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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Pequenos almoços à borla... pelo Pica Sinos

A DIFERENÇA QUE PODE FAZER O “DE” DO “EM” Para que não haja quaisquer dúvidas, começo por afirmar que todo este texto é ficção ou invenção resultante da imaginação do autor, qualquer semelhança ou parecença com alguém ou personagens que possam eventualmente terem conhecido ou conheçam, é pura coincidência ou mera casualidade. Segundo histórias do povo na antiguidade, foi o formato dos cornos sobrepostos nos narizes dos rinocerontes que originaram chamar no Nordeste Africano, à parcela pontiaguda deste continente, de Corno de África, região que engloba diversos países africanos tais como a Somália e a Etiópia. No entanto não é do “Corno de África” que quero falar hoje, mas sim do dito “em África”, personagem que vivia maritalmente com uma outra e que foi traído, ao melhor estilo do realismo fantástico.
Dizem os “má línguas” que a prática, continuada, da traição era visível na fronte do “em”, através do crescimento de um par de robustos chifres não ramificados, que fazia inveja à melhor espécie do mamífero búfalo-africano (Syncerus caffer). Este “espécime” estava sitiado numa pequena cidade, na costa ocidental da região africana, num país que foi colónia portuguesa desde o século XV até à sua independência no século XX.
Era receptor dos produtos agrícolas de maior cultivo: arroz, amendoim, castalha-de-caju entre outros, que constituíam a única fonte do rendimento e alimentação dos naturais, e, de riqueza fácil do protagonista desta história, que, os mercantilizava a troco de uns míseros tostões ou de parcos géneros alimentícios. Comercializando-os posteriormente, por bom preço, na grande capital. Também detinha uma espécie de snack-bar que praticamente estava reservado aos europeus que por ali estacionavam sobretudo por via do “turismo safariano”. O homem era baixo e gordo, de estilo. Sebento e anafado de natureza. Repelente e asqueroso de feitio. Tinha ao seu serviço quatro empregados que, não só atendiam a clientela, como também cuidavam da limpeza dos estabelecimentos, do cultivo da horta que também dispunha nas traseiras do edifício. Creio que a sua consorte também era considerada subordinada, pois quando as coisas não corriam de feição não era difícil de perceber o “sururu” que existia para além da porta do snack-bar que dava acesso ao holl de entrada, tal como aos quartos de dormir da moradia. Um dado dia, pela manhã, dou com alguém, na frente do balcão do já citado snak-bar, a gesticular indignado por não haver um empregado que o servisse de uma prazenteira sandes mista, regada com uma cerveja bem gelada, dado que o jantar do dia anterior não foi de molde a contentar o seu exigente estômago, justificava. Vai daí, irado, nada rogado, entra pela moradia dentro, para apresentar, em “livro”, a sua reclamação, quando observa o que não devia ter observado, ou seja, um dos empregados a usar, em “benefício próprio”, numa das camas, sem o consentimento do mercador, alguém que este considerava ser de sua propriedade. É certo que a ira e a vontade de comer, do “mirones” por acidente, desapareceu por completo, confidenciando-me, mais tarde, que as contas dos pequenos-almoços, assim como o “cão” no rol dos “deves”, a partir desse dia, sem o pedir, tinham descontos consideráveis. Pica Sinos

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