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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A presença Portuguesa na Guiné/Bissau - pelo Pica Sinos

A presença portuguesa na Guiné Bissau.
A presença portuguesa nos rios da Guiné data já de 1440, quando as primeiras caravelas no esforço de encontrarem a passagem para o Indico foram também reconhecendo toda a costa africana. Ultrapassada a costa desértica mauritana e o Senegal, a recortada costa de estuários e rios que caracterizam a Guiné foi lugar de frequentes paragens para os marinheiros e mercadores portugueses que comerciavam com as populações comprando os produtos locais e escravos que numa primeira fase forneciam as cidades do sul de Portugal e mais tarde o mercado de trabalho escravo nas plantações de açúcar do Brasil. A região de Quinara foi desde essa altura conhecida desses marinheiros que penetravam terra dentro pelos rios abertos ao mar. O rio Grande de Buba passou a ser uma referência a partir de então especialmente para o resgate de escravos realizado pelos mercadores estabelecidos nas vizinhas ilhas de Cabo Verde. Alguns desses mercadores mestiços estabeleceram-se em permanência no continente. Conhecidos como lançados foram eles que primeiro realizaram a presença de Portugal nesta costa. Viviam das frequentes guerras entre reinos e etnias da região de que se aproveitavam e muitas vezes promoviam para a fácil aquisição de escravos. Embora presentes desde muito cedo em povoações costeiras, o efectivo controlo colonial só se veio a fazer sentir nas primeiras décadas do século XX depois de intensas e contínuas campanhas que opuseram os Portugueses aos reinos e etnias da região. Especialmente importantes foram as campanhas que os portugueses tiveram que realizar para pacificar e controlar os territórios dos Beafadas e Fulas na região de Quinara. Os interesses europeus por esta região de África, cedo se fizeram sentir. A presença portuguesa e francesa limitava o acesso e escala aos navios ingleses pelo que estes tentaram estabelecer uma colónia na vizinha ilha de Bolama situada na foz do rio grande de Buba ocupando a península que lhe fica fronteira e que integra actualmente os sectores de Tite e Fulacunda anexando-as como dependências à colónia Britânica da Serra Leoa em Dezembro de 1860. Este projecto de colónia anglófona à imagem da próxima Gâmbia, encravada na Guiné-Portuguesa não vingou por muito tempo. Depois de várias disputas e confrontos, a questão de Bolama é submetida á arbitragem dos Estados Unidos retomando Portugal a posse destes territórios em Outubro de 1870. Contudo, durante este período, frequentes vezes as etnias e reinos da região foram utilizados pelas duas potências coloniais para contestar a presença ora de uns ora de outros. A animosidade Beafada à presença estrangeira manteve-se durante muitos anos. O último dos grandes confrontos regista-se no sector de Tite e Fulacunda com os portugueses. A linha do telégrafo ligava Buba à capital da Guiné-Bissau que se estabelecera então em Bolama. Os Beafadas queriam fazer-se pagar pela passagem do telégrafo no seu território destruindo e atacando instalações o que originou a retaliação do exército colonial, pacificando-se a partir dessa data a região.
EUROPEAN UNION ELECTION OBSERVATION MISSION Guinea Bissau Legislative Elections – 16 November 2008 Region Overview Brief Historical Overview Fotos/imagens Google (próximo capítulo "A GUERRA COLONIAL")

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