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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Do nosso António da Costa (Mestre...)

Compadres

Cá me vou desensarilhando do engulho em que o “magana” do Pica me atascou e a prova é que atamanquei, sozinho, este texto, iniciado, embora, lá vão já 15 dias, para mim, stressantes.

E para vos contar estórias que, há muito, sinto assolerpadas cá no gasganete e que, se não desembucho, rebento como uma castanha.

Tinha ido em operação para o mato, numa emboscada, como radiotelegrafista e por ordem superior, comuniquei, para a base em Tite, ser necessário apoio aéreo e de artilharia, que não se efectivou.

Passado o imbróglio, já em Tite, curei de indagar à boa maneira alentejana.

Banzado fiquei com o que se passara, segundo testemunhos insuspeitos, idóneos e oculares de vista:

O op. de mensagens de serviço, talvez para esquecer o nega levado da lavadeira, pouco antes, tinha, ao seu lado, uma telefonia, no máximo, sintonizada naquele programa de discos pedidos do PIFAS da emissora oficial.

E, confundindo o meu pedido com o que ouvia na emissora, escreveu, assim, a dita mensagem:

“Aqui, Mamadu Djaló, que firma no Catió.

A mim pidi canção de Giani Morandi, cá sou digno di bó.”

Também, me vai parecendo, que, naquela secção de reabastecimentos, não seriam lá grandes espingardas.

O Marinho, ao que se vê, passava o tempo na estância balnear do Enxudé ou a fazer viagens turísticas na DO ou no heli; o Guedes (hoje, já mais “calaceiro e calão”), na psicotomática da tabanca; o chefe, idem aspas, mais a tarefa da psico-fúnebre, pressagiando a salazarenta queda da cadeira; e o SPM, também da coesa equipa, entretido na enóloga e secreta missão de trasfega do bento néctar; e não sei se mais algum . . .

A talho de foice (os TMS, até se masturbam!), fui avivado pelo Narciso de que, afinal, o nicho e respectiva imagem, já referidos no blog, apenas, foram, pelo sacrista (a quem até já chamara a capítulo), limpos das teias de aranha e do pó acumulado, passados que foram três meses da nossa chegada e, pelos vistos, após insistente pressão da gandulagem e a iminente chegada do capelão.

Com esta, compadres, me vou, na busca de mantença para a escultural tropa do dia 5 próximo, a ver se cato, à mão, uns daqueles coelhos adoentados com mixomatose e que já mal podem das pernas.

Tirem-me daqui, p.f.

Um abraço do vosso

Tónio

(Mestre em bazucas)

2 comentários:

Leandro Guedes disse...

Amigos
Este texto para mim foi de rir até às lágrimas.
Para quem não conhece aqui está o seu retrato escrito.
Imaginá-lo a escrever esta carta já há quinze dias e dando ao fim dos mesmo, para ele setressantes, este resultado, é mesmo de rir até às lágrimas.
Gostei amigo, tens veia de escritor...
Um abraço
Leandro Guedes.

Hipólito disse...

Também tu, Tónio !? . . .
Com amigos destes, pr'a quê inimigos?!
As TMS funcionavam "comm'il faut", não restam dúvidas . . .