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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes, furriel milº Angola ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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"NINGUÉM DESCE VIVO DUMA CRUZ!..."

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

AS BATALHAS DE BISSÁSSEMA 4/5

MANTINHA-SE A FALTA DE MUITO, MENOS A FALTA DA VONTADE EM COMBATER
Finalmente, os reabastecimentos começaram a aparecer em Bissássema todos os dias, mas deficientemente. Por vezes a quantidade era pouca. Os apetrechos foram surgindo a “conta-gotas” e a situação alimentar foi melhorando. Grave, continuava a ser o problema da água, a pouca existente, à falta de panelas, aproveitavam-se as partes metálicas dos cunhetes dos cartuchos 7,62 mm. As diarreias eram gerais, continuando as tropas sem médico e sem medicamentos. Os trabalhos de organização do terreno continuavam no perímetro, considerado ainda muito grande, com abrigos distantes entre si de 150/200 metros. A criação de campos de tiro eficazes, só era possível arrasando algumas moranças, acção que o comandante do Batalhão proibiu determinantemente. Acrescia às dificuldades a falta de luz, de rede radiotelefónica e de arame farpado. A ligação entre as Companhias operacionais era feita por estafetas. O IN não desiste de ocupar a posição em Bissássema e por volta das 01,00 horas ataca novamente em força servindo-se de canhões sem recuo, lança granadas foguete, morteiros 82 mm e de 60 mm, metralhadoras pesadas e ligeiras. As NT respondiam ao fogo com energia e serenidade heróica. Com o escassear das munições, a ordem era para atirar a alvos definidos. Para defesa das NT muito contribuiu o tiro certeiro do Morteiro 81mm dirigido pelo comandante de uma Companhia operacional. Na refrega o IN havia rompido, por rebentamento por uma granada do lança foguetes, um posto de defesa das NT que ferindo todos os ocupantes, rastejando, o abandonam. Um outro foi abandonado por falta de munições. Postos posteriormente recuperados dada a bravura de meia dúzia de homens que, debaixo de fogo, repulsam o IN e conseguem, ainda, recuperar 2 espingardas G-3 que o inimigo levava. Em determinada altura incendiaram-se algumas moranças, iluminando a área pelas labaredas, o que permitiu às NT ajustar o tiro. Ao cabo de quase uma hora de rijo combate, a luta cessou. Na batida nas áreas da mais intensa luta, foram encontrados no terreno 18 cadáveres IN, vestígios de muitos mais mortos e feridos e bastante material bélico deixados para trás. As NT tiveram alguns feridos evacuados ao nascer do sol. O dia 9 de Fevereiro de 1968 não teve mais nada a assinalar a não ser o remuniciamento que chegou pelas 21,00 para eventuais novos ataques. Continua Pica Sinos Fotos Gloog trabalhadas

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