.

--

Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

-

"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


.

.
.

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART
EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

Facebook

Para abrires o nosso FACEBOOK, clica aqui


______________________________________________________________

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemorando a República!

Produzir uma excrescência literária, como esta, para ser postada, ombreando  com um Fernando Pessoa ou, até,  um vip da SIC, confesso, é ciclópico.
A dita (excrescência) deve ser dita, ou se dita, deverá ser dita por não dita ? Nem sei, bem.
Instou-me o Guedes, nas suas habituais “sortidas de saca-rolhas”, por um texto sobre a república ou a monarquia, assinalando o centenário da implantação daquela.
Especado frente ao teclado não sai mesmo nada, a não ser “ora, vai-te catar ou capar grilos, que, para isso, tens tu jeito”.
Bloqueado, talvez, pela confusão que, no meu intelecto, se foi, no decorrer do tempo,  alojando,  sobre as repúblicas, democracias, monarquias, ditaduras e demais sistemas políticos.
Parecendo-me, até, mas reconhecendo paternidade no equívoco,  que  todos, sem excepção, se vão inventando para proveito dos que, no seu exclusivo  interesse, se lhe colam, ao menor vislumbre de mudança, sem a preocupação do interesse comum que tanto apregoam.
Tenho mesmo dificuldade, e não é por ser daltónico, em distinguir entre monarquia e república.
Viajava, creio que fará hoje, precisamente, um ano, numa auto-estrada, no meu ram-ram, quando,  pelo retrovisor, ao longe, vislumbro uma caterva de “pirilampos”, usuais nas motos e viaturas da polícia, ocupando, literalmente, as três faixas de rodagem.
Quase cilindrado,  abalroado e assustado de tanta pompa e rompante,  pouco faltou para enfiar o meu “chadeiro  e os chifres”  na ribeira da Perna Seca.
Só deu para ver motos e veículos da polícia, logo seguidos de grandes carrões, dos usados pelos dignitários da república, às resmas, num autêntico séquito, que só imaginara na realeza.
Afinal, vim a saber, depois, tratar-se dum  séquito, seguindo  o rei da lapónia, cuja existência, francamente, não imaginava sequer e se dirigia a uma qualquer comemoração, assunto, não duvido, do maior relevo e importância.
E , se tivesse enfiado na tal ribeira da Perna  Seca, duma altura daquelas,  era, na certa,  mais lapão, menos lapão  a estorvar sua excelência e demais séquito.
Desta, o Guedes não teve pontaria ao provocar-me para este assunto.
Hipólito

Sem comentários: