presente na minha memória.
Nela casaram meus pais; fomos nós batizados, fizemos todas as Comunhões o Crisma etc.etc.
Eu e meu irmão desde muito novos fomos ?compelidos? a uma forte educação Católica.
Minha avó materna, cedo enviuvou, e a igreja tornou-se para ela o refúgio espiritual, quotidiano, pois não era senhora de amizades fáceis.
Claro que nós por imposição, além de frequentarmos a Catequese Dominical pós missa, também por vezes lá tínhamos que marcar presenças nos terços, Te Deum e ?principalmente? a Via Sacra por alturas da Páscoa.
Friso a palavra ?principalmente? porque de todas as celebrações religiosas, a Via Sacra era para nós miúdos de sete/oito anos, francamente a mais penosa. ?Uma seca? no vernáculo atual !!
?O QUE É A VIA SACRA?
A Via Sacra é uma oração que tem como objectivo meditar na paixão, morte e ressurreição de Cristo. É o reviver dos últimos momentos da sua vida na Terra. São 15 estações, que nos ajudam a percorrer um caminho espiritual e a compreender melhor a pessoa de Jesus e o amor que teve por nós ao ponto de se deixar matar, sofrendo muito, para que todos nós aprendêssemos o que é verdadeiramente amar.?(...)  in Wikipédia
O longo e arrastado ritual consistia em dar a volta à igreja, fazendo 15 paragens nos respectivos altares, cada um deles com sua representação própria sobre o martírio de Jesus até ao Calvário e sua crucificação.
Eu e meu irmão vestia-mos umas opas vermelhas (capas sem mangas) e eram-nos dadas duas tochas de culto, e integrávamos o cortejo sempre com o carrancudo Padre Carvalho, Pároco do Sacramento, chefiando as hostes !!.
O Padre Carvalho, era pessoa já de alguma idade, e para nós, não primava pela simpatia, e muito menos pela paciência com a miudagem que ao Domingo, antes da catequese fazia uma xinfrineira nos claustros da Igreja.
Era bastante ríspido, tinha um semblante carregado, e sempre uma maneira de olhar que gelava os ossos !!
As tochas de culto, teriam cerca de 1,30 m de altura, e um diâmetro de 5 cm e consistiam num longo corpo de madeira, cuja ponta em parte oca, ocultava uma grande mola que pressionava uma vela contra um rebordo metálico e que estava acesa durante toda a Via Sacra.
Quando nos ajoelhava-mos, e o padre lia os extensos textos bíblicos alusivos, acompanhado com cânticos pelas costumadas senhoras.
Para compensar o enfado, o nosso entretenimento, era com as unhas ir arrancando os bocados de cera quente e mole que iam escorrendo da vela, e fazia-mos pequenas bolas que sorrateiramente mandava-os para o meio do chão para se agarrarem os sapatos dos fiéis.
Admito hoje que ?não se faz? mas a pouca idade e o fastio de estar ali ?preso? aguçavam o pendão da maldade !!!
Certa vez, estava eu no ?escarafunchanço? da cera mole, quando de repente, salta a cabeça metálica, de dentro da tocha e uma enorme mola, fica balançando freneticamente de uma lado para o outro com a vela acesa na ponta lançando cera quente para cima das pessoas em redor.
A minha atrapalhação era enorme...tremia todo e tentava desesperado agarrar a mola e metê-la no sítio, mas não conseguia.
A minha figura devia ser única, eu muito corado, de joelhos, aflito para tentar compor a situação...os pingos de cera queimando-me as mãos...meu irmão ria...minha avó se tivesse um buraco no chão, decerto que nele se enfiava...o Padre Carvalho, devorava-me com aquele olhar de fogo...a confusão era geral, tendo sido o sacristão que abrupta e finalmente me tirou a tocha das mãos e lá a levou para a Sacristia.
Como complemento, este Sacristão, era também uma figura sinistra para a miudagem.
Só recordo o choro de minha avó, referindo a humilhação por que tinha passado !! quando já no caminho para casa, e a promessa de queixas aos meus pais, com o complemento punitivo assegurado.
Não lembro se na realidade isso aconteceu ou não, mas sei que ela durante muito tempo nem me podia ver.
Esta minha tão querida avó, de seu nome Conceição, faleceu de repente em 1973 com a bonita idade de 84 anos, perfeitamente lúcida e activa.
Era-me muito querida.
Senhora super sensível, os anos que viveu em Inglaterra, bruniram ainda mais a sua personalidade, sendo uma encantadora conversadora e de um trato fino e meigo, que com muita saudade recordo.
Já adulto, era a minha confidente, por vezes conselheira, e até banqueira, pois de quando em vez lá lhe metia um vale para umas notitas, ?cravanços? a que ela generosamente nunca se opunha.
Já depois de vir da Guiné, nas reuniões familiares Natalícias, invariavelmente, o episódio da tocha era recordado.
Agnóstico convicto, desde menino, leitor compulsivo, os milhões de páginas devoradas, levam-me a respeitar e aceitar todo o tipo de credos, mas tenho muita dificuldade em compreender o que leva as pessoas à religiosidade.
Será a fraqueza, a insegurança e os medos, a solidão, o pouco saber ??!!
Mesmo nos momentos mais atrozes da minha vida; estar debaixo de bombardeamentos na Guiné, no pânico permanente do vislumbre da morte, o desaparecimento de quem mais amo, gravíssimo problema de saúde...nunca senti necessidade de apelar a Deuses ou Santos, bem pelo contrário, os maus momentos ainda veicularam mais, o que sobre isso penso.
Por vezes pergunto-me; se na realidade existe alguém tão bom e misericordioso, como oiço tantos defenderem, onde andará ?
Deve ser cego e surdo, e tudo o que se passa neste desgraçado mundo merece a sua total indiferença ?
Eu tenho as minhas respostas.
Há no entanto um santo, esse sim de minha inteira devoção; o ?São Justo?, é nele que vou buscar as forças e animo, quando deles necessito !
O ?São Justo? é muito recriminador, teimoso, mas grande companheiro e perito em me agarrar quando por vezes estou prestes a cair...é assim...como que um ?anjinho da guarda de grandes asas, sempre voando baixinho ao meu redor para não se afastar muito? !!
José Justo
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Amigo Guedes
Continuo sem conseguir comentar diretamente no Blog ??!!!!
Não é azelhice minha, pois já confirmei que há uma incompatibilidade com o meu novo sistema e o blog, pois até para o abrir e avançar com o cursor é um castigo e morro com enervante lentidão.
Por tudo isto, agradecia ? caso aches ter interesse - que inserisses este comentário OK.
José Justo
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Pica, não me lembrava ter contado isto em Tite, e muito menos a cena do fio de telefone...que por graça repetia várias vezes só para ver sempre o sorriso lindo da Sãozinha: - Já não me enganas!!
Ligando a isto, a Alda há alguns anos teve uma queda grave que a levou ao hospital durante uns tempos de internamento.
Numa das visitas, e para animar a situação, lembrei-me da piadinha do ?aperto do fio? e na brincadeira fingi estar a estrangular o tubo do soro. Claro que a família já conhecia a gracinha e estava a sorrir,
...eis senão quando...uma idosa, visita de outra doente (assim pró tipo; calhandra de
carregar pela boca!!) se aproxima muito excitada e aos berros a bater-me na
mão???!!!...?pra estar quieto...que aquilo não se fazia, era um perigo...coitadinha da
criatura, eu devia era ser maluco? etc. etc. Escusado será dizer que o meu pessoal, se já sorria com a fingida maldade, acabou quase à gargalhada.
José Justo
.
Á amiga Albertina Granja.
Obrigado pelo comentário, e creia que esta minha avó materna superava tudo o que de bom e ternurento se possa imaginar de um ser humano. Ainda hoje com minha mãe (93 anos) lembramos lindos episódios passados com ela.
Tendo as suas crenças religiosas bastante fortes, aceitava as minhas ideias e teorias de uma forma absolutamente única, dando-me por vezes razão e ficou deslumbrada, ao lhe definir o Catolicismo como Dogmático, com a frase ?Os dogmas não se discutem, ou se acreditam ou não?.
Nas nossas conversas pós almoço sobre religião (na época trabalhava na baixa e almoçava todos os dias na sua casa no Rossio) falava-lhe várias vezes sobre um episódio por mim vivido do primeiro ano de Religião e Moral na Veiga Beirão ? disciplina que eu abominava - a um padre, que tinha o condão de me arrepiar cada vez que abria a boca.
Talvez conte um dia as quatro perguntas, que me valeram a expulsão das aulas da dita disciplina, e uma prometida queixa ao diretor da escola...que parece nunca se ter concretizado...porquê não sei, ou talvez calcule!!!
Guedes, sem querer ?abri o leque? se vires que é longo corta no que quiseres, comigo tudo bem.
Abraços e cumprimentos.
José Justo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa Feliz

A todos os companheiros, amigos e visitantes deste blog, desejo uma Páscoa Feliz, com votos de boa saúde para todos e seus familiares.
Um forte abraço do

ex-Alferes Vaz Alves.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Recordado o Compasso Pascal - pelo Pica Sinos

COMO ERA BONITO O COMPASSO, EM DOMINGO DE PÁSCOA, NO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS

…Era pela manhã que se ouvia o som constante da sineta a anunciar o compasso, accionado pelo Sr. José – o jardineiro -. Com uma opa vermelha vestida.
Atrás, de traje igual, - o sacristão -, o Sr. Cristóvão, homem alto e de voz forte. Carregando na sua frente, de dimensão modesta, uma cruz, com o Jesus pregado...

…Creio que uma boa parte de quem não abria as portas, neste domingo de Páscoa, era fundamentalmente por vergonha da sua pobreza.
Estou convencido, por aquilo que assisti, que tais famílias não tinham sequer dinheiro para comer, quanto mais para dar dinheiro e amêndoas ao padre, que com elas durante o ano nada repartia...

Um conjunto de amigos foi chamado a um almoço, lá para os lados das Olaias, na casa da Nelinha. Esta grande amiga foi (é), uma das “Miúdas” da minha rua, do velho Bairro das Furnas que, um dia me fez um pronto “xó pra lá”, quando lhe procurei roubar um beijo, debaixo da figueira, que, existia no seu quintal. Mas deixemos isto para outra ocasião.

Continuando; Na chegada a casa, depois dos beijinhos e abraços e, certamente, tendo em conta a aproximação do período da Páscoa, alguém ofertou a esta querida amiga, um pacote com variados e diferentes tipos amêndoas.
O gesto foi muito admirado, dando para ver, as ditas cujas, “partirem”, de forma “acelerada”, do recipiente em que foram colocadas.

Bonita foi a controvérsia que originou na apreciação das diferentes variedades, de tão apreciado e gostoso produto de torrefacção ou caramelização de frutos secos, ou com outros recheios.
Dizia uma. Ah… gosto muita das amêndoas torradas…
Dizia outra…Eu gosto daquelas que têm no recheio licor ou chocolate…
Retorquiu outra….Ah… eu também gosto muito de amêndoas, mas não arrisco comê-las, só chupa-las, por via da minha placa dentária…

Mas, o mais importante, foi alguém se ter lembrado das amêndoas oferecidas ao padre, no período da Pascoa, nas casas quando benzidas, do nosso velho Bairro.

Como era bonito o compasso (andamento), no domingo de Pascoa, no velho Bairro das Furnas!
Lembro-me que, uma semana antes, começavam os preparativos do povo. Os muros e as escadas das velhas casas eram caiados. Os ripados dos quintais, virados para a frente, eram arranjados e pintados quanto bastasse. Aproveitava-se para podar as flores. Tudo que era restolho ou lixo era retirado. Uma ou outra peça de roupa, a custo, quiçá ao rol, era comprada.
 
Ao tempo, todos primavam por vestir o que melhor conservavam. Aproveitando para estrear, nesse domingo, uma ou outra peça de roupa. As janelas eram engalanadas com colchas e outras coberturas das camas, por sinal bem garridas. Os crentes, tudo bem tratavam para receberem nas suas casas, Jesus pregado na cruz.

Era pela manhã que se ouvia o som constante da sineta, a anunciar o compasso, acionada pelo Sr. José – o jardineiro -. Que trazia vestida uma opa vermelha.
A atrás, de traje igual, - o sacristão -, o Sr. Cristóvão, homem alto e de voz forte. Carregando na sua frente, de dimensão modesta, a cruz com o Jesus pregado.
O padre vinha atrás acompanhado de 2 miúdos. Estes, vestidos com trajes em acordo com a cerimónia. Um transportava o incensário, o outro, transportava o balde da água benta, lá dentro o espargidor. O padre apresentava-se de batina branca, com as mãos escondidas pela estola, de cor verde, colocadas sobre a barriga.
Adultos e miúdos, estes, bem desinquietos, finalizavam o cortejo.

As casas, cujos donos as queriam ver abençoadas, tinham a portas abertas. O sinal que era dado ao sacristão, para o sacerdote entrar.
No interior da casa, sobre a mesa, havia sempre um prato com algum dinheiro e, amêndoas.

Aleluia, Aleluia… dizia o padre.
Estendendo a cruz para permitir que o crente beijasse os pés do Senhor.
Aleluia, Aleluia… repetia o sacristão.
Seguia-se a bênção, ao mesmo tempo que o seu ajudante movimentava o incensário, purificando o lar com o incenso queimado, proveniente de uma qualquer árvore aromática.
Por fim, o dinheiro era recolhido pelo padre. Na rua, as amêndoas oferecidas, eram atiradas aos miúdos que, se empurravam para as apanhar.

As portas das casas que se encontravam fechadas, a este costume religioso, havia sempre vizinhos algo criticadores, dizendo não raras as vezes:

...Olha aquele não é crente…
…Aqueles ali são contra a igreja…
…Caramba…a porta abre-se a toda a gente…
…Olha …aquele, não deixa a mulher e a filha beijar o Jesus…

Creio que uma boa parte de quem não abria as portas, neste domingo de Páscoa, era fundamentalmente por vergonha da sua pobreza.
Estou convencido, por aquilo que assisti, que tais famílias não tinham sequer dinheiro para comer, quanto mais para dar dinheiro e amêndoas ao padre, que com elas, durante o ano nada repartia.

Assim era, o compasso no Domingo de Pascoa, no meu velho Bairro das Furnas.

Nota: Agradeço à Clarisse Caetano, à Helena Ferraz e à Manuela Silva as dicas que me deram, pois essas dicas o texto não seria tão “rico” em termos históricos.

A foto do cruzeiro foi montada, pois tinha pessoas na sua frente. Mais uma vez agradeço à Clarisse Caetano por permitir as alterações na foto que dispensou.
Pica Sinos
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este relato foi copiado, com a devida vénia, do blog do Pica Sinos, cujo endereço é
  

Feliz Páscoa 2012

Votos de Páscoa Feliz!

terça-feira, 3 de abril de 2012

O aniversário do Carlos Azevedo


Cinco companheiros juntaram-se hoje com o Carlos Azevedo, para festejarem o seu aniversário - Palma, Pica, Zé Manuel, Contige e Guedes.
Todos seis de volta de duas belas cabeças de garoupa, pareciam jagudis da bolanha. Das cabeças de garoupa, apenas sobraram as espinhas conforme mostra a foto.
Bem regadas com vinho verde tinto, excepcional, impensavel em terras do sul. Mas era uma autêntica pomada.
Fizemos um brinde mas lamentavelmente não cantámos os parabens.
No fim um whisky de 15 anos e um copo de "yogurte" para o Palma.
Ainda tivemos tempo para felicitar o Cavaleiro, que também faz hoje anos e ficou surpreso por ouvir seis companehrios a enviar-lhe os parabens, via telemovel do Pica.
Foi um belo almoço na Cova da Piedade.
Parabens Carlos Azevedo, que contes muitos sempre com saúde. Parabens extensivos ao Cavaleiro que embora pelo telefone, esteve presente durante alguns momentos no almoço.
Um abraço.
LG.

Parabens ao Cavaleiro


"Viana... foge ao insensate beijo
Que o Lima vejo que lhe quer depor
E das montanhas na materna encosta
Lá se recosta com gentil pudor!

Eu sou suspeito porque sou teu filho
E assim teu brilho não direi jamais
Que io diga quem ao visitar teus lares
Hauriu teus ares, passeou teus cais!

Sebastião Pereira da Cunha
natural de Viana do Castelo"

Um abraço de parabens ao Cavaleiro, de todos os companheiros do BART, com votos de boa saúde.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Parabens Carlos Azevedo



Ao Carlos Azevedo um grande abraço de parabens dos seus companheiros.
Que contes muitas amigo, com saúde.

domingo, 1 de abril de 2012

Um filme enviado pelo meu amigo Francisco Vieira, sobre a Guerra Colonial. Já aqui publicado mas nunca é demais lembrar!

Assunto: Filme sobre a Guerra na Guiné...

Reencaminho este extraordinário documento sobretudo a quem andou pela Guiné no cumprimento da sua missão como militar ao serviço da Nação e sacrificando a sua vida pela Pátria. è um documento pungente, realista ao extremo, podendo constituir-se como um preito de  Homenagem aos Veteranos - a todos eles, quer dos Quadros, quer do SMO, não esquecendo a relevantíssima, corajosa e heróica intervenção dos pilotos da FAP e das Enfermeiras que correram tantos riscos para que "nem um só Homem ficasse na picada! "

A Pátria Honrai que a Pátria vos Contempla"

Um documentário de grande realismo, acentuado pela banda sonora com as rajadas de armas automáticas, os disparos de morteiro e, sobretudo, os gemidos lancinantes de um moribundo, coberto de sangue, a agonizar com uma perna decepada .
O navio filmado, a LFG "Lira", tem o nº de amura P 361; a P 362 era a "Orion".

Francisco Vieira

http://www.ina.fr/playlist/sport/ma-premiere-selection.248492.fr.html