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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 30 de março de 2012

Recordando dois amigos falecidos na Guiné - carta enviada pela minha irmã!

Estou com pele de galinha...
Acerca dum artigo sobre este tema, escrito neste blog...

O Tony Pinto, dito Galo, 2 ou 3 meses antes quando veio à Metrópole, prometeu-me dar um correctivo, quando regressasse, porque cacarejei ao passar por ele...perguntou-me por ti, deu-me um daqueles abraços que ainda hoje se sente e pediu-me para rezar por ele...o Tony Lima (Preto), igual... morreu em Janeiro e estive eu e o Diogo, com ele em Novembro,  tinha havido um ataque terrível na zona onde estava...a vingança fê-lo vitima - vieram juntos mas sem vida, funerais a 20 e 21 de Maio do mesmo ano em que morreram - fui ao do n/vizinho o Tony Galo, o Diogo foi ao Lima- terrível, porque não pude evitar que os nossos pais soubessem e então a mãe sofreu 100 vezes mais.. chorava porque era um menino dali, chorava porque era guerra, porque os pais eram também amigos, choravam por ti porque não sabiam como estarias, e a avó só dizia para ninguém te dizer...creio ter sido a vez que o pai esteve mais tempo sem te enviar aerogramas....- o funeral passou às portas das n/casas, que de portas e janelas corridas atiravam flores brancas todo o caminho , pararam junto à rua dele e foi um silêncio de bomba...os amigos acotovelavam-se e choravam novos e velhos -os pais D Dulce e Sr Pinto estavam irreconhecíveis - a cerimonia nos Capuchinhos tinha sido impressionante - a rua foi pouca para tanta, tanta gente , a pé, de carro, de qualquer maneira -tenho bem presentes essas imagens - ainda hoje quando vou cemitério , aos n/pais, raramente deixo de ir colocar uma flor no jazigo onde já todos moram ...

reconheci claro a autora do poema, gostei…
beijinhos e bem haja pela qualidade do vosso blog

como se vive tao rápido ...

Natércia Leite

1 comentário:

Albertina Granja disse...

Mesmo sem qualquer conhecimento da realidade aqui exposta, a descrição dos factos é de tal maneira perfeita que imediatamente nos remete para aquela época e para aquele local,concluindo-se facilmente que são memórias de outros tempos..., de amigos que partiram em circunstâncias tão trágicas, quando a vida para eles mal estava a começar....!!!!
Deve ser muito doloroso recordar o sofrimento nessa altura vivido e sentido por todos quantos os rodeavam (familiares e amigos)....., mas ao mesmo tempo acredito que tais lembranças, ainda que muito tristes, se traduzem numa homenagem a esses homens cuja vida não lhes foi poupada abruptamente.