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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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terça-feira, 31 de março de 2009

Requiem para um Saudoso Amigo

Requiem para um Saudoso Amigo Com nostalgia revi várias vezes as fotos do Cavaleiro onde está o saudoso furriel Rato. Há pessoas com o quase divino dom de criar empatias logo aos primeiros contactos. O Rato era um homem com quem facilmente se sentia simpatia e com quem apetecia conversar. Era a antítese de alguns, poucos, mas ilustres desconhecidos, que se viam com umas divisas e a dar ordens, e logo lhes provocava um tremendo inchaço no pequenino ego ! Anteriormente neste Blog, já contei uma história sobre um desses cromos, numa cena com o Pica Sinos, que reflecte bem a mentalidade atávica, de alguns indivíduos da classe de sargentos. Eram “avis rara” mas existiam. Mudaram as mentalidades quando se aperceberam “que elas não trazem nome” frase corrente no quartel, grande verdade, e que passado pouco tempo de Guiné, sentiriam na pele com o primeiro ataque. Das muitas coisas que me fizeram odiar a “tropa” e as regras militaristas, era sem dúvida: o avaliar a pessoa pelo primeiro olhar directo aos ombros...a outra; o ser tratado por “tu” por marmanjos que nunca tinha visto na vida...nem conhecia de lado nenhum. Como isso mexia comigo !! Já findo o tormento da farda, curiosamente, mesmo colegas com quem trabalhei durante anos, não logo tratava e mesmo detestava que me tratassem por “tu”, até, claro, que a admiração e amizade, a isso levassem. Provavelmente reflexo dos tristes anos de tratamento cavalar e suplício militar. Meu irmão era da Força Aérea e este hábito do “tu” e “meu este, meu aquele” não se praticava. O furriel Rato era moderado, mas alegre, de fino trato e um camaradão nas pequenas farras que durante os dias que estivemos no quartel da Parede faziamos antes de embarcarmos para a Guiné. Já em Tite, eram longas as conversas de grupo, onde facilmente ele se incluía. Sempre acompanhou connosco num pequeno grupo que naturalmente se criou, sem sabermos bem como. Eu o Pica Sinos, o furriel Bagulho e furriel Rato e mais uns poucos que infelizmente não recordo, sempre que podiamos dar uma escapadela, lá rumávamos a um café na baixa da Parede, para umas conversas e claro uns petiscos bem regados, para fazer esquecer o que breve nos aguardava. Lembro que num desses dias, as conversas estavam um pouco tristonhas, talvez pela proximidade do embarque, e das saudades que já começavam a doer. O Rato fixou-se num fado da fadista, então muito em voga, a Ada de Castro, que tocava na velha Jukebox do café. Não recordo exactamente nem nome nem a letra do dito fado, mas sei que falava em saudade e partidas sem retorno, dentro do género de tocar ao sentimento. À época detestava fado, mas sem saber porquê, naquela altura senti como que um calafrio, e quase automaticamente fixei um verso que durante bastante tempo, de quando em vez me via a trautear mentalmente. Qual presságio... O Rato, muito calado, ouvia o fado super concentrado, findo o disco, levantou-se e meteu nova moeda e de novo ouvimos o fado. Repetiu-se esta cena várias vezes, e por estranho que pareça, e quase contra natura, pois quase todos eramos de Lisboa, e para nós, fado era coisa que não entrava !! ninguém se insurgiu e todos ouvimos as vezes que se repetiram os versos tristes daquela “despedida”, sem um comentário. O furriel Rato tinha os olhos lacrimejantes, e continuava muito calado e pensativo. Parece que algo no seu íntimo fazia adivinhar o seu prematuro e infeliz desaparecimento na Guiné. Faleceu poucos dias depois de ter regressado de um mês de férias na Metrópole. Longo tempo recordei esta tarde ao som do fado da Ada de Castro...qual premunição !! Todas as mortes dos nossos camaradas foram dolorosas, mas para mim, a deste companheiro de armas, fez-me doer muito, e deixou-me muitas saudades. Num dos vários livros sobre a Guerra do Ultramar, numas páginas com fundo negro, onde constam os nomes dos milhares de mortos da guerra, lá encontrei o do nosso amigo. De pouco consolo servirá para os familiares e amigos que o recordam, mas pelo menos, o seu nome está perpetuado no mármore do Monumento aos Mortos da Guerra em Belém. Zé Justo

segunda-feira, 30 de março de 2009

Oh Melo !... - encontrado hoje pelo Hipólito.

Costa: Anota, p. f., o endereço e contacto do Melo, para posterior convocatória. O Melo era o condutor do Comandante, lembram-se? Joaquim Alberto de Jesus Melo R. dos Trabalhadores da Empresa Setubalense, 26 V. Fresca de Azeitão 2925 Azeitão Telem. 963529832 Mais um que procurava há muito reunir-se com a malta, sem êxito. Ficou entusiasmado. Prometeu fotos que tem guardadas e que, sem dúvida, aparecerá em Ovar. Abraço Hipólito -------------------- email recebido há minutos, através da sua filha: "Olá Sou a filha do Melo(Condutor do Comandante) e ele como não tem computador pediu-me para vos escrever esta pequena mensagem. O meu pai ficou muito feliz, por o Hipólito o ter contactado e está ansioso por vos poder ver a todos, e vos dar um abraço, para matarem as saudades que se foram acumulando ao longo de tanto anos passados. Cumprimentos Joaquim Melo "

sábado, 28 de março de 2009

O Marinho, mais um encontrado pelo Pica

NO ENXUDÉ, “GASELA” ESTUFADA COM TODOS Para saber a certeza da morada, que me foi facultada, de um indivíduo que dá pelo nome de Carlos Alberto Teixeira Marinho, que comigo permaneceu durante 2 anos na Guiné, que hà 4 décadas ninguém, que eu saiba, partilhou com ele qualquer momento, desloco-me a Oeiras, correndo o risco de “bater com o nariz” na porta, ou ficar desiludido pelo malogro do propósito. É pelas 10 horas que chego à entrada do “mundo” que é aquela cidade, sem GPS para me orientar, páro e atrevo-me a perguntar, aos cantoneiros de limpeza que na ocasião por ali passavam, onde fica a Avª Brasília, sorte a minha por serem trabalhadores brasileiros, de pronto me elucidaram o melhor caminho, bem perto e de fácil acesso. Já no prédio com o nº 9, dois grandes cães barravam-me a entrada. Devagar, devagarinho estendo o braço para as campainhas e carrego na do r/c frente, ao mesmo tempo, oiço uma velhinha dizer…os cães são mansos. Mais descansado entro no prédio, na frente da porta de entrada do r/c indicado, mais uma vez toco à campainha, não obtenho resposta. Quando, já desiludido, oiço uma voz sumida…quem é?...Oh Carlos é para ti! Na minha frente o Marinho, não tenho a menor dúvida. Ele sim….és o Palma? Não sou o Pica Sinos! Pois és, dá cá um abraço! Sentamo-nos a conversar na sala de jantar, disse o objectivo da minha visita, a necessidade que muitos de nós tem em saber da tua saúde. Contente, este homem que a sua meninice foi passada na ilha da Madeira, natural de Lisboa, durante anos funcionário na antiga Companhia do Gás e Electricidade (EDP). Hoje, trabalha como Auxiliar de Acção Educativa na especialidade do Áudio Visual. Passou um ano em São Tomé e Príncipe, ao serviço da empresa Camilo Alves, obrigado a regressar por motivo de doença hepática. Felizmente já curado. …Oh Pica dá-me os números de telefone do pessoal, prometo que os vou contactar! Quero o endereço do Blog! A conversa desenvolve-se, no período e nos tempos idos: …Uma vez o Capitão Vicente, militarista em excesso como sabes, no gabinete onde eu também trabalhava, como 1º Cabo Escriturário, na área do reabastecimento, ouvimos a algazarra que ia no campo de futebol, ocasionando na minha pessoa fervilhar de inveja que não passou despercebida ao oficial. De pronto me disse se eu também queria jogar? Claro que sim meu Capitão, então vai lá, quando em simultâneo chega a informação que no Enxudé tinha chegado transporte com abastecimentos e que estava a ser preparado um petisco muito especial… …Certo e sabido que já não fui jogar à bola, o destino foi Enxudé, com mesa posta, petisco muito bem ornamentado, tendo como ementa gazela estufada, caçada para os lados de Foia, disseram, regado com vinho tinto engarrafado, que tivemos o cuidado de transportar, demos ao dente até fartar…Quando e depois de enaltecermos tal pitéu, foi-nos mostradas as “ossadas” da dita “gazela” que, não era mais nem menos um crocodilo e o pedaço de carne que lhe faltava foi a que comemos…a cauda! …Olha lá Pica, sabes o que é que vão servir de almoço em Ovar?
Sei, é cozido à portuguesa!
Então vou a Ovar não tenhas a menor dúvida! Os contactos com o Marinho são: Av. Brasília, 9 r/c Frente – 2780-001 Oeiras Tels – 214413843 - 963412317 Pica Sinos

quarta-feira, 25 de março de 2009

O Pedro vai ter direito a um reforço no tabaco - simpatia do Pica

aqui se reproduz o mail que o Pica enviou hoje para os familiares do Pedro - o Centro Social dos Montes Altos: "Bom dia Seguiu hoje pelo correio um envelope em nome do Sr. Director mas dirigido ao Centro, contendo com 10 maços de cigarros para entregar ao Tio Zé e a outros utentes desse centro da forma que mais vos aprouver. Cump. Raul PSinos"
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e o tabaco do Pica já chegou ao seu destino:
"Caro amigo e Senhor Recebemos hoje os 10 maços de cigarros e iremos respeitar o vosso pedido de entrega dos cigarros. Já demos um maço ao tio Zé e 2 cigarros a um utente que anda sempre na crava (de seu nome Victor Inácio).Não vale a pena incomodar-se pois o Senhor José Pedro, tem dinheiro do seu salário para o tabaco e outras necessidades. Ele pede-me para lhe agradecer a sua gentiliza, e anda eufórico com o dia em que irá ao almoço dos camaradas de armas em Ovar.Bem haja e um abraço para si e todos os companheiros do seu batalhão 1914. Boa gente sem dúvida. Diogo Sotero Presidente do Centro Social dos Montes Altos."

segunda-feira, 23 de março de 2009

Salvé a Primavera ! Clique no vidro da janela dê um segundo e clique arrastando o rato pela tela toda, limpando a janela! Estou farto de inverno… http://www.eldogma.com.ar/flyers/diaprimavera/default.asp Zé Justo

À procura do Francisco Silva

O Francisco Silva, de costas, com o Costa

O Pica e o Costa andam à procura do Francisco Silva.Aqui se reproduzem as mensagens que os dois trocaram entre si.:

"Bom dia Costa Quando puderes diz-me o nome do Silva das transmissões, pela lista não o consigo identificar. Quero ir à procura do moço, sei que ele trabalhava num hotel perto do Marquês de Pombal em Lisboa. Mas se me disseres o nome completo talvez o encontre Um abraço Pica"

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a resposta do Costa:

"Bom dia Pica!! Este é um dos nossos que eu sempre trago na memória, porque tanto ele como o Lopes estavam "adidos" no Centro de Mensagens. Eu sei muito pouco dele. Lembro-me que se chamava FRANCISCO SILVA trabalhava segundo dizia, como empregado de mesa no Hotel Fénix em Lisboa e vivia ou era natural de uma região saloia de Lisboa. Se bem me recordo era Algueirão. Talvez o Ramos ou o Lopes tenham mais alguns dados. Ou o Correia e o Carlos Reguila, que moram lá perto. Eu gostava muito de dar um abraço a este "gajo". Ele era um dos mais "certinhos" da "nossa" guerra. Fui com ele à caça às rolas de G3 muitas vezes. Cada tiro por ele disparado, era rola no chão. Fumava bastante e tinha uma falha num dente da frente. Tal como eu, ele também não consta na lista que me deram. Junto uma foto minha e ele de costas no Centro de Mensagens. Oxalá tenhas sorte em encontrá-lo. Um abraço Costa"

sábado, 21 de março de 2009

E o Victor Hugo foi encontrado pelo Pica

Grande fim de semana este. Dois companheiros reencontrados ao fim de 40 anos.
Também tu Pica, estás de parabens!:
Encontrei mais um, o Vitor Hugo Aviso à navegação em especial ao Costa.
Encontrei o Vítor Hugo um homem de transmissões mais propriamente da secção rádio-montadores, ou seja: fazia parte da equipa do ex- furriel Rosa em conjunto com o Madureira e o Luís Filipe, infelizmente estes dois últimos já falecidos mas sempre na nossa memória. Falei com este camarada de armas e amigo, pelo telefone, está reformado, mas para o complemento ainda faz uma "perninha" como segurança num parque de estacionamento. Ficamos de nos encontrar um dia destes e uma vez que "mexe" na NET dei a morada do nosso blog. Agora resta aguardar pelo seu contacto. O Vítor nunca foi aos nossos almoços mas desta vez não tem dúvidas. quer abraçar o pessoal e quem lhe quiser telefonar aqui vai o telefone da sua mulher, (D. Adelina),que é 919516242.
A morada passou a ser desde há uns anos na Rua da Sociedade nº 19 - A-dos-Eiros - Arruda dos Vinhos CP 2630-507 Santiago dos Velhos.
Solicito ao Costa para alterar a lista. Tenham um bom fim de semana Pica Sinos
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E a resposta do Costa:
É uma grande satisfação saber que apareceu mais um. Este era um daqueles amigos sempre presente na minha memória. Ele era um ás em fazer ilusionismo com cartas, era um engenhocas e ainda um dos melhores guarda redes do Batalhão. Fico feliz por saber que ele está bem, e não vejo a hora de lhe dar um abraço. Já anotei na lista os novos elementos de identificação do Vitor. Um abraço Costa

ex-Furriel Luis Dias, foi encontrado pelo Costa

Mais um companheiro encontrado ao fim de 40 anos.
Estás de parabens, Costa.
"Amigos!!! Hoje fui encontrar-me com o nosso Furriel de Transmissões Luis Manuel de seu nome completo: LUIS MANUEL BASTOS DA SILVA DIAS mora na Rua Santa Cruz, 185 3885 ESMORIZ e o telefone dele é: 961095104.
Aqui fica o contacto para quem quiser lhe falar. Fui recebido por ele e sua esposa, senhora muito simpática. O "nosso" Luis está "reconhecível" apesar dos seus 67 anos. Continua elegante.
Agora está reformado mas continua activo e a "solar" com o seu violino. Prometeu estar presente no almoço. Não tem internet em casa, mas prometeu ver o nosso Blog.
José Costa"

Almoço Convívio - Ovar 23 Maio 2009

do Batalhão de Artilharia 1914

Tite - Guiné 1967-1969

Organizador: JOSÉ COSTA de OVAR

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Pedro, também disse... Presente!

A mania de me levantar cedo, por ocasião quando o sol se espreguiça e a passarada acorda, vem de longe. É, sobretudo nestas bonitas manhãs que a memória se encontra mais viva, permitindo-me recordar algumas passagens num tempo, já distante, mas que esforço por reviver. Como de costume, ao escrever, procuro relembrar os acontecimentos que foram assistidos por muitos de nós, e creio, que ao recordá-los contribuirei, quiçá, fazer recordar mais em pormenor, memórias um pouco mais “esquecidas”. Vem a propósito e ao pensamento o nosso Pedro, o camarada que guardava e pastava, com um outro que não recordo o nome (Chaparro?), as vacas (quando haviam), fazendo, na ocasião, transportar a sua espingarda “mauser” à bandoleira, trabalhador exímio, quer na horta, quer quando em ajudante cozinha/refeitório. A história que quero contar passa primeiro por dizer, que eu, passados uns meses em Tite, e creio que grande parte de nós, tendo em conta o que se nos apresentava, tinha no pensamento a ideia que não devia ter embarcado, quer no “jogo” quer no barco, por razões acrescidas de todos conhecidas, o Pedro muito menos. Mas as realidades foram outras e, com os nossos 20 anos, permitíamo-nos apesar de tudo, desenvolver brincadeiras para fazer a vida em Tite menos penosa. Como me fez lembrar o Mestre das cócegas que o Pedro tinha! Bastava-nos estender os braços e os dedos indicadores na sua direcção e era vê-lo a fugir em correria bamboleante, ou quando não podia, a enrolar-se defendendo-se em consequência das cócegas que lhe faziam.
espingarda Mauser 7,9 mm
Uma ocasião, creio que numa primeira ou segunda vez após um ataque ao aquartelamento, um grupo de nós, no espaço que antecedia a porta de armas, mais precisamente no lugar do hastear a bandeira, procurávamos saber das consequências da flagelação e do contra ataque produzido, quando, subitamente, surge o Pedro, olhos arregalados, visivelmente nervoso em excesso, de “mauser” em punho, pronto para o desse e viesse. Foi evidente o rápido desarme do Pedro.
Mas na ocasião nenhum de nós, presentes, tivemos dúvidas, o Pedro pela sua atitude também disse …Presente! Pica Sinos

A história do Pedro

Já que o Pedro é na verdade neste momento, a "Estrela da Companhia", volto aqui a publicar um artigo que há meses atrás foi editado: "Uma história veridica... O nosso brigadeiro Helio Felgas, homem culto, era o comandante de Batalhão. O Pedro, soldado básico, oriundo do Algarve, homem simples. Mas o nosso comandante tinha pelo Pedro uma agradavel simpatia... E o Pedro, tinha um sonho: poder comprar um fato completo, camisa e gravata. Nunca na vida tinha tido tal património.E assim foi, logo que teve dinheiro comprou a indumentária completa, não me lembro já se foi no Djamil ou se foi em Bissau. Mas salvo erro foi o Serafim que ficou encarregue dessa compra nas suas deslocações a Bissau.O fato veio e foi feita a prova. Assentava-lhe que nem uma luva e o Pedro era o homem mais feliz do mundo, de fato, camisa, gravata ( e também sapatos novos, meias e cuecas novas...) e um rádio transistor que havia comprado há algum tempo.Eis se não quando, dois ou três dias depois, o cap. Vicente me pede (?) que vá vestir o Pedro a rigor, para ir ter com o nosso Comandante à messe de oficiais. O nosso Comandante soube que ele tinha um fato novo e queria vê-lo assim vestido.Fui à procura do Pedro e toca de o meter debaixo do chuveiro. O rapaz vestiu-se a rigor, fez a barba, pentiou-se e até pôs fixador. Não quis levar o seu rádio transistor, mas bem vestido no seu belo fato era um homem feliz e transparente. Só se ria, não tinha outra reacção, só se ria. Levei-o até à messe de Oficiais. O cap. Vicente fez as honras da casa. O nosso brigadeiro Helio Felgas, recebeu o Pedro com o seu sorriso aberto e franco, uma palmada afectuosa nas costas, conversou com ele, quis saber da sua familia, namoradas, e dispensou-lhe toda a simpatia.Fez-lhe um brinde com uma qualquer bebida, que não me lembro, a que corresponderam os oficiais presentes na messe naquela altura.O Pedro foi um homem feliz... (alguém se lembra deste episódio ???) Leandro Guedes"

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mensagem do Pedro

do Sr. Director do Centro Social dos Montes Altos, recebemos a seguinte mensagem: Presados amigos do Zé Pedro(Tio Zé) Acho que vocês estão a evoluir e o novo formato da página esta muito melhor. Continuem a escrever, colocar fotos alimentando a página que já faz sucesso em Montes Altos. Agora é a vez de vos enviar mensagem do Pedro(Tio Zé): "Para todos os camaradas do batalhão 1914, vai um abraço sentido de José Pedro Conceição e Sousa. Se bem se lembram eu era aquele Algarvio, que guardava as vacas. Depois passei maus bocados na minha vida. Graças a Deus, que no final de vida, encontrei quem tomasse conta de mim em Montes Altos, onde, como diria o Malato, tenho sido muito feliz. (Estou quase a chorar...) Um abraço a todos e se quiserem beijinhos do Pedro que agrade não se esquecerem dele."

domingo, 15 de março de 2009

AO ENCONTRO DO PEDRO, NO CORAÇÃO DO ALENTEJO

Vejam o Pedro a dançar e a acenar por ocasião dos 15 anos do CS de Montes Altos
Com o objectivo de encontrar e abraçar bem forte o Tio Zé, eu e o Guedes encontrámo-nos com o António Mestre, responsável por esta iniciativa, em Vila Rosário, Baixo Alentejo, local previamente combinado para acertar as “agulhas” rumo ao Centro Social em Montes Altos.
Aqui, em Vila Rosário, tivemos uma visita guiada a uma padaria de um dos seus sobrinhos, bem moderna, mecanizada e com parâmetros de grande qualidade, de superiores e higiénicas condições para o fabrico das mais variadas formas do pão, empregando cerca de 15 trabalhadores. Pouco passava das 10 horas, no caminho em direcção à terra do António Mestre, Monte Fialho, o calor já se fazia sentir. Atravessávamos, bem contentes, todo aquele deslumbrante e vasto território conversando, ao mesmo tempo embevecidos pelo verde e pelo despontar das flores, em sinal e no adivinhar da primavera já muito próxima.
Almejando por nos abraçar, o Francisco Ramos, alentejano de Moura, que também faz parte da equipa, está à nossa espera, nas Minas de S. Domingos, desde as 9, 30 horas, dando para perceber a resposta que teve da conversa, pelo telefone, que fez com o Mestre: …Não estamos nada atrasados, eu disse-te que só devias sair de casa quando eu saísse da minha….bebe uns copos que nós não demoramos…
Pelas 11 horas, depois de o Guedes arrumar, na rua, não que impedisse, convenientemente as “ventas” do seu carro, à nossa espera a D. Maria da Conceição, mulher do Mestre e, a sua filha Graça, gente que elegantemente e há boa e nobre maneira alentejana nos recebeu, começando por ser difícil levantar os traseiros da “malta” de tão prazenteira mesa, composta com presunto, queijo, chouriço, pão e vinho tinto, tudo de produção familiar. Bem dizia eu para o Mestre; …o Ramos está à nossa espera…Ele que espere que é pescador…retorquiu. No caminho, finalmente ao encontro do Francisco Ramos, perante e para surpresa do Guedes, as cantigas alentejanas não se fizeram esperar: …è tão grande o Alentejo/Tanta terra abandonada…à calma, à calma ceifando o trigo… entre outras… não sem antes o Mestre me repreender por eu chamar ao perdigão… perdiz, quando tal imponente e vaidoso bicharoco, com as suas belas penas multicolor e de pescoço alto bem esticado, pela nossa frente se atravessou na estrada em correria.
…Escuta Pica, fica sabendo que aquele bicho não gosta que lhe troquem o “nome” e, eu também não! Um perdigão é macho, a perdiz é fêmea, compreendes? …É tão grande o Alentejo/Tanta terra abandonada……A Terra é que dá o pão/Para bem desta Nação…Devia ser cultivada.
Já pelo meio-dia e pouco, alegres e sorridentes abraçamos o Ramos que, durante 4 décadas as oportunidades, a minha e a do Guedes, não nos surgiram.
De pronto e já com a equipa completa, lá fomos no caminho de Montes Altos no encontro do Tio Zé (como aqui o chamam) que, sabia ter uma surpresa sem saber qual, previamente combinada com o Director do Centro Social de Montes Altos, Sr. António Diogo Sotero. Como todos nós sabemos o Pedro, de 1967/1969, esteve na guerra colonial em Tite, na Guiné-Bissau. Era militar como todos nós, com a responsabilidade no aquartelamento de guardar e de tratar as vacas, para além dos afazeres na horta e no refeitório.
É-me difícil descrever toda a alegria sentida no abraçar deste homem que, por informação errada, julgava já falecido. Alegria, não só de nós, antigos camaradas de armas, mas também por todos aqueles que na oportunidade nos viram a abraçá-lo. O Tio Zé, reconheceu e abraçou de imediato o Guedes, ex-furriel que foi indigitado pelo Comandante do Batalhão em “olhar” pelo Pedro naquela zona de guerra. Observamos que está bem! Está rodeado de gente amiga que zela por ele. Ao contrário de “ontem” o Pedro tem família que o estima e que o ama! Partimos os cinco para o almoço na Aldeia de São Domingos, terra mineira no período de 1863 a 1966. Já sentados no restaurante, satisfeitos, comemos feijões guisados com arroz branco e carne de porco até fartar. O vinho era tinto da região.
Felizes brindámos ao Pedro, que vinha vestido com um belo e bonito fato com colête, de cor azul, camisa a ajanotar e de barbeado escanhoado, começando por contar a história (ver no fim) da sua vinda para o Centro Social dos Montes Altos: …Eu vim de Castro Verde para a apanha da azeitona… quando a campanha acabou preparava o meu regresso para o “papel”…Foi o Sr. Mário Santos (um jovem com um pouco mais de um terço da idade da do Pedro) que pediu ao Sr. António para eu ficar empregado no Centro…Hoje tenho família, tratam-me muito bem, eu gosto muito deles…Diz a chorar de alegria!

Horas mais tarde regressamos ao Centro Social para acompanhar o Pedro. Conversarmos com o Director Sr. António Sotero e com o jovem Mário Santos, soubemos mais da vida do Pedro. Na despedida, pedimos autorização para levar o Tio Zé, ao nosso Almoço Convívio no mês de Maio em Ovar que, de pronto, foi concedida. Bem hajam pelo trabalho que desenvolvem junto e para os velhinhos do vosso Centro! Felizes, já de regresso ao Monte Fialho, despedimo-nos do Francisco Ramos que seguiu noutra direcção rumo a Moura, ofertando-nos uma garrafa de vinho do ano de 2006. …Este vinho é da adega onde trabalhei, bebam-no à minha saúde….Disse! O sol procura esconder-se e ainda estávamos nas terras do Mestre. Ele queria mostrar a sua casa o “buraco onde esconde as orelhas”, como ele diz. Queria mostrar o seu cultivo, o porco preto, as cabras, em especial a “menina”, as máquinas e o carro (na categoria de pesado) com que trabalha. Ele queria que nos sentássemos novamente à mesa para comermos o coelho frito que a sua mulher confeccionou propositadamente. Ele queria e nós não resistimos a comer mais queijo fresco, feito pela sua filha Graça, alternando com o presunto que, o Guedes “elogiava” por gulosa satisfação, acompanhado por pão e vinho tinto caseiro. Mestre já é noite…digo! …Tenham calma dizia ele…têm muito tempo… eu levo-os até ao “tapete de alcatrão” (IP2). …. Vão levar umas coisas (vinho, queijo fresco e seco, chourição e mel) para comerem e beberem mais tarde. Um perdigão para cada um, (Escuta Pica…tás a ver aqui o espigão, é perdigão não confundas, compreendes?) … Encantados despedimo-nos da família do Mestre e, como o prometido é devido, lá foi connosco por nenhures até à IP2, acompanhado do seu netinho com 5 anos que dá pelo nome de João. Pica Sinos ------------ “TIVE SEMPRE UMA VIDA DIFICIL” --Por gentileza da revista Noticias de Montes Altos— "José Pedro de Sousa, conhecido por todos nós com Tio Zé, protagoniza uma situação peculiar. Natural de São Bartolomeu, concelho de Castro Marim, iniciou a ligação ao Centro como trabalhador, passando depois a integrar a empresa de inserção de construção civil, sendo ao mesmo tempo abrangido pelo serviço de apoio domiciliário. Promiscuidade? Seguramente não. Complementaridade? Certamente. O Tio Zé, que apresenta notórias limitações pessoais e sociais, foi ao longo da vida um sem-abrigo, sem eira nem beira, a dormir onde calhava, enxotado de vários lados: “Comecei desde pequeno a trabalhar, para aí com 10 anos, a tratar de vacas. Depois de deixar os bichos era descarregador no mercado, da fruta. Apanhava cenoura também. Teve sempre uma vida difícil”. Porventura um comentário muito ligeiro, para quem viveu sempre abaixo do limiar da dignidade (referimo-nos a condições de vida e não a comportamentos). Com pouco mais de 60 anos, sem casa, sem emprego, sem família, sem amigos, sem nada, incapaz de realizar algumas tarefas simples de higiene pessoal, como fazer a barba (incapaz devida ao facto de nunca ter aprendido), o Tio Zé encontra em Montes Altos mais do que um apoio. Tem tudo o que não tinha nem poderia ter nem sonhar, o que confirma a vocação do Centro Social de Montes Altos para ir muito mais além do que são estritamente as suas atribuições. Acerca de estar aqui, num sítio onde não tem raízes, o Tio Zé comenta “aqui estou protegido”. Mas protegido significa também sedentarismo, circunstancia menos fácil de aceitar para um nómada, uma pessoa para quem o viver e errar se confundiram. Talvez por isso, o tio Zé revele alguma impaciência e desejo de evasão."

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Amigos

Começo a não estranhar as surpresas dos redactores principais do nosso Blog.

Gostei de rever o Pedro, está muito catita o rapaz...de telélé em punho e tudo...

Para o Mestre, de uma forma muito especial, um abração e obrigado pelo simpático telefonema que me fez.

Para O Guedes e o Pica, agradeço da maneira que sei...com bonecos e bonecas...

BRAÇÕES para todos

Zé Justo

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enviamos ao Sr. Director do Centro Social dos Montes Altos, a seguinte mensagem:

Exmo. Sr.António Diogo Sotero

Exmo. Sr.Venho agradecer-lhe pessoalmente, a simpatia que V.Exa teve para comigo e meus amigos, aquando da visita ao nosso amigo Pedro (Tio Zé).

Foi para nós motivo de muita alegria reencontrar o nosso amigo e saber que ele está bem, na companhia de pessoas que o estimam e o tratam melhor, imcomparavelmente melhor, do que se ele estivesse na anterior vida.

Muito obrigado por tudo e principalmente pelo amor e carinho que dedicam ao nosso amigo.

Queria dizer-lhe ainda, que no nosso blog http://bart1914.blogspot.com/ já se encontra publicado um artigo referente a esta nossa visita, da autoria do nosso amigo Pica Sinos, onde se inclui um video que está no vosso site, aparecendo o Pedro numa dança.

Bem hajam e muitos parabens pela obra realizada.

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do Sr. Director do Centro Social dos Montes Altos, recebemos a seguinte mensagem:

"Acabo de receber e ler a vossa mensagem de passagem pelo Alentejo e pelo Centro Social dos Montes Altos, e quase deixo escapar uma lágrima de emoção pela forma humana que os homens que foram obrigados a fazer a Guerra na Guiné(Colegas meus de transmissões)vieram ver o Zé Pedro aos Montes Altos, o qual tive o privilégio de receber, como a tantos outros, de forma diferente, evidentemente.

Agradeço as vossas palavras de elogio, em meu nome e da Instituição que represento.Têm vocês aqui uma casa vossa sempre que queiram voltar onde teremos o prazer de vos oferecer um farto almoço, regado com a melhor música alentejana. Obrigado e voltarei a contactar-vos através da vossa excelente e bem produzida página.

Um abraço.Diogo Sotero"

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um conto... pelo Raul Soares

""Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram.
Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...
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de autor desconhecido""

domingo, 8 de março de 2009

O CARLOS TAMBÉM VAI A OVAR ABRAÇAR O PESSOAL

QUERO DAR UM ABRAÇO DE AGRADECIMENTO AO GUEDES E DE AMIZADE A TODOS QUE HÁ 40 ANOS NÃO VEJO! A linda Vila Cabeceiras de Basto, situada numa região conhecida por “Terras de Basto” em homenagem ao Guerreiro Lusitano com o mesmo nome, figura lendária nas lutas de resistência às invasões dos Mouros, viu nascer, em 1945, nosso amigo e camarada, Carlos Francisco de Magalhães Leite, conhecido por todos nós em Tite como o “Reguila”. Para o nosso encontro e conversa escolhemos como “cenário”, o Palácio de Queluz. Outrora casa de campo do Rei D. Pedro III e da Rainha D. Maria I. Hoje, com uma das alas destinada a gente de “trabalho” ilustre, convidados do Governo ou da Presidência da Republica, mas nós como não o somos (ilustres) não nos fizemos anunciar, sem rebuço entramos no sumptuoso jardim, sentados ou a passear lá fomos conversando. Antes, quando nos avistamos, diz-me o “Reguila”: …Bem me avisava o Correia…que não tinha qualquer dificuldade em reconhecer-te….estás na “mesma” só um pouco mais gordo…dá cá um abraço Pica… Este homem que aos 12 anos já trabalhava praticamente para troco da dormida e da comida na antiga Cervejaria Peninsular, ao Campo Grande, em Lisboa, quando em vendedor de matérias plásticas, resolveu casar e, 2 anos antes de ser mobilizado nasce a sua filha. Hoje tem mais 2 filhos, os netos já são 4. Pica …Não me quero lembrar da fome passei, sobretudo durante a construção do quartel em Nova Sintra… Não quero lembrar o sofrimento sentido quando das constantes flagelações… Da morte de camaradas… Não era diferente dos outros no medo que sentia… Mas lembro-me amiúde da camaradagem e dos momentos menos maus que com todos vivi… Este ex sapador-mineiro - nas horas “vagas” adido na messe dos oficiais - com 12 anos de trabalho na Suíça (1980/1992), hoje vendedor itinerante de confecção para homem e senhora, entre outras cenas, uma das mais marcantes, que não esquece enquanto vivo, foi o favor que o ex-furriel Guedes lhe fez! …Pica, a minha menina estava muito doente, assim dizia a mulher no aerograma que me enviou….Eu desabafei junto do Guedes que se prontificou de imediato a falar com o Comandante. O resultado foi vir à metrópole visitar a minha menina com as viagens pagas…. Nunca tive a oportunidade de lhe dar um abraço de agradecimento, mas conto fazê-lo em Ovar…Assim como rever todos os amigos que há 40 anos não tenho essa oportunidade… Pica Sinos

quinta-feira, 5 de março de 2009

Orquestra de Jazz de Matosinhos

O Saxofonista LeeKonitz, de 81 anos, camisa branca, tocando com a Orq. Jazz de Matosinhos, em Nova Iorque
foto de João Carlos Santos/Expresso e texto de Valdemar Cruz/Expresso

Como nem só de tropa vive o homem, aqui vai uma agradavel noticia, com a devida vénia ao Expresso. ""Durante quatro noites, a Orquestra de Jazz de Matosinhos, ocupou (tocando) o palco do "Jazz Standard" de Nova Iorque, com o saxofonista Lee Konitz.

... permitem-se arrancar um final ao estilo Nova Orleães. Improvisam em simultâneo, rebentam com todos os espartilhos e deixam as paredes a escorrer jazz. É o grande final para uma enorme viagem do mar de Matosinhos ao coração de Manhattan"" Felizmente, nem tudo vai mal neste triste Portugal...