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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sábado, 26 de setembro de 2009

MAIS UM QUE ESTAVA DESAPARECIDO E FOI ENCONTRADO PELO HIPÓLITO

Caro Amigo Raul Pica

Recebi a tua carta à qual passo a dar resposta como já falamos pelo telemóvel.

Como dei a entender está tudo bem, é bom que a gente se encontre para um almoço é só dizeres com tempo que é para eu estar preparado.

Aqui mando a minha foto como pediste, não tenho mais nenhuma de momento, mas se for preciso mais alguma coisa a gente se comunica pelo telefone.

Despeço-me mandando um abraço a todos os camaradas e um muito especial para ti, não esquecendo o Reguila (Carlos Leite).

Cândido Teixeira

Começo esta breve nota sobre o Cândido Teixeira, cuja morada foi encontrada pelo Hipólito, chamando atenção sobre a história da formação da freguesia onde nasceu, viveu e cresceu, este nosso camarada d’armas, até à idade da incorporação militar, e cujo paradeiro, há mais de 4 décadas, era desconhecido.

Com efeito, a Freguesia de Nogueiró, situada no distrito de Braga, refere na sua Resenha Histórica que, o seu povoamento talvez tenha sido feito desde a idade do ferro e, crê-se, habitada por uma tribo de Brácaros, povo que deu origem à cidade de Braga.

Foi nesta freguesia, situada na região de Entre-Douro e Minho, que o nosso Cândido Teixeira nasceu há 64 anos. Aqui aprendeu as primeiras letras e o ofício de marceneiro e da restauração de antiguidades. Oficio que abraça desde os 13 anos de idade.

Este nosso 1º Cabo Sapador-Mineiro, 10 anos emigrado na Alemanha, onde se encontram ainda a filha e os 2 netos, há muito que era procurado por nós, sobretudo pelo Carlos Leite, seu grande amigo.

Ó Pica, uma vez, diz o Carlos, eu estava de serviço na porta d’armas quando vejo chegar o Cândido. Ao ver-me triste perguntou-me… que se passa rapaz? … Oh pá estou cheio de fome… disse. Ai estás? …deixa lá que eu vou já tratar disso… finalizando a conversa o nosso sapador-mineiro diz …vai acendendo um fogueira que já volto.

Ó Pica, eu acreditei. Por detrás do “barraco” da porta d’armas, reuni uns pequenos troncos de madeira e fiz o que ele me mandou. Não é que na volta, passados cerca de 15 minutos, aparece o Cândido com um “nheco” meio depenado, e uma garrafa de vinho branco fresco. Foi talvez dos melhores manjares que comi em Tite. Estou ansioso para o abraçar.

Cândido Teixeira

Rua Francisco nº 7 r/c Dtº Brito

4805-070 Guimarães

Telm. 910666198

Pica Sinos

Na foto em abaixo o Cândido está com a enxada na mão

1 comentário:

Leandro Guedes disse...

E ainda há gente que se admira que os guerreiros não se esqueçam uns dos outros ao fim de quarenta anos...
Muito interessante este reencontro com o Cândido Teixeira e a história do Carlos Reguila, passada entre ambos.
Pena a foto estar tão pouco visível. Aguarda-se uma melhor para publicar.
Sejas bem vindo Teixeira e não te esqueças de enviar de vez em quando a tua participação neste blogue.
Se não for antes, para o ano nos encontraremos em Baltar, para um santo almoço com o nosso Sacristão e respectivo Prior.
Um abraço.